ANP entrega Prêmio de Inovação Tecnológica 2019

A ANP realizou hoje (28/11) a cerimônia de entrega do Prêmio ANP de Inovação Tecnológica 2019, no Rio de Janeiro. Nas cinco categorias do Prêmio, concorreram 147 resultados de projetos de cinco empresas petrolíferas, mais de outras 20 empresas brasileiras de tecnologia e mais de 40 instituições credenciadas com diversas unidades laboratoriais.

“Estamos aqui para celebrar a pesquisa, o desenvolvimento e a inovação no Brasil. Este Prêmio já está se tornando uma tradição. É a sexta edição, realizada em um momento em que nos aproximamos de um novo ciclo, em que vamos aumentar o investimento em produção, e vamos aumentar também os recursos para a cláusula de PD&I. É neste momento que precisamos de mais projetos de inovação. Digo a todos os que estão envolvidos nessa área que aproveitem essa janela”, afirmou o diretor-geral da ANP, Décio Oddone, na abertura da cerimônia.

Criado em 2014, o Prêmio ANP tem como objetivo reconhecer e premiar os resultados associados a projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação (P,D&I), que representem inovação tecnológica para o setor de petróleo, gás natural e biocombustíveis, desenvolvidos no Brasil por instituições de pesquisa credenciadas pela ANP, empresas brasileiras e empresas petrolíferas, com recursos provenientes da Cláusula de PD&I presente nos contratos de Exploração e Produção (E&P).

A edição 2019 contemplou duas categorias com temas inéditos – “Segurança, Meio Ambiente e Saúde – SMS” e “Indústria 4.0” –, além de três categorias com os temas tradicionais de “Exploração e Produção de Petróleo e Gás” e “Transporte, Dutos, Refino, Abastecimento e Biocombustíveis”. A avaliação dos vencedores foi feita com base nos critérios de originalidade, relevância, aplicabilidade e funcionalidade da tecnologia, bem como foi considerada a produção científica e tecnológica como critério de desempate.

Além disso, houve ainda homenagem à Personalidade Inovação do Ano, e concessão da Menção Honrosa 2019.

Veja abaixo os vencedores do Prêmio ANP de Inovação Tecnológica 2019:

CATEGORIA I: Resultado associado a projeto(s) desenvolvido(s) exclusivamente por Instituição Credenciada, em colaboração com Empresa Petrolífera, na área temática geral “Exploração e Produção de Petróleo e Gás”

Título: Captura e armazenamento de dióxido de carbono (CCS) e purificação de gases associados (LNG) na produção de petróleo em águas ultraprofundas através do processo de produção de hidratos dos gases

Empresa petrolífera: Petrogal
Instituições: USP – Escola politécnica e Unicamp
Resumo: O objetivo é uma solução industrial, real e concreta para a captura e armazenamento de CO2 e purificação de CH4, com instalações industriais de tamanho reduzido, nas plataformas FPSO. Procurou-se uma tecnologia que fosse compacta, optando por micro-misturadores estáticos, o que demonstrou a capacidade de intensificação de mistura, troca térmica e energia de trabalho. A integração de processo se dá pela flexibilidade nas configurações das correntes, o que permite um uso intenso dos equipamentos principais e dos seus auxiliares como turbinas compressores e trocadores de calor para resfriamento. Como resultados técnicos, já se tem a produção demonstrativa de hidratos em bancada e em piloto, e um projeto da unidade industrial acima de provas de conceitos, com muitas características de projetos básicos, necessário para demonstrar a diferença entre as rotas baseadas em absorção (aminas, líquidos iônicos e outros) ou membranas, e este processo compacto é capaz de atender a toda a produção de gases, sem necessidade de reinjeção nos poços, e sem outras.

CATEGORIA II: Resultado associado a projeto(s) desenvolvido(s) por Empresa Brasileira, com ou sem participação de Instituição Credenciada, em colaboração com Empresa Petrolífera, na área temática geral “Exploração e Produção de Petróleo e Gás”

Título: Sistema Armazenamento e Separação Gravitacional de CO2 e CH4 em Cavernas de Sal Construídas em ambiente Offshore de Águas Ultra Profundas no Brasil

Empresa petrolífera: Shell
Instituição: USP – RCGI
Empresas: Modecom, Technomar, Argonautica, Granper

Resumo: O projeto está dividido em duas fases: a primeira tem como objetivo primário estudar o desenvolvimento de uma tecnologia / procedimento de armazenamento / descarte de gás natural com alto teor de CO2 em cavernas abertas em rocha salina pelo método de lixiviação por tempo indeterminado (CCS), na região do pré-sal. Numa segunda fase será estudado o procedimento de extração, por separação gravitacional de dióxido de carbono presente em grandes quantidades no gás natural produzido nos reservatórios do pré-sal. O desenvolvimento da primeira fase do projeto possibilitará que o CO2 não seja reinjetado nos reservatórios, evitando que estes sejam constantemente retroalimentados pelo contaminante. Já na segunda fase, a separação gravitacional dará valor econômico adicional ao sistema uma vez que possibilitará a monetização do GN separado no interior da caverna. A proposta é utilizar, sempre que possível, toda a infraestrutura já disponível nos sistemas de produção para realizar todas as etapas de desenvolvimento da tecnologia.

CATEGORIA III: Resultado associado a projeto(s) desenvolvido(s) por Instituição Credenciada e/ou Empresa Brasileira, em colaboração com Empresa Petrolífera, na área temática geral “Transporte, Dutos, Refino, Abastecimento e Biocombustíveis”

Título: Centro de Simulações de Manobras do Tanque de Provas Numérico da USP aplicado à Busca de Soluções para Escoamento da Produção de Petróleo e Gás Brasileira

Empresa petrolífera: Petrobras
Instituição: USP – TPN
Empresa: Transpetro

Resumo: O projeto envolveu o desenvolvimento de um Centro de Simulação inovador para a pesquisa e estudo de manobras marítimas, portuárias e hidroviárias. O centro conta com seis simuladores de passadiço integrados, dois deles do tipo Full-Mission, adequáveis para representar diversos tipos de embarcação, como petroleiros convencionais, petroleiros DP, navios de suporte (PSV, AHTS), plataformas e navios sonda e rebocadores, um simulador de guindaste offshore e um simulador de sala de controle de lastro de plataformas. O objetivo é prover um ambiente completo para o estudo de operações marítimas não convencionais, tais como atracação a contrabordo, transferência em ship-to-ship, operação offshore multi-corpos (perfuração e alívio com suporte de embarcação de apoio por exemplo), definição da eficiência de rebocadores em ambientes com fortes agentes ambientais, análise de manobras em águas muito rasas e restritas etc.

CATEGORIA IV: Resultado associado a projeto(s) desenvolvido(s) por Instituição Credenciada e/ou Empresa Brasileira, em colaboração com Empresa Petrolífera, na área temática específica “Segurança, Meio Ambiente e Saúde – SMS”

Título: Tecnologias verdes para a reciclagem de polímeros da indústria do petróleo: transformando resíduos em matérias-primas de valor para a cadeia produtiva

Empresa petrolífera: Petrobras
Instituições: UFRJ – IMA, UFPE – Lateclim

Resumo: A inovação tecnológica consiste em processo de despolimerização e posterior reciclagem de embalagens e demais materiais a base do polímero poli (tereftalato de etileno) (PET), que é ambientalmente amigável e aderente aos princípios de engenharia verde. Nas configurações de processo desenvolvidas, a despolimerização é catalisada por enzimas, por catalisadores químicos, ou por combinação destes, que levam a uma conversão do polímero em seus monômeros. Os processos consistem em reações em batelada, em que o polímero moído entra em contato com o catalisador, em fase aquosa (reação de hidrólise) ou em fase orgânica (reação de glicólise), havendo a liberação dos monômeros, ácido tereftálico (TPA) e o monoetileno glicol (MEG) (no caso da hidrólise) ou tereftalato de bis (2-hidroxietila) (no caso da glicólise). O uso de um catalisador de origem biológica (enzima), que é biodegradável e que consegue promover a despolimerização do PET em condições brandas de temperatura e pressão, torna o processo totalmente sustentável, de condução segura e que não gera resíduos tóxicos ao meio ambiente e ao ser humano. Já os catalisadores químicos agregam eficiência e rapidez ao processo, ao passo que foi possível se chegar a conversões da ordem de 96% em apenas 15 min de reação.

CATEGORIA V: Resultado associado a projeto(s) desenvolvido(s) por Instituição Credenciada e/ou Empresa Brasileira, em colaboração com Empresa Petrolífera, na área temática específica “Indústria 4.0”

Título: OtimRota – Ferramenta Computacional para Projeto Conceitual e Otimização de Sistemas Submarinos

Empresa petrolífera: Petrobras
Instituições: UFRJ – LAMCSO, USP – NDF, PUC-Rio – Tecgraf

Resumo: Alinhado à inclusão da transformação digital nos projetos na área submarina, o OtimRota surge como uma ferramenta computacional para auxiliar o engenheiro na elaboração, avaliação e comparação de projetos conceituais otimizados de sistemas submarinos. A ferramenta gera automaticamente alternativas para a locação da plataforma, e para a arquitetura e a disposição espacial dos diversos tipos de equipamentos submarinos (árvores de natal, manifolds, UTAs e outros). Em suma, o OtimRota engloba novas metodologias para automatizar a síntese de sistemas submarinos, levando à maximização do valor gerado pelo sistema de produção, obtendo arranjos otimizados, avaliados por critérios de engenharia e de custos (CAPEX, OPEX, ABEX). Isto fornece benefícios importantes em termos de projetos mais eficientes, obtidos em menor tempo, com aumento na eficiência e produção durante operação do sistema submarino, e significativa redução dos custos associados.

Personalidade Inovação do Ano 2019:

A homenagem foi concedida ao engenheiro Marcelo Gattass, pela contribuição à pesquisa, ao desenvolvimento tecnológico e à inovação no setor energético brasileiro. Gattass é diretor do Instituto Tecgraf de Desenvolvimento de Software Técnico Científico da PUC-Rio, onde coordena, por ano, mais de 30 contratos de cooperação universidade-empresa nas áreas de modelagem e visualização computacional. Professor titular do Departamento de Informática da PUC-Rio desde 1992, tem experiência na área de Ciência da Computação, com ênfase em Processamento Gráfico, atuando principalmente nos seguintes temas: Visualização, Simulação Numérica, Realidade Aumentada, Modelagem Geométrica e Visão Computacional. Pesquisa atualmente nas áreas de Realidade Aumentada e Visualização Científica. Possui graduação (1975) e mestrado (1977) em Engenharia Civil pela PUC-Rio e doutorado Ph.D. (1982) em Engenharia Civil pelo Programa de Computação Gráfica da Cornell University, EUA. Liderança no desenvolvimento de relevantes projetos de sistemas computacionais para as áreas de geofísica, geologia, reservatórios, meio ambiente e logística.

Menção Honrosa – Inovação Operacional 2019:

A menção honrosa este ano foi concedida a Marcos Isaac Assayag, pela contribuição à inovação operacional na considerando seu relevante reconhecimento profissional no setor da indústria brasileira de óleo e gás. Assayag ingressou na Petrobras em 1975 e, após um curso em Engenharia de Equipamentos, trabalhou em projetos de facilidades de produção. Em 1982, transferido para o Cenpes. Foi, entre 1989 e 2002, sucessivamente,coordenador do Procap-1000, 2000 e 3000. Entre 2002 e 20016, quando se aposentou da Petrobras, exerceu diversas posições executivas ligadas a equipamentos e engenharia. Como líder dos bem-sucedidos programas Procap da Petrobras, Assayag, em conjunto com sua equipe, desenvolveu processos tecnológicos que permitiram à empresa produzir em águas de até 2000 metros, bem como estabeleceu as bases para levar à produção até a profundidade de 3000 metros. Parte dessas tecnologias continuam hoje sendo utilizadas para a produção dos campos do Pré-sal brasileiro. Recebeu o reconhecimento internacional em 2007, quando foi agraciado com o “Distinguished Achievement Award for Individuals”, da OTC.

 

Fonte: Divulgação ANP

Ocyan usa gamificação para sensibilizar integrantes

Para chamar a atenção e promover a empatia de todos os integrantes da empresa com a realidade das pessoas com deficiência, a Ocyan promoveu evento inovador usando gamificação. Nessa semana, integrantes da empresa em Macaé (RJ) e Rio de Janeiro, puderam vivenciar experiências e passar por situações no formato de Escape Room, onde os participantes são desafiados a concluir desafios em equipe.

Durante dois dias, mais de 120 integrantes participaram de um escape game com o intuito de decifrar códigos, por exemplo, através de senhas em libras que seriam usadas para abertura de cadeados; de jogo de memória auditiva; da utilização de caixa sensorial com limitação da visão e estímulo do tato.

“Procuramos engajá-los na resolução de problemas vividos no dia a dia pelas pessoas com deficiência para buscar, através da experiência, melhorar o aprendizado e estimular ações e comportamentos que mostrem a necessidade de trabalho em equipe e solidário entre todos os integrantes, independente da sua condição. A experiência foi um sucesso”, destaca Nir Lander, diretor de Planejamento e Pessoas.

Em Macaé, um caminhão com caçamba de vidro foi preparado para receber os integrantes que se inscreveram para vivenciar a experiência. A cada rodada, grupos de cinco a sete integrantes participaram do jogo, sendo desafiados a emergir no mundo das pessoas com deficiência, e estimulados a aguçar os sentidos para desvendar os códigos. No Rio de Janeiro, uma sala adaptada com o mesmo objetivo recebeu a cada rodada, sete a dez pessoas.

Para Érica Lisboa, integrante da área de Qualidade da unidade de perfuração em Macaé, a experiência foi um enorme aprendizado. “Foi importante para identificarmos como é o trabalho em equipe, da gestão do tempo, planejamento e comunicação”. Já para Raquel Borges, também de Qualidade, a sensibilização promovida pela empresa surpreendeu: “A vivência das dificuldades sensoriais que nos foram apresentadas, nos fez refletir sobre empatia e inclusão dos PCDs”, pontua.

“Extraímos inúmeras reflexões. Ouvi-los após o game no momento de compartilhamento de seus sentimentos foi essencial para criar o link entre a empatia e respeito que devemos carregar conosco. O jogo contribuiu para permitir o entendimento de que todos somos diferentes, possuímos limitações e qualidades que se somam para atingir um objetivo em comum, ser uma pessoa com deficiência não é ser incapaz e que ter um grupo diverso agrega resultados grandiosos para o time”, comenta Isabel Carneiro, enfermeira do trabalho na Ocyan e voluntária do Grupo de Pessoas com Deficiência do Programa de Diversidade e Inclusão da empresa.

A inclusão de pessoas com deficiência em todas as áreas da empresa é uma das metas da Ocyan. A empresa realizou recentemente um mapeamento das funções dos integrantes offshore (nas sondas e FPSO) que podem ser desempenhadas por pessoas com deficiência, dentro de suas limitações e sem riscos para a vida e operações. As instalações já estão em fase de obras e adaptações para que todos se sintam incluídos, de acordo com as normas da ABNT. Hoje, por premissa, todas as oportunidades de emprego na Ocyan permitem a candidatura de pessoas com deficiência.

Programa de Diversidade

A Ocyan foi uma das primeiras empresas da cadeia produtiva do petróleo (óleo e gás) no Brasil a colocar a diversidade na sua pauta. Já entre 2016 e 2017 esse tema passou a figurar como um de seus grandes desafios. A área de Compliance e o Canal Linha de Ética da companhia funcionam desde 2017 como espaços que para garantir o respeito à inclusão, mitigando de forma incisiva casos de preconceito e discriminação, contribuindo diretamente para a promoção de um ambiente de segurança psicológica, de respeito e empatia.

Os executivos da Ocyan mergulharam neste desafio, com um esforço adicional em função da cultura do setor de óleo e gás, onde a empresa está inserida, que é predominantemente masculina. A empresa buscou apoio com quem estava mais familiarizado com os bons exemplos, como a consultoria Mais Diversidade. Este ano, com a criação do Programa e instalação do Comitê e seus respectivos grupos de afinidades, os temas da diversidade e inclusão já foram incorporados ao dia a dia da corporação. “Avançamos com a sensibilização e a necessidade de convivência entre todos os grupos e já fizemos as primeiras entregas, como a flexibilização do horário de trabalho para as integrantes quando voltam da licença-maternidade e esta ação com foco em pessoas com deficiência. Esses são os dois primeiros grupos que foram priorizados no projeto”, explica Camilla Braz, Líder do Programa de Diversidade & Inclusão da Ocyan.

ANP faz audiência pública sobre alteração em resolução de conteúdo local

A ANP realizou ontem (27/11) audiência pública sobre uma revisão pontual da Resolução ANP n° 19/2013, que dispõe sobre os critérios e procedimentos para execução das atividades de Certificação de Conteúdo Local. O objetivo é permitir a certificação de produtos importados que contenham componentes nacionais incorporados, ainda que parcialmente, incluindo bens, sistemas e materiais certificados individualmente antes de sua exportação para incorporação ao produto importado.

A alteração traz simplificação em relação aos atuais mecanismos de contabilização de conteúdo local em produtos importados, que viabilizará ganhos de eficiência, controle e rastreabilidade ao reporte e fiscalização de conteúdo local. Serão mantidos os incentivos para o desenvolvimento da cadeia produtiva do petróleo mediante compromissos de contratação de fornecedores nacionais, que permanecem inalterados, privilegiando aqueles que contenham menor parcela de componentes importados em seus produtos produzidos no Brasil e viabilizando suas exportações.

A proposta deriva das alterações da política de conteúdo local introduzidas pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) e ocorridas a partir de 2017, além dos aditivos contratuais realizados no âmbito da Resolução ANP n° 726/2018, que introduziram flexibilidade às linhas de compromissos estipuladas nos editais e contratos de exploração e produção de petróleo e gás natural.

A minuta passou por consulta pública de 45 dias. As contribuições recebidas no período podem ser acessadas na página da Consulta e Audiência Públicas nº 21/2019.

A ANP irá analisar tecnicamente as contribuições recebidas durante a consulta e a audiência públicas e consolidará uma nova minuta, que passará pela avaliação da Procuradoria Federal e da Diretoria Colegiada da Agência para posterior publicação.

 

Fonte: Divulgação ANP

Petrobras aprova Plano Estratégico 2020-2024

A Petrobras informa que seu Conselho de Administração aprovou, em reunião realizada ontem, o Plano Estratégico para o quinquênio 2020-2024, em linha com o posicionamento estratégico da companhia, divulgado em 26 de setembro de 2019, onde almejamos ser a melhor empresa de energia na geração de valor para o acionista, com foco em óleo e gás e com segurança, respeito às pessoas e ao meio ambiente.

Definido como Mind the Gap, o Plano Estratégico traz uma agenda transformacional, que visa eliminar o gap de performance que nos separa das melhores empresas globais de petróleo e gás, criando substancial valor para nossos acionistas. Além disso, o plano está consistente com os cinco pilares estratégicos que definimos: i) maximização do retorno sobre o capital empregado; ii) redução do custo de capital; iii) busca incessante por custos baixos; iv) meritocracia; v) respeito às pessoas, meio ambiente e segurança.

A Petrobras passa por um momento de transformação cultural e digital e, buscando um efetivo retorno do capital empregado dos seus acionistas, decidiu incorporar no plano uma nova ferramenta de gestão: o EVA® (Economic Value Added). O indicador representa o início de uma avaliação de desempenho que tem como foco a geração de valor, transformando a cultura da companhia através de incentivos claros aos gestores e profissionais.

A Petrobras do futuro será uma companhia com retorno operacional superior ao seu custo de capital, posicionada em ativos de classe mundial, com operação focada em óleo e gás, avançando na exploração e na produção do pré-sal brasileiro, um parque de refino eficiente, com capacidade para processar 1,1 milhão de bpd. Com respeito a fontes de energia revoáveis, a companhia atuará em pesquisas buscando adquirir competências para o eventual posicionamento no longo prazo em energia eólica e solar.

O plano conta com três métricas de topo com foco na segurança das pessoas, na redução do endividamento e na geração de valor:

 Taxa de acidentados registráveis por milhão de homens-hora (TAR) abaixo de 1,0
 Dívida líquida/EBITDA ajustado abaixo de 1,5x
 Delta do EVA® consolidado de US$ 2,6 bilhões

Em adição, estipulamos uma ambição de Zero Fatalidade.

Continuamos perseguindo a desalavancagem através da geração de caixa e dos desinvestimentos. Nos 9M19, conseguimos reduzir a dívida bruta da companhia em US$ 21 bilhões. Mantemos a meta de atingir a relação Dívida Líquida/LTM EBITDA de 1,5x ainda em 2020. Em 2021 planejamos atingir US$ 60 bilhões de dívida bruta o que aumentará a remuneração aos acionistas em linha com a nova política de dividendos já anunciada.

Consideramos como premissa para o plano um cenário de resiliência, que é utilizado como preço de breakeven mínimo de projetos, preços de petróleo mais reduzidos, no valor de US$ 50/bbl para os próximos cinco anos e de US$ 45/bbl no longo prazo, aplicando uma governança criteriosa para a seleção e priorização de projetos.

O CAPEX previsto para o quinquênio é de US$ 75,7 bilhões, dos quais 85% estão alocados no segmento E&P. Essa alocação está aderente ao nosso posicionamento estratégico, com foco nos ativos de E&P, especialmente no pré-sal, nos quais a Petrobras tem vantagem competitiva e geram mais retorno para os investimentos.

Os desinvestimentos previstos no plano variam entre US$ 20-30 bilhões para o período 2020-2024, sendo a maior concentração nos anos de 2020 e 2021.

Produção de óleo, LGN e gás natural

A curva de produção de óleo e gás estimada no período 2020-2024 indica um crescimento contínuo. Ao longo desse período, está prevista a entrada em operação de 13 novos sistemas de produção, sendo todos alocados em projetos em águas profundas e ultra profundas.

A companhia decidiu apresentar uma visão de produção comercial, a fim de representar o impacto econômico da produção nos resultados da companhia, deduzindo da sua produção de gás natural os volumes de gás reinjetados nos reservatórios, consumidos em instalações do E&P e queimados nos processos produtivos. Além disso, a curva de produção não contempla desinvestimentos, com exceção de cerca de 100 mboed, relativos aos campos na Nigéria e de Tartaruga Verde, cujas transações já foram assinadas e os fechamentos estão próximos de ocorrer.

As estimativas de produção estão apresentadas abaixo.

 

 

Para a meta de produção de 2020 consideramos uma variação de 2,5% para mais ou para menos. A produção de óleo deste ano reflete principalmente as perdas de volumes relacionados ao declínio natural dos campos maduros e à maior concentração de paradas de produção para o aumento da integridade dos sistemas, parcialmente compensados pelo ramp-up das novas plataformas. No longo prazo, a trajetória de crescimento é suportada pelos novos sistemas de produção – majoritariamente no pré-sal, com maior rentabilidade e geração de valor – e pela estabilização da produção na Bacia de Campos.

Financiabilidade

A expressiva geração operacional de caixa será decorrente da maior eficiência projetada, do controle de gastos e dos recursos financeiros em função da gestão ativa de portfólio. Isso permitirá uma redução gradativa da dívida bruta, com consequente diminuição das despesas com juros e aumento nos valores estimados de distribuição de dividendos, através da nova Política de Dividendos da companhia, gerando uma maior remuneração para os acionistas. A dívida alcança o patamar de US$ 60 bilhões já no ano de 2021, e se mantem nesse patamar ao longo do quinquênio.

Adicionalmente, ao antecipar fluxo de caixa operacional via desinvestimentos de ativos a Petrobras realizará seus investimentos, reduzindo seu endividamento, sem necessidade de novas captações líquidas no horizonte do Plano Estratégico.

Compromissos de baixo carbono e sustentabilidade

Até o momento, já avançamos com uma série de ações de descarbonização em nossos processos, que envolvem redução da queima de gás natural em flare, reinjeção de CO2 e ganhos de eficiência energética. A companhia mantém o compromisso com a descarbonização de processos e produtos, com um plano de ação robusto em relação à resiliência e eficiência em carbono.

Nesse sentido, estipulamos dez compromissos com a agenda de baixo carbono e sustentabilidade:

1.  Crescimento zero das emissões absolutas operacionais até 2025*
2.  Zero queima de rotina em flare até 2030
3.  Reinjeção de ~40 MM ton CO2 até 2025 em projetos de CCUS
4.  Redução de 32% na intensidade de carbono no segmento de E&P até 2025
5.  Redução de 30%-50% na intensidade de emissões do metano no segmento de E&P até 2025
6.  Redução de 16% na intensidade de carbono no refino até 2025
7.  Redução de 30% na captação de água doce em nossas operações com foco no aumento do reuso até 2025
8.  Crescimento zero na geração de resíduos de processo até 2025.
9.  100% das instalações Petrobras com plano de ação em biodiversidade até 2025.
10.  Manutenção dos investimentos em projetos socioambientais

* Compromissos em carbono em relação à base 2015. Demais compromissos com base em 2018.

Com a execução deste Plano Estratégico, a Petrobras reafirma seu compromisso de se tornar uma companhia mais robusta financeiramente, com baixo endividamento e custo de capital, alinhada aos seus pares da indústria e focada em ativos de óleo e gás de classe mundial, atuando sempre de forma ética e transparente, com segurança e respeito às pessoas e ao meio ambiente.

Fonte: Agência Petrobras