Noruega retira Petrobras de lista de empresas em observação

O Banco Norueguês informou ontem, (3/12), que retirou a Petrobras da lista de empresas sob observação, onde a companhia havia sido incluída em janeiro de 2016, após os casos revelados pela Operação Lava Jato. O banco seguiu recomendação do Conselho de Ética do Fundo Soberano da Noruega, que reconheceu as medidas implementadas pela Petrobras no combate à corrupção. Com a saída da lista, a Petrobras volta se ser elegível para receber investimentos do fundo norueguês.

Na recomendação ao banco, o Conselho de Ética destaca a disposição da Petrobras em colaborar com as investigações e com a solução dos casos. “Na opinião do Conselho, as medidas que a Petrobras implementou nos últimos anos demonstram disposição e capacidade consideráveis para prevenir, descobrir e lidar com a corrupção”, informou a entidade, em documento. O Conselho salienta ainda que o Ministério Público Federal e o Supremo Tribunal Federal brasileiros definiram oficialmente a Petrobras como vítima no âmbito das investigações da Operação Lava Jato.

“Trata-se de um reconhecimento ao trabalho árduo, técnico e comprometido que vem sendo realizado pela equipe da Diretoria de Governança e Conformidade nos últimos anos. Nosso sistema de controle interno, que já é muito mais robusto, está evoluindo para se tornar uma referência no cenário nacional e internacional. As medidas implementadas estão transformando o ambiente interno e já se refletem externamente, comprovando que a Lava Jato é uma página virada na história da Petrobras”, disse Marcelo Zenkner, diretor de Governança e Conformidade da Petrobras.

Desde 2014, a Petrobras implementou diversas medidas de conformidade, como a criação de um Canal de Denúncias independente e a realização de Due Diligence de Integridade, processo que avalia os mecanismos de combate à fraude e à corrupção das empresas com as quais a Petrobras faz negócios. A companhia também passou a aplicar o Background Check de Integridade (BCI), que se trata da checagem de integridade de todos os administradores, gestores e empregados que atuam em processos críticos.

O Fundo

Criado após as descobertas de petróleo no mar do norte, o Fundo Soberano da Noruega é uma espécie de poupança do país nórdico, sustentado por recursos provenientes da indústria de petróleo. O Fundo investe atualmente em cerca de 9 mil empresas em 70 países e, além da rentabilidade, considera questões de integridade, ambientais e sociais nas suas decisões de investimento.

Fonte: Agência Petrobras

Petroleira eleva diesel em 2% para máxima desde o fim de setembro

A Petrobras elevará o preço médio do diesel em suas refinarias em aproximadamente 2% a partir desta quarta-feira, após realizar um pequeno ajuste no domingo, informou a companhia à Reuters.

Com a alta, o combustível fóssil nas refinarias atingiu cerca de 2,27 reais por litro, uma máxima desde o fim de setembro, quando chegou a aproximadamente 2,29 reais por litro, segundo dados da estatal compilados pela Reuters.

A gasolina, em contrapartida, será mantida estável.

A Petrobras tem reiterado que sua política de preços para a gasolina e o diesel segue o princípio da paridade de importação, formada pela cotação internacional dos produtos mais os custos de importadores, como transporte e taxas portuárias.

O repasse dos ajustes de preço nas refinarias para o consumidor final nos postos não são imediatos e dependem de diversos fatores, como impostos, margens de distribuição e revenda e mistura de biocombustíveis.

 

Fonte: Agência Reuters

Chefe de petróleo da IEA vê como improvável mudança em política da Opep

Um representante da Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês) disse que avalia como pouco provável uma mudança da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) em seu pacto de produção antes que a situação do mercado fique mais clara.

“É muito provável que a Opep faça o que ela frequentemente fez no passado: adiar uma decisão que envolva mudanças no atual sistema até que as coisas fiquem mais claras”, disse o chefe da área de indústria de petróleo e mercado da IEA, Neil Atkinson.

“Há muitas incertezas, inclusive sobre a perspectiva para o “shale” nos Estados Unidos”, afirmou Atkinson durante uma conferência da S&P Global Platts em Londres, destacando que estava dando uma opinião, e não uma recomendação.

Cosan diz que Raízen participa de processo da Petrobras para venda de refinarias

O grupo brasileiro de energia Cosan está participando por meio da Raízen, joint venture em parceria com a Shell, de um processo organizado pela estatal Petrobras para a venda de refinarias, disseram executivos da companhia.

O diretor financeiro da Cosan, Marcelo Martins, afirmou em teleconferência com analistas e investidores que a Raízen ainda está avaliando a possibilidade de comprar uma refinaria da Petrobras.

Ele ressaltou, no entanto, que uma eventual concretização do interesse por ativos de refino exigiria retornos elevados devido ao risco envolvido no negócio.

Fonte: Agência Reuters

Abegás aciona Cade para impor limite à Petrobras no gasoduto Bolívia-Brasil

A Associação Brasileira das Empresas Distribuidoras de Gás Canalizado (Abegás) pediu ao órgão antitruste Cade novas medidas que permitam uma redução da dominância da Petrobras no segmento, incluindo um limite para as importações de gás boliviano pela estatal, disse um represente à Reuters.

O pedido foi feito apesar de a Petrobras e o Cade terem fechado, em julho, um acordo para a estatal alienar ativos de gás, em meio a um plano do governo para reduzir o preço da energia com maior uso do insumo na geração elétrica.

Enviados por meio de uma petição, as solicitações ocorrem em meio a dificuldades das distribuidoras em contratar novas fontes de fornecimento do insumo, além da Petrobras, enquanto diversos contratos com a petroleira estão para vencer no fim deste ano em todo o país.

Dentre os pedidos feitos na petição, a Abegás demandou ao Cade que a Petrobras tenha acesso limitado a apenas 50% da capacidade do Gasoduto Bolívia-Brasil (Gasbol).

A associação também demandou que a petroleira fosse obrigada a conceder, imediatamente, acesso a terceiros às suas plantas de regaseificação e às suas infraestruturas de escoamento, em condições isonômicas e competitivas, além de outros pedidos.

Como argumento, a Abegás disse na petição que o lançamento de chamadas públicas pelas distribuidoras para contratar um total de 21 milhões de metros cúbicos por dia (m³/d) de gás está sendo frustrado pela forte presença da Petrobras no setor e pela falta de acesso de outras empresas à infraestrutura.

“O objetivo dessa petição foi justamente alertar o Cade que todas as medidas anticoncorrenciais ainda estão presentes, mesmo com ação do Cade”, disse o diretor de Estratégia e Mercado da Abegás, Marcelo Mendonça.

Por meio da assinatura de um Termo de Compromisso de Cessação de Prática (TCC) com o Cade, a Petrobras se comprometeu a vender todos os seus ativos de distribuição e transporte de gás até o fim de 2021, além de medidas para permitir o acesso a suas infraestruturas, dentre outras questões.

O TCC permitiu ainda suspender, na ocasião, procedimentos administrativos para investigar a atuação dominante da Petrobras no setor de gás natural.

Mendonça, no entanto, apontou que os prazos previstos no acordo no Cade não estão em linha com a realidade do mercado.

“Infelizmente, esse descasamento do cronograma que está previsto no TCC para essa abertura de mercado, com a necessidade de aquisição (de gás) pelas distribuidoras, realmente pode inviabilizar a abertura do mercado”, afirmou Mendonça.

“Imagina a situação: o TCC vai até 2023. Na hora que tem acesso à infraestrutura, consegue resolver essas questões, lá em 2023, os produtores encontram todo o mercado contratado. Vai colocar o gás para quem? Essa questão precisa ser fechada.”

Em outubro, a Reuters reportou que o domínio da Petrobras no setor de gás e a falta de acesso de outros agentes à infraestrutura frustraram a chamada pública lançada por sete distribuidoras do insumo do Nordeste em busca de novos ofertantes.

Agora, a Abegás teme que a chamada pública convocada por distribuidoras do Sudeste, Sul e Centro-Oeste também não tenha sucesso. Os impedimentos, nesse caso, estão diretamente associados à dificuldade de acesso ao Gasoduto Bolívia-Brasil (Gasbol), disse Mendonça. “Tudo indica que o resultado vai ser igual ao que a gente teve no Nordeste.”

Procurada, a Petrobras não comentou o assunto.

Ainda que tenha forte dominância no setor de gás, a Petrobras já vendeu fatias majoritárias em ativos importantes, como as unidades de gasodutos TAG e NTS, que estão entre as mais importantes do país.CONTRATAÇÃO DO GASBOL A petição foi enviada pela Abegás após a agência reguladora ANP ter suspendido temporariamente, em outubro, uma chamada pública para a contratação de capacidade do Gasbol, atendendo a um pedido do Cade.

Os motivos para a suspensão não foram publicados, mas a Abegás verificou junto às distribuidoras que há incertezas quanto ao acesso ao gás boliviano, uma vez que a Petrobras tem um crédito para a retirada de 24 bilhões de metros cúbicos, impossibilitando que a Bolívia venda para outras empresas.

As turbulências políticas no país vizinho também têm dificultado tratativas relacionadas ao gasoduto. A chamada envolvia a contratação de 18 milhões de m³/d, diante do vencimento do atual contrato para este volume no fim deste ano. A capacidade total do gasoduto é de 30 milhões de m³/dia.

“A Petrobras teria sido, aparentemente —já que o resultado não foi divulgado oficialmente em razão da decisão da ANP de suspender referido procedimento—, a única empresa a apresentar proposta firme de contratação desta capacidade do Gasbol”, afirmou a petição enviada pela Abegás.

Procuradas, ANP, Cade, Petrobras e Transportadora Brasileira Gasoduto Bolívia-Brasil (TBG) não informaram os motivos para a suspensão temporária da chamada pública e também não confirmaram que a petroleira teria sido a única a fazer uma proposta firme.

Elas também não quiseram fazer comentários sobre a reportagem.

Fonte: Agência Reuters

Evonik amplia capacidade de produção de metilato de sódio em Rosario, Argentina

A Evonik planeja aumentar a capacidade de produção de metilato de sódio em sua planta de Rosario/Santa Fe de 60.000 toneladas para até 90.000 toneladas ao ano até 2021.

A ampliação se deve à crescente demanda por biodiesel na América do Sul, sobretudo na Argentina e no Brasil. O metilato de sódio é um importante catalisador na produção de biodiesel em larga escala. “O que motivou a nossa decisão foi a confirmação do aumento da mistura de biodiesel de 11% para 15% até 2023 no Brasil e a alta competitividade das exportações de biodiesel da Argentina no mundo inteiro”, disse Marcos Salgueiro, Gerente Geral da linha de negócios Functional Solutions da Evonik na América do Sul. “É por isso que continuaremos investindo em nossa planta eficiente e confiável, com localização estratégica bem no centro da região produtora de soja e biodiesel na Argentina”, acrescentou.

“Este investimento, aliado à recente ampliação da nossa planta de metilato de sódio em Mobile, Alabama, demonstra o nosso comprometimento com o importante mercado das Américas”, observou Andreas Kripzak, VP e Gerente Geral, Americas, Performance Materials, na Evonik.

Alexander Weber, responsável global pela linha de produtos Alkoxides & Potassium Derivatives, acrescentou: “Esta decisão se alinha perfeitamente com a nossa estratégia global e reforça a nossa posição de liderança no mercado de alcóxidos”.

Além de ampliar a capacidade produtiva, a linha de negócios Functional Solutions da Evonik também está investimento na melhoria da infraestrutura e da logística na América do Sul, incluindo o aprimoramento das soluções de armazenamento na região. Essas medidas devem assegurar um fornecimento contínuo confiável aos seus clientes.

Uma série de acréscimos recentes à capacidade de produção de biodiesel na região reflete a crescente importância do produto no mercado. “Estamos acompanhando os investimentos dos nossos clientes com os nossos próprios investimentos a fim de assegurar um amplo fornecimento futuro para esse importante combustível renovável, que contribui para a redução das emissões”, disse Elias Lacerda, presidente regional América Central e do Sul da Evonik.

Além da Argentina e dos Estados Unidos, a Evonik também produz altos volumes de metilato de sódio em Luelsdorf, Alemanha, para os mercados europeu e asiático.