Petrobras detalha Plano Estratégico em Londres

A diretoria da Petrobras promoveu na última sexta-feira, 6/12, encontro com investidores para detalhamento do Plano Estratégico 2020-2024. O “Petrobras Day” ocorreu em Londres.

Além do presidente Roberto Castello Branco, estiveram presentes os diretores Carlos Alberto Pereira de Oliveira (Exploração & Produção), Anelise Lara (Refino e Gás Natural), Andrea Almeida (Financeiro e de Relacionamento com Investidores) e Nicolás Simone (Transformação Digital e Inovação).

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Fonte: Agência Petrobras

ANP faz audiência sobre aperfeiçoamento das regras para queima de gás

A ANP realizou na última semana, audiência pública sobre a minuta da resolução que revisa a Portaria ANP n° 249/2000. O regulamento trata dos procedimentos para controle das queimas e perdas de petróleo e gás natural nas atividades de E&P, incluindo as definições de casos enquadrados como queimas ordinárias, dispensadas de prévia autorização, e os procedimentos para autorização e convalidação de queimas extraordinárias. A minuta passou por consulta pública de 45 dias, na qual foram recebidas 81 contribuições.

Na abertura, o diretor Aurélio Amaral destacou a importância estratégica da revisão proposta: “Há um esforço grande por parte do Estado brasileiro para aumentar o uso e a recuperação do gás, especialmente no Pré-sal. Nossa intenção não é criar custos adicionais, mas propor um melhor aproveitamento desse gás para o benefício do Brasil e trazer segurança jurídica aos operadores”.

A revisão reforça o trabalho da ANP no aprimoramento dos seus mecanismos regulatórios sobre o controle da queima de gás natural, considerando os avanços tecnológicos ocorridos, a mudança no cenário da produção do Brasil, principalmente em decorrência das jazidas do pré-sal, e a valorização do gás natural como recurso energético, no mundo e no Brasil, em especial, como fonte para termelétricas.

A iniciativa atende a Resolução CNPE nº 17/2017, que define, dentre as diretrizes a serem observadas na Política de Exploração e Produção de Petróleo e Gás Natural pela ANP: fomentar, em bases econômicas, o aumento da participação da produção doméstica de gás natural no atendimento ao mercado brasileiro, inclusive pela redução da queima de gás natural nas atividades de exploração e produção.

A proposta de revisão do regulamento traz dispositivos que podem ser classificados em dois grupos: os relativos à regulamentação de procedimentos para autorização e convalidação de queimas extraordinárias de gás natural, ou consideração de queimas ordinárias, já utilizados nas atividades de fiscalização, mas ainda não previstos no regulamento vigente; e também aqueles dedicados à implementação de novas ferramentas buscando a otimização do aproveitamento do recurso energético, mediante a redução dos percentuais de queima.

As contribuições recebidas na consulta e na audiência públicas serão examinadas tecnicamente para consolidação da minuta final e, após análise da Procuradoria Federal e aprovação da Diretoria da ANP, a resolução será publicada.

 

Fonte: ANP

Estatal avança em negociações com CNPC para refinaria no Comperj

A Petrobras concluiu um estudo de viabilidade com a petroleira chinesa CNPC sobre operações de refino no projeto chamado Comperj, em Itaboraí (RJ), disse a diretora-executiva de Refino e Gás Natural da estatal brasileira, Anelise Lara.

A executiva acrescentou que a Petrobras busca recuperar um volume de gás de um contrato existente para importar o insumo por meio do gasoduto Bolívia-Brasil (Gasbol) e que gostaria de reduzir sua participação nas compras do país vizinho de 30 milhões de metros cúbicos por dia para 15 milhões.

 

Fonte: Agência Reuters

Agência prioriza análise de projetos de PD&I na área de meio ambiente

Em razão do derramamento de óleo que atingiu a costa brasileira, afetando principalmente o litoral da região Nordeste, e com o objetivo de contribuir com a capacitação e a preparação das empresas e instituições de pesquisa às situações de emergência, a ANP está estimulando a realização de projetos de PD&I correlacionados às temáticas elencadas a seguir:

Modelagem de dispersão de óleo em ambientes marítimos; Monitoramento de infraestruturas de produção, escoamento e transporte de petróleo; Metodologias de monitoramento e prevenção de perdas de contenção de hidrocarbonetos em unidades marítimas de produção de petróleo e na infraestrutura submarina; Prevenção de blowouts; Monitoramento de poços; Respostas a emergências, infraestrutura e ICS (Incident Command System);
Sensoriamento e monitoramento remoto de incidentes; Metodologias de análises de risco aplicadas à indústria do petróleo e do gás natural.

Os projetos ligados a essas temáticas serão prioritariamente analisados pela ANP. As instituições ou empresas executoras que tenham interesse podem enviar projetos, que serão analisados pela Agência na forma “fast track”.

O fomento a tais projetos é consequência da participação da ANP no Grupo de Acompanhamento e Avaliação (GAA), formado também pelo Ibama e pela Marinha. Assim, a Agência apoiar o processo de absorção de lições aprendidas, o aprimoramento da estrutura de resposta e auxiliar na avaliação dos impactos ambientais e socioeconômicos do derramamento de óleo que atingiu a costa brasileira.

Além da priorização da análise dos temas estratégicos listados acima, a ANP apoiará projetos aderentes às condições do seu regulamento de PD&I que sejam desenvolvidos pelos grupos de trabalho instituídos pela Coordenação Científica do GAA, compostos por mais de 100 pesquisadores e cientistas de universidades e instituto de pesquisas nacionais.

 

Fonte: ANP

Petroleira investirá em Búzios quase 25% do total previsto até 2024

A Petrobras investirá no campo de Búzios, no pré-sal da Bacia de Santos, cerca de 17,9 bilhões de dólares no período de 2020 a 2024, quase um quarto do montante total previsto no atual plano de negócios, afirmou o diretor executivo de Exploração e Produção da companhia, Carlos Alberto Oliveira.

O ativo já é o segundo maior produtor de petróleo e gás do Brasil, perdendo apenas para o gigante campo de Lula, também na Bacia de Santos, segundo dado de outubro da reguladora ANP.

Mas a Petrobras ainda tem muito a desenvolver no campo, onde quatro plataformas já produzem. No início do mês passado, a estatal arrematou juntamente com duas empresas chinesas o direito de explorar o excedente da cessão onerosa no bloco de Búzios, com a empresa arcando com um bônus de 61,38 bilhões de reais.

A concentração de investimentos em ativos de grande rentabilidade está em linha com a estratégia atual da companhia, de focar suas atividades na exploração e produção em campos de áreas profundas e ultraprofundas, enquanto vende ativos considerados menos essenciais.

No plano de negócios, a empresa planeja investir um total de 75,7 bilhões de dólares até 2024, sendo 64 bilhões de dólares em exploração e produção. Já no pré-sal como um todo, a Petrobras planeja investir 37,8 bilhões de dólares em exploração e produção no período, disse Oliveira.

Búzios foi citado também pelo presidente da companhia, Roberto Castello Branco, ao iniciar seu discurso na bolsa de Nova York, onde apresentou, a investidores e analistas de mercado, o novo plano de negócios para os próximos cinco anos.

“É um ativo de classe mundial… com custo de extração baixo”, disse Castello Branco, ressaltando aquisição recente de direitos para explorar mais volumes disponíveis em Búzios, no leilão do excedente da cessão onerosa.

“Ninguém conhece melhor Búzios do que nós”, completou.

Valor de Mercado
O plano de negócios da companhia contém metas importantes para reduzir custos, reduzir dívidas e aumentar o retorno aos investidores.

Como resultado dessas medidas, a empresa planeja aumentar seu valor de mercado em aproximadamente 45% até 2021, em grande parte por meio de cortes de custos e desinvestimento de ativos não essenciais, explicou a diretora-executiva de Finanças e Relacionamento com Investidores, Andrea Almeida.

 

Fonte: Agência Reuters

RenovaBio: ANP conclui medidas para que programa entre em funcionamento este ano

A Diretoria da ANP aprovou três medidas que concluem a atuação da Agência na definição da estrutura do RenovaBio. O conjunto de atribuições legais da ANP em relação ao RenovaBio foi cumprido dentro do prazo estabelecido permitindo que o Programa esteja pronto para entrar em funcionamento a partir de 24/12/19.

A primeira medida aprovada foi a resolução que estabelece os procedimentos para geração de lastro necessário para emissão primária de Créditos de Descarbonização (CBIOs), de que trata o Art. 14 da Lei nº 13.576, de 2017. O lastro é o conjunto de informações necessárias à garantia da emissão dos Créditos de Descarbonização (CBIOs).

A segunda aprovou a contratação do Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro) para hospedagem e produção da “Plataforma CBIO”, responsável pela geração das informações para que sejam emitidos os CBIOs mediante pagamento, pelos emissores primários (produtor e importador de biocombustíveis), do serviço de geração de lastro para emissão desses créditos, por nota fiscal eletrônica analisada, de acordo com a sua utilização do sistema.

A terceira medida é a definição do valor a ser pago pelos emissores primários ao Serpro pela hospedagem e produção da “Plataforma CBIO”, que poderão ser reduzidos em função do volume de notas fiscais processadas.

Estima-se que a adesão ao Programa RenovaBio ocorrerá de forma escalonada. Dessa forma, com o passar do tempo, espera-se aumento no número de notas fiscais processadas, o que possibilitará redução no valor unitário a ser pago. Os valores fixados referem-se ao primeiro período do programa e são estimativas sujeitas a eventuais atualizações no decorrer do ano.

 

Fonte: ANP