SBM Offshore assina contrato com Petrobras para afretamento da FPSO Sepetiba

A SBM Offshore anunciou a assinatura de contratos com a brasileira Petrobras para o afretamento e operação por 22,5 anos do FPSO Sepetiba (antes conhecido como Mero 2), afirmou a empresa holandesa.

A unidade flutuante de produção, armazenamento e transferência de petróleo e gás Sepetiba será implantada no campo de Mero, no pré-sal da Bacia de Santos, a 180 quilômetros da costa do Rio de Janeiro. A entrega está prevista para 2022.

O campo de Mero está localizado no bloco de Libra, operado por um consórcio liderado pela Petrobras (com 40%) e com participação das multinacionais Shell (20%), Total (20%), CNODC (10%) e CNOOC (10%). A área foi licitada pelo governo brasileiro em 2013, em contrato de Partilha de produção.

 

Fonte: Agência Reuters

Petrobras negocia com Mitsui realizar IPO da Gaspetro no 2º semestre de 2020, diz CEO

A Petrobras está em conversas com a sócia Mitsui para realizar no segundo semestre de 2020 uma oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) da Gaspetro, empresa que reúne diversas distribuidoras de gás natural, afirmou o presidente da estatal, Roberto Castello Branco.

Após a listagem, que deverá ocorrer no Novo Mercado da bolsa paulista B3, a Petrobras planeja vender toda a sua participação na companhia, cumprindo compromisso firmado com o órgão antitruste Cade, que prevê a saída completa da empresa do setor de distribuição e transporte de gás no Brasil até 2021.

Atualmente, a Petrobras tem participação de 51% da Gaspetro —que reúne fatias em 19 distribuidoras, das 27 constituídas no país, segundo informações no site da empresa. A fatia restante, de 49%, foi comprada da Petrobras pela Mitsui em 2015.

“Nós gostamos de usar o mercado de capitais, é uma forma mais democrática, transparente… está crescendo no Brasil”, disse Castello Branco, ao participar de café da manhã de fim de ano com a imprensa, na sede da companhia, no Rio de Janeiro.

Ele acrescentou, no entanto, que algumas distribuidoras pré-operacionais deverão ser excluídas dessa operação, sem citar as empresas.

A Petrobras planeja recorrer ao mercado de capitais também para outros desinvestimentos, como de sua fatia na Braskem e outros ativos, incluindo suas usinas termelétricas e gasodutos, conforme informado anteriormente pela empresa.

No caso das termelétricas, a petroleira estuda criar uma empresa nova, que agrupará usinas da companhia, e ofertá-la ao mercado de capitais. Para essa operação, a Petrobras já contratou o banco Goldman Sachs.

“Confirmo a contratação (do Goldman Sachs). Ele vai formatar (a modelagem) juntamente conosco… a ideia principal seria uma subsidiária, uma empresa de geração térmica”, disse Castello Branco, pontuando que não está ainda definido se a Petrobras venderia apenas uma parte dessa empresa ou 100% do ativo.

O executivo evitou dar mais detalhes sobre a operação planejada, como o número de usinas que poderão ser agrupadas na nova empresa, o que segundo ele não está decidido.

“Ainda estamos em um estágio bem preliminar.”

Em agosto, a diretora-executiva de Refino e Gás Natural da Petrobras, Anelise Lara, havia afirmado que os planos envolveriam a venda de 15 termelétricas, de um total de 26 no portfólio da companhia.

 

Fonte: Agência Reuters

Estatal tem produção recorde em novembro e deve superar meta em 2019

A produção de petróleo e gás da Petrobras em novembro atingiu um recorde de 3,1 milhões de barris de óleo equivalente (boe) ao dia, marcando também uma máxima diária de 3,2 milhões de boe/dia no mês passado, disse o diretor de Exploração e Produção da empresa, Carlos Alberto Pereira de Oliveira.

Em entrevista a jornalistas, ele afirmou que a empresa fechará o ano com produção acima da meta de 2,7 milhões de boe/dia, com a extração ficando perto do teto do intervalo do objetivo, que variava de 2,5% para cima ou para baixo.

Ele disse ainda que a Petrobras planeja realizar paradas para manutenção em 20 a 30 plataformas em 2020, mais concentradas no primeiro semestre.

 

Fonte: Agência Reuters

WEG dobra fatia em mercado de transformadores da América do Norte desde 2017

A WEG, que fabrica desde motores elétricos até tintas industriais, definiu os Estados Unidos como região chave para a expansão de seu negócio de transformadores e já duplicou a presença com esses equipamentos na América do Norte nos últimos dois anos, disse à Reuters um diretor da companhia.

A empresa tem atuado no mercado norte-americano por meio de quatro fábricas, duas delas em Washington, no Estado de Missouri, e duas no México, que produzem atualmente mais de 2 mil transformadores por ano para venda na região, incluindo também o Canadá.

“A partir de 2017 o negócio realmente deslanchou. De 2017 para cá, duplicamos nossa presença em transformadores na América do Norte, fornecendo principalmente para o mercado de energias renováveis. Hoje posso te assegurar que nos EUA a WEG, em transformadores, é líder de mercado em renováveis”, afirmou o diretor superintendente da WEG T&D, Carlos Diether Prinz.

O executivo atribuiu o avanço à decisão da empresa em 2017 de comprar as fábricas em Washington, que permitiram a ela ter acesso a clientes no setor elétrico local, além do enquadramento em programa de incentivos do governo dos EUA a energias renováveis.

O portfólio de produtos da companhia para o mercado norte-americano envolve transformadores elevadores para aerogeradores e inversores solares, além de transformadores de potência nas classes de tensão de 138 a 500 kilovolts, com potências até 300 MVA.

“Isto vem mudando o panorama de participação WEG no mercado de energias renováveis, atingindo não somente o mercado de geração e distribuição de energia, como também a transmissão… esse mercado vem crescendo quase de forma exponencial, a cada momento a gente se surpreende positivamente com a demanda”, acrescentou Prinz.

A estratégia da WEG se baseia na competitividade das unidades no México, onde a mão de obra é mais barata, e na localização das fábricas nos EUA, perto dos clientes, o que também reduz despesas.

“Para um determinado tamanho de transformadores, o custo de logística é importante, ao mesmo tempo que, nos de maior porte, é o custo de mão de obra. Como os competidores são na sua grande maioria empresas norte-americanas, temos vantagem competitiva por termos fábrica no México”, explicou.

A localização das unidades também permitiu que a empresa com sede em Santa Catarina passasse sem impactos pela guerra comercial entre Estados Unidos e China, que levou à imposição de tarifas nos EUA sobre diversos produtos importados dos chineses, afetando alguns concorrentes.

O diretor da WEG afirmou ainda que a empresa tem focado o mercado de renováveis como alvo de sua expansão na América do Norte, em movimento que segundo ele foi recompensado e poderá ser ampliado.

“Toda estratégia de expansão na América do Norte foi em cima do tema ‘renováveis’, mesmo em momento, em 2017, em que as notícias sobre os EUA falavam sobre combustíveis fósseis. Essa visão tem feito a diferença para nós.”

Além das fábricas de transformadores nos EUA e México, a WEG possui unidades de produção desses equipamentos em Gravataí, Blumenau, Itajaí e Recife, além da Colômbia. O diretor não quis abrir números sobre as operações.

A receita líquida da WEG com equipamentos de geração, transmissão e distribuição de energia (GTD) em mercados externos avançou 20% no terceiro trimestre sobre um ano antes, enquanto recuou 22% no mercado doméstico, segundo apresentação da empresa.

A América do Norte respondeu por 46,7% da receita líquida da WEG no terceiro trimestre, enquanto América do Sul e Central foram responsáveis por 12,1% e Europa 23,2%.

BNDES paga mais R$30 bi ao Tesouro, totalizando R$123 bi em 2019

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) informou que pagou mais 30 bilhões de reais ao Tesouro de forma antecipada, com o total já devolvido no ano chegando à meta acordada de 123 bilhões de reais.

Em nota, o banco de fomento afirmou que, do total neste ano, 100 bilhões de reais foram em pré-pagamento.

“O serviço contratual antes das liquidações antecipadas era estimado em 26 bilhões de reais. Com a amortização antecipada, tanto o serviço de amortização quanto de juros foram reduzidos em cerca de 3 bilhões de reais”, disse o banco.

Os recursos são referentes a empréstimos que o banco recebeu de governos petistas para sustentar seus programas. Desde 2015, contudo, o BNDES vem antecipando esses pagamentos, em operações que já somam cerca de 409 bilhões de reais.

Segundo o BNDES, a antecipação não irá comprometer os desembolsos programados pelo banco em suas operações de financiamento.

O banco informou ainda que, para além da ajuda nessa frente — que tem impacto sobre a redução da dívida bruta —, o BNDES também pagou neste ano 9,5 bilhões de reais em dividendos ao governo federal, sendo 1,6 bilhão de reais em dividendos do exercício de 2018 e 7,9 bilhões relativos a 2019.

 

Fonte: Agência Reuters

Petrobras e CNPC concluem que construção de refinaria no Comperj não é viável

A Petrobras e a chinesa CNPC encerraram negociações sobre a possibilidade de construir uma refinaria no Comperj, em Itaboraí (RJ), após concluírem que o projeto não seria economicamente viável, afirmou o presidente da petroleira estatal, Roberto Castello Branco.

O executivo frisou que “não faz sentido” estrategicamente para a empresa investir em uma nova refinaria, uma vez que a petroleira está vendendo capacidade de refino em diversos Estados e já possui uma refinaria no Estado do Rio de Janeiro, que será mantida.

“(Os estudos com a CNPC) nos mostraram que não é economicamente viável… A CNPC não tinha muito interesse nesse projeto”, disse Castello Branco, ao realizar um café da manhã de fim de ano com a imprensa, na sede da empresa, no Rio de Janeiro.

A construção de uma refinaria no Comperj foi suspensa após as investigações da Lava Jato, que apontou fraudes envolvendo contratos do projeto.

Parte dos equipamentos que já estão no empreendimento serão eventualmente aproveitados na construção de uma unidade de lubrificantes no local, cujo projeto está em elaboração.

 

Fonte: Agência Reuters