Petrobras divulga teaser de E&P na Bacia de Pelotas

A Petrobras informa que iniciou a etapa de divulgação da oportunidade (teaser), referente à venda de parcela de sua participação na concessão BM-P-2, localizada na Bacia de Pelotas, no estado do Rio Grande do Sul.

A Petrobras e a Total são parceiras nessa concessão e cada uma detém 50% de participação, sendo a Petrobras a operadora. O desinvestimento será realizado em conjunto, com a venda entre 30% a 65% de participação na concessão.

O teaser, que contém as principais informações sobre a oportunidade, bem como os critérios de elegibilidade para a seleção de potenciais participantes, está disponível no site da Petrobras: https://investidorpetrobras.com.br/pt/resultados-e-comunicados/teasers.

As principais etapas subsequentes do projeto serão informadas oportunamente ao mercado.

A presente divulgação está de acordo com as diretrizes para desinvestimentos da Petrobras e com as disposições do procedimento especial de cessão de direitos de exploração, desenvolvimento e produção de petróleo, gás natural e outros hidrocarbonetos fluidos, previsto no Decreto 9.355/2018.

Essa operação está alinhada à otimização do portfólio e a melhor alocação do capital da companhia, visando à maximização de valor para os nossos acionistas.

Sobre os blocos exploratórios

A Concessão BM-P-2 está localizada em águas profundas da Bacia de Pelotas em lâmina d’água entre 1.000 m e 2.000 m, tendo sido adquirida pela Petrobras (100% de participação) em 2004 na 6ª Rodada de Licitações da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). A Total tornou-se parceira com a aquisição de 50% da participação em 2013.

Atualmente, a concessão contempla os blocos exploratórios P-M-1269, P-M-1271, P-M-1351 e P-M-1353 e está estrategicamente posicionada em relação à 18ª Rodada de licitações da ANP, prevista para 2021, em que deverão ser selecionados blocos da Bacia de Pelotas. Essa concessão apresenta um reduzido compromisso exploratório com o potencial de comprovar significativos volumes e firmar posição em uma nova fronteira exploratória.

Fonte: Agência Petrobras

Com foco da Petrobras no pré-sal, micropetroleiras avançam em terra

Pequenas e médias empresas privadas aproveitam lacuna deixada por estatal e apostam na exploração de poços em terra no Nordeste, Espírito Santo e Amazonas; produção hoje é de 107 mil barris diários, 4,3% do total extraído no País

No campo de petróleo do Vale do Quiricó, na Bahia, a cerca de 80 km de Salvador (BA), um único técnico, acompanhado de um segurança e dois cachorros, cuida diariamente do poço da menor petroleira do Brasil com o sentimento de quem trabalha numa plataforma em alto-mar. O volume sob sua responsabilidade – pouco mais de meio barril de óleo diário, que custaria no mercado algo como R$ 125 – é tão pequeno que poderia ser transportado em baldes.

Apesar das reduzidas proporções, a micropetroleira Energizzi, dona do poço, sonha alto e pretende colocar mais dinheiro em outras áreas de exploração em terra. Ela faz parte de um movimento de petroleiras de pequeno porte que querem aproveitar a lacuna deixada pela Petrobras na Região Nordeste, no Espírito Santo e no Amazonas desde que a estatal optou por concentrar esforços no pré-sal.

A Energizzi é, na verdade, um braço da carioca Dimensional Engenharia, que, de olho na tentativa de reativação da produção de petróleo em terra, adquiriu em 2017 sua primeira área num leilão da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Passados dois anos, começou a testar o potencial do projeto, considerado internamente um ensaio para investimentos futuros.

“Nosso objetivo é crescer. Buscamos campos maiores para chegar a 300 barris por dia lá na frente. É um desejo ter uma posição em águas rasas, mas isso é mais para frente”, diz o diretor de operações da empresa, Alan Bastos. “Queremos ter uma experiência grande na parte de terra para depois nos aventurarmos.”

Mudanças na política do setor

Pequenas e médias petroleiras, chamadas de “independentes”, tentavam há anos ingressar nesse mercado, mas sempre esbarraram no domínio da Petrobras. Com a chegada do ex-presidente Michel Temer ao governo, em 2016, porém, houve uma mudança na política de desenvolvimento do setor, com maior incentivo à iniciativa privada, e esse quadro começou a mudar.

Com a concentração da Petrobras no Rio de Janeiro e em São Paulo, onde estão os grandes blocos do pré-sal, o segmento de extração de petróleo e gás no Nordeste, no Espírito Santo e no Amazonas, principalmente áreas em terra, ficou aberto para as novatas.

Apoiando esse movimento, o governo federal tenta reverter o grande declínio na produção de petróleo em terra no País – foi de 209 mil barris diários, em 2000, para 107 mil barris este ano. A participação em relação ao total extraído em território nacional passou de 9,2% para 4,3%.

Na avaliação de Anabal Santos Júnior, secretário executivo da Associação Brasileira dos Produtores Independentes de Petróleo (Abpip), o Brasil possui uma das maiores bacias terrestres do mundo, mas só tem conhecimento do potencial de 5% dela e possui uma taxa de sucesso inexpressivo em comparação ao que poderia ter se recebesse mais atenção.

Inspiração no modelo americano.

O modelo buscado no Brasil para atrair as empresas de menor porte é o usado nos Estados Unidos, onde cerca de 1 milhão de poços de apenas 10 barris por dia, em média, respondem por 80% da extração total de petróleo e gás natural. No Brasil, um único campo, o de Lula, na Bacia de Santos, concentra mais da metade do desempenho nacional.

A diferença de investimento entre um pequeno poço e uma área no pré-sal é mais que um abismo. Segundo Santos Júnior, só como referência, a perfuração de um poço em terra pode ficar na casa dos R$ 3 milhões a R$ 5 milhões, enquanto no pré-sal isso pode ultrapassar os R$ 800 milhões.

As pequenas petroleiras vendem sua produção para refinarias independentes, consumidores industriais que utilizam o produto em fornos e para a própria Petrobrás. E garantem que, apesar do tamanho diminuto da operação, o negócio é lucrativo.

Novo modelo de leilão

A virada que começou a dar impulso às petroleiras de pequeno porte no mercado nacional também veio com a decisão da Petrobras – após a crise do envolvimento na Operação Lava Jato – de vender ativos, entre eles áreas em terra e em águas rasas (onde os investimentos em exploração são menores). Mas um novo passo foi dado este ano, com a criação de um novo modelo de leilão de campos devolvidos à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e de blocos que ficaram sem oferta em licitações anteriores.

Nessa rodada de áreas marginais, de pequena dimensão, as empresas podem indicar previamente aquelas do seu interesse. Na primeira edição, em setembro, 12 empresas nacionais e duas estrangeiras arremataram 12 áreas, um índice de sucesso de 86%, que rendeu quase R$ 7 milhões ao governo. Essa oferta de blocos agora é permanente. Ou seja, as empresas podem indicar as áreas que lhes interessam a qualquer momento.

A Ubuntu – termo da África Subsaariana que significa “sou porque somos” – participou de um leilão, há dois anos, com aquisições no Espírito Santo e no Rio Grande do Norte. Seus fundadores têm experiência em prestadoras de serviços multinacionais e em petroleiras de médio porte. “Pensamos nesse nome porque sabemos que vamos ter de trabalhar juntos. A ideia é ter uma atuação coletiva de baixo custo”, diz o sócio-presidente, Clarindo Caetano Machado Neto.

Ele vislumbra para 2021 um crescimento efetivo da curva de produção em terra, com um avanço também na geração de emprego e transformação das cidades. “Há um alinhamento de forças entre governos e pequenos produtores. Isso criou uma onda de otimismo que funcionou. É um movimento de verdade”, diz.

Segundo Gustavo Cachina, diretor técnico da Phoenix Óleo e Gás, outra empresa desse grupo de menor porte, as primeiras vagas de trabalho estão sendo criadas nas empresas de sondas, que disponibilizam equipamentos para explorar os campos em diferentes profundidades. “O desafio agora é desenvolver uma regulamentação própria, compatível com a dimensão das empresas”, avalia.

Venda de ativos da Petrobras

O próximo passo, aguardado com ansiedade pelas petroleiras independentes, é o segundo ciclo de vendas de ativos da Petrobras, que, por determinação da ANP, vai ter de se desfazer de 80 campos até o fim deste ano e de mais oito até junho de 2020. São concessões que a companhia estatal guardava na “gaveta” e não investia tanto quanto tinha se comprometido.

No ano passado, foi obrigada a se posicionar sobre o futuro de cada um dos 211 campos em terra onde já havia descoberto petróleo, mas não avançava no desenvolvimento. Pressionada, decidiu manter 69 das concessões, devolveu 8 e prometeu passar para frente 134, das quais 46 já estão com terceiros.

“A substituição de um monopólio por uma indústria passa pela atração de pequenas e médias empresas para operar nos campos maduros e em terra e em águas rasas”, avalia o diretor-geral da ANP, Décio Oddone. Além do novo modelo de leilão e do “cartão vermelho” dado à Petrobrás para se posicionar sobre a continuidade dos investimentos, ele aponta “a redução dos royalties, simplificação de contratos, definição de regras de abandono de campos e o uso das reservas como garantia de financiamentos” como exemplos de medidas de atração de novos investidores.

Idealizador do processo de retomada da produção terrestre no governo de Michel Temer, quando esteve à frente do Ministério de Minas e Energia, Márcio Felix avalia ainda que, mesmo com a reativação da indústria do petróleo, incluindo a terrestre, o retorno não deve ser o mesmo de anos atrás, quando a commodity atingiu picos de cotação. “Mas o investimento em terra tem o benefício de distribuir riquezas. São valores menores em relação ao mar que fazem diferença nos municípios.”

 

Fonte: Terra Economia

ArcelorMittal forma joint venture com Nippon Steel para administrar Essar Steel

A ArcelorMittal anunciou que formou uma joint venture com a Nippon Steel para administrar a Essar Steel, falida siderúrgica indiana que a ArcelorMittal assumiu.

No mês passado, a Suprema Corte da Índia abriu caminho para a ArcelorMittal assumir a Essar Steel após uma disputa legal que se arrastou por vários tribunais por mais de dois anos.

ArcelorMittal e Nippon Steel fizeram uma oferta conjunta pela Essar, que tem capacidade para 10 milhões de toneladas de aço por ano.

A ArcelorMittal terá uma participação de 60% na nova empresa – ArcelorMittal Nippon Steel India Ltd – informou a maior produtora de aço do mundo em comunicado.

A nova empresa pretende exportar até 15 milhões de toneladas de aço acabado.

A Essar Steel, que tinha dívidas de quase 500 bilhões de rúpias (7 bilhões de dólares), estava entre as doze grandes empresas de aço e infraestrutura que foram encaminhadas ao tribunal de falências da Índia em 2017.

Fonte: Agência Reuters

Programa para biocombustível RenovaBio pode ser aliado contra desmatamento

O RenovaBio, política de biocombustíveis do Brasil que terá o pontapé inicial no próximo dia 24, trará mecanismos que visam incentivar empresas do setor a cumprir rigorosas regras contra o desmatamento para expansão agrícola.

Essas metas devem mobilizar as indústrias de etanol e biodiesel em prol da redução de danos ambientais em momento em que o país registra avanço do desmatamento, segundo especialistas.

A iniciativa, que visa garantir receita adicional ao produtor de biocombustível pela redução de emissões de gases de efeito estufa proporcionada pelo uso de etanol e biodiesel, requer que áreas usadas para cana, soja e milho não tenham sofrido desmate após novembro de 2018, ainda que a lei ambiental permita.

Essa receita adicional deverá ser obtida pela emissão, pelas usinas, dos chamados créditos de descarbonização (CBio), que serão comprados pelas distribuidoras de combustíveis para compensar as emissões pela venda de combustíveis fósseis.

No horizonte de uma década, por meio dos CBios, o RenovaBio tem objetivos de retirar cerca de 670 milhões de toneladas de dióxido de carbono da atmosfera, contribuindo para o cumprimento das metas do Acordo de Paris, além de impulsionar a indústria de biocombustível.

Criado por lei aprovada no final de 2017, na administração Michel Temer, o programa teve a regulamentação concluída já sob o governo Jair Bolsonaro, que tem levantado tensão entre ambientalistas devido à alta nos índices de desmatamento na Amazônia e às declarações polêmicas do presidente sobre o tema.

“Se tiver um hectare desmatado após novembro de 2018, a propriedade rural está fora do RenovaBio”, destacou o gerente de Economia e Análise Setorial da União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica), Luciano Rodrigues, em referência a áreas produtoras das principais matérias-primas dos biocombustíveis.

Em entrevista à Reuters, ele disse que, para evitar questionamentos, as regras do RenovaBio são mais rigorosas do que as estabelecidas pelo Código Florestal, que autoriza o desmatamento de parcelas da propriedade rural em percentuais que dependem da região, com normas mais severas no Bioma Amazônico, onde é permitido pela lei desflorestar até 20% da área.

O rigor do RenovaBio em relação ao desmatamento, a principal fonte de emissão de carbono no Brasil, será estabelecido em um momento em que integrantes do próprio governo e agricultores questionam a Moratória da Soja, um programa da indústria que proíbe a compra de grãos de áreas do Bioma Amazônico desflorestadas após 2008. Fazendeiros querem ter o direito de usar toda a área agrícola que a lei permite.

DESAFIO DE RASTREAR

No caso do setor de etanol de cana, que pela própria lógica do negócio trabalha com fornecedores mais próximos das usinas, o controle da origem da matéria-prima livre de desmatamento seria mais fácil, concordou o economista da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), Daniel Amaral.

Questionado, ele admitiu que a rastreabilidade da soja e do milho é questão que exige atenção, pois os grãos são comprados de vários fornecedores e armazenados em um mesmo silo.

“Isso acaba sendo um desafio… a soja, desde que armazenada em boas condições, ela pode ser transportada de Mato Grosso para a China, para qualquer lugar. Isso traz desafio maior de estreitar o relacionamento com o produtor”, comentou ele, lembrando que o RenovaBio exige que o agricultor tenha Cadastro Ambiental Rural (CAR), uma ferramenta de rastreabilidade.

Ele disse ainda que o RenovaBio, por meio dos CBios, deverá dar um incentivo financeiro aos integrantes da cadeia produtora, permitindo uma espécie de pagamento por serviços ambientais. Segundo Amaral, caberá a cada setor negociar para definir valores que poderão ser repassados aos fornecedores.

De olho nisso, dezenas de empresas já estão participando do processo em busca da aprovação para emissão de CBios, incluindo unidades de multinacionais como a Cofco, Tereos e BP, além de brasileiras como Biosev e São Martinho, de acordo com a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Até sexta-feira, 47 companhias estavam em fase de consulta pública para certificação visando emissão dos certificados. Outras 40 estavam sob aviso de início de consulta pública, enquanto 29 passavam por consulta e cinco haviam sido aprovadas, apontou a ANP, incluindo unidades de biodiesel BSBios e JBS, além plantas de etanol da São Martinho e da usina Vale do Paraná.

Com base neste interesse inicial, a reguladora afirmou à Reuters em nota que acredita que as empresas aprovadas nos próximos meses serão suficientes para que o país atinja a meta de 2020, de descarbonização de 28,7 milhões de toneladas.

“Os produtores de maior volume estão em processo de certificação, o que nos dá segurança para alcançar as metas.”

EFICIÊNCIA, A CHAVE DO NEGÓCIO

Enquanto associações do setor admitem que ajustes finos precisam ser feitos para aprimorar o RenovaBio, todos têm certeza de que as empresas precisarão buscar eficiência para conseguir tirar o melhor proveito do programa.

“A usina mais eficiente vai emitir mais CBios… O programa vai resultar em mais produtividade…”, disse o diretor técnico da Unica, Antonio de Padua Rodrigues.

O grau de eficiência será medido no processo de autorização para emissão dos CBios e ditará a proporção de certificados a serem obtido pelos produtores para cada volume de etanol comercializado ou importado.

Assim uma usina mais eficaz poderá emitir certificado com metade do volume de etanol que uma usina menos eficaz precisaria comercializar para obter o mesmo CBio, disse o diretor técnico da Unica, Antonio de Padua Rodrigues.

“A diferença do ganho entre uma mais eficiente e uma menos eficiente pode ser de 100%”, apontou ele, o que explicaria a corrida por uma nota melhor e, por consequência, pela possibilidade de maior receita com o RenovaBio.

O presidente da União Nacional do Etanol de Milho (Unem), Guilherme Nolasco, defendeu que a RenovaCalc (calculadora para definir a nota de desempenho ambiental das usinas) seja ajustada para capturar alguns ganhos de eficiência, como por exemplo a redução na aplicação de adubos devido ao resíduo de fertilizante deixado no solo para o milho, após o cultivo da soja.

“Há uma dificuldade de segregação de insumos de primeira e segunda safra, mas o governo e a ANP estão muito abertos a construir os ajustes necessários…”, disse Nolasco, acrescentando que, no que diz respeito à questão ambiental, ainda que o milho usado pelas usinas seja plantado “em áreas consolidadas” (sem desmatamento), o setor está discutindo a criação de um “dispositivo de rastreabilidade de origem”.

Marcos Fava Neves, professor titular da USP e da FGV, especialista em planejamento estratégico do agronegócio, avalia que o setor conta com amplas áreas de pastagem no Brasil para ampliar a produção de matérias-primas sem apresentar problemas ao RenovaBio, e que os CBios, ao ampliarem a renda das empresas, estimularão a produção sustentável.

Assim como as associações, Neves evitou fazer estimativa de preço para o mercado de CBio. Mas ele avaliou que a margem das usinas pode aumentar em cerca de 30% com o programa e os certificados.

Preços do petróleo sobem perto de máxima de 3 meses após acordo comercial EUA-China

Os contratos futuros do petróleo operavam perto de máximas de três meses na segunda-feira (16), apoiados pelo anúncio na semana passada de que um acordo comercial “fase um” foi alcançado entre Estados Unidos e China.

O petróleo Brent subia 0,18 dólar, ou 0,28%, a US$ 65,4 por barril, às 9h40 (horário de Brasília). O petróleo dos Estados Unidos era negociado estável, a US$ 60,07.

Os Estados Unidos e a China anunciaram na sexta-feira um acordo de “fase um” que reduzirá algumas tarifas dos EUA em troca do que as autoridades norte-americanas disseram que seria um grande salto nas compras chinesas de produtos agrícolas e outros bens dos EUA.

“O que o mercado precisa agora, porém, é de clareza sobre exatamente o que o acordo implica”, disseram analistas da ING Economics. “Quanto mais tivermos que esperar por esses detalhes, maior a probabilidade de os participantes do mercado começarem a questionar o quão bom é o acordo.”

O acordo de sexta-feira evitou tarifas adicionais sobre mercadorias chinesas no total de 160 bilhões de dólares que os Estados Unidos deveriam impor no fim de semana.

O representante comercial dos EUA, Robert Lighthizer, disse no domingo que o acordo quase dobrará as exportações dos EUA para a China nos próximos dois anos e foi “totalmente concluído”, apesar da necessidade de tradução e revisão do texto.

“Parece que o mercado agora precificou totalmente o acordo comercial da primeira fase, portanto, precisaremos de mais notícias se quisermos superar a importante resistência (técnica) que está à frente”, disse Michael McCarthy, estrategista-chefe de mercado na CMC Markets.

 

Fonte: Agência Reuters