Economia do Rio patina e recuperação deve vir com petróleo e gás

A recuperação da economia do Rio, que enfrentou uma recessão mais severa e prolongada do que o País como um todo, será puxada pelo setor de petróleo e gás. A indústria extrativa, que inclui a produção de petróleo, já puxou o avanço de 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB) do Estado do Rio no terceiro trimestre, na comparação com o segundo trimestre, conforme estimativas da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), obtidas com exclusividade pelo Estado. A entidade espera crescimento de 2,1% na economia fluminense em 2020, acima do 1,9% estimado para o PIB nacional.

Nas projeções da Firjan, a economia fluminense fechará 2019 com avanço de 0,9%, abaixo do crescimento de 1,1% do PIB nacional apontado pelas estimativas compiladas pelo Banco Central (BC) no Boletim Focus. Se confirmadas as contas da Firjan, será o terceiro ano seguido em que a economia fluminense terá desempenho abaixo do nacional. Enquanto o PIB brasileiro registrou dois anos seguidos de queda (2015 e 2016), no Rio, foram três anos de retração (2015 a 2017).

“A crise econômica passou pelo problema fiscal”, afirma Jonathas Goulart, gerente de Estudos Econômicos da Firjan, responsável pelas projeções do PIB fluminense, a partir de outros dados, como produção industrial, vendas do varejo e atividade de serviço. “A crise fiscal do Estado do Rio foi mais complexa”, completou Goulart.

Com elevada conta de Previdência e receita dependente dos royalties do petróleo, o Rio é destaque absoluto na crise fiscal dos Estados, com atrasos de salários e no pagamento de fornecedores, medidas de ajuste e a adesão ao programa de socorro federal criado no governo Michel Temer, o Regime de Recuperação Fiscal (RRF).

Se a saída da crise econômica e fiscal passará pela retomada do setor de petróleo e gás, o tombo dessa atividade também foi decisivo para a recessão mais prolongada do Rio. A forte queda nas cotações do barril de petróleo, em 2015 e 2016, e as dificuldades financeiras da Petrobras, atingida por excesso de endividamento, investigações de corrupção e pelo próprio preço do petróleo, fomentaram a crise econômica.

Agora, com a alta recente das cotações do barril, os ajustes feitos na Petrobras e a volta dos leilões de áreas para exploração de petróleo e gás, atraindo investimentos de outras petroleiras, é natural que a retomada econômica do Rio se dê a reboque da indústria petrolífera, disseram economistas. Tanto que o mercado de trabalho do setor já voltou a contratar.

“O PIB é o valor agregado por todos os setores, então, apenas o aumento da produção de petróleo em si, já tem impacto positivo nas estatísticas”, afirma o professor Edmar Almeida, pesquisador do Grupo de Economia da Energia (GEE) do Instituto de Economia da UFRJ.

Para a produção de petróleo e gás não ficar só num impulso inicial ao crescimento, é preciso que a indústria petrolífera gere demanda em cadeia. Segundo o professor Almeida, a mola propulsora é a retomada dos investimentos. Nos estudos iniciais, há demanda por serviços de geologia, geofísica e análise de dados. A fase de exploração e desenvolvimento dos campos – antes da produção propriamente dita – gera mais demanda por insumos, como produtos químicos, máquinas e equipamentos, e por serviços complexos, como logística offshore.

Segundo Goulart, economista da Firjan, quando esse “ciclo virtuoso” começa a girar, a geração de empregos ganha força não só no setor, mas em serviços associados, como alimentação e hospedagem. Mais empregos geram mais consumo, espalhando o impulso econômico para o varejo e os serviços em geral. Para Goulart, esse processo tende a ser lento, mas sustentado. Por causa da crise fiscal, será puxado pelo setor privado, sem espaço para políticas de fomento.

Para o economista Mauro Osório, coordenador do Observatório de Estudos sobre o Rio de Janeiro da UFRJ, o ciclo pode ficar só no impulso inicial da produção de petróleo se não vier junto de políticas públicas. Segundo o professor, muitos fornecedores do setor de petróleo na indústria de transformação estão localizados fora do Estado do Rio e o bom uso das receitas com royalties do petróleo pode atrair investimentos, evitando erros do passado, como cidades do norte fluminense que, no início dos anos 2000, gastaram até em calçadões de porcelanato. “É preciso ter uma estratégia para adensar a cadeia do complexo de petróleo e gás”, diz Osório.


Fonte: Estadão

Ocyan desenvolve aplicativo para controle de recebimento de materiais offshore

Projeto, que destaca pioneirismo da empresa, foi idealizado em três etapas

Os integrantes da área de Logística da Unidade de Negócio de Perfuração (UNP) da Ocyan, com base em Macaé (RJ), desenvolveram um aplicativo para realização das principais atividades de logística da base. O projeto, pioneiro no setor de óleo e gás, foi chamado de DigiMob, e tem como objetivo otimizar as atividades no Yard, base logística da área de unidade de perfuração da empresa, trazendo ganhos em segurança, eficiência e confiabilidade ao processo.

O DigiMob permite agilidade nos processos de recebimentos de materiais, identificação através de etiquetas com código QR Code e agilidade na expedição das cargas para as sondas, tudo isso de forma simples com a utilização de tablets. O projeto foi idealizado em três fases, sendo que as duas primeiras já estão finalizadas e em utilização. A terceira etapa será concluída em 2020.

“A ideia surgiu dos próprios integrantes. O grande mérito é que eles identificaram uma nova metodologia para ajudar o processo como um todo. Antes, o serviço era físico, manual, gastava-se muito mais tempo com lançamentos no sistema, preenchimento de planilhas e etiquetas de identificação”, destaca Heitor Gioppo, vice-presidente da unidade de perfuração da Ocyan.

A primeira fase do projeto foi concluída em maio desse ano, sendo automatizado o recebimento de materiais através da utilização de tablets. Já no primeiro mês de utilização desta ferramenta, o tempo de recebimento dos materiais caiu 33% para itens nacionais e 50% para os importados, redução essa ocorrida sobretudo em função do uso do DigiMob no lançamento da conferência física do material no sistema. A base logística Yard recebe todos os materiais que seguirão para as sondas da Ocyan, que vão desde itens de higiene até grandes estruturas, como juntas de risers, juntas telescópicas, tubulares para perfuração de poços, conectores de cabeça de poço, dentre outros.

Em dezembro, a segunda fase do projeto foi finalizada, permitindo a identificação de todos os materiais recebidos através da impressão de etiquetas com código QR Code, e a automatização de todos os processos de expedição de materiais, sempre com a utilização de tablets.

“Os ganhos são consideráveis, pois além de permitir agilidade nos lançamentos dos itens, que agora ocorre de forma automatizada, torna possível ainda as consultas de saldos dos pedidos de compras em tempo real, reduzindo os riscos de falhas na alimentação do sistema e contribuindo para a conformidade nos processos”, pontua Gioppo.

Petrobras assina parceria com Serviço Geológico do Brasil e ANP para pesquisa

Projetos incluem a construção de litotecas, Centro de Referências em Geociências e a revitalização do Museu de Ciências da Terra

A Petrobras assinou, no último dia (16/12), termos de cooperação com o Serviço Geológico do Brasil e com a Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP) para financiamento a projetos de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I).

Entre os projetos está a construção da Rede SGB de PD&I com Rochas e Fluidos de Bacias Petrolíferas. Unidades nas regiões Norte, Nordeste e Sudeste irão gerir a utilização do acervo de testemunhos de sondagem e amostras de rochas, que hoje se encontram sob a guarda da Petrobras. A rede será composta por três litotecas: no Rio de Janeiro, em Feira de Santana (BA) e Manaus (AM).

“Os projetos vão resgatar um acervo importante e contribuir para os investimentos futuros na exploração de petróleo e gás e no setor mineral. Temos que agregar valor a esse patrimônio”, afirmou o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque.

Outro projeto será o Centro de Referências em Geociências, que será instalado nas dependências do Museu de Ciências da Terra e reunirá laboratórios de geocronologia e isotopia de baixa e alta temperatura destinados a acelerar o conhecimento geológico do Brasil, em especial das bacias sedimentares, de forma a desenvolver os setores de óleo, gás e mineração.

“Essa parceria deve ser entendida como uma obra coletiva. Somente o aprofundamento de conhecimento é capaz de orientar boas práticas e boas tomadas de decisão. Estamos nos inserindo na cadeia de valor da indústria de óleo e gás, preparando, a partir de agora, a infraestrutura laboratorial como base para geração de novos crescimentos”, disse o diretor-presidente do Serviço Geológico do Brasil, Esteves Colnago.

A parceria também conta com a revitalização do Museu de Ciências da Terra, na Urca, no Rio de Janeiro, e seus laboratórios associados. As obras devem ser concluídas em 2022. O espaço, de 22 mil metros quadrados, foi parcialmente afetado por um incêndio em 1973. O museu possui um dos maiores acervos da América Latina de fósseis, rochas e meteoritos, além de vasta coleção bibliográfica e documental, com mapas, fotografias e equipamentos científicos.

“O Serviço Geológico do Brasil deve ser apoiado e assim contribuirá de forma relevante para o desenvolvimento do Brasil. A Petrobras considera a pesquisa geológica como prioritária. Sem pesquisa mineral, deixaríamos de aproveitar o enorme potencial que o nosso país tem, com capacidade para geração de riquezas”, comentou o presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco.

O valor priorizado pela Petrobras para aporte neste projeto seguiu as regras da Cláusula de PD&I da ANP, que consta de contratos de exploração e produção de petróleo e gás. A cláusula determina que campos com grande produção devem ter um percentual de sua receita bruta investido em pesquisa, desenvolvimento e inovação (1% para contratos de concessão e 0,5% para cessão onerosa).

 

Fonte: Agência Petrobras

Estatal realiza pré-pagamento de empréstimo com o CDB

A Petrobras realizou o pré-pagamento de empréstimo com o China Development Bank (CDB), no valor de US$ 5 bilhões, cujo vencimento ocorreria em 2027.

Este pré-pagamento acarretará o término da obrigação de fornecimento preferencial, em condições de mercado e pelo mesmo prazo do financiamento, de um volume total de 100 mil barris de óleo equivalente por dia para empresas chinesas.

A operação está em linha com a estratégia de melhora do perfil de amortização e do custo da dívida da Petrobras, levando em consideração a meta de desalavancagem prevista em seu Plano Estratégico 2020-2024.

 

Fonte: Agência Petrobras

Existe um ’espelho’ do pré-sal, diz presidente da Petrobras

O presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, disse que, apesar de se concentrar no polígono do pré-sal, a empresa continuará a investir em pesquisa geológica e exploração de novas reservas fora da região.

“A Petrobras não está cansada do pré-sal, a Petrobras gosta muito do pré-sal, mas não podemos parar nisso. A pior coisa que pode acontecer é obter sucesso e relaxar e achar que todos os problemas estão resolvidos. Sabemos que existe muito mais do que o pré-sal. Existe o espelho do pré-sal, viabilizado com a ampliação da Zona Econômica Exclusiva”, afirmou.

A Zona Econômica Exclusiva (ZEE) é o território marítimo brasileiro — a área que fica dentro das 200 milhas náuticas —, mas já há um grupo de trabalho do governo que estuda a possibilidade de incluir áreas além da ZEE nos leilões da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustível (ANP) a partir do ano que vem. Ainda não há decisão sobre o assunto.

Castello Branco destacou, ainda, a importância de a petroleira continuar a investir em exploração.

“Reservas, para uma empresa como a nossa, são uma espécie de corrente sanguínea. Sem elas, a empresa morre”, disse, ao participar de cerimônia da assinatura dos termos de cooperação com o Serviço Geológico do Brasil, para execução de projetos de pesquisa e desenvolvimento na melhoria da infraestrutura laboral do Museu das Ciências da Terra.

Fonte: Valor Econômico

Tamar completa 40 anos na conservação de espécies de tartaruga marinha na costa brasileira

Parceria de 39 anos com a Petrobras contribuiu para os avanços e conquista do marco de 40 milhões de tartarugas marinhas protegidas

O Tamar completou 40 anos de atuação em 2020 e deu início às comemorações nos dias 13 e 14 de dezembro desse ano, com apresentações musicais e solturas de tartarugas em nove estados do país: Ceará, Bahia, Espirito Santo, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Rio de Janeiro, São Paulo, Santa Catarina e Sergipe. Parceira do projeto há 39 anos, a Petrobras também celebrou, junto com o Tamar, o marco de 40 milhões de tartarugas marinhas protegidas e devolvidas ao oceano.

Estima-se que a tartaruga de número 40 milhões nasça neste verão, na atual temporada de desova, de um dos milhares de ovos depositados pelas fêmeas no litoral brasileiro.

A gerente executiva de Responsabilidade Social da Petrobras, Olinta Cardoso, lembra o início da parceria entre Tamar e a Petrobras há 39 anos. “Esse patrocínio é o mais antigo em nossa carteira de projetos socioambientais. Iniciamos a parceria com o fornecimento de combustível dos jipes e, logo no ano seguinte, o projeto foi incluído no programa de patrocínio ambiental da companhia”, diz. “Na Petrobras, temos como um dos valores e pilares de atuação o respeito ao meio ambiente. Essa longa história vivida com o Tamar materializa, por meio de ações concretas, nosso compromisso com a conservação ambiental”, enfatiza.

Um dos fundadores do Projeto Tamar, Guy Marcovaldi, explica que a cada mil tartarugas que nascem, apenas uma ou duas sobrevivem. As espécies de tartaruga têm ciclo de vida longo, de 20 a 30 anos para se reproduzir. “Antigamente registrávamos nascimento de filhotes apenas no período de quatro a seis meses e hoje acontecem ao longo do ano todo”, explica.

Para ele, o apoio da Petrobras e a participação das comunidades costeiras foram fundamentais para o crescimento do número de animais protegidos e devolvidos ao oceano. “A população local deixou de utilizar as tartarugas para consumo e passou a preservá-las”, conta.

Comemoração

Marcando o início das celebrações do aniversário e dos resultados do Tamar, no dia 13 de dezembro em Ubatuba (SP),foi realizado a apresentação musical com o músico Arnaldo Antunes e trio, no Espaço Cultural Projeto Tamar Ubatuba. Já no dia 14 de dezembro, na Praia do Forte (BA), houve soltura de tartarugas, às 17h, seguida da apresentação musical de João Donato, às 19h. E em Aracaju (SE), a banda local The Baggios fez a apresentação principal do palco do Oceanário do Tamar.

Haverá, ainda, a “Caminhada da tartaruga 40 milhões ao mar” com a soltura de filhotes e tartarugas reabilitadas, nas praias onde estão localizadas as bases do Tamar na Praia do Forte, Aracaju e Ubatuba, e em outras localidades. A soltura simultânea, no dia 14, marcou os resultados do projeto, reconhecido internacionalmente como uma das mais bem-sucedidas iniciativas de conservação marinha do mundo.

Pesquisa e desenvolvimento científico

O Projeto Tamar contribuiu, em conjunto com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICM-Bio), para o início da recuperação – comprovada cientificamente – das populações de quatro espécies de tartarugas marinhas: tartaruga-oliva, tartaruga-de-pente, tartaruga-cabeçuda e tartaruga-de-couro, e pela estabilidade da tartaruga-verde em Fernando de Noronha (PE) e Trindade (ES).

Atualmente, o Tamar está presente em 26 localidades do Brasil e suas ações se estendem por cerca de 1.100 km de praias, distribuídas em áreas prioritárias de desova, alimentação, migração e descanso das cinco espécies, todas ameaçadas de extinção. A principal missão é a recuperação das populações de tartarugas marinhas, desenvolvendo ações de pesquisa, a conservação e inclusão social.

Todo esse trabalho conta com o apoio das comunidades costeiras dos locais onde há a ocorrência das espécies ameaçadas. Além disso, anualmente, são atendidas diretamente cerca de 1.000 pessoas em ações socioeducativas, de valorização da cultura, de capacitação e inclusão social.

O Tamar é membro da Rede de Projetos de Biodiversidade Marinha (Rede Biomar), grupo composto também pelos Projetos Albatroz, Baleia Jubarte, Coral Vivo, Golfinho Rotador e Meros do Brasil, todos patrocinados por meio do Programa Petrobras Socioambiental. Juntos, esses projetos atuam em diferentes frentes e são um símbolo da atuação da companhia na conservação marinha no Brasil.

Fonte: Agência Petrobras