Estatal divulga fase vinculante de ativos de E&P

A Petrobras, em continuidade ao comunicado divulgado em 02/12/2019, informa o início da fase vinculante referente à venda de sua participação nos campos terrestres de Dó-Ré-Mi e Rabo Branco, pertencentes à Concessão BT-SEAL-13, localizados na Bacia de Sergipe-Alagoas.

Os habilitados para essa fase receberão carta-convite com instruções sobre o processo de desinvestimento, incluindo orientações para a realização de due diligence e para o envio das propostas vinculantes.

A presente divulgação está de acordo com as diretrizes para desinvestimentos da Petrobras e com as disposições do procedimento especial de cessão de direitos de exploração, desenvolvimento e produção de petróleo, gás natural e outros hidrocarbonetos fluidos, previsto no Decreto 9.355/2018.

Essa operação está alinhada à otimização do portfólio e à melhora de alocação do capital da companhia, visando à maximização de valor para os nossos acionistas.

Sobre os campos

Os campos Dó-Ré-Mi e Rabo Branco foram adquiridos na 7ª Rodada de Licitações da ANP, em 2005. O campo de Rabo Branco produz óleo leve desde 2012, cuja média diária de produção de petróleo em 2018 atingiu 161 bpd. O campo de Dó-Ré-Mi possui dois poços descobridores de gás, ainda sem produção comercial.  Ambos os campos contam com cobertura total de sísmica 3D.

A Petrobras detém 50% dessa concessão em parceria com a Petrogal Brasil, que é a operadora e detém os 50% restantes.

As ofertas deverão ser feitas por campo, separadamente.

 

Fonte: Agência Petrobras

Braskem faz acordo de R$ 2,7 bi para compensar vítimas e fechar poços em Alagoas

A Braskem acertou com autoridades federais e estaduais de Alagoas acordo para reparação de prejuízos a milhares de vítimas de fenômeno de afundamento e rachaduras de solo que atinge a capital do Estado há meses, no último dia (03/01).

O acordo, envolvendo Ministério Público Federal (MPF), Ministério Público de Alagoas (MPE Alagoas) e a Defensoria Pública da União (DPU) e de Alagoas (DPE Alagoas), prevê criação de programa de apoio à desocupação de áreas em quatro bairros da capital alagoana que envolverá cerca de 17 mil moradores, segundo estimativas preliminares da Braskem.

O anúncio fez as ações da companhia dispararem. Às 15h10, os papéis da Braskem na B3 tinham alta de cerca de 8%, recuperando parte dos 35% de perda acumulada em 2019. No mesmo horário, o Ibovespa .BVSP mostrava queda de 0,2%.

Para o analista Ilan Arbetman, da Ativa Investimentos, a Braskem volta a figurar como possibilidade de investimento para agentes internacionais após o acordo.

“Ainda mais porque o acordo prevê o desbloqueio de recursos, então, a Braskem consegue se desmobilizar e projetar um cenário mais simétrico, tanto em relação aos fluxos de caixa futuros, como na relação risco versus retorno”, completou.

Arbetman se referiu ao desbloqueio de 3,7 bilhões de reais do caixa da Braskem previsto no acordo. Desse montante, o acerto determina que 1,7 bilhão de reais serão transferidos para uma conta verificada por auditoria externa para uso por programa de reparação dos prejuízos às vítimas.

Além desse valor de 1,7 bilhão de reais estimado pela Braskem para cobrir indenização dos 17 mil moradores de Alagoas que estão dentro da área de risco mapeada pela Defesa Civil, a Braskem previu que o custo de fechamento dos poços de sal gema da empresa em Maceió será de 1 bilhão de reais.

Segundo o vice-presidente de comunicação e desenvolvimento sustentável da Braskem, Marcelo Arantes, o acordo “abrange grande parte da solução” para os problemas surgidos com a movimentação do solo em Alagoas. Ele afirmou que as chances de uma nova revisão na estimativa de população afetada e dos custos da Braskem com o processo é “mínima”, uma vez que o acordo foi acertado com base no próprio mapa de área atingida definido pela Defesa Civil. Em novembro, a estimativa da empresa envolvia 1.500 pessoas.

Arantes comentou também que a Braskem terá dois anos para concluir o processo de mudança dos moradores que terão de ser realocados para fora de áreas de risco. Uma primeira leva envolvendo 512 famílias já teve 400 atendidas por uma central de atendimento montada pela empresa para negociar as indenizações. “A grande maioria das pessoas vai fazer acordo”, disse o executivo à Reuters.

Com o acerto, as autoridades também concordaram em substituir seguros de 6,4 bilhões de reais que já tinham sido apresentados a juízo pela Braskem por dois seguros no valor total de cerca de 3 bilhões de reais para garantia sobre ações civis públicas abertas por Ministério e Defensoria públicos.

FENÔMENO

A movimentação do solo que atinge os bairros de Mutange, Bom Parto, Pinheiro e Bebedouro foi atribuída no ano passado pelo Serviço Geológico do Brasil, principalmente, às atividades de extração de sal da Braskem. A companhia contesta os estudos do órgão e contratou pesquisas junto a institutos internacionais que devem ser concluídas neste ano. O fenômeno começou a ser mais percebido no início de 2018.

A Prefeitura de Maceió afirmou em novembro que mais de 40 mil pessoas e 9,6 mil imóveis haviam sido afetadas pelo problema de instabilidade de solo na capital.

“Esse dado era inicial, da região como um todo… Desde 2016 as falhas geológicas abaixo da superfície estão se movendo, não só em Alagoas, como em Sergipe e na Bahia”, disse Arantes. “Tremores de terra poderão continuar existindo”, acrescentou. Segundo ele, o acordo não significa que a Braskem está assumindo responsabilidade pelo afundamento do solo em todos os quatro bairros afetados até agora pelo fenômeno.

Ele explicou que dos 35 poços da Braskem em Maceió, 29 já possuem laudos técnicos. Destes 29, 15 apresentaram “mudanças na estabilidade” e “isso é responsabilidade da Braskem”. Os seis poços restantes devem ter laudos finalizados neste semestre, disse o executivo.

Segundo Arantes, os seis poços que ainda não tiveram laudos concluídos já estão dentro da área de resguardo definida pela Defesa Civil e fazem parte do acordo divulgado nesta sexta-feira.

A atividade de mineração de sal em Alagoas remonta a 1975 e passou a ser executada pela Braskem após a consolidação do setor petroquímico no país que formou a companhia. O mineral é usado na fabricação de insumos como cloro para a produção de PVC. Em Maceió, a média de profundidade dos poços é de 900 metros a 1,2 quilômetro, disse Arantes.

O surgimento de rachaduras e crateras na cidade comprometeu vários imóveis e fez a prefeitura suspender processos de licenciamento de construções e empreendimentos nas áreas afetadas.

 

Fonte: Agência Reuters

Petrobras informa sobre preço dos combustíveis diante dos eventos no Oriente Médio

A Petrobras, informa que, em função dos últimos acontecimentos ocorridos no Oriente Médio, segue com o processo de monitoramento do mercado internacional.

A companhia ressalta que, de acordo com suas práticas de precificação vigentes, não há periodicidade pré-definida para a aplicação de reajustes.

A empresa seguirá acompanhando o mercado e decidirá oportunamente sobre os próximos ajustes nos preços.

Fonte: Agência Petrobras