Inscrições para bolsas de pesquisa em transformação digital da Petrobras e PUC vão até domingo

Podem se candidatar universitários de qualquer área de formação que gostem de tecnologia e desafios

Petrobras e PUC-Rio encerram no domingo (12/01) as inscrições para mais um módulo do programa Petrobras Conexões para Inovação. O edital, chamado “Ignição”, tem como objetivo selecionar estudantes universitários para bolsas de pesquisa em projetos inovadores, co-criando e buscando soluções para a transformação digital no setor de óleo e gás. Os estudantes selecionados serão desafiados a utilizar tecnologias emergentes (Blockchain, Inteligência Artificial, Internet das Coisas etc.), usufruindo do know how da universidade e do conhecimento de mercado da Petrobras.

Serão disponibilizadas 21 vagas. As inscrições estão abertas para alunos de qualquer área, regularmente matriculados em cursos de graduação. Além de ser proativo, “fluente” em tecnologia e gostar de desafios, o candidato também deve ter data de conclusão do curso prevista para depois de janeiro de 2021.  As inscrições podem ser realizadas no site http://ignicao.les.inf.puc-rio.br/ 

Para o diretor de Transformação Digital e Inovação da Petrobras, Nicolás Simone, “o Ignição é um programa multidisciplinar e de co-criação para estudantes, lançado para acelerar nosso processo de agregação de valor via inovação. Com ele, colocaremos técnicos da Petrobras, empresas, estudantes e universidades para trabalharem juntos, com um propósito claro e em um ambiente colaborativo e de co-working”, explica.

Conexões para Inovação 

O programa Petrobras Conexões para Inovação reúne iniciativas voltada à inovação por meio do estímulo ao desenvolvimento de soluções tecnológicas para o setor de petróleo, gás e energia. O primeiro edital foi lançado em 2019, em parceria com o Sebrae, para fomentar o ecossistema de inovação das startups e selecionou sete empresas entre 261 inscritas. O edital Ignição, o segundo da série, é dirigido a estudantes universitários.

Fonte: Agência Petrobras

ANP faz audiência pública para debater resolução sobre descomissionamento

A ANP realiza nesta quarta-feira (8/1), às 10h, audiência pública relativa à proposta de regulamentação sobre descomissionamento de instalações de exploração e produção e alienação e reversão de bens. A audiência será no escritório central da ANP, no Rio de Janeiro.

O tema passou por consulta pública de 45 dias. As contribuições recebidas na consulta e as informações sobre a audiência podem ser consultadas na página Consulta e Audiência Públicas nº 24/2019.

O descomissionamento ocorre quando não há mais interesse econômico da empresa operadora na atividade ou ao final de vida útil das instalações de produção e não está necessariamente associado à devolução de áreas.

A iniciativa prevê a revisão das Resoluções ANP nº 27/2006, 28/2006 e 25/2014, com o objetivo de adequar seus conteúdos aos mais recentes avanços técnicos da indústria em relação ao tema e de estabelecer objetivamente o conjunto de informações e documentos a serem submetidos pelas empresas concessionárias à ANP. Também inclui os critérios de decisão a serem considerados na discussão sobre a remoção de instalações.

A proposta de resolução é resultado de um esforço conjunto entre a ANP, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) e a Marinha do Brasil (MB).

Setor naval faz ajustes para atender novo bunker

Entrou em vigor a determinação da Organização Marítima Internacional (IMO) para a nova composição do óleo combustível utilizado por navios, conhecido como bunker. A norma definiu a obrigatoriedade da redução do limite máximo de teor de enxofre no combustível, de 3,5% para 0,5%. Mesmo tendo sido aprovada com anos de antecedência, a medida ainda está longe de ser algo facilmente implementado este ano e ainda há muitos desafios para armadores, petroleiras e órgãos responsáveis pela fiscalização dos combustíveis, de acordo com especialistas ouvidos pelo Valor.

“É uma agenda bem importante para o setor de navegação e também para o setor de fornecimento de combustível marítimo. É um assunto que já vem sendo discutido há muitos anos. É uma redução bem drástica e bem importante”, explica Godofredo Mendes Vianna, especialista em direito marítimo e sócio sênior do escritório Kincaid Mendes Vianna.

Segundo ele, um desafio de imediato é o atendimento das embarcações logo nos primeiros dias do ano. Caso a embarcação ainda tenha no tanque combustível com as especificações antigas, ela terá que fazer a retirada e o descarte do produto para ser abastecida com o novo bunker.

Só poderão utilizar o combustível com o teor mais elevado de enxofre as embarcações que tiverem instalado um equipamento chamado “scrubber”. O componente é, na prática, um sistema de limpeza de gases de escape, que filtra o combustível e reduz a quantidade de enxofre emitida.

Mesmo antes de entrar em vigor, no entanto, a nova norma já gerou impactos econômicos no setor. De acordo com dados da consultoria Bain & Company, o preço do bunker com 0,5% de enxofre subiu 17,4% nos primeiros cinco meses do ano passado, passando de US$ 460 por tonelada para US$ 540 por tonelada. Há relatos de aumentos ainda maiores no fim de 2019. Com relação ao “scrubber”, a instalação do equipamento estava custando entre US$ 3 milhões e US$ 5 milhões.

Godofredo lembra ainda dos efeitos no mercado financeiro. “Os bancos que financiam a indústria e a construção de navios se uniram na Europa e assinaram um protocolo para o rastreamento e monitoramento dos navios que eles estão financiando para que obedeçam essa pauta da IMO também, sob pena, inclusive, de impactos no financiamento.”

Para José de Sá, especialista em petróleo e diretor no escritório da consultoria Bain & Company no Rio, 2020 será um ano de ajuste para o setor marítimo. Segundo ele, ainda há um mercado não desprezível de combustível marítimo com alto teor de enxofre, já que muitas companhias ainda não fizeram os investimentos necessários para se adaptarem para o novo combustível, devido a incertezas com relação às especificações do novo produto.

Por outro lado, o especialista da Bain & Company entende que os refinadores que investiram e se prepararam com antecedência deverão ter margens “bem interessantes” nos próximos dois anos. Ele destaca ainda que o Brasil tem um diferencial, já que o petróleo local possui naturalmente baixo teor de enxofre.

A Petrobras fez a mesma leitura e se preparou antecipadamente. A companhia informou ao Valor que todas as suas refinarias têm condições operacionais de produzir o bunker com baixo teor de enxofre e que a produção da empresa é suficiente para atender o mercado doméstico e ainda exportar o excedente.

A diretora de Refino e Gás Natural da petroleira, Anelise Lara, estima que a companhia tenha um ganho adicional da ordem de US$ 1 bilhão em 2020, em relação a 2018, no negócio de abastecimento de bunker.

“No que diz respeito à IMO 2020, estamos muito bem posicionados, porque nosso óleo do pré-sal é baixo em enxofre e nossas refinarias são capazes de produzir bunker com 0,5% [de enxofre] sem necessidade de adicionar mais equipamentos”, afirmou a executiva, em reunião com investidores em Londres, no início de dezembro. “Pretendemos atingir cerca de 900 toneladas de bunker para exportar em 2020, devido às características do bunker da Petrobras”, completou a diretora, na ocasião.

Outro ponto fundamental sobre a nova norma é relativo à fiscalização. Por definição, cada país deve ser responsável pela fiscalização do uso do combustível em seu território. Este é outro motivo para que a mudança no mercado não ocorra de imediato, no entendimento de Sá, da Bain & Company. “Podemos esperar um nível alto de adesão em portos importantes como o de Roterdã [na Holanda] e em Cingapura. Mas nos portos mais remotos é difícil imaginar que vai ter uma entidade representativa fiscalizando especificamente esse tema”, afirma o especialista.

No Brasil, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) se antecipou à mudança e aprovou em maio uma resolução que estabelece a especificação dos combustíveis marítimos em linha com a norma da IMO 2020. “A regra tem como objetivo contribuir para a diminuição da emissão de gases poluentes, favorecendo o meio ambiente e a saúde das populações, em especial as que vivem próximas a portos e costas”, informou a autarquia, na ocasião.

 

Fonte: Valor Econômico

Ibama abre consulta para modelar licenciamento de eólicas offshore no Brasil

O Ibama abriu consulta pública para receber contribuições para a publicação de Termo de Referência (TR) modelo que vai indicar os caminhos para a elaboração de Estudos de Impacto Ambiental dos projetos de eólicas offshore no país. As contribuições podem ser enviadas ao órgão ambiental até 3 de abril.

O termo de referência proposto atualmente para análise prevê a inclusão dos aerogeradores; da rede conectora submarina; da subestação marítima;d a rede de transmissão de energia, incluindo seu trecho submarino e seu trecho terrestre subterrâneo, assim como o a linha de transmissão até a conexão com o Sistema Interligado Nacional (SIN).

O ibama indica o termo proposto foi elaborada a partir da experiência com projetos eólicos terrestres e projetos de exploração de petróleo e gás. Também contribuíram as discussões do Workshop Internacional sobre Avaliação de Impactos Ambientais de Complexos Eólicos Offshore, promovido pelo Ibama e pela iniciativa de apoio aos diálogos setoriais da EU-Brasil.

Eólica Offshore no Brasil

A newsletter Diálogos da Transição mostrou na segunda (6) que a Neoenergia iniciou o licenciamento de três novos projetos para a construção de eólicas offshore no Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Ceará. Juntos, somam 9 GW de capacidade instalada em 600 aerogeradores – maiores projetos em planejamento no país.

Com os planos, sobem para sete os planos de instalação de eólicas offshore que já iniciaram o licenciamento ambiental no Ibama.

Investimentos em projetos de eólica offshore começam a atrair a atenção de tradicionais produtores de energia, mas também têm despertado interesse de empresas produtoras de petróleo e gás, sobretudo para a redução das emissões de gases do efeito estufa.

Também nesta segunda, a Equinor anunciou uma nova meta de redução de suas emissões. A empresa pretende chegar em 2050 com a produção de petróleo perto de zero emissões. Para isso, vai eletrificar a produção de petróleo dos campos de Troll e Oseberg e também do Terminal de GNL Hammerfest.

Em outubro, a empresa já havia anunciado decisão final para investimento no projeto Hywind Tampen, que vai interligar os campos de Gullfaks e Snorre, um investimento estimado em US$ 660 milhões, com turbinas eólicas offshore.  O projeto prevê 11 turbinas com capacidade instalada de 88 MW, que pode suprir 35% da demanda anual das plataformas Snorre A e B e Gullfaks A, B e C.

Fonte: EP BR