Equinor em Peregrino – uma história sobre o impossível

A Equinor produz petróleo e gás no Brasil desde 2011, quando entrou em operação o campo de Peregrino, na Bacia de Campos, sua maior operação internacional offshore. Desde então, já produziu mais de 170 milhões de barris, num dos campos mais desafiadores do País por conta do seu óleo extremamente pesado.

Peregrino é um dos 10 maiores campos em produção no Brasil, segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Atualmente, produz cerca de 70 mil a 80 mil barris de petróleo por dia. Nos últimos anos, a Equinor conseguiu reduzir os custos operacionais de Peregrino em 35%, maximizando a criação de valor no longo prazo e assim estender a vida útil do campo. Isso significa continuar gerando emprego por mais tempo.

Trabalham em Peregrino hoje cerca de 1.000 pessoas, entre trabalhadores próprios e prestadores de serviço. Eles estão a bordo das duas plataformas fixas (WHP-A e WHP-B) e também da unidade flutuante de produção e armazenamento (FPSO Peregrino). Mais trabalhadores entram em operação com a instalação da terceira plataforma.

Peregrino é um laboratório diário na busca por eficiência de produção. Perfuração de poços com custos mais baixos e menor tempo, e uma gestão de reservatório que almeja extrair o máximo possível de óleo são algumas das estratégias utilizadas para aumentar o fator de recuperação do campo. A companhia já conseguiu aumentar a taxa de 10% para 16% e prevê melhorar ainda mais. Quanto maior o percentual de petróleo que se consegue extrair de um campo, mais valor se cria a partir de uma única descoberta.

Peregrino Fase 2, aumentando a vida útil do campo

Peregrino Fase 2 é um dos principais projetos que entram em operação, criando valor para a sociedade brasileira no curto prazo. Ele envolveu o acréscimo de uma terceira plataforma fixa ao campo, que irá perfurar poços para chegar a reservatórios inacessíveis pelas atuais plataformas A e B. Isso aumentará sua vida produtiva e adicionará 273 milhões de barris em reservas recuperáveis.

A terceira plataforma (WHP-C) foi instalada com sucesso, após a conclusão da montagem dos dois principais módulos da unidade – o topside e os alojamentos, e o primeiro óleo deverá acontecer até o fim de 2020. Cerca de 350 novos empregos diretos serão criados, além de milhares de outros envolvendo a cadeia de fornecedores como um todo.

A experiência adquirida com Peregrino e Peregrino Fase 2 será utilizada no desenvolvimento e nas operações de projetos futuros da empresa, como Carcará e Pão de Açúcar.

Fonte: Equinor

Petrobras inicia venda de fatia remanescente na empresa de gasodutos TAG

A Petrobras informou que iniciou processo para vender uma fatia remanescente de 10% na Transportadora Associada de Gás (TAG).

A companhia vendeu 90% da empresa de gasodutos à francesa Engie e ao fundo canadense Caisse de Dépôt et Placement du Québec (CDPQ) em transação concluída em junho do ano passado, por cerca de 33,5 bilhões de reais.

Agora, potenciais compradores receberão um memorando com informações detalhadas sobre a TAG e instruções sobre o desinvestimento, na chamada “fase não vinculante” da operação, incluindo orientações para envio de propostas.

A TAG opera infraestrutura de transporte de gás com capacidade de movimentar 74 milhões de m³/dia. A malha de gasodutos da empresa soma cerca de 4.500 km, segundo informações do site da companhia.

A Engie e os canadenses da CDPQ possuem direito de preferência na aquisição, uma vez que já são os acionistas majoritários da TAG.

O presidente da Engie no Brasil, Maurício Bähr, afirmou no início de dezembro que a empresa tem interesse em comprar a participação restante da Petrobras no ativo e deverá exercer o direito de preferência.

A Petrobras, por sua vez, pretende vender “com prêmio” os 10% que ainda detém na companhia de gasodutos, afirmou em dezembro o diretor de relações institucionais da estatal, Roberto Ardenghy.

O anúncio do negócio ocorre em meio a um amplo plano de desinvestimentos da Petrobras, que tem buscado reduzir o endividamento e focar esforços na exploração de petróleo e gás em águas profundas e ultraprofundas.

 

Fonte: Agência Reuters

China indica novos presidentes de conselhos para CNPC e Sinopec Group

A China National Petroleum Corp (CNPC) indicou Dai Houliang para a presidência do conselho, em substituição a Wang Yilin, que está se aposentando, disse a empresa em comunicado publicado em sua conta oficial no WeChat.

Segundo a nota, Dai vai renunciar à posição de chairman da China Petrochemical Group (Sinopec Group). Ele passou a última década como executivo sênior do braço listado em bolsa do Sinopec Group, a Sinopec Corp.

Zhang Yuzhuo, ex-presidente do conselho da maior mineradora de carvão da China, o Shenhua Group, foi nomeado chairman da Sinopec, disse a empresa em sua conta no WeChat.

Wang Yilin já foi presidente do conselho da China National Offshore Oil Corp (CNOOC).

A indicação ocorre dois meses após a China ter anunciado a fusão das redes operadas pelas três gigantes estatais —CNPC, Sinopec e CNOOC— em uma única entidade estatal.

Nos últimos anos, a China tem acelerado a reformulação de seu setor de energia, o que inclui mudanças na política de preços de gás e a fusão de gigantes da energia e mineração.

Dai iniciou sua experiência na administração da Sinopec em 1997, como vice-diretor-gerente da subsidiária Yangzi Petrochemical Corp. A Sinopec é a maior refinadora da Ásia.

Rússia caminha para parceria de longo prazo com Opep, diz Gazprom Neft

A Gazprom Neft, terceira maior produtora de petróleo da Rússia, acredita que a cooperação de Moscou com a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) no que diz respeito à produção da commodity deve continuar no longo prazo, disse o vice-presidente executivo da empresa, Vadim Yakovlev.

Ele elogiou a decisão de uma aliança entre países membros e não membros da Opep, conhecida como Opep+, de excluir o gás condensado russo das cotas de produção aplicadas ao país no mais recente acordo para cortes de oferta, já que permite que a Gazprom Neft possa expandir sua produção de condensado.

Yakovlev disse também que a Gazprom Neft está analisando se deve participar junto à Shell em projetos no Oriente Médio e no Norte da África. Em troca, a empresa ofereceria à petroleira anglo-holandesa um papel em projetos de Achim, na Sibéria, e no “offshore” da ilha de Sakhalin, no extremo oriente russo.

Fonte: Agência Reuters