Chamada Pública Incremental da TBG recebe 47 formulários de 15 solicitantes

O resultado da etapa preliminar da Chamada Pública Incremental 2020 para o gasoduto da TBG, encerrada em 15/01/2020, confirmou as expectativas promissoras do Novo Mercado de Gás.

Nessa etapa, iniciada em 18/12/2019, os carregadores interessados enviaram formulários com solicitações não vinculantes para ampliação de pontos de entrada ou saída no atual Sistema de Transporte e/ou apresentaram demanda por novos pontos no Gasbol. As informações recebidas pela TBG serão consideradas na Chamada Pública Incremental 2020 do Gasoduto Bolívia Brasil, a ser conduzida pela ANP, prevista para julho de 2020.

Os resultados consolidados foram promissores e superaram as expectativas, com solicitação de 38,7 milhões de m³/dia de capacidade de entrada e 29,5 milhões de m³/dia de capacidade de saída.

A solicitação de capacidade incremental foi realizada por empresas de diferentes áreas de atuação (companhias distribuidoras, indústrias, fornecedores de gás, comercializadoras e empreendimentos do setor termelétrico). Foram recebidos 47 formulários, enviados por 15 participantes.

Houve demanda por novos pontos de entrada para injeção de gás natural em três zonas diferentes e novos pontos de saída para utilização da molécula em quatro zonas distintas do gasoduto de transporte, além de ampliações de pontos já existentes.

O somatório das quantidades enviadas através dos formulários de solicitação de capacidade está sujeito a eventuais duplicidades, ou seja, dois agentes podem ter solicitado, simultaneamente, ampliação ou construção do mesmo ponto.

Adicionalmente, existe a possibilidade de demanda pontual de capacidade que já pode ser atendida pela infraestrutura existente no Gasbol.

A TBG fará uma análise detalhada através da avaliação/esclarecimento junto a cada um dos agentes, bem como a avaliação conjunta de todas as demandas recebidas, visando a adequar o(s) projeto(s) e otimizar a infraestrutura necessária à prestação do serviço.

 

Fonte: ANP

Estatal vai comercializar gás da Bolívia para terceiros no Brasil, diz ANP

Medida faz parte do compromisso assumido pela Petrobras com o Cade para reduzir sua participação no mercado de gás.

A Petrobras pretende atuar como comercializadora do gás natural importado pela empresa da Bolívia, disse, o diretor da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), José Cesário Cecchi. Segundo ele, a petroleira brasileira repassará para terceiros uma parte do volume contratado junto à estatal boliviana YPFB e cobrará por uma margem de comercialização no negócio.

A medida faz parte do compromisso assumido pela Petrobras com o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) para reduzir sua participação no mercado de gás.

Durante reunião de diretoria da ANP no ultimo dia 16/01, Cecchi citou que os valores dessa margem estão em negociação e que foram recentemente reduzidos para 2,4% sobre o preço da molécula importada da Bolívia.

“Ela [Petrobras] começou a negociar [a margem de comercialização] em 9,4%, o que consideramos um absurdo. Hoje pela manhã, teve uma reunião e foi oferecido [uma margem de] 2,4%”, afirmou o diretor da ANP.

Cecchi destacou que a atuação da Petrobras como comercializadora está em linha com o conceito de “gas release” (liberação de gás) — que consiste numa iniciativa de desverticalização na qual o agente dominante cede, compulsoriamente, volumes de gás (e capacidades de transporte nos gasodutos, por meio do “capacity release”) para concorrentes.

“Ela [Petrobras] vai repassar os contratos de venda da molécula que tem com a YPFB e de compra da capacidade de transporte que tem com a TBG [Transportadora Gasoduto Bolívia-Brasil], com uma margem de comercialização. Ela vai se tornar uma comercializadora para terceiros. É a essência do ‘gas release’”, disse Cecchi.

Durante a chamada pública para contratação da capacidade do gasoduto Bolívia-Brasil (Gasbol), a Petrobras contratou, sozinha, toda a capacidade do duto oferecida para 2020, de 18 milhões de metros cúbicos diários (m3/dia). Para 2021, no entanto, a petroleira reduziu o patamar para 8 milhões de m3/dia. Ou seja, a partir de 2021 a estatal liberará cerca de 10 milhões de m3/dia da capacidade do Gasbol para outras empresas.

 

Fonte: G1

Petrobras deve perder direitos nos próximos leilões do pré-sal

De acordo com o Valor Econômico, a Petrobras deve perder o direito de preferência concedido na exploração do pré-sal. A avaliação é de que esse direito distorce a concorrência e afasta competidores. O governo também deve reduzir o valor do bônus de assinatura ou diminuir o percentual de partilha do óleo com a União exigido nos campos de Sépia e Atapu, no pré-sal.

 

Fonte: ADVFN

Totvs vê maior competição entre bancos, ecommerce e empresas de tecnologia

O esforço de instituições financeiras, empresas de comércio eletrônico e produtoras de tecnologia para ofertar mais serviços a empresas médias e pequenas os levará cada vez mais a invadirem os segmentos um do outro, disse o presidente-executivo da Totvs, Dennis Herszkowicz.

“Bancos e (empresas de) ecommerce estão cada vez mais perto de se tornarem concorrentes nossos”, disse Herszkowicz à Reuters, em entrevista na sede da companhia da tecnologia de sistemas de gestão.

Segundo o executivo, este cenário já vem ocorrendo no país, à medida que braços dos grandes bancos, como as adquirentes de cartões, têm oferecido uma gama crescente de serviços de gestão para lojistas e uma variedade de negócios, nicho de mercado que era atendido principalmente por empresas de TI como a Totvs e a fornecedora de software para o varejo Linx.

Por outro lado, estas vêm avançando, sozinhas ou por meio de parcerias, na seara dos bancos, oferecendo cada vez mais serviços financeiros, incluindo os próprios pagamentos e antecipação de recebíveis.

As declarações Herszkowicz, ex-executivo da Linx, mostram como a Totvs, que se apresenta como líder no país em software de gestão, com cerca de 50% do mercado e 40 mil clientes, está redesenhando sua estratégia para seguir expandindo receitas num mercado em que identificar rivais tem sido cada mais complexo.

Para o executivo, a arena concorrencial ficará ainda mais aberta a partir de 2020, com os agentes começando a explorar uma nova oportunidade: medição de performance dos negócios e sistemas preditivos que podem ajudar as pequenos e médias empresas a se anteciparem a situações como de maior necessidade de capital, por exemplo.

Assim, com o uso de tecnologias como inteligência artificial, as provedoras de soluções poderiam vender a empreendedores produtos como seguros ou deixar disponíveis linhas de crédito pré-aprovadas.

“As barreiras setoriais estão caindo; os bancos perceberam isso… nós, também”, disse o presidente da Totvs.

Segundo o executivo, essa percepção faz parte do plano de expansão tanto orgânica quanto de eventuais fusões e aquisições da companhia para os próximos anos. A empresa considera inclusive a possibilidade de pedir ao Banco Central uma licença de instituição de pagamentos.

Criada em 1983 como Microsiga, a Totvs rapidamente se expandiu apoiada numa agressiva campanha de aquisições. Foram mais de 30 na última década. Uma das últimas, em outubro, foi a compra de 89% da Supplier, dona de administradora de cartões, por 455,2 milhões de reais. A operação consumiu parte dos pouco mais de 1 bilhão de reais da oferta de ações de maio passado.

Herszkowicz, que assumiu o comando Totvs há pouco mais de um ano, substituindo o fundador do grupo, Laércio Consentino, diz ver “espaços enormes” para ganho de eficiência em serviços financeiros e avaliação de performance do comércio eletrônico.

Ao mesmo tempo em que se tornam concorrentes diretos, empresas de TI, bancos e empresas de ecommerce, também tendem a desenvolver parcerias, ao perceberem que em caso específicos é melhor juntar forças.

A própria Totvs tem feito aproximações nesta direção. No ano passado, fez um acordo com a Rede, braço de adquirência do Itaú Unibanco, e montou uma joint venture com a plataforma digital de comércio eletrônico Vtex.

Fonte: Agência Reuters

Líbia enfrentará “catástrofe” se bloqueio a petróleo continuar, diz premiê

A Líbia enfrentará uma “situação catastrófica” a não ser que forças estrangeiras pressionem o comandante Khalifa Haftar a retirar um bloqueio imposto a campos de petróleo, responsável por reduzir a produção local a quase zero, disse o premiê do país.

Desde sexta-feira, forças de Haftar fecham os principais portos petrolíferos da Líbia em meio a um jogo de poder. Países europeus, árabes e os Estados Unidos se reuniram com aliados de Haftar em Berlim para pressioná-lo a interromper uma campanha para tomar a capital Trípoli.

O primeiro-ministro reconhecido internacionalmente como líder líbio, Fayez al-Serraj, disse à Reuters que rejeita as demandas de grupos do leste do país, representados pelo comandante, que vinculam a reabertura dos portos a uma nova distribuição de receitas petrolíferas entre os líbios. Para ele, essa receita deveria beneficiar todo o país.

“Se continuar assim, a situação será catastrófica”, disse Serraj em entrevista concedida em Berlim.

“Espero que os países estrangeiros acompanhem a questão”, afirmou, quando perguntado se deseja que as potências estrangeiras pressionem Haftar pela retirada do bloqueio aos terminais de exportação de petróleo da Líbia no Mediterrâneo.

Grande parte da riqueza petrolífera da Líbia está localizada no leste do país, mas as receitas são canalizadas através da petroleira estatal NOC, de Trípoli, que diz que serve a toda a nação e se mantém de fora dos conflitos entre façções.

O governo paralelo de Haftar tentou por diversas vezes exportar petróleo contornando a passagem do produto pela NOC, mas foi impedido por uma proibição da Organização das Nações Unidas (ONU), disseram diplomatas.

A NOC envia as receitas obtidas com óleo e gás, vitais para a Líbia, ao banco central de Trípoli, que trabalha principalmente com o governo de Serraj, embora também financie parte dos salários de funcionários públicos, combustíveis e outros serviços no leste, controlado por Haftar.

Um documento enviado a operadores de petróleo e visto pela Reuters apontou que a NOC declarou força maior para os carregamentos de petróleo dos campos de Sharara e El Feel, localizados no sudoeste do país.

Ao menos nove navios deveriam ser carregados nos próximos dias em portos que agora estão sob força maior, segundo uma fonte do setor. A NOC já havia declarado anteriormente força maior para os portos da costa nordeste da Líbia.

A Líbia não tem uma autoridade central estável desde que o ditador Muammar Gaddafi foi derrubado por rebeldes apoiados pela Otan em 2011. Por mais de cinco anos, o país teve dois governos rivais, no leste e no oeste, com ruas controladas por grupos armados.

 

Fonte: Agência Reuters