Brasil produz mais de 1 bilhão de barris de petróleo em um ano pela 1ª vez em 2019

A produção de petróleo do Brasil em 2019 avançou 7,78% ante o ano anterior e ultrapassou a marca de 1 bilhão de barris pela primeira vez na história, acumulando 1,018 bilhão de barris no período, informou a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Enquanto isso, a produção de gás natural do país cresceu 9,46% no ano passado, somando 44,724 bilhões de metros cúbicos.

Segundo a agência reguladora, o pré-sal foi responsável pela produção de 633,98 milhões de barris no consolidado de 2019, além de 25,906 bilhões de metros cúbicos de gás natural —altas de 21,56% e 23,27% na comparação anual, respectivamente.

Dezembro representou um novo recorde mensal para a produção de petróleo no país, com bombeamento médio de 3,106 milhões de barris por dia, alta de 15,44% ante igual período de 2018 e 0,52% acima do recorde verificado exatamente no mês anterior.

Já a produção média de gás natural atingiu no mês passado o recorde de 137,8 milhões de metros cúbicos/dia, avanço de 21,19% no ano a ano e crescimento de 0,87% em relação a novembro, disse a ANP.

A produção no pré-sal correspondeu a 66,82% da produção nacional em dezembro, com 2,655 milhões de barris de óleo equivalente por dia. O campo de Lula, na Bacia de Santos, foi o maior produtor no período.

 

Fonte: Agência Reuters

Petrobras precificará maior oferta de ações em uma década em 5 de fevereiro

A Petrobras prevê precificar sua maior oferta de ações em uma década em 5 de fevereiro, informou a companhia ao mercado em uma operação na qual o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) busca vender parte de sua fatia na petroleira estatal.

A oferta secundária poderá levantar inicialmente 19,5 bilhões de reais, considerando o preço de fechamento da Petrobras na terça-feira, com a venda de 611,8 milhões de ações ordinárias.

Mas o BNDES afirmou em comunicado que a oferta pública global poderá levantar até 23,5 bilhões de reais, ou 5,6 bilhões de dólares, se considerado o lote adicional, que pode elevar o volume de venda em até 20%, a depender da demanda pelos papéis.

A última vez que a Petrobras concluiu uma grande oferta de ações foi em 2010, em meio a um processo de capitalização.

A oferta será feita no Brasil e no exterior.

A Reuters informou no mês passado que o BNDES havia contratado bancos para vender suas ações ordinárias da Petrobras.

“A operação decorre do programa de desinvestimento de participações acionárias em empresas maduras e listadas em bolsa de valores da carteira do Sistema BNDES, que vem em curso desde 2019”, afirmou o banco estatal em comunicado à imprensa nesta quarta-feira.

O BNDES ressaltou ainda que a oferta não envolve as ações preferenciais da Petrobras de propriedade do banco.

A oferta será coordenada pelas unidades de bancos de investimento do Credit Suisse, Bank of America, Banco Bradesco, Banco do Brasil, Citigroup, Goldman Sachs, Morgan Stanley e XP.

O início de negociações das ações da oferta brasileira na B3 é previsto para 7 de fevereiro.

 

Fonte: Agência Reuters

 

BP deve expandir metas climáticas e avaliar reestruturação sob novo presidente

O próximo presidente da petrolífera britânica BP, Bernard Looney, planeja expandir as metas climáticas da companhia e está considerando uma reestruturação da empresa, no que seria uma das mais radicais mudanças na história do grupo de 111 anos.

O irlandês de 49 anos que assumirá o comando da BP em fevereiro, em substituição a Bob Dudley, tem planos para adotar metas mais amplas para redução de emissões de carbono, que provavelmente incluirão emissões produzidas pela queima de combustíveis e produtos vendidos a consumidores, em vez de levar em conta apenas as emissões das próprias operações da companhia, disseram quatro fontes.

O objetivo é alcançar e se possível ultrapassar esforços de rivais como Royal Dutch Shell e Repsol, à medida que crescem as pressões de investidores relacionadas às mudanças climáticas, disseram as fontes, que têm conhecimento das discussões internas com o novo presidente.

Metas climáticas mais rigorosas poderiam levar a BP a vender seus negócios mais intensivos em carbono, como campos de petróleo e gás na Angola e no Canadá, acrescentaram as fontes.

Como parte do esforço em relação ao combate à mudança climática, Looney também tem mirado uma ampla reorganização da companhia para cortar custos, e uma das ideias sendo exploradas seria a fusão de partes da divisão de produção de óleo e gás com operações de refino e petroquímicos, disseram cinco fontes.

O novo presidente-executivo e um time de assessores próximos tiveram uma série intensa de reuniões a portas fechadas nas últimas semanas para desenhar a nova estratégia, segundo três das fontes.

As ambições de Looney para a companhia devem ser apresentadas ao público em um discurso em 12 de fevereiro, uma semana após assumir o cargo. Ainda não está claro se Looney já decidiu adotar quaisquer mudanças estruturais no momento.

Um porta-voz da BP não comentou o assunto.

Qualquer nova estratégia, porém, exigirá equilíbrio e não será livre de riscos para a companhia, que liderou esforços no início dos anos 2000 para construir um grande negócio de energia renovável, sob o nome Beyond Petroleum (Além do Petróleo), que depois acabou com grandes prejuízos.

GRÁFICOS

* Emissões da BP em 2018: tmsnrt.rs/2W0zkEf

* Emissões de carbono das grandes petrolíferas globais

* Lucros da BP – tmsnrt.rs/2ROAizF

* Recuperação da BP – tmsnrt.rs/2NOywxcBP mais verde? – tmsnrt.rs/2G7I2Hj

 

Fonte: Agência Reuters

Refinarias da Índia querem comprar mais petróleo do Brasil, diz ministro

Refinarias da Índia querem ampliar as compras de petróleo do Brasil, em meio a um esforço do país asiático para diversificar seus fornecedores, disse o ministro de Petróleo e Gás Natural indiano, Dharmendre Pradhan.

Terceiro maior consumidor global de petróleo, a Índia importa 80% de suas necessidades da commodity e geralmente depende do Oriente Médio para atender à maior parte da demanda. Mas as importações da região caíram para uma mínima de quatro anos em 2019.

A busca por novas alternativas de suprimento acontece em momento de elevação das tensões no Oriente Médio, após um ataque dos Estados Unidos em Bagdá em 3 de janeiro que matou um importante comandante iraniano e ações posteriores de retaliação do Irã contra os norte-americanos.

“A Índia está diversificando seu suprimento de petróleo e nossas companhias expressaram interesse em obter mais petróleo do Brasil, se forem oferecidos termos comerciais favoráveis”, afirmou Pradhan em seu perfil no Twitter.

Ele esteve reunido nesta quinta-feira com o ministro de Minas e Energia do Brasil, Bento Albuquerque, que participa de visita oficial do presidente Jair Bolsonaro à Índia.

A Reuters havia publicado mais cedo, com informação de uma fonte, que o governo indiano quer que refinarias estatais do país comprem petróleo do Brasil em contratos anuais.

As compras poderiam ser realizadas por empresas como a Indian Oil Corp (IOC), segundo a fonte, que falou sob a condição de anonimato.

As exportações de petróleo do Brasil atingiram um recorde em dezembro, de 8,72 milhões de toneladas, e deverão permanecer em crescimento nos próximos meses e anos, diante de um avanço expressivo da produção nos campos do pré-sal.

As refinarias estatais indianas também têm se movimentado para fechar compras de petróleo da Rússia em contratos anuais, conforme publicado pela Reuters na terça-feira com informações de fontes.

MINERAÇÃO, BIOCOMBUSTÍVEIS

O ministro de Petróleo da Índia também afirmou que discutiu com a comitiva brasileira uma possível cooperação dos países em óleo e gás, biocombustíveis e mineração.

“Nós estamos mirando alcançar 20% de mistura de etanol na gasolina e 5% em capacidade de mistura de biodiesel em 2030. Nesse sentido, expressei o interesse da Índia em trabalhar com o Brasil no campo de bioenergia”, escreveu Pradhan no Twitter.

As conversas ainda envolveram possível aumento da interação em tecnologia, “particulamente nas áreas de mineração e pelotização”, acrescentou ele.

Memorandos de entendimento entre os países para os setores de bioenergia e petróleo e gás deverão ser assinados em uma reunião agendada para 25 de janeiro em Nova Délhi, disse Pradhan.

Ele ainda afirmou, ao listar os assuntos tratados na reunião com o ministro brasileiro, que buscou “intervenção para uma monetização antecipada de nossos investimentos existentes no setor de energia do Brasil”.

O ministro indiano, porém, não entrou em detalhes sobre que investimentos seriam esses. As indianas ONGC Videsh e Bharat PetroResources possuem fatias em alguns blocos de exploração no Brasil.

Fonte: Agência Reuters