Rio aumenta sua participação na produção nacional de petróleo e gás

Produção do Estado correspondeu a 71% da produção nacional em 2019

A ANP está divulgando o Boletim Mensal da Produção de Petróleo e Gás Natural com dados detalhados de dezembro de 2019. Esta edição também apresenta destaques do ano passado.

Em 2019, a produção brasileira de petróleo e gás natural foi de 3,559 milhões de barris equivalentes por dia (MMboe/d), totalizando 1,299 bilhão de barris de óleo equivalente, um aumento de 8,1% em relação a 2018. O Estado do Rio de Janeiro, onde estão localizados os campos de Lula e Búzios, vem crescendo sua participação na produção nacional. Em 2019, foi o maior produtor de petróleo e gás natural, representando 71% do volume total produzido no país, 5,3% maior que em 2018, registrando uma produção de 2,528 MMboe/d. Em seguida vem o Estado de São Paulo, com uma participação de 11,5% na produção total: 409,77 mil boe/d. O Espírito Santo foi o terceiro maior estado produtor, com uma produção de 333,68 mil boe/d, representando 9,4% da produção de petróleo e gás natural no país.

A produção total no Pré-sal em 2019 foi de 2,183 MMboe/d, correspondente a 61,3% da produção nacional. O campo de Lula, na Bacia de Santos, foi o maior campo produtor e registrou uma média diária de 1,196 MMboe/d, tendo sido responsável por 33% de toda a produção nacional no ano.

Os campos marítimos produziram 2,683 milhões de barris de petróleo por dia (MMbbl/d) e 99,8 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia (MMm3/d), o que correspondeu a, respectivamente, 96,3% e 81,4% da produção nacional. Dos campos terrestres, foram extraídos 104,1 mil barris de petróleo por dia (Mbbl/d) e 22,73 MMm3/d de gás natural, o que corresponde a uma redução de 6,53% de petróleo e um aumento de 3,56% de gás natural, em relação à produção terrestre do ano anterior.

Produção de dezembro

No mês de dezembro de 2019, a produção de petróleo foi de 3,107 MMbbl/d, superando em 0,5% o recorde registrado no mês anterior e em 15,4% a produção de dezembro de 2018. A produção de gás natural também superou o recorde do mês anterior, registrando um aumento de 0,9% e alcançando a média de 138 MMm3/d. Em relação a dezembro de 2018, a variação foi de 21,2%.

A produção no Pré-sal em dezembro teve origem em 114 poços e correspondeu a 66,8% da produção nacional, totalizando 2,654 MMboe/d, sendo 2,117 MMbbl/d de petróleo e 85,4 MMm3/d de gás natural. Em relação ao mês anterior, a produção total aumentou 2,6% e 40,6% em relação a dezembro de 2018.

Aproveitamento do gás natural

Em dezembro, o aproveitamento de gás natural foi de 97,3%. Foram disponibilizados ao mercado 65,6 MMm³/dia. A queima de gás no mês foi de 3,679 MMm³/d, um aumento de 7,2% se comparada ao mês anterior e de 20,8% se comparada ao mesmo mês em 2018.

Origem da produção

Os campos marítimos produziram 96,7% do petróleo e 81,4% do gás natural. Os campos operados pela Petrobras produziram 93,7% do petróleo e do gás natural. Com relação aos campos operados pela Petrobras e com participação exclusiva da empresa, produziram 41,3% do total.

Destaques

Novamente, o campo de Lula, na Bacia de Santos, foi o maior produtor de petróleo e gás natural, registrando 1,074 MMbbl/d de petróleo e 45 MMm3/d de gás natural.

A plataforma FPSO Cidade de Maricá, produzindo no campo de Lula por meio de sete poços a ela interligados, produziu 148,9 Mbbl/d e foi a instalação com maior produção de petróleo.

A instalação Polo Arara, produzindo nos campos de Arara Azul, Araracanga, Carapanaúba, Cupiúba, Rio Urucu e Sudoeste Urucu, por meio de 35 poços a ela interligados, produziu 8,253 MMm³/d e foi a instalação com maior produção de gás natural.

O maior poço produtor foi o 3-BRSA-1305A-RJS, no campo de Mero, que produziu em média 61,4 Mboe/d.

Estreito, na Bacia Potiguar, teve o maior número de poços produtores terrestres: 1.094.

Marlim Sul, na Bacia de Campos, foi o campo marítimo com maior número de poços produtores: 73.

Campos de acumulações marginais

Esses campos produziram 54 bbl/d de petróleo e 6,8 Mm³/d de gás natural. O campo de Iraí, operado pela Petrobron, foi o maior produtor, com 40,1 boe/d.

Outras informações

No mês de dezembro de 2019, 294 áreas concedidas, duas áreas de cessão onerosa e cinco de partilha, operadas por 34 empresas, foram responsáveis pela produção nacional. Dessas, 70 são marítimas e 231 terrestres, sendo 10 relativas a contratos de áreas contendo acumulações marginais. A produção ocorreu em 7.205 poços, sendo 633 marítimos e 6.572 terrestres.

O grau API médio foi de 27,7, sendo 3,2% da produção considerada óleo leve (>=31°API), 86,9% óleo médio (>=22 API e <31 API) e 9,9% óleo pesado (<22 API).

As bacias maduras terrestres (campos/testes de longa duração das bacias do Espírito Santo, Potiguar, Recôncavo, Sergipe e Alagoas) produziram 106,1 Mboe/d, sendo 84 mil bbl/d de petróleo e 3,5 MMm³/d de gás natural. Desse total, 94 mil boe/d foram produzidos pela Petrobras e 12 mil boe/d foram produzidos por concessões não operadas pela Petrobras, dos quais: 343 boe/d em Alagoas, 4.168 boe/d na Bahia, 21 boe/d no Espírito Santo, 7.305 boe/d no Rio Grande do Norte e 202 boe/d em Sergipe.

 

Fonte: ANP

Plataforma P-70 está estabilizada

A Petrobras já reconduziu a P-70 à área onde ficará fundeada na Baía de Guanabara para aguardar as devidas autorizações antes de seguir para o campo de Atapu, no pré-sal da Bacia de Santos. Devido ao temporal que atingiu a região metropolitana do Rio de Janeiro na noite de quinta-feira (30/01) houve deslocamento da plataforma para próximo da costa, durante o processo de ancoragem da unidade.

A plataforma estava sendo fundeada na baía por rebocadores responsáveis por fixar a embarcação por meio de quatro linhas de ancoragem. Quando a última linha estava em processo de conexão, duas foram rompidas devido à força dos ventos e a plataforma foi movida para uma área mais próxima à praia da Boa Viagem, em Niterói.

A P-70 se encontra estabilizada. Não houve vítimas ou danos ao meio ambiente, e até o momento não há registro de avarias à plataforma.

A companhia vai instaurar uma comissão de investigação para apurar as causas da ocorrência. Uma vez identificadas as causas, a companhia tomará as medidas adequadas para evitar que incidentes desse tipo venham a ocorrer. O respeito às pessoas e ao meio ambiente e à segurança das operações constituem um dos cinco pilares estratégicos da Petrobras, que têm sido rigorosamente executados.

 

Fonte: Agência Petrobras

Petrobras inicia venda de usinas eólicas

A Petrobras iniciou a etapa de divulgação das oportunidades (teasers) referentes à venda da totalidade de suas participações acionárias nas empresas Eólica Mangue Seco 1 e Eólica Mangue Seco 2, proprietárias de usinas de geração de energia eólica.

Os teasers, que contêm as principais informações sobre os ativos e os critérios de elegibilidade para a seleção de potenciais investidores, estão disponíveis no site da Petrobras:
https://www.investidorpetrobras.com.br/pt/resultados-e-comunicados/teasers

A presente divulgação está de acordo com as diretrizes para desinvestimentos da Petrobras e com o regime especial de desinvestimento de ativos pelas sociedades de economia mista federais, previsto no Decreto 9.188/2017.

Essas operações estão alinhadas à otimização do portfólio e à melhora de alocação do capital da companhia, visando à maximização de valor para os seus acionistas.

Sobre as Eólicas Mangue Seco 1 e 2

As Eólicas Mangue Seco 1 e 2 estão localizadas em Guamaré, no estado do Rio Grande do Norte, e fazem parte de um complexo de quatro parques eólicos com capacidade instalada total de 104 MW. Cada empresa detém e opera um parque eólico, com capacidade de 26 MW.

Na Mangue Seco 1, a Petrobras e a Alubar Energia S.A possuem, respectivamente, 49% e 51% de participação.

Na Mangue Seco 2, a Petrobras e a Eletrobras possuem, respectivamente, 51% e 49% de participação.

 

Fonte: Agência Petrobras

Petrobras inicia fase vinculante da venda de refinarias

A Petrobras deu início à fase vinculante referente à venda de ativos em refino, que inclui: Refinaria Isaac Sabbá (Reman) no Amazonas; Lubrificantes e Derivados de Petróleo do Nordeste (Lubnor), no Ceará; e Unidade de Industrialização do Xisto (SIX) no Paraná; assim como seus ativos logísticos correspondentes.

Os potenciais compradores classificados para essa fase receberão carta-convite com instruções detalhadas sobre o processo de desinvestimento, incluindo orientações para a realização de due diligence e para o envio das propostas vinculantes.

A presente divulgação ao mercado está de acordo com as diretrizes para desinvestimentos da Petrobras e com o regime especial de desinvestimento de ativos pelas sociedades de economia mista federais, previsto no Decreto 9.188/2017.

Essa operação está alinhada à otimização do portfólio e à melhora de alocação do capital da companhia, visando a geração de valor para os seus acionistas.

Sobre as refinarias

A Reman, localizada em Manaus, no estado do Amazonas, possui capacidade de processamento de 46 mil barris/dia e seus ativos incluem um terminal de armazenamento.

A Lubnor, localizada em Fortaleza, Ceará, possui capacidade de processamento de 8 mil barris/dia, é uma das líderes nacionais em produção de asfalto e a única no país a produzir lubrificantes naftênicos.

A SIX, localizada em São Mateus do Sul, no Paraná, possui capacidade instalada de 6 mil barris/dia e seus ativos incluem uma mina em uma das maiores reservas de xisto betuminoso do mundo e uma planta de processamento de xisto.

 

Fonte: Agência Petrobras

SCGÁS bate recorde de distribuição de gás natural em 2019

O volume de vendas de gás natural registrado em 2019 pela SCGÁS – cerca de 708 milhões de metros cúbicos – foi o maior da história de operação da empresa, resultado do reaquecimento da economia catarinense e da saturação de rede para atender novos clientes. Todos os segmentos de consumo registraram crescimento no ano passado em comparação com 2018 (Industrial 1,7%, GNV 2,67%, Comercial 3,92% e Residencial 5,97%), o que representa crescimento de 2% no volume global.

Em 2019 foram interligadas à rede de distribuição de gás natural mais 29 indústrias, seis postos de GNV, 40 estabelecimentos comerciais e 1.991 residências. Os investimentos da SCGÁS foram de aproximadamente R$ 50 milhões no ano passado, com 84% deste montante destinado à expansão da infraestrutura. Com isso, a empresa ultrapassou a marca de 15 mil clientes e chegou ainda a 1.212 quilômetros de rede implantada.

Evonik inaugura nova unidade de produção multifuncional de silicones em Geesthacht, Alemanha

Da esquerda para a direita: Olaf Schulze, prefeito de Geesthacht, Lauren Kjeldsen, integrante da diretoria executiva do segmento de Nutrition & Care e Mathias Jammer, gerente da fábrica de Geesthacht

Menos de 18 meses após o início da construção, e dentro do orçamento planejado, a linha de negócios Interface & Performance da Evonik inaugurou oficialmente sua nova fábrica multifuncional de silicones em Geesthacht, Alemanha, em 10 de janeiro.

A cerimônia de inauguração da nova planta, que marca quase 35 anos de produção química contínua no local, contou com a presença de dignitários locais como o prefeito de Geesthacht, parceiros da construção e colaboradores da Evonik, incluindo Lauren Kjeldsen, integrante da diretoria executiva do segmento de Nutrition & Care. Com a produção de componentes e matérias-primas de alta qualidade para a fabricação de selantes e adesivos, compostos para fundição e moldagem, dentre outros produtos, a nova fábrica reforça o foco da Evonik em especialidades químicas inovadoras para aplicação nos setores de silicone e nanotecnologias e em novas soluções logísticas.

Distante 30 quilômetros do porto de Hamburgo e dentro da área da planta existente, o novo parque de tancagem teve de ser construído e comissionado para uso enquanto a produção seguia funcionando normalmente para os clientes da Evonik. O comissionamento do novo parque de tancagem teve início em dezembro, e aumentos da produção estão programados para os próximos meses. Além de permitir maior flexibilidade, as capacidades ampliadas oferecerão oportunidades para inovações em uma variedade de silicones e produtos com nanotecnologia, incluindo silicones de cura por adição e polímeros terminados com grupo sililo, que são usados como resinas em adesivos e selantes no setor de adesivos parquet, adesivos para o cuidado de feridas e outras aplicações médicas, ou, ainda, em eletrônicos.

A responsável pela linha de negócios Interface & Performance, Dra. Xiaolan Wang, presente na cerimônia, disse: “Estou feliz com a inauguração da nossa nova unidade de produção, que dá continuidade à longa tradição de produção no local. O aumento da capacidade produtiva ajuda a reforçar o nosso foco em especialidades químicas como silicones e nanotecnologias enquanto também beneficia os nossos clientes, que contarão com um fornecimento mais rápido e mais confiável para os seus produtos.”

Para responder à crescente exigência do mercado, a Evonik também produzirá um leque mais amplo de polímeros terminados com grupo sililo (SMPs). “Os clientes da linha de negócios Interface & Performance confiam na Evonik para continuar inovando e entregando produtos que agregam valor, por exemplo, desenvolvendo SMPs para responder à tendência para coberturas e membranas líquidas, ou ajudar os clientes a atender à crescente demanda por compósitos de fibras robustos, mas leves, nas indústrias automotiva e aeroespacial”, disse Dra. Sabine Giessler-Blank, responsável pela linha de produtos Polymer & Construction Specialties, que abastece essas indústrias.