ANP divulga Boletim Mensal da Produção de fevereiro

A ANP está divulgando o Boletim Mensal da Produção de Petróleo e Gás Natural com dados detalhados de fevereiro de 2020. Neste mês, foram produzidos de 3,783 MMboe/d (milhões de barris de óleo equivalente por dia), sendo 2,972 MMbbl/d (milhões de barris por dia) de petróleo e 129 MMm3/d (milhões de m3 por dia) de gás natural.

A produção de petróleo reduziu 6,2% se comparada com o mês anterior e aumentou 19,4% na comparação com fevereiro de 2019. Já a de gás natural reduziu 7,1% em relação a janeiro e aumentou 17,1% na comparação com o mesmo mês do ano anterior.

A queda na produção de petróleo e gás natural em comparação com o mês anterior foi provocada principalmente pela ocorrência de paradas programadas e outras necessárias para a mitigação de riscos de segurança operacional em algumas instalações. Porém, cabe ressaltar que os volumes produzidos em fevereiro de 2020 foram superiores àqueles previstos no Plano Anual de Produção (PAP) desde ano, cujos volumes eram 2,762 MMbbl/d de petróleo e 119,291 MMm3/d de gás natural. Esse aumento da produção em relação ao previsto ocorreu, principalmente, pela redução da duração da parada programada do FPSO Cidade de Maricá, no campo de Lula e pela postergação de parada programada de outra unidade.

Pré-sal

A produção no Pré-sal em fevereiro teve origem em 118 poços e correspondeu a 66% da produção nacional, totalizando 2,497 MMboe/d, sendo 1,993 MMbbl/d de petróleo e 80,129 MMm3/d de gás natural. Em relação ao mês anterior, a produção total diminuiu 6,9% e, em relação a fevereiro de 2019, aumentou 36,8%.

Aproveitamento do gás natural

Em fevereiro, o aproveitamento de gás natural foi de 97,2%. Foram disponibilizados ao mercado 61,4 MMm³/dia. A queima de gás no mês foi de 3,644 MMm³/d, uma redução de 9,7% se comparada ao mês anterior e de 28,7% se comparada ao mesmo mês em 2019.

Origem da produção

Os campos marítimos produziram 96,7% do petróleo e 82,8% do gás natural. Os campos operados pela Petrobras produziram 93,3% do petróleo e do gás natural. Com relação aos campos operados pela Petrobras e com participação exclusiva da empresa, produziram 39,5% do total.

Destaques

O campo de Lula, na Bacia de Santos, foi o maior produtor de petróleo e gás natural, registrando 974 Mbbl/d de petróleo e 41,3 MMm3/d de gás natural.

A plataforma FPSO Cidade de Mangaratiba, produzindo no campo de Lula por meio de oito poços a ela interligados, produziu 147,577 Mbbl/d de petróleo e 7,917 MMm³/d de gás natural, sendo a instalação com maior produção de ambos.

Estreito, na Bacia Potiguar, teve o maior número de poços produtores terrestres: 1.081.

Marlim Sul, na Bacia de Campos, foi o campo marítimo com maior número de poços produtores: 71.

Campos de acumulações marginais

Esses campos produziram 64,6 bbl/d de petróleo e 14,4 Mm³/d de gás natural. O campo de Iraí, operado pela Petroborn, foi o maior produtor, com 87,4 boe/d.

Outras informações

No mês de fevereiro de 2020, 295 áreas concedidas, duas áreas de cessão onerosa e cinco de partilha, operadas por 34 empresas, foram responsáveis pela produção nacional. Dessas, 76 são marítimas e 226 terrestres, sendo nove relativas a contratos de áreas contendo acumulações marginais. A produção ocorreu em 7.141 poços, sendo 645 marítimos e 6.496 terrestres.

O grau API médio foi de 27,7, sendo 3,4% da produção considerada óleo leve (>=31°API), 83,2% óleo médio (>=22 API e <31 API) e 13,4% óleo pesado (<22 API).

As bacias maduras terrestres (campos/testes de longa duração das bacias do Espírito Santo, Potiguar, Recôncavo, Sergipe e Alagoas) produziram 103 Mboe/d, sendo 81,7 mil bbl/d de petróleo e 3,4 MMm³/d de gás natural. Desse total, 90,6 mil boe/d foram produzidos pela Petrobras e 12,4 mil boe/d foram produzidos por concessões não operadas pela Petrobras, dos quais: 342 boe/d em Alagoas, 4.060 boe/d na Bahia, 16 boe/d no Espírito Santo, 7.741 boe/d no Rio Grande do Norte e 213 boe/d em Sergipe.

Fonte: Ascom ANP

Cenário do setor de petróleo traz novos desafios para apoio offshore

Empresas de apoio offshore se preparam para enfrentar um novo mar de incertezas para a atividade gerado com a queda no preço do barril e a recessão global gerada com o agravamento da pandemia da Covid-19 no mundo. Apesar da ociosidade de algumas embarcações nos últimos meses, o uso da frota é estável e as empresas já vislumbravam novos contratos, tanto com a Petrobras, quanto por outras petroleiras que passaram a demandar mais a partir dos últimos leilões e das mudanças no marco regulatório da atividade de exploração e produção. No entanto, a conjuntura atual, têm feito com que as petroleiras reavaliem suas estratégias.

A Petrobras e outras operadoras já sinalizaram algumas reduções operacionais. Na semana passada, a Petrobras anunciou uma nova restrição na produção, que totaliza 200 mil barris diários, além de cortes adicionais em gastos com pessoal e iniciativas de economia na Transpetro. A companhia ressaltou que as novas ações de resiliência são necessárias para assegurar a sustentabilidade da empresa durante esta que se configura a ‘pior crise da indústria do petróleo nos últimos 100 anos’.

“O cenário atual é marcado por uma combinação inédita de queda abrupta do preço do petróleo, excedente de oferta no mercado e uma forte contração da demanda global por petróleo e combustíveis. Estas novas medidas envolvem redução da produção de petróleo, postergação de desembolso de caixa e redução de custos”, salientou a companhia. A Petrobras informou que levará em consideração condições mercadológicas e operacionais para a definição dos campos que terão sua produção diminuída. A duração da restrição será avaliada continuamente, assim como potenciais aumentos ou diminuições.

A leitura de empresas do apoio offshore ouvidas pela Portos e Navios é que o segmento pode vir a sofrer com mudanças bruscas num momento em que se começava a enxergar um cenário menos turbulento. Para essas empresas, não havia previsões que apontassem para uma redução tão drástica nas cotações do barril de petróleo. Sem falar nos efeitos das ações adotadas em todo o mundo contra o novo coronavírus. Elas lembram que, desde 2015, houve um esforço para manter os níveis operacionais e de segurança, mesmo com a queda nas taxas diárias. Quando o barril se estabilizou na faixa de US$ 60, as empresas conseguiram performar melhor. Hoje, porém, se trabalha com o barril cotado na faixa de US$ 30.

Com a resiliência adotada pela Petrobras, existe o receio de que haja impacto na frota de apoio offshore mais cedo ou mais tarde. As empresas estão atentas a eventuais reduções de frotas. Elas ponderam que a frota continuará sendo demandada pelas atividades das unidades offshore e por serviços de prevenção e controle de eventuais vazamentos de óleo. Novas FPSOs vêm entrando em operação nos últimos anos ou estão previstas para os próximos. Atualmente, a produção de petróleo e gás representa aproximadamente 13% do PIB brasileiro.

Fonte: Portos e Navios

Rússia afirma que está pronta para cooperação no mercado de petróleo

A Rússia está pronta para uma coordenação com outros importantes exportadores de petróleo com vistas a ajudar a estabilizar o mercado global da commodity, disse o governo russo.

O chefe do fundo soberano russo, Kirill Dmitriev, disse mais cedo na segunda-feira à CNBC que a Arábia Saudita e a Rússia estão “muito, muito perto” de um acordo sobre cortes de produção.

“Moscou está pronta para cooperar e interessada em interagir com países para estabilizar os mercados de energia”, disse o porta-voz do governo russo, Dmitry Peskov, em uma coletiva de imprensa diária por telefone com jornalistas.

Peskov também afirmou que conversas entre a Opep e outros importantes produtores, um grupo conhecido como Opep+, foram postergadas para quinta-feira por questões técnicas e que os preparativos estão em andamento para a reunião.

Fonte: Agência Reuters

ANP suspende etapa 2 do 72º leilão de biodiesel devido a impactos do coronavírus

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) decidiu “por cautela” suspender a etapa 2 do 72º Leilão de Biodiesel, para eventuais ajustes ao contexto da crise enfrentada devido à pandemia do novo coronavírus, afirmou a autarquia em comunicado.

A ANP disse ainda que, em breve, será divulgado novo cronograma para o certame.

A apresentação de ofertas na segunda etapa do certame estava prevista para segunda-feira, de acordo com um cronograma divulgado anteriormente pela agência.

“Devido às diversas manifestações dos agentes regulados envolvidos e de órgãos de governo, e em razão dos impactos econômicos da pandemia do Covid-19, a ANP decidiu, por cautela, suspender a etapa 2 do 72º Leilão de Biodiesel, para eventuais ajustes ao contexto da crise enfrentada”, afirmou.

Fonte: Agência Reuters

Total está entre empresas que buscam força maior em contratos com EDF, dizem fontes

A petroleira francesa Total está entre diversos fornecedores de energia que tentaram declarar força maior em contratos de compra de energia nuclear junto à EDF, disseram fontes, à medida que o surto de coronavírus levou os preços do mercado francês de eletricidade a níveis muito abaixo dos contratos existentes.

O órgão regulador do mercado de energia da França, CRE, disse na semana passada que havia rejeitado pedidos de vários fornecedores de energia não identificados para ativar a cláusula de força maior nos chamados contratos ARENH, que lhes permitem comprar a energia nuclear da EDF a um preço fixo.

O CRE não disse quais fornecedores declararam força maior, mas três fontes disseram à Reuters que a Total, maior rival da EDF no mercado de varejo de energia da França, liderou o movimento.

A EDF e a Total não quiseram comentar.

Um porta-voz da Engie, outra grande participante do mercado francês de eletricidade, disse que a empresa não declarou força maior em seu contrato com a ARENH.

Sob o chamado mecanismo ARENH, criado em 2011 para promover a concorrência, os rivais da EDF podem comprar até 100 terawatt-hora (TWh), ou cerca de um quarto de sua produção nuclear anual, a um preço fixo de 42 euros (46,29 dólares) por megawatt-hora (MWh).

A EDF, controlada pelo Estado, opera os 58 reatores nucleares da França, que representam cerca de 75% das necessidades de eletricidade do país.

Durante o leilão anual em novembro passado, os altos preços da energia no mercado atacadista europeu geraram forte demanda pelo mecanismo ARENH para entrega em 2020.

Mas o surto de coronavírus e um confinamento geral ordenado pelo governo para conter sua propagação levaram a uma queda acentuada na demanda de eletricidade, de entre 15% e 20%, segundo a operadora francesa da rede elétrica RTE.

Devido à queda no consumo de energia, os preços no atacado estão longe dos 42 euros/MWh pagos pelo contrato ARENH.

Um contrato de energia de carga básica da França para entrega em junho está sendo negociado a 20,40 euros/MWh, enquanto o contrato para o terceiro trimestre estava em 26,20 euros/MWh.

Fonte: Agência Reuters