Petrobras identifica óleo no Sudoeste de Tartaruga Verde, na Bacia de Campos

A Petrobras identificou presença de óleo em um poço exploratório do bloco Sudoeste de Tartaruga Verde, localizado na Bacia de Campos, a 130 km da cidade de Macaé (RJ).

O poço foi denominado informalmente de Natator, em profundidade de 1.080 metros d’água, sendo constatada a descoberta de petróleo em reservatórios carbonáticos da seção pós-sal.

Segundo a empresa, os dados do poço ainda serão analisados para melhor direcionar as atividades exploratória na área e avaliar o potencial da descoberta.

O bloco Sudoeste de Tartaruga Verde foi adquirido na 5ª Rodada de Partilha de Produção em setembro de 2018, e encontra-se inserido no denominado Polígono do Pré-sal, sob regime de partilha de produção. A Petrobras é operadora do bloco com 100% de participação, tendo a Pré-sal Petróleo S.A. (PPSA) como gestora.

Valor Econômico

Fundo da norueguesa Equinor investe em empresa de baterias no Brasil

Um fundo da petroleira norueguesa Equinor celebrou acordo de investimento para se tornar acionista de uma empresa de sistemas de armazenamento com baterias no Brasil, a MPC, que tem como sócios a elétrica brasileira Comerc, a norte-americana Micropower e a alemã Siemens.

O negócio foi aprovado sem restrições pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), de acordo com publicação do órgão antitruste no Diário Oficial da União.

A transação fará com que o Fundo Equinor, voltado a energias renováveis e soluções de baixa emissão de carbono, passe a deter 9% da MPC, que atua no desenvolvimento e locação de equipamentos para serviços de armazenamento de energia em baterias (ESaaS) e sistemas de energia solar distribuída.

O fundo também passará a ter 32,33% do capital de empresas criadas pela MPC para operar ativos para projetos de armazenamento e energia solar de seus clientes, segundo parecer do Cade sobre a operação.

“A operação está alinhada com o interesse da Equinor em investir em recursos energéticos limpos e renováveis”, apontou o órgão do governo.

Ainda de acordo com o documento do Cade, a MPC também pretende desenvolver atividades em sistemas de energia solar distribuída para clientes e em serviços de armazenamento com baterias voltados a atender grandes projetos de geração de energia eólica e solar desenvolvidos por elétricas no Brasil.

Os valores envolvidos na operação entre o fundo da Equinor e a MPC não foram revelados nos documentos disponíveis no Cade.

Agência Reuters

Petrobras recupera R$ 37 bilhões em valor de mercado no início de abril

Somente nos primeiros dias de abril, a Petrobras recuperou parte do valor de mercado perdido desde o início do ano, passando de R$ 183,6 bilhões no último pregão de março para R$ 220,6 bilhões na tarde de terça-feira (7/4). Assim, desde o início do mês, quando o mercado começou a experimentar uma volatilidade menos acentuada e alguma recuperação, a estatal conseguiu recuperar R$ 37 bilhões em valor de mercado.

Entre os dias 23 de janeiro (pregão anterior à sequência de baixas que tomou conta dos mercados conforme a pandemia avançava) e o último pregão de março, a perda de valor de mercado da Petrobras foi de R$ 214,6 bilhões, passando de R$ 398,2 bilhões para R$ 183,6.

Para analistas, é natural que haja recuperação dessas perdas e que os investidores busquem comprar os ativos da petroleira diante de preços tão baixos, reflexo da crise provocada pela pandemia do novo coronavírus. No pregão desta terça, às 16h24, os papéis ON da Petrobras subiam 2,54%, enquanto os PN avançavam 4,63%.

De fato, abril tem sido, até agora, um período de recuperação. No mês, as ON avançam 18,53%, já as PN têm uma valorização de 18,58%, ambas seguindo o desempenho do Ibovespa, que, apesar do clima ainda bastante incerto, ganha 6,71% no mês.

Hoje, a Petrobras também mostra resiliência diante da desvalorização do petróleo no mercado internacional. Há pouco, o WTI operava em queda de 7,75%, enquanto o Brent caía 3,36%, apagando os ganhos recentes.

Valor Econômico

Braskem vai reduzir investimento em 2020, saca linha de crédito

A Braskem deve reduzir em pelo menos 10% sua projeção de investimento de 3 bilhões de reais para 2020, em meio ao impacto da pandemia de coronavírus, que convenceu a empresa a sacar uma linha de crédito de 1 bilhão de dólares como forma de reforçar suas finanças.

Em teleconferência com analistas na quarta-feira, o vice-presidente financeiro da maior petroquímica da América Latina, Pedro Freitas, afirmou que o saque da linha ocorreu no início deste mês, como “uma apólice de seguro” para companhia.

“Foi uma medida de precaução, não estamos enfrentando dificuldades de caixa”, afirmou o executivo. A Braskem informou que terminou 2019 com caixa de 3,3 bilhões de dólares, além de ter emitido bônus de 2,25 bilhões que vencem em 2030 e 2050 e notas promissórias de 550 milhões de reais que vencem em 2024.

Questionado sobre a projeção de investimento em 2020, divulgada pela empresa na semana passada por ocasião da publicação do balanço do quarto trimestre, Freitas afirmou que a Braskem ainda não recalculou o número, “mas acredito que vamos cortar o Capex (investimento) deste ano em pelo menos 10%”. A previsão de investimento deste ano é cerca de 8% maior que o desembolsado pela companhia em 2019.

A Braskem terminou 2019 com relação dívida líquida sobre Ebitda de 4,71 vezes. Freitas não mencionou qual seria a estimativa da empresa para este ano, mas afirmou que a Braskem tem conforto para reduzir esta alavancagem. “Tem outro aspecto observado pelas agências de classificação de risco que é o perfil de vencimento e, quando vemos isso na Braskem até 2024, temos um perfil confortável. Isso nos dá tempo para voltarmos para níveis entre 2,5 e 3,5 vezes”, disse o executivo.

Freitas afirmou que a Braskem está operando com mínimo de equipes no Brasil e em outras regiões como forma de assegurar a segurança dos funcionários e lidar com a queda na demanda de vários setores, incluindo automotivo e de construção. Segundo o executivo, a Braskem reduziu o número de pessoal nas fábricas no país em 60% e está ajustando a produção para atender mais os setores de saúde, higiene e de embalagens, que passaram a ser mais demandantes de produtos como plástico.

A empresa também está apoiando clientes pequenos e médios com uma linha de crédito no Brasil que poderá ser levada para Europa e Estados Unidos, afirmou Freitas. A Braskem anunciou no final de março oferta de linha de crédito de 1 bilhão de reais para clientes adimplentes das cadeias de plástico, solventes e especialidades, em medida contra o impacto econômico da pandemia, medida que segundo ele não vai comprometer o caixa.

Questionado sobre a relação de preços de produtos petroquímicos versus preços do petróleo, o spread, Freitas disse que é muito cedo para fazer uma avaliação por conta de todas as incertezas geradas pela pandemia e impactos na demanda.

Ele, porém, afirmou que aposta em uma recuperação no formado em “U” da economia global. “Eu acho que a destruição de demanda que estamos vendo não é sustentável. Pode haver algumas mudanças no comportamento dos consumidores, mas as pessoas vão continuar comprando carros, geladeiras e outros produtos.”

Agência Reuters

BR pede corte de um quarto na obrigação contratual de retirada de biodiesel

A BR Distribuidora propôs reduzir em cerca de um quarto o percentual mínimo obrigatório de retirada do biodiesel a ser contratado junto aos produtores no próximo leilão do biocombustível, alegando não ser possível prever o consumo do produto nas próximas semanas e meses devido ao impacto do coronavírus, disse a empresa em nota à Reuters.

A ideia, segundo a maior distribuidora de combustíveis do país, é que as distribuidoras sejam obrigadas a retirar no mínimo apenas 70% do biodiesel contratado no próximo leilão, que prevê a entrega do produto no bimestre maio e junho, contra 95% exigidos atualmente, sob pena de pagamento de multa.

O próximo leilão foi suspenso pela agência reguladora ANP na segunda-feira, diante de pedidos de mudanças em regras pelos agentes, como a relacionada ao percentual mínimo de retirada, em meio a incertezas relacionadas à demanda futura.

A pandemia reduziu o consumo do diesel, que passou a ter em sua composição comercial, a partir de março, um percentual obrigatório de 12% de biodiesel, combustível feito majoritariamente a partir de óleo de soja no país.

“Decorrente das incertezas impostas pela crise, não é possível prever o consumo do diesel e, por conseguinte do biodiesel, em território nacional nas próximas semanas e meses”, afirmou a BR em nota à Reuters.

“Como forma de mitigar os impactos para toda a cadeia nesse momento difícil, a BR propõe que a retirada obrigatória do produto contratado seja flexibilizada para 70%. Uma medida temporária, mas que, certamente, amenizará os riscos, sendo os mesmos absorvidos por todos com espírito colaborativo e de união.”

A proposta de mudança da BR, no entanto, é muito mais profunda do que a que está sendo sugerida pelos produtores de biodiesel. A Associação dos Produtores de Biocombustíveis do Brasil (Aprobio) afirmou à Reuters na véspera aceitar reduzir o percentual para até 90%.

A autarquia informou também na terça-feira que as conversas com os agentes regulados continuam e que prevê concluir negociações para retomar o leilão na próxima semana.

Em março, por exemplo, as retiradas das distribuidoras foram de 90,2% do previsto no leilão para o bimestre março/abril e algumas distribuidoras estão alegando “força maior” para não pagarem as multas pelo não cumprimento da retirada mínima de 95%, conforme consta do contrato, segundo a Aprobio.

A BR pontuou ainda entender que a adição de biodiesel ao óleo diesel fortalece a participação dos biocombustíveis na matriz energética brasileira, em conjunto com o etanol, “garantindo ao país uma posição de destaque na medida em que valoriza a diversidade de fontes energéticas no Brasil”.

Agência Reuters

Petrobras entrega ao SUS primeiro lote de testagens para diagnóstico de Covid-19

Companhia recebeu 300 mil de um total de 600 mil testagens encomendadas aos EUA

A Petrobras entregou ao Sistema Único de Saúde (SUS) o primeiro lote de 300 mil testagens para diagnóstico de Covid-19. Desse total, 200 mil foram doados ao Ministério da Saúde e 100 mil à Secretaria de Saúde do Estado do Rio de Janeiro. Esses testes fazem parte do lote de 600 mil que a companhia encomendou aos EUA, anunciados em 24 de março.

A previsão é que a Petrobras receba as 300 mil testagens restantes até o mês de maio. Esses testes são do tipo RT-PCR, considerados “padrão ouro” pelo Center for Disease Control and Prevention (CDC), pois fornecem um diagnóstico preciso na identificação da presença do vírus. Essa iniciativa integra um conjunto de ações da companhia no combate ao coronavírus.

Testes RT-PCR

A Reação em Cadeia da Proteína Transcriptase Reversa, ou RT-PCR, é um teste que identifica a cadeia de proteínas do genoma do vírus, a partir de amostras colhidas da narina e da garganta de pessoas com sintomas da doença ou que tiveram contato com elas. As amostras precisam ser analisadas em laboratórios que possuem equipamentos que estudam genomas, demandando de quatro a seis horas de processamento.

Agência Petrobras

Estoques de petróleo nos EUA disparam e têm maior alta semanal na história, diz AIE

Os estoques de petróleo nos Estados Unidos dispararam na última semana, quando cresceram em mais de 15 milhões de barris, a maior alta semanal na história, enquanto os estoques de gasolina também tiveram significativa alta de mais de 10 milhões de barris, mostraram dados da Agência de Informações de Energia (AIE) na quarta-feira.

No petróleo, houve avanço de 15,2 milhões de barris nos estoques na semana encerrada em 3 de abril, para 484,4 milhões de barris. Analistas consultados em pesquisa da Reuters projetavam alta de 9,3 milhões de barris.

Os estoques no ponto de entrega de Cushing, em Oklahoma, cresceram em 6,4 milhões de barris na semana passada, também um recorde histórico, segundo a AIE.

O processamento de petróleo em refinarias caiu em 1,3 milhão de barris por dia na semana, enquanto o índice de utilização de refinarias caiu em 6,7 pontos percentuais na semana.

Os estoques de gasolina nos EUA tiveram alta de 10,5 milhões de barris na semana, para 257,3 milhões de barris, contra avanço de 4,3 milhões projetado por analistas consultados pela Reuters.

Agência Reuters

ANP nega pedido de postos bandeirados que buscavam liberdade para escolher fornecedores

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) negou pedido feito por sindicatos de revendedores de combustíveis e impediu que postos que exibem marcas comerciais possam adquirir produtos de outras distribuidoras, segundo informou em nota a autarquia.

Pelo menos 25 sindicados de revendedores haviam feito o pedido à ANP até segunda-feira, alegando que as três maiores distribuidoras do país estão represando os cortes de preços praticados pela Petrobras, conforme publicou a Reuters.

Os revendedores buscavam, com o pedido à ANP, reduzir custos, e alegaram “motivo de força maior”, em meio a uma acentuada queda de demanda devido aos impactos econômicos do novo coronavírus.

“A área técnica da agência analisou o pedido do setor de revenda e não considerou apropriado atacar o problema de redução de demanda por meio da suspensão do regime vigente de tutela regulatória de fidelidade à bandeira”, disse a autarquia.

“A ANP entende que o momento não é adequado a reformas desse tipo, que são estruturantes e exigem a realização de consulta e de audiência pública, uma vez que, além de afetarem direitos econômicos, também visam primordialmente à defesa de direitos básicos do consumidor quanto à informação e à proteção contra a publicidade enganosa.”

A agência reguladora pontuou ainda que o tema consta na atual Agenda Regulatória da ANP, que prevê a discussão sobre uma possível flexibilização nas regras de tutela regulatória de fidelidade à bandeira.

“No momento em que essas discussões se iniciarem, todos os agentes interessados serão convidados a participar e apresentar os estudos e argumentos que considerarem pertinentes”, afirmou.

Agência Reuters