ANP edita medidas relativas ao transporte de gás natural para atender a crise do coronavírus

Considerando as medidas para enfrentamento da emergência de saúde pública de importância internacional, decorrente do novo coronavírus (Covid-19), no dia 08/04/2020 a ANP emitiu o Despacho nº 2/2020/SIM-COI/SIM/ANP-RJ (n° SEI 0710797), que trata da medição da transferência de custódia de petróleo e gás natural em instalações de transporte de gás natural.
O despacho suspende os prazos relativos a calibração de elementos primários e secundários de medição de temperatura e pressão e inspeção dos componentes de medição, associados a gasodutos de transporte, e relacionados nas Tabelas 2 e 3 do Anexo B do Regulamento Técnico de Medição de Petróleo e Gás Natural (RTM) aprovado pela Resolução ANP/Inmetro n° 1/2013.
Será considerada prorrogada a validade dos certificados de calibração e de inspeção dos elementos citados acima que estão para vencer neste período de implantação de medidas para enfrentamento da pandemia do Covid-19, pelo prazo que perdurar o estado de emergência de saúde pública. Após a normalização das atividades, o prazo para nova calibração ou inspeção dos elementos corresponderá ao período restante para o vencimento de tais certificados, contado a partir da data do despacho supracitado.
A situação de suspensão em tela não isenta os agentes econômicos de executarem suas atividades de forma a manter a segurança operacional e a proteção ao meio ambiente.
Ascom ANP

Maersk traz 1,8 mil contêineres refrigerados ao Brasil

Para minimizar os impactos da escassez de contêineres refrigerados no Brasil sobre as exportações de carnes e frutas, a Maersk, maior empresa de navegação marítima do mundo, informou que está trazendo 1,8 mil contêineres para o país.
De acordo com a empresa, os contêineres chegaram na semana passada e serão distribuídos conforme a demanda dos clientes.
A capacidade de cada contêiner refrigerado é de cerca de 25 toneladas. Juntos, os 1,8 mil contêineres trazidos pela Maersk têm capacidade par armazenar 45 mil toneladas de produtos. Apenas em carne de frango, o Brasil exporta mais de 300 mil toneladas por mês.
A logística portuária se tornou um desafio para os exportadores de carnes devido à quarentena adotada no primeiro trimestre pela China para conter o coronavírus. A medida fez com que muitos contêineres ficassem retidos no país.
Valor Econômico

Linha marítima direta entre Brasil e países árabes entra em pauta

A ministra da agricultura, Tereza Cristina, sugeriu na quarta-feira (8), em reunião virtual com os membros da Câmara de Comércio Árabe-Brasileira, a criação de uma linha direta de comercialização para reduzir custos nas operações, com a ampliação de importações de produtos árabes que, juntos, são o segundo principal parceiro comercial agrícola brasileiro.
O presidente da câmara, Rubens Hannun, afirma que o objetivo principal da reunião é conseguir rentabilizar ao máximo esse comércio e, para isso, é necessário pensar na logística de transporte. “Um discurso muito importante é o custo de logística que se dá em função em se ter ou não transporte marítimo direto entre Brasil e países árabes”, diz ele.
A implantação de linhas marítimas diretas já está sendo estudado, mas, para isso ser rentável, é preciso aumentar comércio com os árabes. De acordo com Hannun, a Arábia tem grande interesse em proteína animal e frutos brasileiros, tendo esses um potencial grande como produto de troca.
Canal Rural

Opep e Rússia aprovam corte histórico na produção de petróleo em meio à pandemia

A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), Rússia e outros países produtores de petróleo concordaram neste domingo com um corte na produção em volume recorde, representando 10% da oferta global, para apoiar os preços do petróleo em meio à pandemia do coronavírus.
O grupo, conhecido como Opep+, acordou a redução da produção em 9,7 milhões de barris por dia (bpd) em maio e junho, depois de quatro dias de negociações e após a pressão do presidente dos EUA, Donald Trump, para impedir a queda de preços.
Duas fontes da Opep+ disseram à Reuters que o acordo foi fechado em uma videoconferência no domingo. Posteriormente, ele foi confirmado em um comunicado do Ministério da Energia do Cazaquistão.
No maior corte na produção de petróleo de todos os tempos, os países continuarão diminuindo gradualmente os freios à produção por dois anos até abril de 2022.
Medidas para conter a disseminação do coronavírus destruíram a demanda por combustível e reduziram os preços do petróleo, pressionando os orçamentos dos produtores de petróleo e prejudicando a indústria de xisto dos Estados Unidos, que é mais vulnerável a preços baixos devido aos seus custos mais altos.
A Opep+ também disse que queria que produtores de fora do grupo, como Estados Unidos, Canadá, Brasil e Noruega, cortassem mais 5% da produção ou 5 milhões de bpd.
O ministro de Minas e Energia do Brasil, Bento Albuquerque, disse na sexta-feira que, por questões legais, o governo brasileiro não tem influência sobre o mercado de petróleo, sendo apenas responsável pelas políticas públicas do setor. Também afirmou que a Petrobras, que é controlada pela União, já reduziu sua produção em 200 mil bpd, o que representa 20% do total das exportações de petróleo do Brasil.
Canadá e Noruega sinalizaram disposição para cortar e os Estados Unidos, onde a legislação também dificulta a atuação em conjunto com cartéis como a Opep, disseram que sua produção cairia acentuadamente este ano devido aos baixos preços.
A assinatura do acordo da Opep+ foi adiada desde quinta-feira pela resistência do México aos cortes de produção que foi solicitado a fazer.
O presidente do México, Andres Manuel Lopez Obrador, afirmou na sexta-feira que Trump se oferecera para fazer cortes extras nos EUA em seu nome, uma oferta incomum de um Trump que há muito se opõe à Opep.
Trump, que havia ameaçado a Arábia Saudita com tarifas sobre o petróleo se o país não resolvesse o problema de excesso de oferta do mercado, disse que Washington ajudaria o México pegando “parte da folga” e sendo reembolsado mais tarde.
No domingo, o México afirmou que reduzirá sua produção de petróleo em 100.000 barris por dia a partir de maio.
A Opep+ havia pedido ao México que diminuísse a produção em 400.000 bpd.
O Ministério da Energia do Azerbaijão disse que os Estados Unidos compensarão o México cortando a produção em outros 300.000 bpd. O patamar representa 50.000 bpd a mais do que Lopez Obrador e Trump haviam concordado anteriormente.
Uma autoridade mexicana confirmou o anúncio do ministério azeri de que os Estados Unidos assumiriam a responsabilidade por 300.000 bpd em cortes para o México.
Agência Reuters