Equinor planeja alimentar plataformas offshore com vento

O Ministério da Indústria e Petróleo da Noruega aprovou planos de desenvolvimento e operação para um parque eólico flutuante que ajudará a alimentar cinco plataformas de produção de petróleo e gás no Mar do Norte.

Segundo a Equinor, o investimento da Hywind Tampen de quase US$ 488 milhões exige a instalação de 11 turbinas eólicas entre as duas plataformas Snorre (Snorre A e B) e três plataformas Gullfaks (Gullfaks A, B e C). A empresa observou que as turbinas eólicas, instaladas em profundidades de água que variam de 260 a 300 metros, terão uma capacidade total de 88 megawatts e atenderão a aproximadamente 35% da demanda anual de energia das cinco plataformas.

A Enova SF, uma unidade do Ministério do Clima e Meio Ambiente da Noruega, está contribuindo com até US$ 224 milhões em financiamento para o Hywind Tampen. O Fundo NOx do setor empresarial norueguês fornecerá até US$ 55 milhões.

A Equinor afirma que o projeto, que reduzirá o uso de turbinas a gás nas plataformas Gullfaks e Snorre, reduzirá as emissões de dióxido de carbono em mais de 200.000 toneladas por ano.

ANP retoma 72º Leilão de Biodiesel

A Etapa 2 do 72° Leilão de Biodiesel, anteriormente suspensa, será realizada em 15/4, conforme consta no AVISO IV – Cronograma Atualizado das Etapas do L72 publicado hoje (09/04/2020). A decisão foi tomada partir de amplo debate realizado com produtores de biodiesel e distribuidores de combustíveis, a ANP e o Ministério de Minas e Energia, que buscaram chegar a um ponto de equilíbrio para o percentual mínimo de retirada por parte dos distribuidores e de entrega por parte dos produtores, como medida de enfrentamento da crise de demanda e da elevação do grau de incerteza no mercado de combustíveis ocasionada pela pandemia do COVID-19.

Ascom ANP

Duas novas empresas são inscritas na Oferta Permanente

Em reunião realizada na última terça-feira (7/4), a Comissão Especial de Licitação (CEL) da Oferta Permanente aprovou a inscrição de mais duas empresas: Chevron Brasil Óleo e Gás Ltda. e Infra Construtora e Serviços Ltda. Com essas aprovações, que foram publicadas hoje (9/4) no Diário Oficial da União, a Oferta Permanente passa a contar com um total de 54 empresas inscritas.

Ao contrário das rodadas de licitações tradicionais da ANP, a Oferta Permanente não foi suspensa devido à pandemia de coronavírus e continua em andamento.

O processo de Oferta Permanente de áreas para exploração e produção de petróleo e gás natural prevê a oferta contínua de campos e blocos devolvidos (ou em processo de devolução) e de blocos exploratórios ofertados em rodadas anteriores e não arrematados. Nesta modalidade, as licitantes inscritas podem apresentar declaração de interesse, acompanhada de garantia de oferta, para quaisquer blocos ou áreas em oferta. Apresentada uma ou mais declarações de interesse, e aprovada toda a documentação, a CEL divulga cronograma para realização de um ciclo para apresentação de ofertas.

O 1º Ciclo foi realizado em 10/09/2019, resultado em 33 blocos e 12 áreas com acumulações marginais arrematadas. A ANP já promoveu a assinatura de 25 dos 45 contratos de concessão do Primeiro Ciclo da Oferta Permanente.

 

Ascom ANP

Eneva oferece à AES Tietê mais tempo para avaliar oferta de fusão

A elétrica Eneva afirmou que ofereceu à AES Tietê, da norte-americana AES, prorrogar o prazo da oferta de fusão entre elas para conclusão de avaliações e medidas necessárias para o negócio.

A Eneva fez em 1° de março uma oferta hostil para fusão com a AES Tietê, em negócio que envolveria pagamento de 2,75 bilhões de reais em dinheiro e mais um montante em ações aos atuais acionistas da rival, operação total de 6,6 bilhões de reais.

“Os termos vigentes da operação proposta pela Eneva… são vantajosos aos acionistas da AES Tietê, que receberão parcela significativa em dinheiro”, disse a Eneva, no fato relevante.

A empresa pontuou ainda ter a “convicção” de que a AES Tietê e seus assessores, diante de todos esses documentos, relatórios e respostas apresentadas, “têm condições de avaliar, de forma independente e criteriosa, a proposta da Eneva e concluir pela sua recomendação aos acionistas”.

“Informamos que questionamos a administração da AES Tietê se esta entendia ser útil a prorrogação do prazo da oferta da Eneva…, para que possa concluir a análise dos benefícios da operação e firmar os documentos necessários à sua implementação”, disse a Eneva.

A Eneva pontuou ainda que há uma reunião de seu conselho de administração convocada para 21 de abril para tratar do tema.

Agência Reuters

Rússia elogia acordo sobre petróleo e diz que salva milhões de empregos nos EUA

Um acordo global para restringir a produção de petróleo alcançado no final de semana deverá ajudar a estabelecer um piso para os preços da commodity e a salvar milhões de empregos nos Estados Unidos, disseram representantes do governo russo.

Envolvidos em uma disputa com potências ocidentais, principalmente os EUA, desde 2014, após a anexação da Crimeia junto à Ucrânia e acusações de interferência em eleições, os russos têm tentado reconstruir laços desde a pandemia de coronavírus.

Eles enviaram ajuda médica à Itália e aos EUA para o combate à epidemia e ainda deram seu apoio ao histórico pacto sobre a oferta de petróleo, que pode ter implicações negativas para sua própria economia.

Os planos para cortes de oferta representam uma completa virada para a Rússia e a Arábia Saudita, que vinham ameaçando aumentar a oferta em uma disputa por participação no mercado desde o colapso de um acordo anterior entre a Opep e outros produtores no início de março.

Com ajuda do G20, líderes da Rússia, dos EUA e da Arábia Saudita se envolveram em uma série de negociações por telefone na semana passada para forjar o acordo, que deve retirar até 20 milhões de barris por dia (bpd) do mercado de petróleo, ou cerca de um quarto da oferta total.

“O presidente Putin teve na semana passada mais ligações telefônicas com o presidente Trump do que em todo o ano passado”, disse o chefe do fundo soberano russo, Kirill Dmitriev, à CNBC.

Trump disse que ajudou a negociar o acordo. Os EUA também concordaram em fazer cortes de oferta adicionais no lugar do México, ajudando a salvar o pacto após quatro dias de negociações.

“Esse é um exemplo de nós trabalhando juntos para o bem de nossas nações”, disse Dmitriev à CNBC, estimando que o acordo deve salvar mais de 2 milhões de empregos nos EUA.

Sem o acordo, os preços do petróleo poderiam seguir em colapso, caindo para abaixo de 10 dólares o barril, ante mais de 30 dólares agora, acrescentou ele.

Agência Reuters

BR nota melhora na demanda por etanol e gasolina, mas ainda vê queda de até 35%

A BR Distribuidora, a maior empresa do setor de distribuição de combustíveis do Brasil, notou alguma recuperação na demanda pela gasolina e etanol distribuídos pela empresa nos últimos dias, mas ainda amarga uma queda de 30% a 35% nas vendas, na comparação com o movimento pré-crise do coronavírus, disse o CEO da companhia.

Logo que as quarentenas se intensificaram no país, a BR chegou a registrar queda de 60% na demanda por esses dois combustíveis, mas uma recente movimentação maior nas cidades teria colaborado para amenizar a redução nos índices de consumo, acrescentou Rafael Grisolia à Reuters, em entrevista por telefone.

“O fato é que a queda inicial de 60% tinha sido bem alta, e nos dois ou três últimos dias verificamos um retorno de aproximadamente 30% desta queda, que estamos inicialmente associando a uma maior movimentação nos centros urbanos, como temos acompanhado pelas notícias”, disse ele.

Já a demanda por diesel, que se manteve praticamente estável por uma semana no início da crise, passou a ter queda de cerca de 20% ante os níveis pré-crise, algo que se mantém atualmente.

O executivo da companhia que possui pouco mais de 25% do mercado de todos os combustíveis do Brasil disse ainda que, não fosse o escoamento da safra e as atividades de colheita de grãos do Brasil, a demanda por diesel teria caído mais.

“A nossa leitura é que nas rodovias todo o transporte de cargas… a movimentação de safra está acontecendo, mas o que está afetando é a menor movimentação dos transportes públicos”, disse Grisolia, referindo-se ao diesel, o combustível que normalmente é o mais vendido no Brasil e referência para a atividade econômica.

O CEO da distribuidora lembrou que a empresa tem adotado postura de flexibilizar negociações com fornecedores, de gasolina, etanol e biodiesel, e com clientes, para que todos possam conseguir sair desta crise.

Ele reforçou que a BR não executou força maior em contratos, buscando negociar especialmente com produtores de etanol e biodiesel, que dizem estar sofrendo pressão de alguns clientes, em meio à forte queda no consumo.

“Diante da menor demanda, estamos muito sensíveis e soltamos vários pacotes de ajuda aos nossos postos… Adotamos o principio da flexibilidade, achamos que a crise vai passar, mas não temos o ‘timing’ de quando isso acontecerá”, disse ele.

“Em função disso, temos tentado passar para os nossos fornecedores que estamos sem visibilidade de demanda… para manter o sistema equilibrado, para que todos possamos sair da crise juntos”, completou ele, ressaltando que a companhia sabe das suas responsabilidades como líder do setor.

O executivo evitou fazer prognósticos sobre o impacto da atual crise para os resultados da companhia.

“Difícil falar de cenários para solução da crise, temos de estar preparados… a permanecer isso, é um impacto muito grande, trabalhamos com hipótese de que a crise não é eterna…”

Grisolia disse ainda que, do quadro de 3.700 funcionários, 68% estão em regime de home office, visando minimizar riscos com a doença. Disse também que a BR foi uma das primeiras empresas a aderir um compromisso de não demissão durante a crise.

A empresa também tem atuado em parceria com a sua rede de postos em ações para ajudar frentistas e caminhoneiros, que incluem até mesmo a distribuição de refeições em locais com restaurantes fechados nas estradas, além da liberação de banheiros para a higiene dos motoristas.

Frentistas da rede também têm recebido equipamentos de proteção ao coronavírus, como máscaras.

Agência Reuters