ANP conclui análise dos pedidos de aditamento de conteúdo local

A ANP concluiu a análise dos pedidos de aditamento da cláusula de conteúdo local dos contratos de exploração e produção, com base na resolução 726, de 2018. Foram apresentadas solicitações para 287 contratos, que resultaram em atualização das regras para 256 blocos e 94 campos de produção, operados por 44 empresas.

“Cada pedido foi analisado cuidadosamente, não apenas em relação ao cumprimento dos requisitos da resolução, mas principalmente para ficar bem claro para quais fases, etapas e módulos [de produção] vão valer os novos percentuais, para a gente evitar litígios no futuro”, explica o Superintendente de Conteúdo Local da ANP, Luiz Bispo.

A questão mais controvertida foi em relação ao término da etapa de desenvolvimento, que é um tema que a ANP ainda não tinha pacificado, o que acabou levando a diversos recursos administrativos. “Mas foi melhor a gente enfrentar tudo agora do que deixar um problema para depois”, afirma.

Alguns casos despertaram curiosidade dos reguladores, como o de uma empresa que pediu para aditar o contrato de um bloco arrematado na 4ª Rodada de Acumulações Marginais, que originalmente não previa nenhuma obrigação de conteúdo local.

“Ficamos em dúvida se queriam mesmo assumir um compromisso novo, mas acabamos indeferindo o pleito porque não se enquadrava na resolução”, lembrou Bispo.

O aditivo prevê a adequação do contrato aos aos percentuais e exigências aprovados pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) em 2018, no caso, 50% de investimentos em compras nacionais para projetos em terra.

Para os projetos offshore, a fase de exploração exige 18% de conteúdo local e, na etapa de desenvolvimento da produção, percentuais maiores para construção de poços (25%), sistemas de coleta e escoamento de petróleo e gás (40%) e 40% que precisam ser cumpridos para cada segmento das plataformas – engenharia; máquinas e equipamentos; e construção, integração e montagem.

Modelo da cessão onerosa foi um desafio
Já um caso mais complicado foi o da cessão onerosa, pois dependia de um entendimento conjunto da Petrobras e dos Ministérios de Minas e Energia (MME) e da Economia, além da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional.

No fim, o contrato foi aditado não com base na resolução 726/2018, mas pela própria revisão que definiu o valor que a União devia para a Petrobras.

Assim, os percentuais de conteúdo local ficaram iguais aos das rodadas mais recentes – 25% para construção de poços, 40% para subsea e 25% para os FPSOs – o que é abaixo dos previstos no aditivo padrão, em que um acordo com as entidades dos fornecedores garantiu um percentual mínimo de 40% nas plataformas de produção.

No momento resta apenas a assinatura de seis termos aditivos – dificultada pela crise da covid-19.

Na quarta (15/04), a ANP publicou esclarecimentos (.pdf) sobre a realização de auditorias de certificação de conteúdo local durante crise de saúde pública. Certos procedimentos de verificação do local de fabricação do bem ou da prestação do serviço poderão ser realizados de forma remota, por meio de tecnologias de videoconferência e transmissão de dados, informou a agência.

A Petrobras, maior operadora do país e dos contratos da cessão onerosa, também pediu a revisão dos percentuais para o campo de Mero e para área exploratória de Libra, que teve seu plano de exploração revisado recentemente. A Shell, operadora de Gato do Mato, também pediu atualização dos percentuais para o projeto no pré-sal de Santos, que engloba um bloco sob concessão e a área Sul de Gato do Mato, sob partilha, contratada no 2º leilão de pré-sal.

Projetos mais recentes contratados no modelo de partilha já contavam com as novas regras do CNPE no momento do leilão. O aditamento alcançou contratos assinados até a 13ª rodada da ANP, incluindo a primeira e a segunda rodadas de partilha.

A maioria dos contratos, contudo, são da 7ª rodada, com 96 aditivos, 15 deles no mar; e a 6ª rodada, com 38 contratos, sendo outros 15 no mar. A partir da 7ª rodada passaram a valer as regras de certificação de conteúdo local utilizadas atualmente.

EP BR

Petrobras hiberna 62 plataformas em campos de águas rasas

Empregados serão transferidos para outras unidades

A Petrobras começou a hibernação de 62 plataformas em campos de águas rasas das bacias de Campos, Sergipe, Potiguar e Ceará. A medida foi comunicada ao mercado em 26 de março e faz parte de uma série de ações para preservar os empregos e a sustentabilidade da empresa nesta que é a pior crise da indústria do petróleo em cem anos.

Essas plataformas não apresentam condições econômicas para operar com preços baixos de petróleo e são ativos em processos de venda. A parada dessas unidades corresponde a um corte de produção de 23 mil barris de petróleo por dia.

Dessas plataformas, 80% não são habitadas, e os empregados que atuam nas demais unidades habitadas não serão demitidos. Todos serão realocados para outras unidades organizacionais da Petrobras. Caso haja interesse, outra opção é a adesão ao Plano de Desligamento Voluntário (PDV), conforme prevê o plano de pessoal para gestão de portfólio.

Para enfrentar essa crise sem precedentes que combina queda abrupta da demanda e do preço do petróleo, a Petrobras também desembolsou linhas de crédito, cortou e postergou investimentos, reduziu gastos operacionais e despesas com pessoal. Foi postergado o pagamento do Prêmio por Perfomance para empregados e dos dividendos para os acionistas, além da renegociação de contratos com grandes fornecedores. As ações da Petrobras estão em linha com o que toda a indústria global de petróleo está fazendo para superar os impactos dessa crise.

Agência Petrobras

Estatal inicia a testagem rápida no pré-embarque

Com a utilização de testes rápidos, poderemos identificar colaboradores assintomáticos que tenham contraído a Covid-19

A prevenção à disseminação do coronavírus é composta por diversas frentes. Entre elas, a testagem tem se mostrado uma das mais eficazes. Desde o início de abril, a Petrobras vem utilizando o teste RT-PCR (reação em cadeia da polimerase com transcrição reversa), exame que detecta a presença de material genético no organismo para pesquisa de Covid 19 nos colaboradores que apresentam os sintomas da doença.

Nessa segunda-feira, 20/04, iniciamos no aeroporto de Jacarepaguá a realização de testes rápidos, exames que detectam a presença de anticorpos no sangue e, portanto, são úteis para identificar pessoas que possam estar com uma infecção ativa há alguns dias, porém sem manifestação de sintomas, assim como aquelas que possam ter tido uma infecção assintomática no passado.

Estes testes serão utilizados para a triagem de colaboradores no momento do embarque. Até 27/04, expandiremos a testagem para os aeroportos de Vitória, Macaé, Farol de São Tomé e Cabo Frio, que concentram a maior parte dos embarques da Petrobras.

Como funcionam os testes rápidos?

O exame é de simples realização, através da coleta de sangue na ponta do dedo com resultado em até 30 minutos e será realizado no momento de embarque. O teste rápido identifica dois tipos de anticorpos que são desenvolvidos no organismo para o combate ao vírus, as imunoglobulinas IgM e IgG.

O primeiro a se formar é o IgM, que indica que a pessoa pode estar com uma infecção ativa ou ter tido uma infecção recentemente, por isso ela pode estar transmitindo o vírus e deverá ser mantida em isolamento, não sendo autorizada a embarcar. Na sequência, forma-se o IgG, que indica que o vírus foi combatido pela defesa natural do organismo e que a pessoa está desenvolvendo imunidade à doença, caso em que o embarque será autorizado.

Agência Petrobras

Petroleira entrega segundo lote de testagens para diagnóstico de Covid-19

A Petrobras entregou ao Sistema Único de Saúde (SUS) o segundo lote de 300 mil testes para diagnóstico de Covid-19. Desse total, 200 mil foram doados ao Ministério da Saúde e 100 mil à Secretaria de Saúde do Estado do Rio de Janeiro. Esses testes fazem parte do lote de 600 mil que a companhia encomendou aos EUA, anunciados em 24 de março.

Esses testes são do tipo RT-PCR, considerados “padrão ouro” pelo Center for Disease Control and Prevention (CDC), pois fornecem um diagnóstico preciso na identificação da presença do vírus.

Essa iniciativa integra um conjunto de ações da companhia no combate ao coronavírus. “Estamos concentrando todos os esforços para ajudar a sociedade brasileira a atravessar esse momento. Importamos testes de alta qualidade que serão distribuídos em várias regiões do Brasil por meio dos órgãos de saúde”, informa a gerente executiva de Responsabilidade Social, Olinta Cardoso.

A Petrobras também disponibilizou cerca de 20 mil equipamentos de segurança e produtos de higiene para o Hospital da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Os materiais, que pertencem ao estoque do Centro de Pesquisas da companhia (Cenpes), serão utilizados no atendimento de pacientes com coronavírus e na proteção das equipes de saúde. Foram doadas luvas de laboratório, óculos de segurança, máscaras purificadoras de ar, frascos, álcool e detergente.

Testes RT-PCR

A Reação em Cadeia da Proteína Transcriptase Reversa, ou RT-PCR, é um teste que identifica a cadeia de proteínas do genoma do vírus, a partir de amostras colhidas da narina e da garganta de pessoas com sintomas da doença ou que tiveram contato com elas. As amostras precisam ser analisadas em laboratórios que possuem equipamentos que estudam genomas, demandando de quatro a seis horas de processamento.

Agência Petrobras

Petrobras reduz atividades em Itaboraí por determinação da Prefeitura Municipal

A Petrobras vem monitorando continuamente o quadro de saúde mundial decorrente da pandemia de Covid-19 e adotando medidas para proteção de seus colaboradores, incluindo os profissionais que atuam em obras da companhia. Neste sentido, a Petrobras paralisou temporariamente parte do projeto Gaslub Itaboraí (ex-Comperj), que compreende a construção do gasoduto Rota 3 e da unidade de processamento de gás natural (UPGN). A medida atende ao ofício da Secretaria Municipal de Saúde de Itaboraí (RJ), emitido em 23 de março, que solicita a interrupção de 70% das atividades do empreendimento.

De imediato, não somente a Petrobras, assim como todas as empresas que estão mobilizadas nas obras, atenderam essa solicitação e, desde então, operam com cerca de 30% do contingente que estava mobilizado até a data do ofício, o que significa que cerca de 4.000 trabalhadores estão afastados temporariamente das atividades no site, e as empresas estão aplicando onde possível o regime de trabalho remoto. Diante de tal situação, a companhia informa que o cronograma das obras será reavaliado.

Projeto Integrado Rota 3

O Projeto Integrado Rota 3 vai disponibilizar a terceira rota de escoamento para o gás natural do pré-sal. O projeto é composto pela Unidade de Processamento de Gás Natural (UPGN) que terá capacidade de processar até 21 milhões de m³ por dia. Além da UPGN, o projeto contempla a construção de um gasoduto com aproximadamente 355 km de extensão total, sendo 307 km de trecho marítimo – já construído – e 48 km de trecho terrestre, que está em construção, e escoará o gás natural do Polo Pré-Sal da Bacia de Santos até a UPGN.

Agência Petrobras