Avança o licenciamento de até 17 poços da ExxonMobil no pré-sal

Avança o licenciamento para perfuração de até 17 poços, pela ExxonMobil, nas bacias de Campos e Santos. Empresa entregou o Relatório de Impacto Ambiental (Rima) para a campanha dos blocos BM-C-753, BM-C-789 (concessão, em Campos), BM-S-536, BM-S-647 (concessão, em Santos) e Titã (partilha, em Santos).

Cronograma indicativo prevê a perfuração de dois poços firmes Titã e no BM-C-789, entre julho e janeiro de 2021, seguido dos poços contingentes, que podem chegar a 15, dependendo dos resultados obtidos ao longo da campanha.

Planejamento atual prevê a utilização de uma sonda, a West Saturn (Seadrill). Logística em Niterói (Nitshore e Brasco) e São João da Barra (Porto do Açu).

EP BR

Firjan calcula redução de royalties e de arrecadação do ICMS dos combustíveis

Conforme estudo da Federação, produção da Bacia de Campos deve ter redução de 30%, enquanto a queda no consumo de derivados deve chegar a 50%

Diante dos impactos operacionais com a crise deflagrada pela Covid-19, a Firjan elaborou um estudo sobre os impactos da pandemia na cadeia de valor de petróleo e gás (P&G). O cenário estima uma redução de 30% da produção na Bacia de Campos, além de uma queda do consumo de derivados em 50%. Para o estado e municípios do Rio, isso reflete em menores arrecadações de royalties e de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).

Como o mercado de P&G é dinâmico, com alta volatilidade dos preços, a equipe da Firjan usou dados conservadores para a média diária, considerando valores fixos de brent a US$ 25 o barril e câmbio a R$ 5, tomando como base os dados realizados em janeiro de 2020. Além disso, dada a defasagem do pagamento de royalties, só em três meses será possível saber o valor realizado.

Por isso, o estudo “Impactos operacionais no mercado de óleo e gás fluminense – Covid19” trata de um cenário projetado a partir de uma visão sistêmica da cadeia de valor: do poço ao posto. A federação consolidou também informações disponibilizadas pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e pela Secretaria de Estado de Fazenda do Rio de Janeiro (Sefaz-RJ).

No caso do ICMS, as perdas podem levar o estado do Rio a uma redução de 8% no recolhimento total desse imposto, frente à média diária de 2019. Em relação aos royalties para o estado e municípios fluminenses, estima-se uma queda de 50,5% na arrecadação diária, comparada à média de 2019, que foi de R$ 25,7 milhões/dia. O cenário projetado é de

R$ 12,7 milhões/dia, que equivale a um valor pouco superior ao arrecadado em 2016, época ainda de crise do petróleo devido às questões políticas do país.

“Essa nova crise traz muita preocupação para o mercado, que vinha trilhando uma curva crescente de produção e de contratação de trabalhadores diretos e indiretos, como resposta a crises passadas e ao hiato de leilões que foram retomados. O Brasil ainda é um grande mercado. Temos capacidade instalada que pode atender a esse mercado. O fortalecimento da base industrial é o caminho para o retorno da demanda, e a retomada da economia cria emprego, gera renda e amplia a base arrecadatória, o que colabora para o estado trilhar na direção da diversidade econômica”, afirma Karine Fragoso, gerente de Petróleo, Gás e Naval da Firjan.

Thiago Valejo, coordenador de Conteúdo Estratégico da gerência de Petróleo, Gás e Naval da federação, ressalta ainda que, conforme nota divulgada em 27/4 pela Petrobras sobre aumento da produção, o maior impacto em arrecadação de royalties deve ocorrer nos municípios do Norte Fluminense, uma vez que o incremento da atividade no pré-sal da Bacia de Santos deve compensar a redução da Bacia de Campos.

O mercado de P&G é essencial para o suprimento da população, desde a produção de fertilizantes para o agronegócio, as embalagens plásticas para alimentos e remédios até o combustível para fazer chegar os alimentos nos mercados. “Por isso, é preciso garantir a continuidade da operação, contribuindo para manter a atividade industrial elevada no estado e trabalhar para a manutenção dos empregos a fim de não agravar a crise”, pontua.

A baixa demanda interna por derivados, neste momento, é puxada pelas restrições na circulação e também pela queda das importações, em função do câmbio alto, o que, por sua vez, também causa impactos no refino, que em um primeiro momento teve diminuição de sua taxa de ocupação. Com isso, é observado um movimento para que a produção nacional tenha capacidade de substituir importações de derivados.

“Muitas empresas precisaram rever sua operação, reduzir seu ritmo de produção e todas tiveram que implementar protocolos de segurança para mitigar o risco de contaminação do pessoal. Precisaram ainda repensar investimentos, retirando projetos de menor competitividade, já que a pandemia trouxe uma retração das demandas mundial e local, agravadas pelas restrições de locomoção”, explica Karine.

 

Chevron volta a cortar gastos para 2020, mas diz que venda de ativos elevou resultados

A Chevron reduziu em outros 2 bilhões de dólares seus planos de gastos de capital, já que a pandemia de coronavírus está aniquilando a demanda de petróleo e gás, mas registrou um aumento de lucro de 38% na comparação anual.

A demanda global por combustíveis diminuiu em um terço agora que muitas pessoas estão confinadas em casa por tempo indeterminado. Grandes petroleiras vêm relatando perdas porque a abundância de petróleo e a escassez de espaço de armazenamento fizeram os preços atingirem baixas históricas.

Os resultados da Chevron superaram as expectativas de Wall Street e chegaram a 3,6 bilhões de dólares no primeiro trimestre, mais do que os 2,6 bilhões do mesmo período do ano passado, um valor reforçado por 1,6 bilhão em venda de ativos nas Filipinas e no Azerbaijão.

A segunda maior produtora de petróleo dos Estados Unidos cortou seu orçamento de gastos para 14 bilhões, abaixo dos 20 bilhões planejados antes de o preço da commodity despencar. Inicialmente, ela cortou 4 bilhões, mas o corte de gastos total de 30% que planejou agora empata com a da rival norte-americana Exxon Mobil.

Os cortes são “generalizados”, mas incluem reduções adicionais em projetos de petróleo de shale e o adiamento de gastos no Cazaquistão, disse o executivo financeiro Pierre Breber em uma entrevista.

A empresa não compartilha sua previsão de preço, mas está preparada para preços internacionais “mais baixos por mais tempo” de cerca de 30 dólares por barril durante dois anos, disse.

Agência Reuters

Rolls-Royce considera cortar até 15% de sua força de trabalho, fonte

A fabricante britânica de motores aeronáuticos Rolls-Royce Holdings Plc está considerando cortar até 15% de sua força de trabalho, disse uma fonte próxima à empresa à Reuters, com seus clientes cortando a produção devido à pandemia de coronavírus.

O tamanho das demissões foi mencionado internamente pela gerência sênior, mas não está de forma alguma finalizado, e ainda há muita negociação a ser feita, acrescentou a fonte.

Os motores da empresa acionam os jatos da Airbus e da Boeing e são pagos pelas companhias aéreas com base em quantas horas seus motores voam.

O Financial Times informou anteriormente que a empresa estava se preparando para demitir até 8.000 de sua força de trabalho de 52.000 funcionários.

Não é esperado um anúncio sobre o valor final antes do final de maio, quando a Rolls-Royce atualizará os funcionários, acrescentou o Financial Times.

Agência Reuters

Petrobras participa da RIO2C, maior evento sobre inovação e criatividade da América Latina

RIO2C@Live reúne mais de cem palestrantes para falar de temas como neurociência, música, educação e até Covid-19

A Petrobras, patrocinadora da RIO2C, participará da Rio2C@Live, conferência online que acontece de 4 a 8 de maio. A versão digital da maior conferência sobre inovação e criatividade da América Latina vai manter conectado o público que, normalmente, lota os espaços físicos evento.

Na versão online e gratuita, 35 painéis reunirão mais de 100 palestrantes que abordarão temas como ciência, bem-estar, produção audiovisual e o futuro pós-pandemia. Dois painéis levam a marca da companhia: Petrobras – Educação transformadora e Petrobras – Inovação em tempos de pandemia.

A gerente executiva de Comunicação e Marcas da Petrobras, Flávia da Justa, vê a RIO2C@Live como uma excelente ocasião para intercâmbio, num momento em que as pessoas sentem necessidade de interagir. “Toda oportunidade de trocar ideias e experiências no enfrentamento dessa crise é bem-vinda. Isso tem acontecido na Petrobras, que formou uma frente científica multidisciplinar, em busca de soluções tecnológicas que contribuam para as demandas surgidas com a Covid-19. Estimulamos a troca de ideias e queremos valorizar espaços como a RIO2C, que fomenta a criatividade e a inovação”, diz a executiva.

Programação
No dia 6/5, o diretor executivo de Transformação Digital e Inovação, Nicolás Simone participa de painel sobre Inovação, com tema “Não só remédios, plasma e vacinas: Transformação digital é uma arma contra o inimigo invisível do Covid-19”. No dia anterior, o professor da Rice University Flávio Cunha, consultor da Iniciativa Petrobras pela Primeira Infância, participa do painel “Educação a Distância e Hightech: Educação Sem Fronteiras”.

Além de inovação e educação, a conferência apresentará lives sobre audiovisual, música, neurociência, marcas e mercado editorial, transmitidas pelo canal youtube.com/rio2c. O encontro sedia também rodadas de negócios virtuais. Confira a programação completa em https://www.rio2c.com/alive/

Agência Petrobras

Preços do petróleo têm ganho semanal enquanto Opep + inicia cortes recordes de produção

Os preços do petróleo nos EUA subiram 5%, enquanto o petróleo Brent subiu acima de 26 dólares por barril na sexta-feira, com os dois contratos de referência registrando seu primeiro ganho semanal em quatro semanas, à medida que a Opep e seus aliados embarcam em cortes recordes de produção para enfrentar um excesso de oferta devido à crise do coronavírus.

Em abril, o petróleo dos EUA caiu para um nível mais baixo de todos os tempos e negociou negativo pela primeira vez, enquanto o Brent atingiu uma baixa de quase 21 anos, quando a pandemia corroeu a demanda e a Opep e outros produtores aumentaram a produção antes de chegarem ao novo acordo de fornecimento, que começou na sexta-feira.

O Brent para julho caiu 0,04 dólar, ou 0,2%, para 26,44 dólares por barril. O contrato de junho expirou na quinta-feira em 25,27 dólares.

O petróleo nos EUA (WTI) encerrou a sessão com alta 0,94 real, ou 5%, a 19,78 dólares, depois de subir acima de 20 dólares no início da sessão.

Após três semanas consecutivas de perdas, o petróleo Brent alcançou um ganho de cerca de 23%, enquanto o WTI aumentou cerca de 17%.

O WTI também encontrou apoio depois que as empresas de energia dos EUA cortaram as sondas de petróleo pela sétima semana consecutiva, reduzindo a contagem total para 325, a menor desde junho de 2016, disse a empresa de serviços de energia Baker Hughes. [RIG/U]

A Organização dos Países Exportadores de Petróleo, Rússia e outros produtores, conhecidos como Opep+, concordaram com um corte de produção de 9,7 milhões de barris por dia a partir de 1 de Maio.

Agência Reuters