Petrobras inicia produção no reservatório na área de Forno na Bacia de Campos

Este será o primeiro Teste de Longa Duração realizado no pré-sal do campo de Albacora

A Petrobras, em continuidade ao comunicado anunciado em 11 de maio de 2020, informa que iniciou em (16/5) o Teste de Longa Duração (TLD) na área do Plano de Avaliação de Descoberta (PAD) de Forno, no campo de Albacora, localizado no pré-sal da Bacia de Campos. O teste está sendo realizado no poço 3-AB-125-RJS (3-BRSA-1123-RJS), localizado a aproximadamente 120 quilômetros da costa fluminense.

O TLD tem o objetivo de avaliar o comportamento do reservatório em produção e as características do seu petróleo. As informações técnicas coletadas durante a fase de testes subsidiarão o desenvolvimento complementar do campo, que integra o projeto de revitalização de Albacora, do qual Forno faz parte.

“Ter uma reserva nesta área do pré-sal, abaixo do reservatório do pós-sal, é importante porque abre uma perspectiva para o campo e para sua revitalização”, destaca o diretor de Exploração & Produção da Petrobras, Carlos Alberto Pereira de Oliveira.

Plano de Avaliação Descobertas da Área de Forno  

O campo de Albacora, na Bacia de Campos, a 184 km da cidade de Macaé, iniciou sua produção nos reservatórios do pós-sal em 1987, com o FPSO PP Morais. A partir de indícios de óleo na camada pré-sal da concessão, a Petrobras deu início ao PAD na área denominada Forno, onde já foram realizadas atividades de perfuração e sísmica.

 O TLD é uma nova fase do PAD, que prevê a interligação do poço ao FPSO P-31, ancorado em lâmina d’água de aproximadamente 325 metros. Essa fase pretende comprovar o potencial produtivo do reservatório, quando a produção terá caráter de teste.

A Petrobras é a operadora (100%) do campo de Albacora e dará continuidade ao PAD da área.

ANP faz reuniões de diretoria por videoconferência

A ANP retomou, no último dia (14/05), a realização das reuniões de diretoria, interrompidas temporariamente devido à pandemia de Covid-19. A Reunião de Diretoria nº 1013 foi realizada por videoconferência e está disponível no canal da ANP no Youtube. A princípio, as reuniões da diretoria serão realizadas quinzenalmente.

A Agência manteve suas atividades durante exigência de distanciamento social. Os servidores e diretores atuam, em sua maioria, por teletrabalho, e sempre que necessário, de forma presencial, em função de suas atividades. Os diretores estão discutindo as questões do setor diariamente, por videoconferência, nas reuniões do gabinete de crise.

Durante o período em que as reuniões de diretoria estiveram suspensas, as matérias mais urgentes foram apreciadas e votadas pelo colegiado da ANP por meio do Circuito Deliberativo, o que permitiu a continuidade das atividades da Agência.

Ascom ANP

Petroleira avança para fase não-vinculante em processo de venda da Gaspetro

A estatal Petrobras informou que deu início a uma nova etapa de um processo para venda da totalidade de sua participação de 51% na subsidiária Gaspetro.

Nessa fase, os potenciais interessados no ativo recebem mais informações, incluindo orientações para elaboração e envio de propostas não vinculantes de aquisição.

A Petrobras iniciou ainda em fevereiro um processo de venda de sua fatia majoritária na Gaspetro. No começo de maio, no entanto, a empresa reabriu fase de análise e habilitação de potenciais interessados no negócio.

A Gaspetro é uma holding com participação em diversas distribuidoras de gás, que distribuiu 29 milhões de metros cúbicos diários do produto em 2019. A Petrobras possui 51% da empresa, enquanto a japonesa Mitsui Gás e Energia tem 49%.

Agência Reuters

Webinar Firjan: empresas de óleo e gás se reinventam para atravessar a crise

A busca por novos mercados e parceiros, além do empenho para preservar equipes e garantir sua segurança têm sido algumas das ações norteadoras no mercado de óleo e gás para atravessar a crise causada pelo novo coronavírus. Três empresas falaram sobre como estão se adaptando ao momento atual, durante o quarto evento da Websérie Óleo e Gás da Firjan, transmitido na terça-feira, 13/05. A webinar foi moderada por Karine Fragoso, gerente de Petróleo, Gás e Naval da federação.

Nesse momento crítico, a BR2W, empresa brasileira especializada em soluções de células de carga, está desenvolvendo respiradores para fortalecer a área de saúde. Para garantir a segurança do produto – que já está em fase de testes –, a BR2W fez uma joint venture com uma empresa com expertise na área médica.

“Entramos nesse novo mercado a partir de uma provocação de nossa própria equipe. Se criamos soluções para óleo e gás, por que não para a medicina também? Percebemos que esse mercado é tão exigente quanto o de petróleo e gás, pois todo equipamento precisa ser seguro e eficaz. Já trabalhávamos com sistema de controle de projetos e análise de riscos, o que nos ajudou a ganhar velocidade para desenvolver os ventiladores”, contou Pedro Luiz de Souza Pinto Filho, presidente da BR2W. Ele acrescentou que a empresa também está investindo em outros mercados, como o da geração eólica e o de mineração.

Assim como a BR2W, a SSE do Brasil, em Macaé, focada nos mercados de subsea e mangueiras de alta pressão, também está investindo em mineração e explorando outras possibilidades de atividades industriais e parcerias para atravessar a crise. Quanto às atividades habituais, o diretor da SSE Group, Barrie Lloyd, contou que a empresa está dando continuidade, dentro do possível, com grande parte da equipe em home office, respeitando os protocolos de segurança.

“Não há intenção de reduzir a equipe, até porque nossa demanda continua. Temos conseguido garantir a segurança de nosso pessoal, mantendo embarcado um pouco mais de 50% da equipe em rotação. Mas alguns serviços considerados não essenciais foram adiados. Toda crise tem início, meio e fim; e espero que estejamos nos encaminhando para um desfecho em breve”, argumentou.

Ricardo Chagas, diretor da Edison Chouest Offshore América Latina, especializada na construção e operação de embarcações, por sua vez, relatou que a empresa tem conquistado novos contratos. Apesar da crise, a empresa localizada no Porto do Açu está com vagas abertas para contratação de pessoal. “Com sucesso, temos segurado nossos funcionários, que são nosso maior ativo. Estamos na contramão da crise, tentando tirar proveito dela. A grata surpresa foi que, mesmo nesse cenário de pandemia, conquistamos cinco novos contratos nas áreas de embarcação e logística”, destacou.

Preços de petróleo saltam com sinais de recuperação de demanda

Os preços do petróleo saltaram 7% na última sexta-feira e atingiram o maior nível desde março, apoiados por um fortalecimento na demanda por combustíveis, à medida que países de todo o mundo flexibilizam as restrições impostas para conter a disseminação do coronavírus.

O petróleo dos Estados Unidos (WTI) acumulou ganhos de 19,7% nesta semana, enquanto o petróleo Brent subiu 5,2% no período, marcado por notícias altistas. Ambos os contratos registraram a terceira semana consecutiva de altas.

Na sexta-feira, o WTI avançou 1,87 dólar, ou 6,8%, para 29,43 dólares por barril, terminando o dia pouco abaixo da máxima da sessão (29,92 dólares), maior nível desde meados de março. O valor de referência norte-americano já havia saltado 9% na véspera.

O petróleo Brent, por sua vez, fechou em alta de 1,37 dólar, ou 4,4%, a 32,50 dólares por barril. O “benchmark” internacional teve ganho de 7% na sessão anterior.

O segundo contrato do petróleo dos EUA foi negociado com desconto para o primeiro contrato pela primeira vez desde o final de fevereiro, o que indica aperto no mercado, disse Bob Yawger, diretor de futuros de energia da Mizuho em Nova York.

“Não é um acidente o ‘spread’ ter se invertido depois de o estoque de petróleo da AIE (Administração de Informação sobre Energia) e o estoque no centro de distribuição de Cushing registrarem, no relatório de quarta-feira, a primeira queda em semanas”, afirmou Yawger.

A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e outros grandes produtores estão cortando bombeamento para reduzir o excesso de oferta, e agora há também sinais de melhora na demanda. Dados mostraram que o uso diário de petróleo na China se recuperou em abril, com refinarias acelerando as operações.

Agência Reuters

Estatal já observa recuperação das vendas de gasolina e diesel no Brasil em maio

A Petrobras já registra boa recuperação na demanda brasileira por diesel e gasolina, ante a forte retração observada no início de abril por impactos do novo coronavírus, o que deverá reduzir as exportações de petróleo cru neste mês, afirmou a diretora de Refino e Gás Natural, Anelise Lara.

Atualmente, a retração da demanda de diesel está em cerca de 30%, contra 50% no início de abril, enquanto a gasolina apresenta recuo de 40% a 45% nas vendas, versus 65% anteriormente.

Em videoconferência com jornalistas, a executiva explicou que a queda da demanda no país por ambos os combustíveis contribuiu com a exportação recorde de 1 milhão de barris por dia de petróleo em abril, que também contou com a boa qualidade do óleo do pré-sal e a retomada da demanda da China.

“O mercado interno se recuperando agora em maio, as vendas para o mercado externo de petróleo cru vão cair, porque a gente vai priorizar o processamento e a venda no mercado interno, e a gente deve ter um aumento de exportação de gasolina, que deve ser superior em maio ao que a gente viu nos últimos meses”, disse a executiva, aos jornalistas.

Como parte desse movimento, o fator de utilização das refinarias já subiu para mais de 70% atualmente, contra 60% em abril. No primeiro trimestre, esse indicador era de 79%.

Lara pontuou, no entanto, que vê manutenção do apetite externo tanto pelo petróleo da companhia, quanto pelo combustível naval (bunker).

A empresa vem se beneficiando de novas normas internacionais que exigem bunker com baixo teor de enxofre, o que pode ser desenvolvido com baixos custos com o petróleo do pré-sal.

Do lado negativo, Lara citou que o querosene de aviação, que teve um recuo de 90% nas vendas no início de abril e deverá levar mais tempo para retomar a demanda, devido a um movimento muito fraco de companhias aéreas.

Agência Reuters

Evonik investirá 25 milhões de euros para aumentar a fabricação de APIs e intermediários na Alemanha

A Evonik anunciou investimento de 25 milhões de euros para o primeiro estágio de um programa de longo prazo para a ampliação da capacidade de suas unidades produtivas de Dossenheim e Hanau na Alemanha em apoio à crescente demanda farmacêutica da fabricação sob contrato de ingredientes farmacêuticos ativos (APIs) e intermediários avançados dentro da Europa.

Nesta primeira fase os 25 milhões de euros serão para ampliação de Dossenheim e Hanau, com conclusão prevista para meados de 2021. O projeto inteiro deverá ser concluído antes de 2024.

“A pandemia da COVID-19 fez com que muitas empresas farmacêuticas percebessem o quanto é importante dispor de parques industriais na Europa aos quais possam recorrer para fabricar e entregar, de maneira rápida e garantida, seus ativos que salvam vidas aos mercados regionais”, disse Thomas Riermaier, Vice-presidente sênior da linha de negócios Health Care da Evonik. “A ampliação das nossas unidades produtivas alemãs de Dossenheim e Hanau está em andamento para dar apoio aos clientes que buscam um local europeu de confiança para a produção clínica e comercial de seus APIs e intermediários”.

“Além de aumentar a nossa capacidade de produção de APIs e intermediários avançados na Europa, a ampliação dos dois sites cGMP multifuncionais em Dossenheim e Hanau aumentará a habilidade da Evonik de apoiar os projetos de alta complexidade de seus clientes”, disse Dr. Andreas Meudt, VP Exclusive Synthesis da linha de negócios Health Care da Evonik.

Esses complexos projetos de API, que muitas vezes são associados a fármacos oncológicos, antivirais e outros medicamentos especializados, comumente exigem uma variedade de tecnologias avançadas, incluindo processamento contínuo, PEGs e mPEGs de alta pureza, catálise e química criogênica.

A Evonik é uma das maiores CMOs do mundo para APIs e intermediários e a maior fabricante mundial de APIs (HPAPIs) de alta potência. A empresa estabeleceu um amplo portfólio de tecnologias avançadas em sua rede de CMOs nos Estados Unidos, Alemanha, França, Eslováquia e China.

O setor de Health Care é um importante motor de crescimento para a Evonik e integra o seu segmento Nutrition & Care. A Evonik Health Care desfruta de reconhecimento global como parceiro de desenvolvimento e provedor de soluções para empresas farmacêuticas, nutracêuticas e de dispositivos médicos. No mercado farmacêutico, a empresa disponibiliza aos clientes um portfólio amplo e flexível de produtos, além de tecnologias e serviços que contribuem para reduzir os riscos regulatórios, aceleram o tempo até o lançamento no mercado, melhoram a segurança de fornecimento e geram uma poderosa diferenciação de marca para seus medicamentos.