EXCLUSIVO: Parque das Baleias atinge marca de 1 bilhão de barris de óleo produzido

A Petrobras informa que a área de Parque das Baleias alcançou nesta quarta-feira (20/5) a marca de 1 bilhão de barris de óleo produzidos. Formada pelos campos de Jubarte, Baleia Anã, Cachalote, Caxaréu e Pirambú, a área tem, atualmente, quatro plataformas em operação, todas do tipo FPSO, interligadas a 44 poços produtores e 21 injetores.

No primeiro trimestre de 2020, a produção média diária do Parque das Baleias foi de 222 mil barris de óleo e 6 milhões de metros cúbicos de gás natural, sendo 71% provenientes de reservatórios no pré-sal.

O campo de Jubarte, o primeiro a ser descoberto na área, em 2001, foi o quarto campo com maior volume de produção no país no primeiro trimestre de 2020.

Agência Petrobras

Petrobras prevê boas notícias em pouco tempo na venda de ativos, diz CEO

A Petrobras prevê anunciar em pouco tempo boas notícias relacionadas à venda de ativos, em importante passo na busca por redução da dívida da companhia, afirmou na terça-feira o presidente da petroleira estatal, Roberto Castello Branco, em uma videoconferência transmitida pelo banco Safra.

O executivo, que não deu detalhes sobre os negócios que podem ser anunciados, reconheceu ainda que o novo coronavírus pode trazer impactos sobre o andamento do bilionário plano de desinvestimentos da companhia, mas frisou que até agora isso não foi observado.

“O que a recessão (prevista devido ao coronavírus) influencia é talvez no atraso da execução de alguns projetos, mas até agora ele (programa de desinvestimentos) permanece intacto. Dentro de pouco tempo, nós teremos boas notícias para anunciar com a realização de algumas vendas”, afirmou Castello Branco, durante a transmissão, via internet.

O presidente destacou que o principal grupo de ativos colocados à venda pela companhia envolve oito refinarias e suas infraestruturas associadas.

Segundo ele, não houve por parte dos proponentes que passaram para a fase de ofertas vinculantes no processo de desinvestimento qualquer manifestação de desinteresse. Assim, a companhia está confiante de que conseguirá assinar acordos de venda de refinarias até o fim deste ano, para concluir os negócios em 2021.

O plano de desinvestimento visa permitir que a empresa foque nos ativos de maior retorno financeiro, essencialmente na produção de petróleo em águas profundas, e reduza a dívida, que ficou em cerca de 89 bilhões de dólares no fim do primeiro trimestre, ante 87 bilhões no fim de 2019.

Castello Branco apontou que, “no contexto atual, manter a dívida constante será uma vitória”.

A meta da Petrobras é encerrar o ano com dívida bruta de 87 bilhões de dólares.

Agência Reuters

Porto de Angra dos Reis recebe plataforma para manutenção

A plataforma de acomodação (flotel) POSH Xanadu, que chegou a operar no apoio às atividades de produção da Petrobras na Bacia de Campos em diversas ocasiões, chegou sexta-feira (15/05) ao Porto de Angra dos Reis para execução de reparos. A previsão de estadia da embarcação é de aproximadamente 60 dias.

Segundo informações da Superintendência de Gestão Portuária de Itaguaí e Angra dos Reis da Companhia Docas do Rio de Janeiro (CDRJ), trata-se da primeira atracação de embarcação de grande porte no Porto de Angra dos Reis desde que a empresa Splenda Offshore assumiu o controle acionário do arrendamento do Terminal Portuário de Angra dos Reis (TPAR).

As plataformas do tipo flotel servem para acomodar trabalhadores que estão em outra unidade próxima. A POSH Xanadu pertence à Pach Offshore Services Holdings (POSH) e tem capacidade para 750 pessoas. Ela foi projetada para águas profundas e ambientes operacionais agressivos e é equipada para permitir soluções “walk-to-work” para o pessoal offshore.

ASSCOM – Companhia Docas do Rio de Janeiro

Empresa da Cosan tem autorização para importar gás da Bolívia

O Ministério de Minas e Energia autorizou a Comercializadora de Gás SA, do grupo de energia e infraestrutura Cosan, a exercer atividade de importação de gás natural junto à Bolívia, segundo portaria publicada no Diário Oficial da União.

O volume total autorizado para as importações é de até 5 milhões de metros cúbicos por dia, tendo como mercado potencial o atendimento à demanda de consumidores livres e distribuidoras de gás canalizado nas regiões Sul e Sudeste.

O transporte do insumo acontecerá por meio do gasoduto Brasil-Bolívia, com entrega na fronteira entre os dois países, no Estado de Mato Grosso do Sul.

A autorização tem validade de três anos e a empresa deverá, nesse período, apresentar relatórios detalhados à reguladora ANP sobre volumes diários importados e preços de compra, além de contratos de compra e venda do insumo.

Agência Reuters

Estatal rebatiza Comperj para tirar ’mancha de corrupção’

Desenhado para ser um grande pólo produtor de combustíveis e produtos químicos, o Comperj (Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro) se tornou um sorvedouro de dinheiro e, mesmo quando concluído, não produzirá uma gota dos produtos para os quais foi concebido.

Agora com foco no tratamento de gás natural, o projeto foi rebatizado GasLub Itaboraí (nome da cidade onde está sediado, na região metropolitana do Rio). Em entrevista o presidente da Petrobras, Castello Branco, repetiu a expressão cemitério da corrupção e explicou a mudança de nome.

“Também conhecido como cemitério da corrupção, o Comperj está mudando de nome. O seu nome ficou manchado pela corrupção”, disse o executivo. “O seu nome agora é Gaslub Itaboraí’, reforçou.

Folha

A porta do desenvolvimento da economia é o porto

De caráter não exaustivo, a relação das atividades essenciais à comunidade prevista pela Lei Federal nº 7.783/89 pode ser regulamentada pelo Poder Executivo a depender da situação, como ocorreu com o advento da pandemia do COVID-19, que impôs a restrição de boa parte das atividades sociais, comerciais e econômicas. Por meio da Medida Provisória 945/2020, a atividade portuária foi considerada essencial e sua continuidade foi mantida.

Muito se viu na mídia acerca da não paralisação das atividades portuárias, determinantes para manutenção da circulação de bens e mercadorias, necessárias ao abastecimento da população e ao cumprimento de boa parte dos negócios dependentes do transporte marítimo. Nesse cenário, o porto ganhou evidência pelo seu aspecto econômico, o que inclusive acelerou o andamento dos trâmites para desestatização dos terminais previstos pelo Programa de Parceria de Investimentos (PPI).

É bem sabido que, há muito tempo, a influência do porto não se limita aos negócios nele firmados, repercutindo na vida dos trabalhadores marítimos, dos habitantes de sua cidade-sede e até da região da qual faz parte, logo, a essencialidade só agora efetivamente conhecida, sempre existiu.

Tomemos como exemplo o município de Areia Branca/RN, maior produtor de sal do país, que abastece ao mercado interno e externo e, desde sua fundação, a cidade-sede vive praticamente, em função do mineral e por consequência do seu porto.

Consoante o estudo elaborado pelo Ministério da Infraestrutura1 em 2015, o Terminal Salineiro de Areia Branca movimenta exclusivamente sal que é produzido por empresas salinas do Rio Grande do Norte e transportado em barcaças até o Porto-Ilha (Ilha artificial construída em 1974). A partir do terminal, o sal é exportado ou enviado para outros estados na navegação de cabotagem.

Em 2014, foram 1,52 milhão de toneladas do mineral, sendo 674 mil toneladas de exportação e 851 mil toneladas de embarque de cabotagem. Estimou a pesquisa que até 2030 a demanda alcançasse 1,67 milhão de toneladas. Com o COVID-19, os números talvez mudem. Do ponto de vista econômico o terminal salineiro, embora tímido, se comparado aos grandes portos nacionais, é essencial para economia potiguar sobretudo a de Areia Branca e região oeste e desde sua fundação não parou, nem em meio à pandemia.

No entanto, há que se ressaltar que a essencialidade dos portos, aqui ilustrado pelo Terminal Salineiro de Areia Branca, sempre existiu e não se limita a um elemento isolado de propulsão da economia.

Em periódico formatado pelo IBGE em 1962, se vê nitidamente o quanto o Porto de Areia Branca foi determinante também para o desenvolvimento social e cultural da cidade e região Oeste do Rio Grande do Norte. Senão vejamos um excerto do documento:

“O porto de Areia Branca está situado a 4° 57′ 19″ de latitude sui e 37° 08′ 16″ de longitude W. Gr.; dista 35 milhas de Macau, 165 de Fortaleza e Natal, e 1. 394 do Rio de Janeiro (GB). O tráfego marítimo, em 1960, acusou a entrada de 311 navios (maior número do Estado), somando 207 toneladas de registro (só superado, no Rio Grande do Norte, por Natal). Toda a Zona Oeste do Estado escoa ou recebe mercadorias através desse porto. (…) A sucursal da Mossoró Comercial e Navegação Ltda é correspondente local dos Bancos do Brasil, do Povo, de Mossoró e Comércio e Indústria Norte-Rio-Grandense. (…) 0 Município contava, em dezembro de 1960, com 30 unidades escolares de ensino primário geral, com 49 profess6res e 1 141 alunos matriculados no início do ano. 6 escolas são municipais, 11 subvencionadas pela Prefeitura, 9 estaduais, 2 subvencionadas pelo Estado e 2 mantidas pelo SESI e Sindicato dos Estivadores. Os tais estabelecimentos de ensino médio existentes, o Curso Normal Regional, estadual, e a Escola Comercial, municipal, contavam, em 1961, o primeiro com 11 e o segundo com 19 professores e, respectivamente, 37 e 91 alunos. Em 1960, 16 alunos terminaram curso: 12 o comercial e 4 o normal. A Biblioteca Municipal conta com m ais de 2 100 volumes. O Cine-Teatro São Raimundo tem capacidade para 436 pessoas e o Miramar, para 624. A Rádio Difusora de Areia Branca mantém diversos amplificadores na cidade. Realiza-se tradicionalmente, a 16 de agosto, a procissão fluvial de Nossa Senhora dos Navegantes e, a 8 de dezembro, a da Padroeira, N. Sra. da Conceição2.”

Areia Branca, cujo nome alude às salinas, observou crescimento populacional após a atividade extrativista atrair trabalhadores de todo o estado para o local, já que muitas empresas se instalaram por lá. Na cidade onde a festa de Nossa Senhora dos Navegantes é mais difundida que a da padroeira Nossa Senhora da Conceição, se formaram novos núcleos familiares entre locais e imigrantes.

A constante visita de “pessoas de fora” à cidade trouxe novos conceitos de música, comida, danças, livros, línguas, moda, moedas, pesos e medidas. Assim como a disciplina personificada nos oficiais da Marinha do Brasil e a organização dos estivadores no sindicatos também “moldaram” a forma de trabalhar e se portar em naquele grupo social portuário.

Com a educação comercial arraigada na cidade desde à época das escolas comerciais, Sindicato dos Estivadores e o trabalho nas empresas do ramo marítimo, muita gente fez carreira na área portuária, sendo bastante comum que em cada família de Areia Branca possua ao menos um trabalhador “do mar”, residindo ali ou tendo migrado para outras cidades portuárias brasileiras.

O trabalho em embarcações demandou do marítimo a capacidade de adaptação em confinamento, convivência em grupo e sob condições de víveres limitados, noções de primeiros socorros, trabalho em equipe, isolamento social, restrições muito assemelhadas às condições de vida impostas atualmente pela Covid-19 aos não marítimos.

Citemos que, com o porto, os areia branquenses passaram a ter conhecimentos não só de prática náutica, mas também de boa parte dos verbetes do inglês marítimo. A pesca do atum, a chegada dos esportes aquáticos (principalmente o kite surf), bem como o aumento do número de restaurantes e hotéis motivaram, inclusive, a abertura do primeiro Curso de Turismo do interior nessa Cidade. O turismo também foi responsável pela criação do Polo Costa Branca, projeto de valorização turística e econômica da região, cujo nome remete ao sal e a cor das dunas do litoral da zona oeste do estado.

Assim como no turismo, a atividade portuária também foi coadjuvante na consciência ecológica dos habitantes e pesquisadores em Areia Branca, que passou a contemplar projetos ambientais, como o “Cetáceos da Costa Branca”, idealizados pela Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN) o Centro de Estudos e Monitoramento Ambiental (Cemam).

A partir das linhas etnográficas acima, infere-se que a essencialidade da atividade portuária sempre existiu, mas era desconhecida por maior parte do país, até agora. Agora, todos sabem que tudo que chega a nossa porta foi a graças a um porto e no porto está à porta para o desenvolvimento.

1 Plano Mestre do Terminal Salineiro de Areia Branca. Disponível em: https://www.infraestrutura.gov.br/images/SNP/planejamento_portuario/planos_mestres/versao_completa/pm04.pdf. Acesso em: 16 maio 2020.
2 IBGE – Periódicos. Areia Branca. Periódico nº 25. Disponível em: https://tinyurl.com/y88j38lt. Acesso em: 16 maio 2020.

Giovanna Martins Wanderley é advogada especialista em Processo Civil, graduanda em Ciências Sociais pela UERN e pós- graduanda em Direito Marítimo Portuário pela Maritime Law Academy

Opep+ tem grande redução nas exportações de petróleo na 1a quinzena de maio

A Opep+ reduziu de forma acentuada suas exportações de petróleo na primeira quinzena de maio, de acordo com empresas que monitoram os embarques, sugerindo um forte início para o cumprimento de um novo acordo para cortes de oferta.

A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), a Rússia e outros aliados, que formam o grupo conhecido como Opep+, estão reduzindo o bombeamento em um recorde de 9,7 milhões de barris por dia (bpd) desde 1º de maio, visando compensar as quedas no preço e na demanda causadas pela pandemia de coronavírus.

A Kpler, uma companhia que monitora os fluxos de petróleo, disse que as exportações da Opep+ por via marítima recuaram em 6,3 milhões de bpd em relação ao mês anterior, rumo à marca de 27 milhões de bpd, e classificou a queda como uma “impressionante reversão” ante abril, quando os produtores bombearam à vontade.

A Petro-Logistics, outra empresa que monitora navios-tanque, estimou que os produtores reduziram exportações em 5,96 milhões de bpd nos 13 primeiros dias de maio, comparando com as médias de abril — um declínio “massivo”, disse a empresa em um tuíte.

Desse volume, a queda nas exportações somente da Opep foi de 4,85 milhões de bpd nas duas primeiras semanas do mês, disse à Reuters o presidente-executivo da Petro-Logistics, Daniel Gerber.

Segundo a Kpler, a Arábia Saudita é o país que apresentou o maior recuo, com média de 7,26 milhões de bpd, queda de 2,24 milhões de bpd na comparação mensal. A Rússia também fez uma grande redução, de 922 mil bpd. Kuweit e Emirados Árabes Unidos são outros países com grandes cortes.

Por outro lado, o Iraque reduziu exportações em 265 mil bpd, afirmou a Kpler, sugerindo que o segundo maior produtor da Opep precisa fazer mais para cumprir totalmente a promessa de cortar 1,06 milhão de bpd.

Agência Reuters