Petrobras espera retomar processo de redução do endividamento em 2021

Presidente da estatal reforça, porém, que o ambiente ainda é de incertezas e não é possível fazer projeções; meta de desalavancagem foi abandonada neste ano.

O presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, disse esperar que a desalavancagem da empresa seja retomada a partir do ano que vem. O executivo destacou, porém, que o ambiente ainda é de incertezas para fazer projeções nesse sentido.

“Espero que sim [a companhia retome o processo de desalavancagem em 2021], mas o ambiente é de incerteza”, afirmou ele, ao ser questionado sobre o assunto, em evento on-line promovido pela Genial Investimentos.

Diante do choque dos preços do petróleo, a companhia reviu a sua meta de desalavancagem para 2020. A empresa abandonou a meta de atingir o índice de dívida líquida/Ebitda de 1,5 vez ao fim deste ano e traçou como objetivo encerrar 2020 com um endividamento bruto de US$ 87 bilhões, no mesmo patamar de 2019.

“As metas de desalavancagem para 2020 eram impossíveis de serem atingidas”, disse.

Ele destacou que a companhia mantém a intenção de reduzir a dívida bruta para abaixo de US$ 60 bilhões. “Esse é um patamar de endividamento que julgamos confortável para a Petrobras”, comentou.

Castello Branco disse ainda que não há, no momento, “nenhuma chance” de que a estatal seja privatizada.

“No momento [a privatização da Petrobras] não é um assunto sobre a mesa”, afirmou o executivo. Ele comentou, porém, que a empresa poderá continuar a promover privatizações de algumas de suas subsidiárias, por meio do programa de desinvestimentos da petroleira.

“Podemos desinvestir de empresas subsidiárias ou fechar algumas, como fizemos com a Araucária Nitrogenados”, disse.

Valor Online

VLI renova contratos no Pecém

Como operadora, companhia atende três clientes no porto cearense; volume movimentado em 2019 cresceu 18%

A VLI, companhia de soluções logísticas que integra ferrovias, terminais e portos, renovou os contratos de prestação de serviços firmados com três clientes atendidos no Complexo Industrial e Portuário do Pecém, no litoral oeste do Ceará. A empresa já movimenta carvão para as termelétricas EDP, Eneva e a Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP) – essa última também recebe minério de ferro – desde 2016. Os acordos que venceriam em 2021 foram renovados até 2027.

Com mais 200 profissionais próprios e cerca de 150 terceiros, a VLI recebe os navios, garante a manutenção das máquinas e atua no desembarque dos insumos que são enviados diretamente para as unidades industriais por correias transportadoras. Após assumir a operação, a empresa registra aumento nos volumes.

Em 2019, a operação da VLI no Pecém movimentou oito milhões de toneladas, um volume 18% maior do que o registrado no ano anterior. Essa marca representa mais de 44% de todas as cargas movimentadas no terminal portuário no período. Para este ano, a expectativa é positiva. “Esse resultado e os novos contratos referenciam o amadurecimento da nossa operação, a credibilidade alcançada junto aos clientes e demonstram a expertise da VLI no serviço logístico portuário”, destaca Denilson Fernandes, gerente geral de Operações Portuárias Nordeste da VLI.

Para o gerente geral comercial da VLI, Asley Ribeiro, a renovação antecipada evidencia o potencial da parceria com os clientes e com o Complexo do Pecém no longo prazo. “Esse é um passo importante para continuar contribuindo com a logística no Estado e demonstra nosso interesse em fomentar novas oportunidades de negócios no Ceará”, pontua.

“A VLI, como nossa operadora especializada na movimentação de granéis sólidos, tem como missão atender três das maiores indústrias do Complexo de Pecém: uma siderúrgica e duas termoelétricas. E somente no ano passado movimentou um volume que atingiu 8 milhões de toneladas. É um desafio que a empresa assumiu e que atende com competência”, afirma Waldir Sampaio, diretor-executivo de Operações do Complexo do Pecém.

Sobre a VLI

A VLI tem o compromisso de contribuir para a transformação da logística no país, por meio da integração de serviços em portos, ferrovias e terminais. A empresa engloba as ferrovias Norte Sul (FNS) e Centro-Atlântica (FCA), além de terminais intermodais, que unem o carregamento e o descarregamento de produtos ao transporte ferroviário, e terminais portuários situados em eixos estratégicos da costa brasileira, tais como em Santos (SP), São Luís (MA) e Vitória (ES). Escolhida como uma das 150 melhores empresas para se trabalhar pela revista Você S/A pelos últimos cinco anos e a primeira colocada do segmento de Logística e Transporte em 2019, a VLI transporta as riquezas do Brasil por rotas que passam pelas regiões Norte, Nordeste, Sudeste e Centro-Oeste.

Petroleira prevê vender fatia na Braskem até início de 2021

A Petrobras pretende se desfazer de toda sua participação na petroquímica Braskem por meio de operação no mercado de capitais, reiterou na segunda-feira o presidente da petroleira estatal, Roberto Castello Branco, ao projetar que o negócio pode ocorrer até o começo do ano que vem.

“Acreditamos que seja viável até o final do ano, se não, no início do ano que vem, vender essa participação”, disse o executivo, ao participar de transmissão ao vivo da Genial Investimentos.

O caminho para viabilizar o desinvestimento passa pela migração da Braskem ao Novo Mercado da bolsa B3, com conversão de todas ações da empresa em ordinárias, o que já é alvo de conversas entre a Petrobras e a Odebrecht, sócia da estatal na petroquímica e detentora de 50,1% da ações com direito a voto.

“Não há sentido nenhum em a Petrobras ser sócia da Braskem. Primeiro, a Petrobras não é fundo de investimento. Nós não operamos a Braskem, temos apenas participação acionária”, apontou Castello, ao justificar o desinvestimento.

A petroleira tem buscado nos últimos anos vender diversos ativos para reduzir dívidas e focar a atuação na exploração e produção em águas profundas e ultraprofundas.

REVISÃO DE PORTFÓLIO
Agora, em meio aos impactos da pandemia de coronavírus, que reduziu brutalmente a demanda por combustíveis, derrubando os preços do petróleo no mercado internacional, a Petrobras também passou a conduzir uma reavaliação de sua carteira de projetos.

“Estamos fazendo uma revisão completa do portfólio de projetos, uma espécie de ‘stress-test’. Para ver quais podem ser executados, outros que podem ser, mas dependerão de reestruturação, e aqueles que vão ser postergados ou até cancelados definitivamente”, explicou Castello.

Esse trabalho envolve uma avaliação do risco e retorno dos projetos e dos investimentos necessários, de forma que a companhia possa financiá-los sem se alavancar “demasiadamente” como no passado, acrescentou o executivo.

Ele destacou, no entanto, que o campo de Búzios, no pré-sal, o qual a companhia prevê investir bilhões de dólares nos próximos anos, não deve ser afetado por essas revisões.

“Esse ativo é resistente a preços muito baixos, é o que se chama de ativo de classe mundial. Grandes reservas, baixo risco, custo de extração próximo a 3 dólares/barril… e é o maior campo de petróleo offshore já descoberto no mundo. Esse certamente vale a pena, minha expectativa é de que ele vai passar pelo ‘stress-test’ facilmente”.

A empresa registrou no primeiro trimestre um histórico prejuízo líquido de 48,5 bilhões de reais, após grande baixa contábil devido a uma revisão das premissas de longo prazo para o petróleo Brent.

INTERVENÇÕES
Ao comentar possíveis consequências da atual pandemia do novo coronavírus, o presidente da Petrobras destacou que uma recessão profunda decorrente da doença e de medidas de isolamento adotadas para combatê-la poderiam gerar importantes mudanças políticas.

Segundo ele, um movimento como esse “favorece grupos políticos estatistas”, que defendem maior intervenção do Estado na economia.

Castello Branco, formado pela Universidade de Chicago, define-se como de pensamento econômico amplamente liberal, assim como o ministro da Economia, Paulo Guedes, que passou pela mesma escola norte-americana.

“As pessoas, diante da crise, querem que um grande pai as ajude, e aí é importante a sociedade não ceder à tentação do populismo”, afirmou.

A fala do executivo vem em momento em que analistas mantêm alguma preocupação quanto a impactos da crise econômica sobre as políticas da Petrobras para precificação de combustíveis.

Em 13 de maio, após o presidente Jair Bolsonaro ter criticado um aumento de 12% na gasolina pela estatal, analistas do UBS classificaram a política de preços como “principal risco” para a companhia.

“Nós vimos comentários similares antes (de Bolsonaro) e investidores sabem o custo que isso pode causar para a companhia”, escreveram em relatório.

Durante a transmissão ao vivo, o presidente da Petrobras não foi questionado sobre a recente fala de Bolsonaro ou sobre pressões em sua política de preços.

Mas ele defendeu que, antes dos aumentos mais recentes, a companhia vinha reduzindo fortemente os preços nas refinarias diante da queda do petróleo no mercado internacional, em movimento que não foi acompanhado pelos postos.

“Com relação aos postos de gasolina, não há nada que a Petrobras possa fazer… está fora do nosso escopo, não somos agência de regulação. Isso é papel do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), a Petrobras é só uma empresa”, disse.

Depois do ciclo de reduções de preço, a Petrobras anunciou três reajustes seguidos para a gasolina, com alta de 38% apenas em maio. A companhia também anunciou a primeira alta do ano para o diesel, de 8%.

Agência Reuters

Enxergar oportunidades e inovar são fatores essenciais para sair da crise

por: Emerson Nogueira

A pandemia do coronavírus (COVID-19) pegou todos os países e, por consequência, o setor produtivo de surpresa. Ninguém estava preparado para um impacto tão forte em um curto período de tempo. No entanto, é certo que algumas instituições sairão mais rápido da crise, que ainda não se pode dizer quando terá fim.

Aqui na Alemanha, logo que as primeiras ameaças surgiram, as empresas passaram a aplicar com rapidez as recomendações de isolamento social feitas pelo governo, como por exemplo, o home office. Também fizeram uso dos dispositivos econômicos já previstos no sistema alemão, como o Kurzarbeit, ou seja, a redução de horários de trabalho e de remunerações. Esse recurso já é previsto na legislação trabalhista do país, o que poupou tempo, pois não foi necessário a discussão, aprovação e autorização por parte do governo.

Outra medida, colocada em prática pelas indústrias alemãs para evitar a proliferação e circulação do vírus, foi o fechamento dos ambientes de convívio, como refeitórios e áreas de café, além da manutenção das portas abertas e disponibilidade de álcool em gel em todos os ambientes fabris. Essas ações permitiram, de um lado, que a produção das companhias continuasse em operação e, por outro, preservou a saúde dos trabalhadores.

É importante lembrar que aqui o governo não decretou o isolamento completo da população, as pessoas podem sair de casa para andar ao ar livre, ir ao supermercado ou farmácia. Quanto ao comércio, foi reaberto gradativamente e com restrições no número de clientes por loja desde o dia 20 de abril.

No entanto, esse período não está sendo apenas de restrições. Muitas empresas aproveitaram a pouca atividade para inovar. Na OKE, por exemplo, uma empresa que há 59 anos é fornecedora de materiais plásticos para o setor automotivo e moveleiro, adaptou o seu processo produtivo para a confecção de máscaras. Em seis semanas, o produto foi concebido pela área de pesquisa, o chão de fábrica adaptado e a produção iniciada. Desde o dia 20 de abril, mais de 4 milhões de máscaras foram disponibilizadas para a comercialização na Europa por pessoas físicas e jurídicas, por meio de vendas feitas online.

Acredito que as empresas que apostarem em inovação e entenderem os desafios do momento e as novas necessidades, sairão mais rápido da crise que chegou para todos nós.

Por: Emerson Nogueira é Managing Director da OKE Automotive Group na Alemanha e conselheiro da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha (AHK Paraná) desde 2017. O executivo tem formação em Engenharia Mecânica pela UTFPR e MBA em Gestão Estratégica de Empresas pela FGV.

Semana Polo do Mar Conecta terá negociação virtual entre pequenas e grandes empresas

Realizado pelo Sebrae Rio, Fecomércio RJ e Senac RJ, evento irá integrar as cadeias produtivas dos polos competitivos da cadeia de valor da economia do mar no estado

O Sebrae Rio realiza o evento digital e gratuito “Semana Polo do Mar Conecta – Informações e Negócios”, de 25 a 29 de maio. Em parceria com a Fecomércio RJ e o Senac RJ , os encontros visam integrar as cadeias produtivas dos polos competitivos da cadeia de valor da economia do mar no Estado do Rio de Janeiro e mitigar os efeitos da Covid-19 na economia, principalmente, por meio do fomento aos pequenos negócios.

A programação incluirá 19 palestras e talk shows e sete negociações virtuais que irão conectar pequenas e grandes empresas, disseminar informações, promover networking, além de gerar oportunidades de negócios.

A estratégia destas negociações é utilizar o poder de compra das grandes companhias para apoiar as micro e pequenas empresas, contribuindo para a manutenção e desenvolvimento da economia local. Todas as empresas estão localizadas na região do Polo Tecnológico do Mar da Baia de Sepetiba, do Polo Marítimo da Baia da Ilha Grande, do Polo do Mar da Baia de Guanabara e do Polo do Mar da Bacia de Campos/Porto do Açu. A expectativa é que ocorram, no mínimo, 200 negociações.

Semana Polo do Mar Conecta – No evento digital será lançada a cartilha “Como vender para grandes empresas” e um catálogo das contendo os produtos e serviços oferecidos pelas empresas participantes. O objetivo é que a possibilidade de negociação continue mesmo após o evento.

Também haverá palestra sobre as perspectivas de desenvolvimento da economia do mar com André Portalis, diretor Presidente da Itaguaí Construções Navais, companhia responsável pela construção de submarinos na região de Itaguaí.

O Senac RJ participa do Polo do Mar Conecta em duas palestras. A primeira, no dia 26, abordará o trabalho do Banco de Oportunidades do Senac RJ, que conecta aluno e empresas no mundo do trabalho. No dia 27, apresentará o trabalho realizado no desenvolvimento de Projetos personalizados de educação corporativa e responsabilidade social para as empresas do setor de Comércio, Serviços e Turismo no Estado do Rio. Já no dia 28, o Sesc RJ apresentará a importância da cultura no desenvolvimento de uma comunidade, fortalecendo as perspectivas econômicas, educativas e sociais.

A Semana Polo do Mar Conecta terá também as participações de Antonio Florencio de Queiroz, presidente da Fecomércio RJ e do Conselho Deliberativo do Sebrae Rio; Antonio Alvarenga, diretor-superintendente do Sebrae Rio; dos diretores do Sebrae, Sergio Malta e Julio Cezar Rezende de Freitas; e do diretor regional do Senac RJ, Sérgio Arthur Ribeiro da Silva.

O evento conta ainda com a parceria das empresas Vale, Nuclep, ICN – Itaguaí Construções Navais, OEC-Engenharia & Construção, Emgepron, Eletronuclear, Condor Tecnologias Não Letais, Cluster Tecnológico Naval do RJ, Porto do Açu Logística, Cluster Automotivo Sul Fluminensee GE Aviation.

Estado do Rio de Janeiro – A economia do Rio tem grande dependência dos recursos marítimos, seja em relação ao setor de exploração de petróleo e gás em águas profundas e ultra profundas como nos setores portuário e logístico, pesca/agricultura, construção naval, náutica e embarcações de defesa, turismo litorâneo e comércio, indústrias e serviços vinculados as cadeias produtivas do mar, representando 23% de participação na economia do mar brasileira.

O Rio de Janeiro é um dos estados brasileiros que tem maior vocação marítima e todo a sua história está vinculada ao mar. São 25 municípios litorâneos que somam uma população de 11.447.993 habitantes, com 3.215.308 trabalhadores morando na região litorânea do estado.

Serviço
Semana Polo do Mar Conecta – Informações e Negócios
De 25 a 29 de maio
Inscrições e programação – https://bit.ly/3e92SoE

Sistema Conexo, da GEMÜ, oferece automação por radiofrequência para manutenção e validação industrial

Inédito no Brasil, equipamento inclui software na nuvem, chips que armazenam informações e caneta leitora

A tecnologia que integra cada vez mais as unidades fabris no âmbito da Indústria 4.0 precisa passar também pelos processos de manutenção. Com automação completa, é possível economizar, prevenir falhas de máquina e evitar paradas desnecessárias, além de estender a longevidade dos equipamentos e oferecer rastreabilidade no processo industrial.

Uma solução inédita no mercado para promover total controle e manter operantes todas as peças de uma linha de produção é o Sistema Conexo, baseado em radiofrequência (RFID). Desenvolvido há dois anos pela matriz alemã da GEMÜ Válvulas e Sistemas de Medição e Controle, o método chega agora ao Brasil.

O produto surgiu após extensa pesquisa com o objetivo de gerenciar a validação e manutenção em indústrias sensíveis como a farmacêutica, mas também pode ser utilizado na indústria pesada, como siderurgia, fabricação de fertilizantes e peças automotivas, sistemas de energia, entre outros.

O Conexo é composto por uma “caneta” de leitura, chips a serem acoplados aos equipamentos, além da licença para usar o software de gerenciamento na nuvem. “O sistema permite controlar todos os processos da manutenção preventiva, o que evita que uma bomba quebre, por exemplo, e a fábrica fique parada durante horas”, explica o engenheiro de projetos da GEMÜ, Péricles Teixeira da Costa. “O próprio sistema indica quando é hora de trocar os equipamentos.”

Isso é possível graças à instalação de chips nas diferentes partes integrantes das válvulas GEMÜ (corpo, diafragma de vedação e atuador), que contêm todas as informações a respeito do equipamento. Quando a válvula não contém o chip, é possível adicionar um tag metálico ou etiqueta com chip, de forma a possibilitar a identificação.

Com isso, no momento da manutenção fica tudo registrado: quem trocou a válvula, se ela veio com um manual específico, quais suas características etc. O tempo gasto com documentação cai drasticamente, permitindo a rastreabilidade tanto legal quanto técnica, bem como a rápida identificação dos equipamentos da planta.

“Hoje as manutenções fabris são frequentes e os técnicos responsáveis precisam saber a periodicidade das trocas das válvulas ou outros equipamentos, quais exatamente foram trocados e documentar tudo isso”, explica o gerente geral de vendas para a área industrial da GEMÜ, Mateus Souza.

Com o Sistema Conexo, para fazer a leitura desses dados basta aproximar a caneta equipada com sensor de radiofrequência (RFID) ao chip do equipamento. Além da caneta, o sistema inclui um software que deve ser instalado num tablet, para permitir a utilização em trânsito pela fábrica. A informação é armanezada na nuvem, com protocolos de segurança, de forma a conter todo o histórico de manutenção e documentação do produto, bem como suas licenças.

Otimização para o controle contínuo na área farmacêutica

Para novas instalações ou ampliações no ramo farmacêutico, um importante passo para o início da produção de medicamentos é a validação e qualificação do processo de produção, o que garante o elevado padrão de qualidade.

Com a tecnologia Conexo, é possível fazer o controle e ter rastreabilidade e melhor armazenamento de todo esse processo, de forma a gerir documentos como o Plano Mestre de Validação, Cronogramas, Qualificação de equipamentos e utilidades usadas durante o processo e relatórios em geral.

Tudo isso fica armazenado de forma otimizada para o controle de qualquer documento relevante de validação, manutenção de processos ou da planta farmacêutica como um todo. Isso porque, de posse da tecnologia de rastreabilidade com RFID, todo e qualquer componente pode ser prontamente identificado. Além disso, os documentos pertinentes são verificados in-loco por meio do próprio tablet, sem a espera e procura por documentação tradicionalmente arquivados em papel.

“A inspeção é confrontada no momento da vistoria e tem de pronto todos os documentos pertinentes ao item solicitado, como Certificados; Folha de Dados; Manuais; Desenhos; e/ou outras informações que o operador da planta definir como prioridade quando da elaboração dos procedimentos operacionais”, explica o gerente geral de vendas da área PFB da GEMÜ, Hans Paul Mösl.

Para isso, as válvulas, atuadores e outros sistemas de medição e controle da GEMÜ da linha PFB já vêm, a partir deste ano, com o chip integrado ao produto. Para aqueles equipamentos que não contêm o chip, é possível acoplar uma etiqueta metálica.

Além de reunir num único portal toda a informação referente ao sistema fabril, o Conexo traz um passo a passo da manutenção, servindo de apoio ao operador.

Automação de processos já é realidade

O Sistema Conexo vem somar à família de instrumentos desenvolvidos pela GEMÜ que contribuem para a automação industrial. Entre eles estão o rotâmetro – medidor de vazão do fluido, cujo diferencial é o material do tubo, que usa trogamid, polissulfano ou PVC, todos de extrema resistência e custo competitivo. Outra novidade da GEMÜ na área de automação é o transmissor de pressão e temperatura, um sensor que informa dados fundamentais ao sistema em tempo real.