Petrobras conclui a venda de sete campos terrestres

A Petrobras, em continuidade ao comunicado de 09/08/2019, informa que finalizou a venda da totalidade da sua participação em sete campos de produção terrestres, localizados na Bacia Potiguar, no estado do Rio Grande do Norte, para a SPE 3R Petroleum S.A., subsidiária integral da 3R Petroleum e Participações S.A..

Após o cumprimento de todas as condições precedentes, a operação foi concluída com o pagamento de R$ 676,8 milhões para a Petrobras, já com os ajustes previstos no contrato.

Essa operação está alinhada à estratégia de otimização de portfólio e melhoria de alocação do capital da companhia, passando a concentrar cada vez mais os seus recursos em águas profundas e ultra-profundas, onde a Petrobras tem demonstrado grande diferencial competitivo ao longo dos anos.

Para a gerente executiva de Gestão de Portfólio da Petrobras, Ana Paula Saraiva, o desinvestimento da Petrobras tem atraído novos participantes para a indústria, trazendo mais dinamismo para o setor. “É uma ótima notícia para a Petrobras, para a 3R-Starboard, para o setor onshore e para o mercado em geral. Um bom momento para termos boas novas.”

O sócio da Starboard (acionista controladora da 3R), Paulo Thiago Mendonça, fala sobre os planos para o estado do Rio Grande do Norte: “A venda de ativos onshore e águas rasas é uma estratégia muito sadia para a Petrobras e cria oportunidades para novos entrantes no setor, que irão poder priorizar seus recursos gerando valor para a região e para o país. Temos como importante missão ser a maior produtora de gás do estado do Rio Grande do Norte e exponencializar essa oferta de gás.”

Sobre os campos

O Polo Macau engloba os campos de Aratum, Macau, Serra, Salina Cristal, Lagoa Aroeira, Porto Carão e Sanhaçu. A Petrobras detinha 100% de participação em todas as concessões, com exceção da concessão de Sanhaçu, na qual era operadora com 50% de participação, enquanto os 50% restantes são da Petrogal Brasil S.A.. A produção total atual de óleo e gás desses campos é de cerca de 5 mil barris de óleo equivalente por dia.

CSN decide paralisar alto-forno em usina no RJ

A CSN anunciou paralisação de alto-forno 2 de sua usina em Volta Redonda (RJ), cumprindo expectativa informada há duas semanas pelo presidente-executivo da companhia, Benjamin Steinbruch, diante da fraca demanda de aço no país exacerbada pela epidemia de Covid-19.

A companhia não informou por quanto tempo o equipamento será paralisado, mas executivos da companhia mencionaram em 15 de maio que a empresa tinha acumulado até então aço suficiente para uma parada até o final do ano.

O alto-forno 2 tem capacidade de 1,5 milhão de toneladas de ferro gusa por ano. Com a parada, a CSN ficará apenas com o alto-forno 3 em operação, de 3,35 milhões de toneladas e responsável por 75% da capacidade total da usina.

“Demanda interna caiu 50% no segundo trimestre e deve cair no ano 20%”, afirmou a fonte, citando expectativas do mercado informadas mais cedo neste ano pelo Instituto Aço Brasil (IABr), que representa as siderúrgicas nacionais.

“Estima-se uma recuperação do mercado no terceiro e no quarto trimestres, o que poderia permitir o religamento no fim do ano, mas hoje é difícil ver isso e pode ficar para o ano que vem”, acrescentou.

Com a parada, a CSN é a última das grandes usinas nacionais a anunciar paralisação de equipamento de produção de aço bruto, após Usiminas, Gerdau e ArcelorMittal anunciarem abafamento de parte de seus fornos entre o final do primeiro trimestre e no início deste.

A CSN não informou quantos trabalhadores são afetados pela decisão, mas a fonte afirmou que o alto-forno 2 “tem cerca 2 mil pessoas trabalhando direta e indiretamente”. Outra fonte próxima da companhia afirmou sem confirmar números que os funcionários “serão realocados em outras funções internas. Não haverá demissões no momento”.

Agência Reuters

Conheça todas as medidas adotadas pela Petrobras contra o coronavírus

Companhia está investindo mais de R$ 30 milhões em ações de saúde e prevenção para seus colaboradores

A Petrobras está investindo mais de R$ 30 milhões em ações de saúde e prevenção para seus colaboradores. As ações vão desde a adoção do teletrabalho para as funções administrativas e pessoas no grupo de risco – a companhia já colocou cerca de 30 mil pessoas trabalhando em casa – até a testagem de todos os colaboradores com suspeita, com testes padrão ouro (RT-PCR), sendo uma das primeiras empresas brasileiras a realizar esse procedimento em larga escala. A companhia também adota os testes rápidos, que identificam anticorpos, antes do embarque para unidades com confinamento e em outras situações operacionais. Foram mais de 20 mil testes realizados (até 29 de maio).

Veja abaixo a linha do tempo com as medidas adotadas pela Petrobras desde que a Organização Mundial de Saúde decretou estado de pandemia:

12/03 – Petrobras reforça orientações preventivas aos colaboradores; suspende viagens internacionais, visitas externas e eventos presenciais com mais de 20 pessoas; e inicia a triagem médica pré-embarque (aferição de temperatura e anamese), orientações preventivas a bordo e desembarque de casos suspeitos. Companhia também adota teletrabalho para todas as pessoas voltando do exterior, em férias ou a trabalho.

13/03 – Petrobras formaliza uma Estrutura Organizacional de Resposta à Emergência (EOR), seguindo a metodologia de resposta à crise Incident Comand System (ICS), internacionalmente reconhecida. Na mesma data são suspensas também as viagens nacionais.

14/03 – Petrobras adota teletrabalho para pessoas do grupo de risco conforme critérios do Ministério da Saúde vigentes; e para pais e tutores de crianças em idade escolar nas localidades com aulas suspensas.

16/03 – Petrobras cria canal de atendimento 24 horas para que os empregados possam reportar sintomas e obter orientações pelas equipes de saúde da companhia e inicia monitoramento contínuo de casos suspeitos, confirmados e contactantes entre colaboradores da Petrobras.

17/03 – Petrobras adota o teletrabalho para as funções administrativas.

19/03 – Petrobras reduz contingente de funcionários nas plataformas e passa a adotar nova escala de trabalho para os que embarcam. Em vez de 14 dias de trabalho, passa a adotar escala de 21 dias para 14 de folga e 7 de isolamento prévio em hotel. Posteriormente, a companhia passou a adotar o monitoramento domiciliar com orientações para isolamento domiciliar, por meio de contatos telefônicos pela equipe de saúde em dias intercalados e canal 24 horas para reporte de sintomas. A escala atual é de 21 dias de trabalho para 21 dias de folga. Na mesma data, foi alterada também a escala nas unidades de refino e gás natural, adotando turnos de 12 horas (em vez de 8 horas) e reduzindo efetivo com atuação presencial.

30/03 – Petrobras passa a usar o teste RT-PCR em trabalhadores que apresentam sintomas da doença; e seus contactantes. A companhia testa todos os colaboradores com suspeita, sejam aqueles em atividades presenciais como os que estão em home office, assim como seus contactantes (no trabalho ou domiciliares). É válido destacar que a empresa foi uma das primeiras no país a tomar essa iniciativa.

16/04 – Petrobras inicia distribuição de máscaras de uso não profissional para funcionários em atuação presencial, incluindo máscaras descartáveis e reutilizáveis.

20/04 – Petrobras começa a realizar testes rápidos (identificação de anticorpos) nos profissionais que vão embarcar a partir dos aeroportos do Rio de Janeiro e Espírito Santo para todas as plataformas próprias do Sudeste.

26/04 – Petrobras inicia os testes rápidos (identificação de anticorpos) para embarque para a base petrolífera de Urucu (AM).

30/04 – Petrobras começa a realizar testes rápidos em funcionários da Refinaria de Manaus (Reman), no Amazonas.

04/05 – Petrobras expande o monitoramento domiciliar para as unidades de refino e gás natural, nos dias que antecedem o início do turno, para checagem do estado de saúde dos colaboradores e orientações médicas caso necessário.

11/05 – A Petrobras inicia testes rápidos na Refinaria Duque de Caxias (Reduc), no Rio de Janeiro. As refinarias, térmicas e unidades de tratamento gás da companhia em todo o país começam a ser atendidas por meio de contratos com laboratórios ou de kits de testes rápidos adquiridos pela Petrobras.

Agência Petrobras

Lucro líquido da Cosan recua 74,2% no 1º trimestre, para R$ 102,2 milhões

O lucro líquido da Cosan alcançou 102,2 milhões de reais no primeiro trimestre deste ano, queda de 74,2% em relação ao desempenho obtido em igual período de 2019, informou a companhia em balanço financeiro.

Já o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) subiu 36,7% no período, para 1,98 bilhão de reais.

Em termos ajustados, o lucro líquido ficou em 90,6 milhões de reais no intervalo de janeiro a março, recuo de 77,4% no comparativo anual, enquanto o Ebitda ajustado subiu 21,1%, para 1,77 bilhão de reais.

“O lucro líquido foi impactado pelo efeito negativo da marcação a mercado de ações detidas pela Cosan, bem como o efeito do câmbio na parcela não protegida do bônus perpétuo”, afirmou a companhia no balanço.

De acordo com a empresa, houve um consumo de caixa de 556 milhões de reais no trimestre na visão proforma, refletindo principalmente amortização de dívida e recompra de ações. Ainda assim, a alavancagem —medida pela relação entre dívida líquida e Ebitda ajustado— teve ligeira queda, de 2 vezes para 1,9 vez, na variação anual.

A Cosan disse ainda que o ano começou com boas expectativas para o Brasil, levando-se em conta perspectivas positivas de crescimento global e melhora nos indicadores locais. No entanto, já no início de março o cenário mudou de forma drástica.

“Começando com queda abrupta nos preços de petróleo, despencando 30% em um único dia e chegando a inéditas cotações negativas, reflexo de desentendimentos entre grandes países produtores, justamente quando a demanda pela commodity desaparecia em função de crescentes restrições de circulação ao redor do mundo”, afirmou a empresa.

Na sequência, a Cosan citou o impacto do novo coronavírus e “um ataque criminoso de hackers que causou a interrupção temporária de algumas operações”.

“Apesar dos desafios, o Ebitda ajustado proforma da Cosan alcançou 1,8 bilhão de reais…com destaque para a Raízen Energia, em razão da concentração de vendas no trimestre com preços melhores”, justificou.

Na Raízen, braço sucroenergético da Cosan, na qual a empresa é sócia da Shell, a queda na demanda do ciclo-otto impactou a venda de etanol próprio (-12%) no trimestre, que foi compensada pela maior comercialização de açúcar (+35%).

A receita líquida da Raízen Energia totalizou 9 bilhões de reais no primeiro trimestre do ano, aumento de 26% ante igual período de 2019. Na safra de 2019/20, encerrada em março, a receita aumentou 37%, para 30,7 bilhões de reais, “devido principalmente ao maior volume vendido e melhores preços médios de açúcar e etanol, tanto no trimestre quanto no ano safra”.

A moagem da Raízen já havia se encerrado no último trimestre de 2019, com um total de 60 milhões de toneladas de cana processada na safra 2019/20 e com o mix privilegiando a produção de etanol (51% versus 49% para açúcar) dada a maior rentabilidade do biocombustível em relação ao açúcar.

“Neste trimestre (janeiro a março) houve uma pequena produção de álcool 70% para doações com o objetivo de ajudar no combate ao novo coronavírus”, apontou a empresa.

Conforme já informado ao mercado, a companhia reiterou que não divulgará projeções financeiras (guidance) devido às incertezas relativas à pandemia

Agência Reuters

Eólicas do Nordeste vêm produção cair até 30% com impacto de chuvas sobre o vento

Parques eólicos do Nordeste do Brasil viram queda de até 30% na produção na reta inicial deste ano, em meio ao impacto de chuvas há muito não vistas na região sobre o vento local, que ganhou fama internacional nesta década como um dos melhores do mundo para a geração de energia.

A “safra de vento” negativa na área que abriga a maior parte das usinas da fonte no Brasil levou a geração eólica do país a fechar o primeiro trimestre 16% abaixo do visto em 2019, mesmo com alta de quase 20% na capacidade instalada no período, segundo dados da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).

Os efeitos negativos também puderam ser vistos em balanços de empresas que operam eólicas em Estados nordestinos, como a CPFL Renováveis, da chinesa State Grid, e a Omega Geração.

“Estamos tendo ventos com velocidade 15 vezes menor… o menor vento da última década no Nordeste inteiro. Em geração, isso significa produção em torno de 30% menor”, disse à Reuters o vice-presidente da Associação Mundial de Energia Eólica (WWEA, na sigla em inglês), Everaldo Feitosa, que avalia a situação como um fenômeno cíclico que pode acontecer a cada decada.

O desempenho é associado a fatores meteorológicos, como uma temperatura 1,5 grau Celsius acima do normal no oceano e um fenômeno conhecido como zona de convergência intertropical, que favorecem as precipitações, explicou Feitosa, que também é diretor da desenvolvedora de projetos Eólica Tecnologia.

Esse cenário, no entanto, deve se reverter já no segundo semestre, que por natureza tem uma produtividade bem maior para as usinas eólicas.

“Quando chega o segundo semestre você sabe que pode contar com os ventos do Nordeste”, disse à Reuters o especialista Odilon Camargo, proprietário da consultoria em engenharia de vento Camargo Schubert.

“Mas, no primeiro trimestre, geralmente as chuvas vêm, até maio vêm chuvas. Dizem ‘as águas de março fechando o verão’, mas isso é no Sudeste”, brincou ele, em referência à famosa canção de Antônio Carlos Jobim.

“Nesses anos em que chove muito, na época de chuva reduz o potencial eólico. E este ano está sendo muito generoso nos reservatórios do Nordeste”, acrescentou.

Apesar dessa volatilidade, destacou Camargo, o vento é mais estável que a hidrologia se considerados períodos maiores —segundo ele, variações de produção eólica mesmo em anos de vento ruim não costumam superar 10% ou 20% da média de longo prazo.

EMPRESAS SENTEM
A elétrica Omega Geração, que possui parques eólicos no Piauí e Maranhão, apontou em seu balanço do primeiro trimestre que a geração potencial em seu Complexo Delta, com usinas em ambos Estados, ficou 36% abaixo da média de quatro décadas.

Outro parque da empresa, na região de Assuruá, na Bahia, teve desempenho 28% abaixo da média, “levando ao pior primeiro trimestre da série histórica de 41 anos da região”.

“Conforme a temporada de chuvas na região Nordeste do Brasil se encerra, geralmente a partir da segunda metade do segundo trimestre, a incidência de vento costuma retornar a suas médias históricas”, escreveu a empresa na demonstração de resultados.

A CPFL Renováveis, da chinesa State Grid, apontou redução de 16% na produção de suas eólicas no primeiro trimestre, citando menor incidência de ventos no Ceará que não foi compensada por ventos maiores no Rio Grande do Sul.

CHUVAS ABUNDANTES
Embora possa parecer natural associar chuvas a ventos fortes, é conhecida no setor de energia eólica a máxima de que as precipitações atrapalham a geração das usinas da fonte.

Isso foi confirmado na prática neste ano, com a hidrologia no Nordeste surpreendendo —após sete anos de forte seca, as chuvas entre fevereiro e abril variaram de 82% a 105% da média histórica, contra entre 24% e 57% no ano passado.

Com isso, reservatórios das hidrelétricas estatal Chesf, subsidiária da Eletrobras na região, estão no melhor nível em 11 anos, com alguns deles ultrapassando 90% de armazenamento.

Esse comportamento climático também evidenciou a complementaridade entre recursos hídricos e eólicos, também constantemente destacada por especialistas da área.

Com o impacto da chuva sobre a geração, eólicas do Sul do país tiveram desempenho melhor no primeiro trimestre do que as do Nordeste, o que não é comum, destacou o consultor Andre Felber, da plataforma de dados de energia renovável ePowerBay.

No Rio Grande do Sul, a propósito, o início do ano foi marcado por chuvas abaixo da média, com efeitos negativos para a agricultura.

Nesse período, as usinas eólicas ainda chegaram a apresentar fator de capacidade abaixo das plantas solares fotovoltaicas, em março, o que ainda não havia sido observado no Brasil, acrescentou Felber.

O Brasil possui atualmente 15,6 gigawatts em capacidade instalada de energia eólica, o que representa 9% da matriz elétrica, de acordo com dados da Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica). Cerca de 80% dos parques geradores estão no Nordeste, onde os ventos estão entre os melhores do mundo, segundo especialistas.

 

Agência Reuters

Preços do petróleo sobem 5% com otimismo sobre EUA-China e queda na produção global

Os preços do petróleo avançaram na sexta-feira, com os contratos futuros do WTI terminando maio com um ganho mensal recorde, diante das expectativas de que o acordo comercial entre Estados Unidos e China permaneça intacto e do recuo na produção global da commodity.

Os futuros do petróleo dos EUA (WTI) para julho fecharam cotados a 35,49 dólares por barril, salto de 1,78 dólar, ou 5,3%.

O petróleo Brent para julho avançou 0,04 dólar, a 35,33 dólares o barril. No entanto, o contrato mais ativo do Brent, para entrega em agosto, terminou o dia valendo 37,84 dólares/barril, alta de 1,81 dólar, ou cerca de 5%.

Ambos os valores de referência tiveram fortes altas mensais, impulsionados pela queda na produção global e por expectativas de crescimento de demanda, à medida que partes dos EUA —incluindo Nova York— e outros países se movimentam para reabrir a economia após os “lockdowns” relacionados ao coronavírus.

O WTI registrou um salto mensal recorde de 88% em maio, depois de chegar a operar em território negativo no mês passado. Já o Brent teve um ganho de cerca de 40% no período, maior alta mensal desde março de 1999.

O presidente dos EUA, Donald Trump, disse nesta sexta-feira que seu governo começará a eliminar os tratamentos especiais concedidos a Hong Kong, em resposta a planos da China para impor uma nova legislação de segurança nacional ao território, mas não mencionou se a fase 1 do acordo comercial sino-americano estaria em risco.

“Havia muito nervosismo antes dessa entrevista coletiva, mas não parece que o pior cenário possível esteja emergindo”, disse John Kilduff, sócio da Again Capital em Nova York.

Agência Reuters