Pré-sal já responde por quase 70% da produção nacional

A ANP está divulgando o Boletim Mensal da Produção de Petróleo e Gás Natural com dados detalhados referentes a abril de 2020. Neste mês, a produção no Pré-sal foi de 2,597 MMboe/d (milhões de barris de óleo equivalente por dia), o que corresponde a 69,5% do total nacional. Foram produzidos 2,057 MMbbl/d (milhões de barris por dia) de petróleo e 86 MMm3/d (milhões de m3 por dia) de gás natural por meio de 113 poços. Houve aumento de 4,2% em relação ao mês anterior e 31,2% em relação a abril de 2019.

A produção nacional foi de 3,738 MMboe/d, sendo 2,958 MMbbl/d de petróleo e 124 MMm3/d de gás natural. A produção de petróleo reduziu 0,5% se comparada com o mês anterior e aumentou 13,6% na comparação com abril de 2019. Em relação à produção de gás natural, houve aumento de 1,9% em relação a março e de 9,8% na comparação com o mesmo mês do ano anterior.

O Boletim da Produção de abril traz ainda a relação dos campos e instalações marítimas que tiveram suas atividades paralisadas devido aos efeitos da pandemia da COVID-19. Durante o mês de abril, 38 campos tiveram a suas respectivas produções interrompidas temporariamente – dos quais 21 marítimos e 17 terrestres – e um total de 66 instalações de produção marítimas interromperam suas atividades.

Aproveitamento do gás natural

Em abril, o aproveitamento de gás natural foi de 97,8%. Foram disponibilizados ao mercado 50,6 MMm³/dia. A queima de gás no mês foi de 2,724 MMm³/d, uma redução de 19,8% se comparada ao mês anterior e de 54,9% se comparada ao mesmo mês em 2019. Essa redução se deve ao encerramento de um teste de longa duração (TLD) na porção marítima da Bacia de Sergipe Alagoas e à menor queima nos campos de Lula e Búzios.

Origem da produção

Neste mês de abril, os campos marítimos produziram 96,7% do petróleo e 86% do gás natural. Os campos operados pela Petrobras foram responsáveis por 94,9% do petróleo e do gás natural produzidos no Brasil. Porém, os campos com participação exclusiva da Petrobras produziram 39,9% do total.

Destaques

O campo de Lula, na Bacia de Santos, foi o maior produtor de petróleo e gás natural, registrando 1,033 Mbbl/d de petróleo e 45,7 MMm3/d de gás natural.

A plataforma Petrobras 75 (P-75), produzindo nos campos de Búzios e Tambuatá, por meio de quatro poços a ela interligados, produziu 158,556 Mbbl/d de petróleo e foi a instalação com maior produção de petróleo.

A instalação Polo Arara, produzindo nos campos de Arara Azul, Araracanga, Carapanaúba, Cupiúba, Rio Urucu e Sudoeste de Urucu, por meio de 35 poços, produziu 7,629MMm³/d e foi a instalação com maior produção de Gás Natural.

Estreito, na Bacia Potiguar, teve o maior número de poços produtores terrestres: 1.079.

Marlim Sul, na Bacia de Campos, foi o campo marítimo com maior número de poços produtores: 67.

Campos de acumulações marginais

Esses campos produziram 48,2 bbl/d de petróleo e 10 Mm³/d de gás natural. O campo de Iraí, operado pela Petroborn, foi o maior produtor, com 60,1 boe/d.

Outras informações

No mês de abril de 2020, 272 áreas concedidas, duas áreas de cessão onerosa e cinco de partilha, operadas por 33 empresas, foram responsáveis pela produção nacional. Dessas, 59 são marítimas e 213 terrestres, sendo sete relativas a contratos de áreas contendo acumulações marginais. A produção ocorreu em 6.989 poços, sendo 508 marítimos e 6.481 terrestres.

O grau API médio foi de 27,9, sendo 2,9% da produção considerada óleo leve (>=31°API), 87,6% óleo médio (>=22 API e <31 API) e 9,5% óleo pesado (<22 API).

As bacias maduras terrestres (campos/testes de longa duração das bacias do Espírito Santo, Potiguar, Recôncavo, Sergipe e Alagoas) produziram 98,8 Mboe/d, sendo 79,4 mil bbl/d de petróleo e 3,1 MMm³/d de gás natural. Desse total, 87,2 mil boe/d foram produzidos pela Petrobras e 11,6 mil boe/d foram produzidos por concessões não operadas pela Petrobras, dos quais: 333 boe/d em Alagoas, 3.157 boe/d na Bahia, 6 boe/d no Espírito Santo, 7.925 boe/d no Rio Grande do Norte e 214 boe/d em Sergipe.

Ascom ANP

Banco de Dados de Exploração e Produção (BDEP) da ANP comemora 20 anos

O Banco de Dados de Exploração e Produção da ANP (BDEP) comemorou em (29/5) 20 anos de criação. Responsável pela guarda e manutenção de todo o acervo nacional de dados de E&P, o BDEP armazena algo em torno de 215 mil mídias, que equivalem a aproximadamente 6 petabytes de dados técnicos, e é um dos maiores bancos de dados governamentais centralizados do mundo.

O BDEP tem, atualmente, 35 empresas associadas fazendo uso dos serviços de recuperação de dados públicos de exploração e produção de petróleo e gás natural. Além das associadas, todas as empresas operadoras e de serviços, estabelecidas no país são usuárias eventuais e tem o fornecimento de dados pelo BDEP como parte de seus fluxos de trabalho.

Em 2018, a ANP lançou o Programa de Modernização de Dados Técnicos (PMDT), buscando melhorar os serviços de atendimento à sociedade, de acordo com os movimentos de inovação e transformação digital que vêm avançando em todo o mundo no mercado de óleo e gás. O Programa visa aperfeiçoar a regulação mediante novas soluções tecnológicas e científicas, aumentando a qualidade regulatória, trazendo eficiência e economia para o Estado e para o setor de E&P.

Como parte do PMDT, a ANP inaugurou, em setembro do ano passado, novas Salas de Clientes e de Microscopia, visando ao aperfeiçoamento do atendimento de usuários do BDEP. Nesses novos ambientes, instalados no Escritório Central, no Rio de Janeiro, os representantes das empresas podem examinar com mais agilidade os dados técnicos sobre áreas de interesse que estejam disponíveis no acervo do BDEP.

A Sala dos Clientes está conectada ao robô Hermes (inaugurado em julho de 2019) e garante um amplo e rápido acesso aos dados técnicos do BDEP: o robô encontra rapidamente os dados de interesse e os disponibiliza prontamente com alta qualidade de resolução e riqueza de informação.

Outro avanço conquistado pelo BDEP é a Sala de Microscopia, com dois microscópios e outros equipamentos que permitem a visualização em alta resolução de amostras de rochas e fluidos coletadas nas bacias sedimentares brasileiras.

Ainda no ano passado, em outubro, foi lançado o primeiro link dedicado para o envio e recebimento de dados do BDEP, para ser utilizado pela Petrobras.

Ascom ANP

Sauditas e russos têm acordo sobre cortes de oferta de petróleo e pressionam aliados

A Arábia Saudita, na prática líder da Opep, fechou um acordo preliminar com a Rússia, que não faz parte do grupo, para a prorrogação dos atuais cortes de oferta de petróleo por um mês, disseram fontes à Reuters.

Ao mesmo tempo, sauditas e russos elevaram a pressão sobre países que não têm mostrado bons índices de cumprimento dos cortes pactuados, segundo as fontes.

“Qualquer acordo sobre estender os cortes está condicionado a que os países que não tiveram cumprimento total em maio aprofundem seus cortes nos próximos meses, para compensar seu excesso de produção”, disse uma fonte da Opep.

Agência Reuters

Membros da Opep no Golfo não planejam manter cortes voluntários após junho, dizem fontes

Os membros da Opep na região do Golfo, Arábia Saudita, Kuweit e Emirados Árabes Unidos, não tem planos de prorrogar para além de junho seus cortes voluntários de produção de petróleo de 1,18 milhão de barris por dia (bpd), disseram duas fontes.

A Opep+, que reúne membros da Opep e outros países incluindo a Rússia, concordou em reduzir produção em 9,7 milhões de bpd em maio e junho, como medida para ajudar a sustentar os preços da commodity à medida que medidas de isolamento contra o coronavírus derrubaram a demanda.

Mas, além disso, sauditas, Kuweit e Emirados Árabes prometeram cortes adicionais de 1,18 milhão de bpd em junho.

“Não há discussões sobre estender esses cortes maiores agora”, disse uma das fontes.

Agência Reuters

Ocyan destinará R$ 305 mil para implementação de laboratório de campanha no combate ao Coronavírus na UFRJ-Macaé

A Ocyan, empresa do setor de óleo e gás, contribuirá com cerca de R$ 305.000 para ampliar número de testes do novo Coronavírus em Macaé, no Rio de Janeiro. O destino será o “Projeto NUPEM UFRJ-Macaé”, gerido pela Fundação COPPETEC, que vai criar um laboratório de campanha para testagem e pesquisa do COVID-19. Atualmente, a unidade da UFRJ localizada no Norte do Estado realiza, por dia, até 20 testes para identificar o vírus, o equivalente a 400 por mês. Com o novo laboratório, a expectativa é aumentar para até 300 testes diários e, assim, alcançar 6.000 mensalmente e 42.000 amostras até o fim do ano. O laboratório de campanha vai permitir a redução do envio de testes para serem feitos na capital fluminense, que já está sobrecarregada.

A parceria faz parte das ações previstas no Termo de Compromisso nº 06/2019 firmado entre a Ocyan e o Ministério Público do Trabalho de Cabo Frio, que apoia o projeto. O laboratório de campanha ficará como legado da pandemia e será usado para estudos após a quarentena.

Macaé, com cerca de 250 mil habitantes, é um dos principais polos da cadeia de serviços de produção de óleo e gás do país. Em função da grande circulação de pessoas de várias regiões do país e do mundo, o município pode sofrer novas ondas epidêmicas do novo Coronavírus, após o relaxamento do isolamento social. Com isso, a destinação desta verba da Ocyan no aumento de testagem facilitará o controle da pandemia na região.

Atualmente, a prioridade para testagem da rede de saúde local é para os profissionais de saúde e pacientes graves internados com suspeita de contaminação. Assim, os diagnósticos da COVID-19 ficam ainda mais demorados por causa da alta demanda, tanto nos laboratórios públicos quanto privados, podendo ultrapassar até 20 dias. “Por isso, é de suma importância o apoio da Ocyan em um laboratório de testagem e pesquisa na região de Macaé”, comenta Marco Aurélio Fonseca, diretor de Sustentabilidade da Ocyan.

Medidas preventivas

Para o executivo, o momento é de atenção e precaução sanitária e nos ajuda a pensar sobre a necessidade de melhoria social:

– As ações internas que temos adotado seguem as recomendações da OMS (Organização Mundial da Saúde), do Ministério da Saúde e ANVISA, uma vez que a nossa prioridade é o bem-estar e a segurança dos nossos integrantes e da sociedade. Nossa preocupação social é permanente e se mostra também em outros programas que mantemos com a UFRJ-Macaé, por exemplo, sobretudo relacionados à educação  – explica ele.

Nos últimos meses de pandemia, a Ocyan vem realizando ações preventivas de combate ao novo Coronavírus entre seus integrantes offshore (embarcados) que trabalham nas sondas de perfuração e FPSOs, além da equipe onshore (em terra). A empresa realiza testes diários em todos colaboradores antes do embarque. Se o resultado der positivo, o profissional se manterá em terra e sob observação. Caso algum colaborador já embarcado apresente sintomas, ele é desembarcado e encaminhado ao tratamento médico. É obrigatório o uso de máscaras em todas as embarcações e as reuniões são, preferencialmente, realizadas ao ar livre. O processo de desinfecção dos ativos já vem sendo implementado de forma preventiva e a sanitização reforçada com o uso de lâmpadas ultravioletas germicidas, além de rigorosa limpeza no sistema de refrigeração. As equipes onshore trabalham de home office desde o início do isolamento social.