Petrobras aumenta a capacidade de escoamento de petróleo com a contratação de novos navios

O Eagle Petrolina, primeira de quatro embarcações contratadas, deixou a Coreia do Sul na ùltima quinta-feira (4/6), onde realizou testes em alto mar, para navegar até Singapura, onde será entregue à Petrobras

A Petrobras irá receber no dia 14/06/2020, em Singapura, o Eagle Petrolina, primeiro de quatro navios contratados para atender à demanda de longo prazo em operações de offloading – escoamento de óleo das plataformas. Os novos navios-tanque vão integrar a frota atual da companhia de 20 embarcações que realizam cerca de 1.800 offloadings por ano. A embarcação saiu da Coreia do Sul nesta quinta-feira (4/6), após testes em alto mar.

“Com a alta produtividade apresentada pelos campos do pré-sal, estamos investindo e preparando nossa infraestrutura logística para o aumento da produção de petróleo nos próximos anos. É fundamental sermos competitivos e a logística tem papel essencial interligando, com eficiência, os diversos elos da cadeia produtiva”, destaca André Chiarini, diretor de Logística.

A capacidade atual de escoamento das plataformas é de 2.067 mil bbl/dia e aumentará para 2.262 mil bbl/dia em 2022.

Mais segurança

Com capacidade de armazenamento de 1 milhão de barris, o Eagle Petrolina foi projetado sob medida para a Petrobras pela AET e construída na Coreia do Sul. O navio é do tipo Suezmax Dynamic Positioning (DP2), com propulsores de alta potência e sistema de posicionamento dinâmico. Esse mecanismo permite estabilizar o navio de forma automática para que ele fique parado enquanto recebe o petróleo escoado dos tanques das plataformas, garantido a segurança e aumentando a eficiência da operação. A embarcação também é equipada com bombas de carga acionadas eletricamente para aumentar o aproveitamento de combustível e, portanto, reduzir os custos da operação.

A previsão é que o navio chegue ao Brasil no início de julho para operar na Bacia de Santos. As demais embarcações serão entregues em julho, agosto e outubro. No início do ano, a Petrobras contratou mais três navios-tanque, com entrega prevista para 2022.

Agência Petrobras

Nova tecnologia facilita o processo de rastreio da carga

Um dos maiores desafios da cabotagem brasileira têm sido a implementação de novas tecnologias que estejam alinhadas à complexa regulamentação do segmento e que possam otimizar as operações oferecendo mais agilidade e transparência ao mercado. Diante desse desafio, a Aliança Navegação e Logística anuncia o lançamento da nova versão do Portal Cabotagem, uma plataforma exclusiva que permite o gerenciamento de todo o processo da cabotagem por meio de uma plataforma simples e intuitiva.

Um dos destaques da tecnologia é a autonomia oferecida aos clientes que podem buscar, de qualquer lugar e a qualquer momento, informações sobre trechos disponíveis, bookings, programação de navios, cotação, fechamento de propostas comerciais e controle on-line da contratação.

Com o objetivo de contribuir com a construção de um mercado ainda mais digitalizado e automatizado, a Aliança integrou ao Portal Cabotagem uma tecnologia avançada de rastreio da carga via satélite. A novidade permitirá que os clientes da empresa monitorem o status de transporte da carga e acompanhem o seu percurso em tempo real, seja terrestre ou marítimo, permitindo assim um maior controle sobre o prazo de recebimento.

Para facilitar ainda mais o processo de rastreio da carga, a busca poderá ser feita de forma simples, utilizando apenas o número da nota fiscal ou código de referência do cliente, além do número do contêiner, booking ou conhecimento eletrônico. A tecnologia está disponível para 95% do território brasileiro com a previsão de atender 100% do país até o final de 2020, período em que será adicionada a cidade de Manaus.

Outra novidade, que se tornou crucial e tem ganhado força por conta do atual cenário de quarentena e combate ao coronavírus, é a solução de gestão da documentação de forma automatizada e 100% on-line. Desde o mês de maio, os antigos canhotos de papel deram espaço à versão digital dos documentos que podem ser validados com apenas um clique. A nova tecnologia permite a gestão on-line de diversos documentos, por exemplo, o Conhecimento de Transporte Eletrônico (CTe) e os Certificados de Origem, evitando assim a necessidade de contato físico entre os profissionais, além de contribuir com o meio ambiente.

Para Jaime Batista, head de vendas da Aliança Navegação e Logística, os investimentos em inovações e automatização da operação garantem mais autonomia aos clientes com informações na palma da mão, além de fomentarem o desenvolvimento do segmento. “Há um grande debate no mercado de cabotagem sobre a importância de tornar as operações mais digitalizadas e o atual cenário de quarentena certamente irá contribuir com o avanço desse tema”, diz Jaime.

A regulamentação do setor já permite a gestão on-line de toda a documentação, mas é necessário que haja um acordo formal entre as partes, cliente e fornecedor. Para Jaime, a maior dificuldade para a implementação dessa mudança estava na aceitação do mercado de utilizar um novo método que dispensasse o trânsito físico de papéis, prática que vigora desde a década de 1960 e que grande parte das empresas estava habituada. A digitalização representa uma quebra de paradigma num setor altamente burocrático. “Chegamos a um momento em que é preciso mudar o mindset e incorporar no setor tecnologias que facilitem o desenvolvimento do mercado e que já fazem parte da vida das pessoas. Isso se torna ainda mais acentuado quando precisamos minimizar a interação humana”, finaliza Jaime.

A nova versão do Portal Cabotagem já está disponível para o mercado e pode ser acessada por meio do link: https://www.portalcabotagem.com.br

Redação

CNPE aprova diretrizes para venda direta de etanol a postos

O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) aprovou resolução que estabelece diretrizes para que produtores de etanol hidratado possam realizar vendas diretas do biocombustível a postos.

A medida, que foi defendida em diversas ocasiões pelo presidente Jair Bolsonaro, foi avaliada em reunião extraordinária do CNPE, que reúne diversos representantes do governo e é presidido pelo ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque.

Com isso, a reguladora ANP deverá agora implementar as ações para permitir a comercialização direta do etanol, segundo nota do ministério.

“A possibilidade de suprimir um elo da cadeia de comercialização tem o potencial e promover o aumento da concorrência, que tende a beneficiar o consumidor”, acrescentou a pasta, em nota.

Caso implementada, a medida tem o potencial de impactar os negócios de distribuidoras de combustíveis, um setor formado por grandes companhias no Brasil, como BR Distribuidora, Raízen e Ipiranga.

Há quase um ano, ao aprovar medidas para fomentar a concorrência no mercado de combustíveis, o CNPE disse avaliar que seriam necessárias mudanças tributárias para permitir vendas diretas de etanol hidratado, uma vez que o PIS e o Cofins sobre o produto são recolhidos pelo produtor e pelo distribuidor.

Agora, o ministério disse que as diretrizes aprovadas pelo CNPE envolvem “isonomia concorrencial no aspecto tributário e preservação da arrecadação de tributos de alíquota específica (ad rem)”, sem detalhar.

A resolução também aborda a comercialização do etanol com distribuidores e a isonomia na definição de padrões e especificações de qualidade do produto final para o consumidor, segundo o governo.

Durante a reunião do CNPE, o ministério de Minas e Energia defendeu ainda que não fossem aprovadas no momento mudanças no cronograma de aumento gradual da mistura de biodiesel ao diesel.

O setor de biodiesel vinha pedindo antecipação da elevação do percentual mínimo de mistura para 13%, patamar previsto para março de 2021, como medida de apoio ao segmento em meio à crise gerada pelos impactos do coronavírus sobre a demanda por combustíveis.

A pasta de Minas e Energia, no entanto, avaliou que isso teria “potencial de pequeno aumento no preço do diesel ao consumidor” e apontou “incertezas” para justificar a decisão de manutenção das atuais datas.

Não foi possível falar de imediato com representantes dos setores de combustíveis ou etanol sobre as medidas.

PETRÓLEO
O CNPE também autorizou a Agência Nacional do Petróleo (ANP) a licitar no chamado regime de oferta permanente blocos de exploração de óleo e gás em praticamente quaisquer bacias terrestres ou marítimas, além de campos devolvidos ou em devolução.

Ficam excluídos da autorização apenas campos ou blocos na área do pré-sal, em áreas consideradas estratégicas ou na plataforma continental além de 200 milhas náuticas, bem como aqueles ativos já incluídos nas 17ª e 18ª rodadas da agência.

O CNPE ainda aprovou resolução que estabelece que a ANP deverá avaliar medidas para redução a até 5% dos royalties em campos concedidos a empresas de pequeno e médio porte.

“A resolução favorecerá a manutenção das empresas de pequeno e médio porte no setor de exploração e produção de petróleo e gás natural no país, tornando a atividade mais competitiva”, defendeu o Ministério de Minas e Energia.

Reuters

Conclusão da emissão de US$ 3,25 bilhões em títulos de dívida

A Petrobras informa que concluiu no última dia (04/06), através da sua subsidiária integral Petrobras Global Finance B.V. (PGF), a oferta de títulos no mercado de capitais internacional (Global Notes), no valor de US$ 3,25 bilhões, sendo US$ 1,5 bilhão com a emissão de novo título com vencimento em 2031 e US$ 1,75 bilhão com a emissão de novo título com vencimento em 2050. A operação foi precificada no dia 27 de maio de 2020, conforme divulgado ao mercado.

Seguem abaixo as principais informações da emissão:

Os recursos captados através desta emissão serão utilizados pela Petrobras para propósitos corporativos gerais.

 

Agência Petrobras

Lava Jato denuncia executivos de grupo Techint por prática de corrupção na Petrobras

O Ministério Público Federal (MPF) no Paraná denunciou na quinta-feira executivos e agentes ligados ao grupo siderúrgico e de engenharia Tenaris/Techint, no âmbito da Operação Lava Jato, citando pagamento de vantagens indevidas ao ex-diretor de serviços da Petrobras, Renato Duque.

As vantagens pagas, que segundo o MPF somam 10 milhões de dólares, envolvem “crimes cometidos no interesse de contratos celebrados entre a Confab Industrial, empresa do mencionado grupo econômico, e a Petrobras entre 2007 e 2010”.

Segundo o MPF, o Grupo Techint, um dos principais acionistas da Usiminas, “não apenas pagou reiteradamente valores a agentes públicos brasileiros para obter contratos de prestação de serviços e fornecimento de produtos, notadamente tubos de grande diâmetro e serviços vinculados, como esses pagamentos também influenciaram a política de negócios internacionais da Petrobras”. A denúncia envolve 11 pessoas.

No fim de outubro, o MPF iniciou a 67ª fase da Lava Jato para investigar executivos do grupo Techint, operação que envolveu 23 mandados de busca e apreensão nos Estados de Rio de Janeiro e São Paulo. Na época, os procuradores afirmaram que o grupo obteve contratos para obras na refinaria Landulpho Alves, na Bahia, no Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj) e no Gasduc III, entre 2007 e 2010. Estes contratos somaram mais de 3,3 bilhões de reais, segundo o MPF.

“O esquema envolvia muitos agentes e extrapolou a mera prática criminosa de corrupção de agentes públicos, afetando diretamente a política de negócios da Petrobras, corrompendo o devido processo licitatório e a garantia da ampla concorrência, fundamental quando se trata de grandes contratos públicos”, afirmou em comunicado o procurador Marcelo Ribeiro de Oliveira.

Representantes da Techint no Brasil não puderam ser contatados de imediato.

Reuters

Vallourec comemora avanços ambientais com desenvolvimento de tecnologia para produção de carvão vegetal sustentável e redução de emissões de CO2

A Vallourec tem dois bons motivos para comemorar o Dia Mundial do Meio Ambiente: o desenvolvimento de uma tecnologia inovadora para produção de carvão vegetal de forma limpa e sustentável, com alta produtividade e baixos riscos, e a redução de 50% das emissões de CO2 na planta de Pelotização da Usina de Jeceaba/MG.

As duas conquistas só foram possíveis por meio de ações inéditas por parte da Empresa. O reaproveitamento e injeção de pó de carvão vegetal em substituição ao gás natural como fonte de energia é um projeto pioneiro no mundo.

“O processo de produção de pelotas de minério de ferro tem alto consumo energético, tanto de energia térmica como de energia elétrica. Encontrar combustíveis mais competitivos, bem como fontes de energia renováveis, é uma constante na Vallourec, pois beneficiam o meio ambiente de forma significativa, além de aumentar a competitividade dos nossos produtos”, afirma Hildeu Dellaretti Junior, Superintendente Relações Institucionais, Comunicação Externa e Meio Ambiente.

Nesse sentido, em janeiro de 2017, a Empresa iniciou em sua planta de Pelotização o reaproveitamento do pó de carvão vegetal, que era vendido como coproduto do Alto-Forno, em substituição ao gás natural. Para a implementação dessa iniciativa foram feitos investimentos em equipamentos específicos, os quais já estão em operação.

Com esse projeto foi possível alcançar, a substituição máxima de gás natural que o processo permite. Isso significa uma redução de 50% das emissões de CO2.
“A Vallourec reforça o seu compromisso com o meio ambiente na busca contínua por alternativas para a substituição de combustíveis fósseis pelos de origem renovável em toda a sua cadeia de produção”, afirma Dellaretti.

Carbonização contínua e eficiente
Projetada pela Vallourec, a carbonização contínua – Carboval – é um reator vertical que transforma madeira em carvão vegetal em apenas 16 horas, sem liberação de metano ou monóxido de carbono, e com aproveitamento de 95% da energia da matéria-prima.

A planta piloto foi desenvolvida ao longo de oito anos (2008 a 2015) e produziu 32 kt de carvão bruto testado nos Altos-Fornos da Vallourec e em minialtos- fornos de terceiros. Após o período de testes, a Carboval demonstrou-se viável e atualmente produz carvão de excelente qualidade com patentes já registradas no Brasil, Chile, Estados Unidos, Argentina e Canadá.

“Os fornos de alvenaria chegaram ao limite de sustentabilidade e também tecnológico. A Carboval permite aumento de produtividade e controle de qualidade, sendo totalmente amigável com o meio ambiente, com a legislação atual e de futuro próximo”, avalia o gerente de carbonização contínua da unidade Florestal, Fernando Latorre.

Um forno retangular convencional tem um ciclo de 16 dias entre carga e descarga do carvão vegetal produzindo por ciclo em média 50 toneladas, com aproveitamento energético de, no máximo, 55%. O reator contínuo Carboval tem um ciclo de 16 horas, com produção diária de 22 toneladas de carvão vegetal. A alta produtividade da Carboval tem a ver com a tecnologia do reator contínuo. Além disso, permite utilizar todos os subprodutos da carbonização, seja em forma de gases para a produção de energia elétrica, seja como bio-óleo para a indústria carboquímica ou cogeração de energia elétrica.

Outra vantagem é que o processo é automatizado e simples de operar, demandando menos mão de obra, reduzindo custos operacionais e riscos de acidentes. “Esse nível de automatização também permite produzir um carvão customizado, que seja quimicamente adequado às especificações de quem vai consumir”, completa Latorre.

Se for acoplada a uma termoelétrica, dez reatores Carboval podem gerar energia elétrica capaz de abastecer cerca de duas mil residências, além de produzir um carvão com as especificações técnicas ideais para a siderurgia. “Essa tecnologia pode revolucionar o setor de produção de energia e de ferro primário, gerando emprego e fortalecendo a produção sustentável da indústria do aço e ligas do nosso país, contribuindo com o planeta”, finaliza.

Vallourec