Transpetro bate recordes em meio à pandemia

Em maio, empresa movimenta 1,11 milhão de toneladas de óleo combustível, volume exportado pela Petrobras, e registra desempenho operacional histórico nos terminais de Angra dos Reis e Suape

Em meio à pandemia da Covid-19, a Transpetro foi responsável pela movimentação do número recorde de 1,11 milhão de toneladas de óleo combustível exportado pela Petrobras no mês de maio. Esse volume supera em 10% o melhor resultado anterior, alcançado em fevereiro deste ano.

O recorde, registrado num momento desafiador para a economia mundial, não é único. Os terminais de Angra dos Reis (Tebig) e de Suape (PE) também apresentaram desempenho operacional histórico no mesmo período.

“Atuamos em uma atividade essencial e isso torna o nosso desafio ainda maior em meio a uma crise de saúde como a que estamos enfrentando. Nesse cenário, somente a dedicação e a competência de nossas equipes, somadas a todos os nossos protocolos de segurança e saúde, puderam nos proporcionar um resultado tão importante”, destacou a presidente da companhia, Cristiane de Marsillac.

Voltado ao mercado internacional, o ocex (óleo combustível exportação) está em alta em função da busca por soluções com baixo teor de enxofre no exterior. Além do aumento da demanda, contribuíram para o recorde a maior integração entre áreas de programação da Transpetro e da Petrobras e a aposta nas soluções voltadas para eficiência operacional.

Na Transpetro, o ocex é exportado a partir dos terminais de Santos (SP), São Sebastião (SP), Ilha D’Água (RJ), Madre de Deus (BA), Suape (PE) e, eventualmente, Angra dos Reis (RJ). Santos, Ilha D’Água e Madre de Deus são opções logísticas para essa operação por estarem próximos às principais produtoras desse derivado no país: as refinarias do Vale do Paraíba (Revap/SP), do Planalto Paulista (Replan/SP), Duque de Caxias (Reduc/RJ) e Landulpho Alves (Rlam/BA).

Os terminais de São Sebastião e de Suape possuem autorização para movimentar óleos combustíveis por meio de operações de transbordo (o produto passa de um navio para outro, sem utilizar a tancagem das unidades), que permitem a exportação utilizando navios de maior capacidade.

O Terminal Aquaviário de Suape, aliás, também apresentou um recorde na movimentação de produtos no mesmo mês, sendo o ocex um dos principais na lista. Atingiu a marca de 2,2 milhões de metros cúbicos, superando a anterior de 2,1 milhões de metros cúbicos.

Em Angra, as equipes do Terminal realizaram a operação de 41 navios, maior número alcançado em seus 43 anos de atividades, garantindo a entrega do petróleo exportado pela Petrobras a países como China e Índia.

“Esses recordes são frutos de um trabalho minucioso que temos realizado nos terminais, de acordo com rigorosos procedimentos de segurança. Envolve integração das áreas de programação, controle e operações, e equipes altamente especializadas. São resultados de extrema importância que comprovam nossa eficiência inclusive em momentos de crise”, avaliou o diretor de Dutos e Terminais da Transpetro, Marcos Benício Antunes.

 

Agência Petrobras

GNA recebe FSRU BW MAGNA em seu Terminal de GNL

Unidade será responsável por regaseificar o gás que vai abastecer as térmicas da companhia

A GNA, joint venture entre a Prumo Logística, a BP e a Siemens, realizou no último dia 12/6, a atração da FSRU BW MAGNA no Terminal GNL, no Porto do Açu. Com tecnologia de ponta, a embarcação tem capacidade de regaseificar 21 milhões de m³ de gás natural por dia e foi construída para atender exclusivamente às usinas UTE GNA I (1.338 MW) e UTE GNA II (1.672 MW), além de futuras expansões. As usinas, juntamente com o Terminal de GNL, compõem o maior Complexo Termelétrico a Gás Natural da América Latina, com 3 GW de capacidade instalada, e somam mais de R$ 8,5 bilhões de investimentos.

A operação de manobra, que envolveu práticos e rebocadores, durou aproximadamente três horas e contou com a participação das equipes da GNA, BW, Acciona e KN. Agora, a BW MAGNA vai passar pela fase de interligação dos sistemas entre a embarcação e a térmica e depois para a fase de teste a frio.

“A chegada da FSRU BW MAGNA é um dos grandes marcos do projeto da GNA. Quando em operação, nosso parque termelétrico será capaz de produzir energia equivalente a 17% da geração térmica a gás natural do Brasil, contribuindo para a segurança do Sistema Integrado Nacional. Estamos muito orgulhosos com a conclusão dessa importante etapa de nosso projeto, afirma Bernardo Perseke, Diretor- Presidente da GNA.

Sobre a GNA

A GNA, joint venture entre a Prumo Logística, BP e Siemens, está construindo no Porto do Açu (RJ) o maior parque termelétrico a gás natural da América Latina. O projeto compreende a implantação de duas térmicas movidas a gás natural (GNA I e GNA II) que, em conjunto, alcançarão 3 GW de capacidade instalada, além de um terminal de regaseificação de GNL (Gás Natural Liquefeito), de 21 milhões de metros cúbicos/dia.

Preços do petróleo encerram rali de seis semanas

Os preços do petróleo no mercado futuro caíram 8% na semana – praticamente igualando a queda da sessão anterior e terminando um rali de seis semanas – depois de se estabelecerem com preços mistos na sexta-feira, 12/06.

É um sinal de que o mercado pode finalmente estar prestando atenção nos estoques recordes de petróleo bruto e produtos como o diesel nos EUA, fato que os fundos de hedge e outros investidores otimistas de petróleo ignoraram por semanas.

“Acho que parte dos CTA que vimos entrar no mercado de energia nas últimas semanas podem ter saído ontem”, afirma Scott Shelton, corretor do ICAP em Durham, sobre os fundos de hedge.

“Talvez possamos ter mais para vender, já que o tamanho da liquidação geralmente resulta em alguns sistemas de derrapagem que entram em ação e decidem esperar um dia para vender. Se os preços enfraquecerem novamente, eu espero ver alguns CTAs ‘alcançarem’ o ponto de venda”.

Brent recua 8,4% na semana
O West Texas Intermediate, referência para o petróleo bruto dos EUA negociado em Nova York, subia 8 centavos de dólar, ou 0,2%, a US$ 36,42 por barril às 17h10 (horário de Brasília).

O Brent, negociado em Londres, referência mundial em petróleo, ganhava 33 centavos de dólar, a US$ 38,88.

Na semana, o WTI perdeu 8,3%, enquanto o Brent perdeu 8,4%.

Foi a primeira semana de perdas nos preços do petróleo após seis semanas de ganhos. Neste período, o WTI subiu em até 300% em um momento e o Brent em 170% a partir de abril.

A queda média de 8% de quinta ocorreu em meio a temores de uma segunda onda de infecções por coronavírus nos Estados Unidos. Isso foi seguido de indicações do Federal Reserve de que a economia poderia sofrer mais dois anos pelo menos por causa da pandemia.

Além das preocupações dos investidores em petróleo há os estoques de petróleo bruto comerciais dos EUA, que cresceram 5,72 milhões de barris na semana passada, segundo dados da Administração de Informação de Energia.

“Esse aumento agora faz com que os estoques comerciais totais de petróleo bruto dos EUA fiquem em 538 milhões de barris, ultrapassando os níveis vistos no início de 2017 e, de fato, o nível mais alto desde 1982”, disse o ING em uma nota de pesquisa.

Tão surpreendentes quanto os estoques brutos foram os estoques de destilados liderados pelo diesel. Estes subiram 1,6 milhão de barris na semana passada, elevando os estoques para quase 53 milhões de barris nas últimas nove semanas.

EP BR

BP corta valor de ativos em até US$17,5 bi por projeção de menor preço do petróleo

A BP fará baixas de até 17,5 bilhões de dólares no valor de seus ativos após ter cortado projeções de longo prazo para os preços do petróleo e do gás, apostando que a crise da Covid-19 terá impactos duradouros sobre a demanda por energia e acelerará uma transição de combustíveis fósseis para baixo carbono.

Assim como rivais, a petroleira britânica deve ter um grande impacto na receita devido à queda sem precedentes na demanda causada pela pandemia. As baixas contábeis devem elevar o peso de sua dívida e aumentar a pressão para que a empresa reduza os dividendos.

O movimento vem em momento em que o presidente da petroleira, Bernard Looney, se prepara para apresentar em setembro sua estratégia para “reinventar” a BP, o que incluirá um foco menor em petróleo e gás e um negócio maior em renováveis.

 

Reuters

Petrobras e Firjan SENAI lançam novo protocolo de testes em massa para Covid-19

A Petrobras e a Firjan SENAI, por meio do Instituto SENAI de Inovação em Química Verde, disponibilizam gratuitamente o protocolo de base científica para implementação de um novo método de testes em massa de Covid-19 – chamado “pooling multiplex”, mais ágil e econômico, que permite a avaliação de várias pessoas simultaneamente. A metodologia está disponível pelo Instituto a todos laboratórios especializados no Brasil e no mundo.

O formato em “pool” testa um grupo de pessoas, em lugar dos testes individuais, trazendo maior alcance e escala ao processo. O protocolo do novo modelo de testes funciona como um guia de orientações, reunindo todas as diretrizes e possíveis aplicações, além de validação técnica e científica, necessárias para que laboratórios, empresas e instituições de ciência & tecnologia possam adotar o método.

Redução de custos e aumento da eficiência

“A inovação está na metodologia de testes: as amostras coletadas são testadas e combinadas em misturas de até oito pacientes por vez, em vez de apenas um, economizando tempo. Além disso, a metodologia permite economia no número de reagentes usados – um reagente em lugar de três utilizados normalmente -, gerando redução adicional de custo”, diz o gerente executivo do Centro de Pesquisas da Petrobras (Cenpes), Juliano Dantas. O novo procedimento permite ainda reduzir a quantidade de análises dos testes do tipo RT-PCR (considerados padrão-ouro para diagnóstico da Covid-19): de três para apenas uma análise por amostra – combinada ou não.

O propósito é aumentar a eficiência dos testes RT-PCR, com redução de custos na aquisição de insumos, além da otimização do uso de laboratórios e de despesas operacionais. Com a diminuição da quantidade de reagentes e de mão de obra, a nova metodologia pode ampliar em até 10 vezes a capacidade de testagem dos laboratórios, dependendo das características da população.

“Na luta contra o coronavírus, um dos maiores problemas que enfrentamos é a escassez de reagentes no mercado para análises das amostras – por ser um insumo muito caro e geralmente importado. Com a nova metodologia de testes, faremos economia de reagentes, ampliando a capacidade de realização de testes na população. Com a estratégia em pool, você testa um grupo maior de pessoas com menos reagentes”, diz Rubens Akamine, líder do projeto na Petrobras.

“Divisor de águas” no combate ao coronavírus

Diante disso, o maior benefício será o barateamento das testagens individualmente, tornando o diagnóstico mais preciso acessível a um número maior de pessoas. Essa estratégia se mostra essencial para os programas de testagem em massa dos estados e municípios. Enquanto a metodologia de RT-PCR requer que uma amostra seja testada em três diferentes reações para validação dos resultados, com protocolo relativamente longo, o “pooling multiplex” é mais otimizado, envolvendo apenas uma reação (análise).

“É um divisor de águas no enfrentamento da pandemia no Brasil. Esse método tem potencial não só para tornar viáveis os testes em massa, como também poderá subsidiar a tomada de decisão em relação a medidas como lockdown (bloqueio total) ou redução do isolamento social”, explica o pesquisador do Instituto SENAI de Inovação em Química Verde, Sergio Kuriyama.

Esse projeto é mais uma iniciativa da Equipe Científica de Resposta (ECR) da Petrobras, que, em conjunto com empresas, universidades e instituições de ciência & tecnologia, tem desenvolvido soluções rápidas e viáveis para ajudar a sociedade no enfrentamento à pandemia.

 

Agência Petrobras

Estatal refina mais com melhora do mercado, queda na importação e maior exportação

As refinarias de petróleo da Petrobras tiveram boa recuperação na taxa de utilização de capacidade, com uma melhora no mercado de combustíveis no Brasil, uma queda na importação de derivados e exportações recordes de óleo combustível, especialmente do produto para navios (“bunker”), afirmou a empresa à Reuters.

As unidades de refino do país, quase que todas elas pertencentes à Petrobras, voltaram a operar no patamar de utilização de cerca de 75%, bem próximo aos 77% verificados no período anterior ao início da pandemia de coronavírus, em 15 de março, conforme o mais recente boletim do Ministério de Minas e Energia (MME), com base em informação do final da semana passada.

Mas o MME não detalhou por que a Petrobras elevou a taxa de utilização das refinarias, ainda que o consumo de combustíveis no país esteja em patamar inferior ao normal, por conta das medidas de isolamento contra o coronavírus.

Em resposta a perguntas enviadas pela Reuters, a Petrobras disse que contribuíram para uma maior utilização das refinarias as exportações de óleo combustível, “impulsionadas pelo bom preço do produto no mercado internacional, bem como a recuperação da demanda de derivados no Brasil”.

A Petrobras exportou um recorde de 1,1 milhão de toneladas de óleo combustível em maio, em desempenho que superou em 10% a melhor marca anterior, registrada em fevereiro de 2020.

“O mercado internacional, desde os preparativos para mudança de especificação do ‘bunker’ (IMO2020) nos últimos meses de 2019, vem valorizando fortemente o óleo combustível de baixo teor de enxofre”, disse a estatal, citando o diferencial de seu produto, refinado em grande parte a partir do petróleo do pré-sal.

“Em função disto temos visto recordes sucessivos nos volumes que exportamos, com aproveitamento de um momento extremamente favorável em termos de margens do produto.”

A empresa também disse que menores “menores importações de derivados pelos concorrentes, associadas à recuperação da demanda interna, em maio, também contribuíram para o aumento de nossas vendas e consequente elevação da taxa de utilização das refinarias”.

Por fim, a empresa comentou que observou “recuperação nas vendas de diesel (o combustível mais consumido no país) no mercado brasileiro e isso contribuiu para o aumento na utilização de nossas refinarias”.

A companhia não detalhou até que ponto houve uma recuperação de demanda interna de combustíveis, em meio a medidas de flexibilização do comércio e outras atividades em várias partes do país. A empresa também não indicou qual a taxa atual de uso da capacidade de refino.

Dados divulgados nesta sexta-feira pela União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica), referentes às vendas pelas usinas no mês de maio, indicam que o mercado de combustíveis do chamado ciclo Otto (etanol e gasolina) ainda está distante de uma normalidade.

O volume total de etanol comercializado pelas unidades produtoras do centro-sul no mercado doméstico atingiu 2,04 bilhões de litros em maio, com queda de 29,43% na comparação com o valor registrado em igual período de 2019 —o ano passado, contudo, teve um consumo recorde durante o ano.

 

Reuters