Estrutura de preços do petróleo sinaliza recuperação no mercado

A estrutura de preços do petróleo, tanto para a referência internacional Brent quanto para o norte-americano WTI, causou uma queda nos níveis de armazenamento, sinalizando uma recuperação nos mercados globais e oferta mais apertada à medida que grandes produtores reduzem bombeamento para compensar a demanda perdida em função da pandemia de coronavírus.

Na quinta-feira, o Brent passou a operar em “backwardation”, movimento em que o petróleo para entrega imediata tem custo superior à oferta para entregas mais adiante. O prêmio dos contratos futuros do Brent para agosto ante o contrato setembro chegou a atingir 0,15 dólar nesta sexta-feira.

Os swaps de curto prazo do Brent no mercado do Mar do Norte também entraram em “backwardation”, o que sugere um mercado físico mais forte.

Isso encorajou uma redução nos estoques.

“Os estoques flutuantes, em particular na costa do Golfo dos Estados Unidos, já estão diminuindo, à medida que compradores optam por retirá-los dos navios-tanque em vez de realizar novas contratações”, disse a analista sênior de petróleo da Rystad Energy, Paola Rodríguez Masiu.

Ela acrescentou que a prorrogação dos cortes de oferta praticados pela Opep+ ajudou o mercado a encontrar um equilíbrio após meses.

A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e aliados, que formam o grupo chamado de Opep+, têm reduzido bombeamento desde maio em um recorde de 9,7 milhões de barris por dia (bpd), ou 10% da oferta global.

A nova estrutura de preços do petróleo marca uma reviravolta em relação a períodos anteriores, quando a pandemia de coronavírus empurrou as cotações para a estrutura oposta —com preços para entrega imediata abaixo dos de contratos mais distantes, o que é conhecido como “contango”.

Nesta sexta-feira, o “contango” de seis meses do Brent girava em torno de -0,25 dólar, menor nível desde o início de março —momento que antecedeu o colapso de um acordo anterior entre Opep e aliados liderados pela Rússia, algo que fez com que os preços atingissem mínimas recordes.

A queda na produção de petróleo dos EUA também ajudou na recuperação dos mercados— a produção norte-americana caiu na semana passada para 10,5 milhões de barris por dia, o menor nível desde março de 2018, segundo a Agência de Informação de Energia (IEA).

Reuters

Diretoria da ANP aprova cessão de direitos dos polos de Pampo e Enchova

A diretoria colegiada da ANP aprovou a cessão de direitos de 10 contratos de concessão da Petrobras para a Trident Energy do Brasil, referentes aos polos Pampo e Enchova, abrangendo os campos de Badejo, Bicudo, Bonito, Enchova Oeste, Enchova, Linguado, Marimbá, Pampo, Piraúna e Trilha. A cessão integra o plano de desinvestimentos da Petrobras.

Os dez campos em cessão estão na Bacia de Campos, em águas rasas, onde houve uma redução de cerca de 50% na produção, nos últimos 10 anos.

O processo é importante para a revitalização dessa porção da bacia, a partir da atração de investimentos que resultarão na geração de emprego, renda, royalties e participações especiais.

Espera-se que sejam realizados investimentos firmes da ordem de US$ 1 bilhão (previstos nos Planos de Desenvolvimento desses campos) com potencial de adição de 203,5 milhões de barris de óleo em reservas. Adicionalmente, há a previsão de investimentos contingentes da ordem de US$ 1,3 bilhão.

Após a assinatura dos termos aditivos aos contratos de concessão, a Trident Energy do Brasil, nova entrante nas atividades de E&P no Brasil, será a operadora e única concessionária nesses campos.

Em abril, esses campos produziram, juntos, em torno de 22 mil boe/d (barris de óleo equivalente por dia), segundo dados do Painel Dinâmico da Produção da ANP.

 

ANP

Furtos em oleodutos operados pela Transpetro caem 60% em SP

A Transpetro registrou, em maio, redução de 60% nos furtos em oleodutos que são operados pela companhia em São Paulo.

Em comparação com o mês anterior, o número caiu de 23 para nove ações criminosas, em uma mudança nos rumos da curva que desde o início do segundo semestre de 2019 só crescia.

Ainda assim, no ano passado, o mês de maio registrou 12 ocorrências, número 30% maior do que o registrado no mesmo período desse ano.

São Paulo é o estado que registra maior número de ações criminosas nos dutos operados pela companhia e, por isso, é o maior alvo do esforço da empresa para coibir derivações clandestinas, que expõem comunidades e o meio ambiente a risco. O resultado é fruto da integração com o trabalho das polícias civil e militar além do Ministério Público do estado.

Nesse período, ainda foram presos em flagrante os integrantes de duas quadrilhas que atuavam principalmente nos municípios de Vinhedo e Santa Rita do Passa Quatro, ambos no interior paulista.

A Transpetro agradece o apoio e engajamento da comunidade por meio do canal de denúncias, o 168, e reforça a importância da colaboração dos moradores vizinhos aos dutos para minimizar o perigo que todos correm com esses atos criminosos. O anonimato é garantido, a ligação é gratuita e o telefone funciona 24 horas por dia, sete dias por semana.

Todos os moradores podem entrar em contato caso identifiquem qualquer movimentação suspeita na faixa de dutos e em terrenos próximos, como pessoas ou veículos pesados trabalhando próximo às áreas das tubulações ou cheiro forte de combustível.

A companhia disponibiliza também o whatsapp (21) 999920-168, pelo qual o morador pode contribuir enviando imagens e vídeos.

A Transpetro tem como prioridade a preservação da vida e preza pela segurança das pessoas e do meio ambiente. Em parceria com os órgãos públicos e a comunidade, a companhia seguirá atuando incansavelmente para mitigar os riscos que esse crime representa para a sociedade.

Agência Petrobras

Rio é o primeiro estado a internalizar o Repetro Industrialização com estímulo à economia local

Websérie Óleo e Gás da federação reuniu especialistas para avaliar a nova lei

Isonomia tributária para o Rio de Janeiro e maiores condições de competitividade com outros estados e com o mercado internacional de petróleo serão trazidas com a Lei nº 8.890/2020,aprovada recentemente pela Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). Essa foi a conclusão de mais uma edição da Websérie Óleo e Gás, promovida pela Firjan. O encontro reuniu especialistas para debater as regras do Repetro Industrialização, seu atual cenário e como a indústria irá se adequar.

Com a sanção da lei estadual, bens e equipamentos destinados à indústria de petróleo poderão ser importados ou adquiridos no mercado interno com a redução da base de ICMS em 3%. Lycia Braz, membro da Comissão Especial de Assuntos Aduaneiros da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/RJ), destacou o pioneirismo do Rio, primeiro estado da federação a internalizar o regime do Repetro Industrialização.

“Saímos na frente nessa corrida, por conta de nossa posição logística. Essa é uma legislação muito relevante, já que concentramos a maior atividade de produção e exploração de petróleo do país. A lei traz segurança jurídica para os investidores e, no momento atual de pandemia, ter um benefício fiscal voltado a estimular a economia local é fundamental”, analisou.

Bruno Fonti, gerente Tributário Internacional da Petrobras, destacou a importância da desoneração do investimento. “Essa não é uma questão apenas brasileira, mas mundial. A indústria de Óleo e Gás é de alto risco e a desoneração é crucial para redirecionar os gastos para inovação e tecnologia”, frisou.

Fonti sublinhou ainda a necessidade de regulamentação da lei em outros estados. “É preciso que a saída do produto intermediário ou da matéria-prima desses estados siga a mesma linha do Repetro Industrialização implantado no Rio, para que tenhamos uma harmonia do sistema como um todo”, argumentou.

Otacílio Barbosa, gerente Tributário da TechnipFMC, elogiou o caráter enxuto da lei, composta de 12 artigos. “O que falta agora é a regulamentação pelo Executivo e a definição da forma de recolhimento do ICMS, além da comunicação com a cadeia produtiva. Precisamos ser rápidos para fazer essa desoneração acontecer. Mas estamos hoje em um cenário bem melhor, com ferramentas importantes em nossas mãos, sobretudo considerando o cenário de crise”.

“Ainda há muitos desafios e o Rio não pode perder novas oportunidades. Louvemos a lei do modo como ela saiu hoje, mas temos que manter o senso de urgência e não deixar para depois essa regulamentação”, complementou André Carvalho, sócio da Veirano Advogados.

Aurélio Gimenez – Firjan

Petrobras e IBP divulgam resultado da seleção pública de projetos de ventiladores pulmonares

Saiu o resultado da primeira onda da seleção pública de projetos para produção de ventiladores pulmonares mecânicos – uma iniciativa da Petrobras em parceria com o Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Bicombustíveis (IBP). O comitê técnico selecionou quatro projetos da fase intermediária de fabricação dos ventiladores: o modelo “3D Breath” da empresa ArcelorMittal Brasil; o “VExCO” da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), além do “Frank 5010” da Universidade de Caxias do Sul em parceria com Meditron e o “Caninga– ISI-ER”, do Senai-RN.

Segundo o edital, a fase intermediária consiste na passagem dos chamados testes “in vitro” (testes de desempenho com uso de pulmão artificial) para os testes “in vivo” (com animas e seres humanos), ao passo que a fase de produção é a etapa seguinte de fabricação dos ventiladores. Cada projeto selecionado na fase intermediária receberá R$ 100 mil em recursos financeiros para continuação do desenvolvimento, com acompanhamento técnico de especialistas da Petrobras e do IBP. O objetivo da iniciativa é acelerar a fabricação desses equipamentos, escassos no mercado brasileiro e essenciais ao tratamento de pacientes graves com Covid-19.

Apoio financeiro

Uma das selecionadas da fase intermediária, a ArcelorMittal Brasil, empresa de siderurgia de grande porte, abriu mão do recurso financeiro a que teria direito em prol da instituição que ficou em terceiro lugar. O edital previa a seleção de dois projetos – os dois primeiros colocados – e a consequente concessão de apoio financeiro exclusivamente a eles. No entanto, como a ArcelorMittal Brasil abriu mão dos recursos, o comitê deliberativo decidiu selecionar os quatro primeiros colocados de qualidade técnica semelhante.

“Com quatro projetos, aumentam as chances de sucesso da produção de ventiladores menos complexos e mais baratos para tratamento emergencial da Covid-19 em curto prazo”, afirmou o líder da iniciativa na Petrobras, Luiz Paschoal.

Abertas as inscrições para segunda onda da seleção pública

Para a fase específica de produção de ventiladores, como nenhum projeto apresentou registro junto à Anvisa na primeira onda, a Petrobras e o IBP decidiram abrir as inscrições para a segunda onda da seleção pública, em busca de novos candidatos qualificados para o início da fabricação dos equipamentos. Universidades, empresas e instituições de ciência e tecnologia de todo Brasil podem inscrever seus projetos até o dia 24/06, desde que apresentem registro prévio junto à Anvisa. O edital está disponível no site do IBP (https://www.ibp.org.br/chamada-publica-ventiladores-pulmonares).

“Na primeira onda da seleção pública, tivemos dezenas de inscritos, mas infelizmente nenhum apresentou registro junto à Anvisa. É uma chancela fundamental para garantirmos a segurança dos projetos”, disse Luiz Paschoal. Nessa fase, um projeto será selecionado e receberá R$ 1,1 milhão em recursos financeiros para seu desenvolvimento.

Estrutura Científica de Resposta da Petrobras

A seleção pública é mais uma iniciativa da Estrutura Científica de Resposta (ECR) da Petrobras voltada para o combate ao coronavírus. O objetivo é reunir competência técnica em parceria com empresas, universidades e instituições de ciência e tecnologia para formular soluções viáveis e rápidas no enfrentamento à pandemia.

A Sociedade Brasileira de Engenharia Biomédica (SBEB) e o Ministério de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) estão apoiando a iniciativa e participam da avaliação e seleção dos projetos – em conjunto com o IBP e a Petrobras.

 

Agência Petrobras

Petrobras inicia venda de campos em águas rasas do Ceará

A Petrobras iniciou a etapa de divulgação da oportunidade (teaser) referente à venda da totalidade de sua participação nos campos de Atum, Curimã, Espada e Xaréu, concessões de produção marítimas em águas rasas localizadas na sub-bacia de Mundaú, no estado do Ceará.

Operando desde a década de 80, o cluster, que compreende os quatro campos, localiza‐se a uma distância de 30 km da costa do Ceará, em lâmina d’água entre 30 e 50 metros. A produção média em 2019 foi de 4,2 mil bpd de óleo e 76,9 mil m³/d de gás, através de nove plataformas fixas. A Petrobras é a operadora nesses campos, com 100% de participação.

Essa operação está alinhada à estratégia de otimização do portfólio e de melhoria da alocação do capital da companhia, passando a concentrar cada vez mais os seus recursos em águas profundas e ultra profundas, onde a Petrobras tem demonstrado grande diferencial competitivo ao longo dos anos.

O teaser, que contém as principais informações sobre a oportunidade, bem como os critérios de elegibilidade para a seleção de potenciais participantes, está disponível no site da Petrobras: https://investidorpetrobras.com.br/pt/resultados‐e‐comunicados/teasers.

A presente divulgação está de acordo com as diretrizes para desinvestimentos da Petrobras e com as disposições do procedimento especial de cessão de direitos de exploração, desenvolvimento e produção de petróleo, gás natural e outros hidrocarbonetos fluidos, previsto no Decreto 9.355/2018.

 

Agência Petrobras