PPSA e Petrobras fecham acordo de R$ 76 milhões referente à produção da União em Tartaruga Verde Sudoeste

A Pré-Sal Petróleo (PPSA) e a Petrobras fecharam um Acerto de Contas no valor de R$ 76 milhões referentes à parcela da União na produção de petróleo e gás natural no campo de Tartaruga Verde Sudoeste, objeto de contrato de partilha de produção assinado em 17 de dezembro de 2018.

Com esse acordo, a Petrobras está ressarcindo, em espécie, a parcela de produção que a União teria direito entre a assinatura do referido contrato e 31 de dezembro de 2019.

Todo o petróleo e gás da União produzido no campo a partir de primeiro de janeiro de 2020 passa a ser comercializado pela PPSA.

Ainda em dezembro de 2019 foi realizado um contrato para a comercialização do gás natural do campo, por um ano, com a Petrobras.

Como a participação da União no campo é pequena, a expectativa é que a primeira carga de petróleo seja comercializada dentro de um ano.

 

Pré-Sal

Açu Petróleo dobra volume de exportação com Petrobras

Aditivo ao contrato de movimentação no terminal do Porto do Açu prevê o escoamento de até 100 milhões de barris

A Açu Petróleo assinou aditivo ao contrato com a Petrobras que prevê dobrar o volume de óleo movimentado no terminal privado do Porto do Açu pela petroleira: em vez dos 48 milhões de barris previstos inicialmente, a estatal brasileira poderá escoar até 100 milhões de barris, mantendo o prazo do acordo inicial com validade até março de 2021.

A parceria estabelecida em março de 2019 já rendeu recordes para a Petrobras e para a Açu Petróleo. Atualmente, a estatal é a única empresa que tem seus próprios terminais para realizar as operações de exportação. Ainda assim, ano passado, o Terminal de Petróleo do Porto do Açu foi responsável por 15% das movimentações da petroleira.

No mês de abril de 2020, apesar dos efeitos da pandemia no mercado, a Petrobras bateu recorde de movimentação e a Açu Petróleo realizou 23% destas exportações.

“Este contrato com a Petrobras reforça o fato de que o Terminal da Açu Petróleo é hoje uma das melhores opções de exportação de óleo do Brasil. Isso ocorre por dois motivos: a localização estratégica do Açu, próximo das bacias de Santos e de Campos, e a segurança oferecida pelo terminal para a realização de operações de transferência de óleo, já que elas são feitas em um ambiente abrigado, garantindo uma maior previsibilidade e eficiência .

Contamos com uma das melhores infraestruturas portuárias do mercado nacional”, afirma Victor Snabaitis Bomfim, CEO da Açu Petróleo.

Ao todo, 25% do petróleo exportado pelo Brasil é movimentado pelo Terminal do Porto do Açu, que já opera para as principais empresas do setor que atuam no país, como Shell, Petrogal, Total, Equinor e Repsol, além da Petrobras. Desde sua inauguração, em 2016,a Açu Petróleorealizou mais de 170 operações de transbordo, o que representa cerca de 170 milhões de barris movimentados.

O número de operações quase dobra ano a ano. Em 2019, a empresa atingiu o marco de maior movimentação já realizada em 12 meses, desde o início de suas operações: 72 milhões de barris escoados.

O terminal de Petróleo do Porto do Açu é o único terminal privado no país a fazer Double Banking (transferência de petróleo em área abrigada), garantindo segurança e sustentabilidade nas operações, que estão entre os principais valores da Açu Petróleo e da Petrobras.

As perspectivas para os próximos anos são de crescimento. Além das operações de transbordo, a Açu Petróleo prevê a construção de um parque de tancagem e dois oleodutos com 40 km para conectar o terminal até Barra do Furado, em Quissamã (RJ), e também interligar o Açu à atual malha de dutos da Petrobras, possibilitando fornecimento de petróleo cru para as refinarias Regap (Betim, BH) e Reduc (Duque de Caxias, RJ).

 

 

Portos e Navios

BR amplia ações junto à sociedade

Após 90 dias desde o início da pandemia provocada pelo novo coronavírus e o isolamento social, a BR Distribuidora se mantém a postos, apoiando diversas ações de solidariedade.

Firme nos princípios de consciência, responsabilidade e solidariedade, a companhia, que já investiu quase R$ 50 milhões em iniciativas que contemplaram desde os pacotes de medidas de apoio para a sua rede de revenda até consultas médicas online para caminhoneiros, está ampliando as doações de etanol para universidades e combustível para instituições que atendem comunidades em condições de vulnerabilidade.

A companhia credita em cartões pré-pagos o valor que permite o abastecimento, em postos da rede da BR, dos veículos indicados pelas instituições, como as ongs “Ores”; o movimento “Na Rua Somos um” e os projetos “Cozinha do Bem”; “Lavanderia Social”; “Projeto Voar” (SP) e “Projeto Ruas e Gasttromotiva” (RJ). Todos com o mesmo foco de resgatar a cidadania da população mais vulnerável, por meio de alimentação e acesso à higiene básica.

As doações de etanol – destinadas à produção de álcool 70% usado para higienizar equipamentos, macas, corrimãos, elevadores – já beneficiaram universidades e hospitais, de diversos estados, em ações diretas e em conjunto com empresas, como a MSD (Merck), Phytoativo e Basf.

Mais de 30 universidades e instituições federais de ensino foram atendidas, sendo as mais recentes: Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto (USP/IFSP); Hospital das Clínicas do Paraná (UTFPR); UFES, no Espírito Santo; IFCE (Instituto Federal do Ceará); Senai Tocantins e UFSJ, em São João del Rey (MG).

O Instituto Brasileiro de Combate ao Câncer – IBCC e unidades de saúde de Ourinhos, em São Paulo, também receberam doações, totalizando um volume de quase 100 mil litros de etanol.

Duas instituições da linha de frente do combate à pandemia, Fiocruz e a Cruz Vermelha Brasileira, estão sendo contempladas com combustível doado pela BR, que também é responsábel pela distribuição de 3 milhões de litros de combustível doados pela Petrobras para unidades e órgãos de saúde de estados e municípios em todo o território nacional, abastecendo ambulâncias e hospitais de campanha para pacientes com coronavírus.

A BR Distribuidora segue priorizando a saúde dos colaboradores e parceiros, como o público caminhoneiro.

Assim, estendeu o prazo, para o final deste mês, para o cashback do Cartão do Caminhoneiro Petrobras e as consultas médicas online para motoristas, que puderam contar com mais de 60 mil refeições grátis distribuídas na Rede de postos Siga Bem, exclusiva da revenda da BR, em estradas de todo o país.

Pontos pra vida – Premmia

Milhas aéreas e ingressos para eventos culturais e esportivos são os campeões da preferência dos mais de 14 milhões de inscritos no Premmia, programa de fidelidade dos postos da rede da BR, que agora têm uma forma simples e rápida de redirecionar seus pontos para ações efetivas de apoio a quem precisa.

Os participantes do Premmia poderão trocar seus pontos por doações que serão revertidas em equipamentos de proteção individual (EPIs) usados por profissionais que estão na linha de frente do combate à pandemia provocada pelo COVID-19 e em cestas básicas para famílias em situação vulnerável

A iniciativa é uma parceria da BR Distribuidora com o Movimento União Rio e União SP.

BR

Atlas: supercomputador da Petrobras está na lista dos maiores do mundo

Com a atualização do ranking, o Atlas e o Fênix, também da Petrobras, são os dois maiores supercomputadores da América Latina

Cerca de 1,5 milhão de smartphones ou de 40 mil laptops de última geração.

A capacidade de processamento do supercomputador Atlas equivale a desses aparelhos somados. Em operação desde abril, no Centro de Processamento e Tratamento de Informação (CPTI), no Rio de Janeiro (RJ), o Atlas ocupa a 57ª posição em capacidade de processamento da lista da Top500.org, divulgada na segunda-feira.

O supercomputador é o mais bem colocado de toda a América Latina no ranking mundial de computadores de alto desempenho.

Na lista anterior da Top 500, de novembro de 2019, o posto de maior supercomputador da América Latina era do Santos Dumont, que voltou à posição depois de ter sua capacidade de processamento multiplicada por cinco com investimentos.

Antes disso, na lista divulgada em junho do ano passado, o supercomputador Fênix, também da Petrobras, ocupava o posto. Ele passou por uma atualização este ano e hoje figura como o segundo mais poderoso da América Latina, na posição 83 da lista.

Oceanos de bytes

Atlas e Fênix fazem parte de um time de diversos supercomputadores que desempenham diferentes funções na companhia

Os dois computadores de alto desempenho – ou HPC, na sigla em inglês – são responsáveis pelo processamento de dados geofísicos gerados durante as atividades de exploração e de desenvolvimento da produção de óleo de gás.

Juntos eles têm a capacidade de processamento equivalente à de 2,5 milhões de smartphones ou 67 mil laptops novos.

Tanto poder de processamento é necessário para criar as imagens representativas da geologia abaixo do fundo do mar, onde estão as camadas de sal e, é claro, os reservatórios de petróleo

As imagens sísmicas, fundamentais para as descobertas de óleo e gás, cobrem centenas de quilômetros quadrados e chegam a milhares de metros de profundidade.

Por isso os algoritmos que as processam envolvem equações matemáticas complexas, com um volume imenso de dados, gerando imagens que geólogos e geofísicos possam interpretar.

O volume de dados referente a um único projeto sísmico pode chegar a ter dezenas de terabytes, mais que a capacidade dos HDs de um computador de mesa atual.

O investimento em HPC diminui os custos com esse tipo de processamento. Além disso, com os supercomputadores dedicados é possível utilizar algoritmos especiais desenvolvidos pela Petrobras, trazendo um diferencial competitivo capaz de aumentar a eficiência das atividades exploratórias.

Tsunamis de dados

Desde 2018, a Petrobras reforçou o investimento em computadores de alto desempenho. Esse processo vem ocorrendo em três ondas.

A primeira, no ano passado, resultou na aquisição do Fênix. Este ano, a companhia passou a contar também com o Atlas e o Guaricema – este último dedicado à simulação de dados gerados nos reservatórios de óleo e gás. Com a conclusão da terceira onda, em 2021, a empresa terá 10 vezes mais capacidade de processamento HPC do que em 2018.

Como resultado desse investimento houve redução significativa no tempo de processamento de dados geofísicos nas áreas geológicas de interesse da companhia e a aplicação de algoritmos complexos, de última geração.

Este processamento mais rápido e com algoritmos mais eficientes reduzirá riscos e antecipará decisões, elevando o retorno econômico dos projetos de E&P.

Por isso a chegada do Atlas e a melhoria do Fênix contribuirão para melhores decisões técnicas, já que as imagens geradas abaixo do fundo do mar terão melhor definição e estarão disponíveis em menos tempo.

O diretor de Transformação Digital e Inovação da Petrobras, Nicolas Simone, destaca que a capacidade de processamento desses computadores permite o desenvolvimento de programas estratégicos para a Petrobras, como o “PROD1000” e o “EXP100”, impulsionando o aumento de eficiência na companhia.

“O uso intensivo de inteligência artificial e de grandes capacidades computacionais garantem uma expansão do nível de processamento de dados que seria impossível de atingir sem essas tecnologias”, conclui o diretor.

Atlas

China deve pisar no freio em importações de petróleo após onda de compras

A China vai pisar no freio em suas importações de petróleo no terceiro trimestre, depois de compras recorde nos últimos meses, uma vez que a elevação nos preços impactou a demanda e em meio a preocupações de refinarias com uma segunda onda do coronavírus, disseram analistas e fontes comerciais.

A China importou um recorde de 1,13 milhão de barris por dia (bpd) de petróleo em maio, em volumes que devem crescer em junho e julho, à medida que compras de petróleo barato fechadas durante uma queda dos preços da commodity em abril chegam ao pais.

Mas a maior importadora global de petróleo deve receber entre 0,8 milhão e 1,3 milhão de bpd a menos em barris do exterior em agosto e setembro, quando na comparação com maio, projetaram analistas.

Com os preços do petróleo Brent de volta a níveis acima de 40 dólares e uma nova onda de casos de coronavírus gerando temores de que uma nascente retomada possa ser atrasada, operadores de mercado disseram que refinarias independentes já estão reduzindo suas compras.

Essas refinarias, conhecidas como “teapots”, respondem por um quinto das importações de petróleo da China.

“Com uma trajetória mais lenta de recuperação da demanda à frente, nós esperamos alguns cortes (no nível) de processamento nos próximos meses, o que poderia começar com algumas (refinarias) independentes”, disse Chen Jiyao, consultor em mercado de petróleo na FGE.

As consultorias SIA Energy e Rystad Energy também esperam que as importações caiam no terceiro trimestre na comparação com o segundo, mesmo com o país ampliando sua capacidade de refino.

As importações de petróleo da China devem retornar a níveis mais normais, com crescimento de 4,2% ano a ano no terceiro trimestre, abaixo do ritmo de expansão de 7,4% no segundo trimestre, disse o diretor da SIA Energy, Seng Yick Tee.

O analista de China da Energy Aspects, Yuntao Liu, estimou que as importações de petróleo do país devem somar 10,5 milhões de barris por dia em agosto e menos de 10 milhões de barris por dia em setembro, abaixo dos mais de 11,5 milhões de barris por dia em julho.

 

Reuters

Opep tem reunião com Brasil em meio a consultas a produtores ’chave’ de petróleo

O secretário-geral da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), Mohammad Barkindo, teve na segunda-feira (22/06) uma videoconferência com o ministro de Minas e Energia do Brasil, Bento Albuquerque, para discussões sobre o mercado de energia.

A reunião bilateral foi a mais recente de uma série de encontros para discussões com países produtores de petróleo considerados “chave” e que não fazem parte do grupo, segundo publicações da Opep no Twitter.

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“Os países discutiram os últimos acontecimentos dos mercados de petróleo… Barkindo também ressaltou o significativo papel do Brasil como um dos mais prolíficos fornecedores de energia da América do Sul”, escreveu a Opep ao relatar as conversas.

O secretário-geral ainda convidou Albuquerque a participar de plataformas de cooperação multilateral do grupo e a comparecer a um seminário internacional da Opep em Viena em junho de 2021, segundo o Twitter da Opep.

Em nota, o Ministério de Minas e Energia confirmou o convite de Barkindo para participação do ministro no 8º Seminário Internacional da Opep, afirmando que Albuquerque se comprometeu a fazer o possível para estar presente no evento.

Em abril, o ministro chegou a participar de uma reunião virtual de países do G20 sobre o mercado de petróleo, após convite da Arábia Saudita, que sondou o interesse do país em participar de esforços liderados pela Opep para redução da oferta global.

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O Brasil, no entanto, disse na ocasião que não poderia contribuir com acordos da Opep devido a questões legais, que impedem que o governo influencie o nível de produção das empresas do setor.

Segundo o ministério, Albuquerque ressaltou na videoconferência desta segunda que as exportações de petróleo representam item essencial para a balança comercial brasileira e que a Petrobras é guiada por sua estratégia de negócios, sem interferência governamental.

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Ainda de acordo com a pasta, o ministro destacou a importância da manutenção dos níveis de produção “onshore” e “offshore” no Brasil e a necessidade de investimentos em novos campos.

A Opep está envolvida atualmente em cortes recordes de cerca de 10% da oferta global de petróleo, em acordo fechado entre membros da entidade e aliados, incluindo a Rússia, que formam o grupo conhecido como Opep+.

 

G1