Estatal considera unidades de liquefação em mar para gás do pré-sal

A Petrobras considera a instalação de unidades de liquefação em alto mar entre as opções para escoar a crescente produção de gás natural do pré-sal, disse a gerente de Emissões e Mudanças do Clima da empresa, Viviana Coelho, em uma webinar na sexta-feira, 3/7.

Segundo ela, as unidades de GNL podem ser uma alternativa para o gás natural associado à produção de petróleo do pré-sal.

Não foi mencionado se um possível programa possui cronograma. Atualmente, a Petrobras depende de gasodutos para transportar gás natural de campos marítimos para a costa, onde é processado.

A falta de infraestrutura para transportar o gás natural produzido em mar é vista como uma possível limitação para o aumento da produção de petróleo no pré-sal, de acordo com a Petrobras.

Os reservatórios do pré-sal já respondem por dois terços da produção brasileira, apenas pouco mais de uma década após sua descoberta, e o percentual deve continuar crescendo. Uma pequena porção do gás é queimada nas plataformas por meio do processo de “flaring”.

O Brasil possui uma legislação rígida que limita o “flaring”, forma mais barata para empresas lidarem com gás natural não utilizado e fonte relevante de emissão de gases causadores do efeito estufa. A Petrobras planeja zerar a queima rotineira de gás, já baixa comparativamente com outras petroleiras, até 2030, disse Coelho na apresentação.

O processo de queima libera metano, e a Petrobras visa diminuir as emissões de gases de efeito estufa da companhia em de 30% a 50% até 2025, acrescentou ela.

A empresa utilizou 97,6% de seu gás natural em maio, segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Uma porção significativa é reinjetada no solo para controlar a pressão das reservas e aumentar a produção de petróleo, disse a Petrobras. O restante é produzido ou queimado.

Reuters

Petroleira inicia fase vinculante da NTS

A Petrobras, em continuidade ao comunicado divulgado em 15 de maio de 2020, informa o início da fase vinculante referente à venda de sua participação remanescente de 10% na Nova Transportadora do Sudeste S.A. (NTS).

Os potenciais compradores classificados para essa fase receberão carta-convite com instruções detalhadas sobre o processo de desinvestimento, incluindo orientações para a realização de due diligence e para o envio das propostas vinculantes.

A presente divulgação está de acordo com as diretrizes para desinvestimentos da Petrobras e com o regime especial de desinvestimento de ativos pelas sociedades de economia mista federais, previsto no Decreto 9.188/2017.

Essa operação está alinhada à estratégia de otimização do portfólio e à melhoria de alocação do capital da companhia, visando à maximização de valor para os seus acionistas.

Sobre a NTS

A NTS é uma companhia que atua no setor de transporte de gás natural, detendo atualmente autorizações de longo prazo para operar e administrar um sistema de gasodutos de cerca de 2 mil km e com capacidade para transportar 158,2 MMm³/d de gás natural.

Os gasodutos da NTS se localizam nos estados do Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo (responsáveis por 50% do consumo de gás natural no Brasil) e se conectam ao gasoduto Brasil-Bolívia, à rede de transporte da TAG, ao terminal de regaseificação de GNL da Baía de Guanabara e às plantas de processamento de gás natural produzido na Bacia de Campos e no pré-sal da Bacia de Santos.

Os outros sócios da NTS são o Nova Infraestrutura Fundo de Investimentos em Participações, fundo de investimentos gerido pela Brookfield Brasil Asset Management Investimentos Ltda, com 82,35% de participação acionária, e a Itaúsa com 7,65% de participação acionária.

Agência Petrobras

Venda de refinarias da Petrobras não descumpre decisão do STF, diz governo

A decisão da Petrobras de vender parte de seus ativos de refino está alinhada à política energética nacional e não vai contra decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre desestatizações, defenderam os ministérios da Economia e de Minas e Energia em nota conjunta.

A manifestação das pastas segue-se a movimento das Mesas da Câmara dos Deputados, do Senado e do Congresso, que na semana passada pediram ao STF liminar para impedir a venda pela Petrobras de duas refinarias, alegando que as operações precisariam de aval legislativo.

Segundo os ministérios, há decisão do STF segundo a qual a exigência de autorização legislativa não se aplica à venda do controle de subsidiárias ou controladas, que inclusive pode ser feita sem licitação, respeitada a exigência de competitividade no processo de desinvestimento.

“Dessa forma, os Ministérios de Minas e Energia e da Economia reforçam a necessidade de se fazer cumprir a decisão prévia do STF e apoiam o processo de transição do segmento de refino para um quadro de maior pluralidade de agentes, mais aberto e dinâmico”, afirmaram no comunicado.

Agência Petrobras

ONIP se posiciona a favor da contínua abertura de mercado, também no refino

Diversidade de agentes sempre foi propósito da organização

Organização Nacional da Indústria do Petróleo – sempre pautou sua atuação em defesa da maior abertura do mercado brasileiro de óleo e gás, em toda a extensão de sua cadeia valor. O maior número de agentes abre a oportunidade para a participação de múltiplos clientes e múltiplos fornecedores, traz um ambiente de maior concorrência e cria um melhor ambiente para realização de negócios, com aumento de competitividade entre os produtos finais desse mercado.

A oportunidade de geração de riqueza nesse segmento é enorme e carece de investimentos com implantação de tecnologia, que agregue valor ao que é produzido no país. Todo processo de desinvestimento pela Petrobras é muito aguardado pelo mercado e proporciona a concreta transformação do óleo e do gás em riqueza distribuída.

Essa realidade pode ser observada pela participação das IOCs no segmento de exploração e produção, pela criação de dezenas de pequenas e médias empresas que atuam em campos maduros, marginais e terrestres, e que realizam um trabalho de integrar e revitalizar o interior do país.

O segmento de refino também precisa ter sua oportunidade de contribuir com o Brasil.

Redação

Petrobras e Odebrecht devem ter acordo sobre Braskem em 6 meses, diz CEO

A Petrobras espera chegar a um entendimento dentro de seis meses com a Odebrecht sobre um novo acordo de acionistas para a petroquímica Braskem, na qual ambas empresas são sócias, informou o CEO Roberto Castello Branco durante evento online na segunda-feira.

O novo acordo, em que ações preferenciais seriam convertidas em ações com direito a voto, permitiria à Petrobras vender sua participação na Braskem em uma transação no mercado de capitais, disse ele.

Já a fatia remanescente da Petrobras na BR Distribuidora está pronta para ser vendida, mas a estatal aguarda o melhor momento para ir adiante com a operação.

“As condições de mercado atuais não são favoráveis para uma operação de follow on,” disse Castello Branco.

Reuters