Siemens Energy desenvolve transformador digitalizado com monitoramento remoto

O Geafol Sensformer™ fornece dados precisos para tomadas de decisões operacionais, com ações rápidas e eficientes para a solução de problemas ou manutenção preventiva

Com o objetivo de auxiliar empresas de diversos segmentos rumo à transformação digital, a Siemens Energy apresenta um novo conceito de equipamento, o Geafol Sensformer™. Além de atuar em pontos críticos das redes de transmissão e distribuição de energia, a solução converte o transformador em um centro digital de informações e permite a cocriação de aplicações focadas no cliente, agregando valor à todas as operações.

Produzido na unidade de Jundiaí, em São Paulo, o transformador traz maior confiabilidade e evita a presença desnecessária de operadores no local. Além disso, a transmissão de dados é feita de forma totalmente segura, por meio de um gateway de Internet das Coisas (IoT) que armazena de maneira inteligente os dados em nuvem e possibilita a análise de parâmetros operacionais para ganho de eficiência.

“O Geafol Sensformer™ nasceu conectado e alinhado com as tendências de digitalização que estamos vendo no mercado, já que transmite localização, temperatura e corrente em tempo real com a máxima confiabilidade, possibilitando tomadas de decisões mais assertivas e uma melhor gestão de ativos”, afirma Vagner Lucca Junior, Gerente de Operações de Transformadores de Distribuição da Siemens Energy do Brasil.

As características do Geafol Sensformer™ se estendem para diversas áreas do mercado nacional. O equipamento pode ser aplicado em usinas fotovoltáicas, parques eólicos, concessionários de energia, shopping centers, hospitais, indústrias, aeroportos, plataformas de petróleo, usinas de açúcar e etanol, entre outros.

Além de ter alto padrão de qualidade, peso e dimensões reduzidos, o transformador tem uma longa vida útil. Mesmo ao final do ciclo o equipamento não demonstra perigo ao meio ambiente, já que 94% do material pode ser reciclado.

ANP aprova retomada de chamada pública para alocação de capacidade do Gasbol

A diretoria da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) aprovou a retomada de uma chamada pública para alocação de capacidade do gasoduto Bolívia-Brasil, o chamado Gasbol, segundo despacho da reguladora no Diário Oficial da União na última quinta-feira.

O processo havia sido postergado em 27 de março, em meio a incertezas associadas à pandemia de coronavírus.

Um novo cronograma apresentado pela ANP prevê divulgação do edital da chamada na sexta-feira, com submissão de propostas pelos interessados entre 28 de julho e 10 de agosto.

“A ANP julgou oportuno o reinício da chamada pública diante dos planos de retomada gradual de atividades econômicas não essenciais por alguns Estados, bem como do interesse manifestado por diversos agentes de mercado pela retomada do processo”, disse a agência em nota.

O resultado final da chamada pública deverá ser divulgado em 13 de agosto.

A retomada do processo foi aprovada em reunião de diretoria da ANP.

Agência Reuters

Estudo da Shell indica GNL como combustível de transição

Um estudo da Shell divulgado na terça-feira (7/7) explorando como a indústria naval está trabalhando para reduzir suas emissões confirmou o GNL como um dos principais combustíveis de transição.

O relatório, chamado “Descarbonização do transporte: todas as mãos no convés”, é uma pesquisa conjunta da Shell e da Deloitte.

Portos e Navios

Braskem diz que Defesa Civil incluiu 1.918 imóveis para desocupação em Maceió

A Braskem comunicou que recebeu um ofício de autoridades incluiu 1.918 imóveis para desocupação nos bairros Mutange, Bom Parto, Pinheiro e Bebedouro, em Maceió, no contexto do evento geológico em Alagoas.

O documento conjunto da Defensoria Pública do Estado de Alagoas, do Ministério Público Federal, do Ministério Público do Estado de Alagoas e da Defensoria Pública da União informou a atualização do Mapa de Setorização de Danos e Linhas de Ações Prioritárias por parte da Defesa Civil da capital alagoana.

A petroquímica afirmou que está em tratativas com as autoridades para definição de possíveis medidas a serem adotadas em comum acordo, ponderando que não está automaticamente obrigada a apoiar a desocupação destas novas áreas.

A Braskem estima o montante de 850 milhões de reais referente a potenciais medidas de apoio aos moradores das novas áreas e de 750 milhões de reais para gastos adicionais previstos com medidas para encerramento definitivo das atividades de extração de sal em Maceió, gestão da operação, realocação de imóveis incluídos via perícia técnica, entre outros.

A companhia acrescentou que continua em diálogos com as autoridades em relação a ação civil pública proposta pelo Ministério Público Federal referente aos danos socioambientais.

Agência Reuters

Petrobras apresenta iniciativas tecnológicas na primeira edição digital da Campus Party

Palestras mostram adaptação ao novo contexto global e ações de combate à Covid-19. Festival é totalmente online, gratuito e aberto ao público

A Petrobras estará presente no maior festival de inovação aberta e tecnologia do mundo, a Campus Party Digital Edition. A companhia apresentará exemplos de soluções que combinam inovação, ciência e tecnologia, abordando o papel da transformação digital nos negócios no atual cenário, ações da frente tecnológica de combate à Covid-19 e contribuições para a sociedade, além da aplicação de análise inteligente de vídeo para a segurança das operações.

Pela primeira vez realizada de forma totalmente online e aberta gratuitamente ao público em geral, a Campus Party Digital Edition traz como tema Let’s Reboot the World. Serão 24 horas de programação diária, com milhões de Campuseiros conectados em suas próprias casas em diversos países, trabalhando em soluções para “reiniciar o mundo”.

No dia 10/7, às 15h, o diretor de Transformação Digital e Inovação da Petrobras, Nicolas Simone, vai apresentar no principal Palco Global do evento o tema The world stood still. How do we “startup” the new normal. Abordando o cenário atual, ele falará sobre como utilizar a tecnologia e a inovação para lidar com as mudanças no mundo, aumentar a resiliência e superar desafios, além de iniciativas em andamento na própria companhia. A apresentação será feita em inglês, com legendagem instantânea para o português.

No mesmo dia, também às 15h, o líder da frente científica de combate ao coronavírus na Petrobras, Antônio Vicente, gerente de Tecnologia de Produtos do Centro de Pesquisas da companhia (Cenpes), vai falar sobre “Ações de tecnologia da Petrobras em combate à Covid-19” no espaço virtual Living Better. Antônio destacará os resultados obtidos pela Estrutura Científica de Resposta (ECR) criada pela Petrobras para gerar soluções tecnológicas que auxiliem no combate à pandemia.

No sábado (11/7), às 16h, o consultor Hardy Leonardo Pinto, do Cenpes, falará sobre Video analytics no monitoramento de riscos de segurança, meio ambiente e saúde no espaço virtual Work Life. A palestra vai mostrar como uma das iniciativas com a tecnologia de análise inteligente de vídeo foi aplicada para aumentar a segurança nos ambientes de trabalho da Petrobras em terra e no mar.

A programação completa da Campus Party 2020 pode ser conferida em brasil.campus-party.org. É necessário preencher um cadastro para ter acesso às palestras.

Agência Petrobras

FIRJAN: Cluster Tecnológico reconhece valores do mercado nacional e troca conhecimento

Valorizar talentos, identificar e divulgar competências, com o objetivo de desenvolver conteúdo local, são algumas das metas do Cluster Tecnológico Naval, apresentadas, em 7/7, na “Websérie Óleo, Gás e Naval”, da Firjan. O encontro foi mediado por Karine Fragoso, gerente de Petróleo, Gás e Naval da federação, que enfatizou as premiações internacionais recebidas por profissionais atuantes no Brasil, que precisam ser reconhecidos também no país.

Walter Lucas da Silva, diretor-presidente da Associação do Cluster Tecnológico Naval – RJ, acrescentou que o grupo tem por objetivo dar visibilidade às empresas e trocar conhecimentos. “No momento de crise, de guerra, de pandemia, se não tivermos a capacidade de fazer aqui, nós vamos ficar sem. A crise e a necessidade vão fazer a gente olhar para dentro cada vez mais,” ressaltou.

Segundo ele, para ser forte é necessário conhecer um ao outro e estabelecer parcerias. Importante destacar os projetos que a Marinha está desenvolvendo, com conteúdo local de tecnologia, que, segundo Walter da Silva, vão alavancar o mercado nacional e trazer um diferencial muito próximo dos mercados exteriores.

Disputa com gigantes

Uma história de sucesso de uma empresa de pequeno porte foi apresentada por Daniel Adolpho, engenheiro de soldagem da Arcdynamics Equipamentos. Com praticamente cinco funcionários, alguns oriundos do SENAI – inclusive ele –, venceu uma disputa tecnológica com gigantes chineses e indianos, após uma grande companhia norte-americana, de Houston, propor um desafio: fabricar no Rio de Janeiro um equipamento de soldagem de revestimento semelhante ao produto já existente na empresa e melhor que a concorrência.

“A partir de um molde feito em uma caixa de papelão, conseguimos montar um sistema aqui mais barato do que os chineses cobraram, melhor do que o dos indianos; e ainda fizemos um upgrade no equipamento aumentando o curso longitudinal”, contou.

Adolpho ressaltou que sua empresa contribuiu para o desenvolvimento local, de forma sem precedentes, uma vez que esse equipamento, que antes era fabricado em Houston, hoje é feito em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Além disso, ele afirmou que sua empresa atualmente dispõe de um nível de independência tecnológica considerável.

Para Daniel Mendonça, assessor de Relações Institucionais da Itaguaí Construções Navais (ICN), o trabalho de desenvolvimento regional foi um divisor de águas da companhia. Como exemplo desse projeto, que busca valores e prevê onde podem chegar, citou o caso de 20 soldadores da região de Itaguaí que foram identificados e treinados pela ICN. Esses talentos valorizados foram levados para a França, onde tiveram a oportunidade de trabalhar na construção de submarino nuclear, a convite de um acionista francês. “O programa de gestão de conhecimento é muito bacana, porque com ele conseguimos receber bem o conhecimento e multiplicá-lo com muita eficiência,” frisou.

Tanto o ICN, quanto o Cluster Tecnológico, apresentaram oportunidades de negócios, e comentaram sobre editais de licitação que estão com o processo aberto para recepção de propostas, atualmente.

Olhar para dentro

O Conselho Empresarial de Defesa e Segurança da Firjan mantém o propósito de propor estratégias e ações para aumentar a participação da indústria fluminense nesse mercado e fomentar a indústria, que vai gerar emprego e renda, conforme explicou René Durão, assessor do Conselho, que também participou do debate.

Firjan