Árvores de natal molhadas (ANMs) para as novas fases do projeto de Búzios

Edital para compra de dezenas de equipamentos do projeto da cessão onerosa será liberado ainda este ano

A Petrobras lançará, neste semestre, licitação para adquirir um lote de árvores de natal molhadas (ANMs) para as novas fases do projeto de Búzios, no cluster de Santos. Os termos do edital ainda estão em formatação pela área de E&P, em conjunto com a Gerência Executiva de Suprimentos de Bens e Serviços, mas a expectativa é que sejam solicitadas de 30 a 40 árvores.

A empresa vencedora ficará também responsável pela instalação dos equipamentos, além de fornecer as ferramentas necessárias à operação.

Embora o volume de contratação seja expressivo, algumas fornecedoras argumentam que o repasse dos custos de ferramentas traz ônus extra, já que as utilizadas na operação são feitas sob medida e não atendem a outras operadoras.

“O modelo é ruim porque a Petrobras passou essa responsabilidade de investir no ferramental para as empresas de serviço, mas não está dando volume suficiente de equipamentos para ter o retorno necessário desse capex. Quando as empresas fazem a proposta, ou precificam muito alto para atender ao ferramental ou correm o risco de, ao final do contrato, ficar com aquelas ferramentas sem uso, pagando a depreciação do equipamento, caso não consigam fechar novos contratos”, analisa uma fonte do setor.

Outra preocupação está relacionada ao pagamento. Há cerca de três anos, a Petrobras optou por extinguir o pagamento parcelado de contratos, de acordo com o andamento dos projetos – estratégia adotada pelas grandes petroleiras do setor.

Além das ANMs e dos FPSOs de Búzios, a Petrobras deve ir ao mercado até o final do ano para adquirir dutos flexíveis e cabeças de poço.

Petróleo hoje

Prêmio Shell de Educação Científica abre inscrições no RJ e recebe projetos voltados à Covid-19

O Prêmio Shell de Educação Científica está com inscrições abertas para professores das redes municipal, estadual e federal do Rio de Janeiro que tenham desenvolvido experiências educativas ao longo do ano nos campos da Matemática e Ciências com alunos do Ensino Fundamental II e Médio. Para esta edição, o programa também criou uma Premiação Especial para experiências relacionadas à pandemia de Covid-19.

Para continuar a reconhecer e valorizar os profissionais que realizam atividades inovadoras, este ano, serão aceitas experiências conduzidas no ambiente virtual, além da sala de aula. “Apesar do impacto direto da pandemia de Covid-19 na Educação, buscamos formas de nos adaptar ao cenário atual para não deixar de

estimular a prática e o interesse científico neste momento”, explica Leíse Duarte, da área de Investimentos Sociais da Shell Brasil.

O vencedor da Premiação Especial e os primeiros lugares em cada uma das duas categorias (Fundamental II e Médio) ganham uma viagem educativa para Londres e uma recompensa em dinheiro – esta última também será distribuída para o segundo e terceiro lugares. Não é permitido concorrer com a mesma experiência educativa em mais de uma categoria. Além disso, as escolas onde os autores das melhores atividades inscritas lecionam receberão um projetor multimídia e um laptop com alto-falante.

Em 2019, o prêmio carioca reconheceu experiências relacionadas a diversos temas, como geometria analítica e as características do vento. Os interessados em participar da sétima edição do Prêmio Shell de Educação Científica devem se candidatar até o dia 5 de outubro, no site do programa: psec.shell.com.br/inscricao/como-se-inscrever.html.

Petrobras terá que mudar o nome do campo de Lula, o maior do Brasil

O maior campo de petróleo do Brasil, o de Lula, com uma produção diária de 1,13 milhão de barris por dia de petróleo e gás, terá que mudar de nome. Uma decisão do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), no dia 2 de junho, manteve a decisão de anular o ato que mudou o nome do campo em 2010. Inicialmente, foi batizado de Tupi.

Como nenhuma das partes envolvidas recorreu, o processo foi declarado trânsito em julgado.

De acordo com informações do TRF-4, a Petrobras, no prazo devido, se pronunciou informando que não pretendia recorrer da decisão. A Agência Nacional do Petróleo (ANP) explicou que, embora não tenha participado da escolha do nome do campo, “entende que não deveria ter sido condenada, por questões processuais, informa a agência, que não apresentará recurso às instâncias superiores”. Procurada, a Petrobras ainda não respondeu.

A decisão atende a uma ação popular impetrada em 2015 por uma advogada residente em Porto Alegre contra a Petrobras, a Agência Nacional do Petróleo (ANP), o ex-presidente Lula e o ex-presidente da estatal José Sergio Gabrielli .

Os desembargadores federais que integram a 3ª Turma da Corte entenderam que teria ficado comprovado que o ato teve “desvio de finalidade em sua prática ao objetivar a promoção pessoal de pessoa viva, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ao dar o seu nome a um patrimônio público, o campo de petróleo.”

Para a relatora do caso, desembargadora federal Marga Inge Barth Tessler, do TRF-4, a sentença proferida deve ser mantida, “visto que são irretocáveis os seus fundamentos”.

O Globo

Petroleira inicia fase vinculante da Gaspetro

A Petrobras, em continuidade ao comunicado divulgado em 15 de maio de 2020, informa o início da fase vinculante referente à venda da totalidade de sua participação de 51% na Petrobras Gás S.A. (“Gaspetro”).

Os potenciais compradores classificados para essa fase receberão carta-convite com instruções detalhadas sobre o processo de desinvestimento, incluindo orientações para a realização de due diligence e para o envio das propostas vinculantes.

A presente divulgação está de acordo com as diretrizes para desinvestimentos da Petrobras e com o regime especial de desinvestimento de ativos pelas sociedades de economia mista federais, previsto no Decreto 9.188/2017.

Essa operação está alinhada à estratégia de otimização do portfólio e à melhoria de alocação do capital da companhia, visando à maximização de valor para os seus acionistas.

Sobre a Gaspetro

A Gaspetro é uma holding com participação societária em diversas companhias distribuidoras de gás natural, localizadas em todas as regiões do Brasil. Em 2019, o volume total de gás distribuído foi de 29 milhões m3/dia, atendendo cerca de 500 mil clientes, através de uma rede de distribuição de mais de 10 mil km de gasodutos.

Seu quadro societário é formado pela Petrobras, com 51% das ações, e a Mitsui Gás e Energia do Brasil Ltda., que detém os 49% restantes das ações.

Agência Petrobras

Estatal informa sobre medidas preventivas em gasolina de aviação

A Petrobras informa que decidiu, preventivamente, interromper o fornecimento de um lote de gasolina de aviação importada após testes realizados em seu centro de pesquisas (Cenpes). A companhia identificou que este lote apresentou um teor de compostos aromáticos diferente dos lotes até então importados, embora de acordo com os requisitos de qualidade exigidos pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). A Petrobras estuda a hipótese da variação da composição química ter impactado os materiais de vedação e revestimento de tanques de combustíveis de aeronaves de pequeno porte.

A Petrobras reforça que ainda não há um diagnóstico completo que permita assegurar a relação de causa e efeito, o que requer um rastreamento em todo o território nacional. Mesmo assim, a companhia preventivamente decidiu interromper o fornecimento desse lote de combustível. Adicionalmente, a Petrobras informa que todos os lotes importados estão dentro dos parâmetros exigidos pela ANP e que dispõe de produto importado para comercialização imediata, mantendo-se, desta forma, o fornecimento de produto ao mercado.

A companhia reitera que todos os produtos que comercializa seguem padrões internacionais. A gasolina de aviação comercializada é previamente testada para garantir o atendimento às especificações do órgão regulador. A companhia seguirá cooperando com a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) e ANP.

A Petrobras importa gasolina de aviação, a partir do Golfo do México, de grandes empresas norte americanas desde 2018, quando a unidade que produzia o combustível, na Refinaria Presidente Bernardes – Cubatão (RPBC), foi paralisada. A reforma da planta produtora sofreu atraso devido à interrupção das obras causada pela pandemia de Covid-19, mas a previsão é que a produção seja reiniciada em outubro de 2020.

Agência Petrobras