Petrobras alcança recorde de produção mensal em Búzios

A Petrobras informa que as plataformas instaladas no campo de Búzios (P-74, P-75, P-76 e P-77), no pré-sal da Bacia de Santos, alcançaram em julho novos recordes de produção mensal, de 615 mil barris de óleo por dia (bpd) e 765 mil barris de óleo equivalente por dia (boed).

O campo de Búzios, descoberto em 2010, é o maior campo de petróleo em águas profundas do mundo. É um ativo de classe mundial, com reservas substanciais, baixo risco e baixo custo de extração.

Gerdau eleva preços em agosto e prêmio de aço vai para zero, diz presidente

A Gerdau elevou seus preços de aço para entrega neste mês em 6% a 8%, zerando com isso a uma diferença negativa de 20% registrada ante preços internacionais no segundo trimestre, afirmou o presidente-executivo da siderúrgica, Gustavo Werneck.

“Com esse prêmio negativo e a recuperação do mercado, criou-se um ambiente propício (para reajustes)”, disse o executivo durante teleconferência com jornalistas. Em julho a Gerdau aumentou os preços de longos em 8% a 10%.

A analistas, Werneck afirmou ainda que a companhia vai elevar em cerca de 11% os preços de aços planos em setembro.

Mais cedo, a Gerdau divulgou queda de 15% no lucro líquido do segundo trimestre, mas dando sinais de crescimento na demanda em relação aos três primeiros meses do ano.

“As entregas da Gerdau no varejo de construção em junho foram as melhores desde março de 2015…O mês de julho veio na mesma tendência. Seguimos vendo sinais positivos no mercado em agosto”, disse o executivo.

Werneck afirmou que o setor de construção residencial segue ativo no país, inclusive incentivando compradores de vergalhões da companhia a acelerarem obras e encomendas de aço à Gerdau.

As ações da Gerdau exibiam alta de 6,9% por volta de 14:45, enquanto o Ibovespa mostrava valorização de 0,95%.

“Estamos muito otimistas com o segundo semestre deste ano”, afirmou Werneck.

Porém, em teleconferência com analistas, o executivo citou que boa parte do avanço das vendas de materiais de construção no varejo nacional ocorreu pelos estímulos concedidos pelo governo, que devem se encerrar até o final do ano. Com isso, Werneck comentou que em 2021, quando a Gerdau completa 120 anos de existência, a indústria pode ter dificuldades “se medidas adicionais mais estruturantes” não forem implementadas.

Analistas do Credit Suisse decidiram manter a recomendação “outperform” para as ações da Gerdau, citando perspectiva de que “a demanda por aços longos deve continuar mais resiliente ante aços planos e viver uma recuperação mais rápida”.

Werneck comentou ainda que, após o religamento de alto-forno da usina de Ouro Branco (MG) em julho, a Gerdau avalia que o canal de exportações a partir do Brasil representará uma geração de resultado “interessante no segundo semestre”.

Ele citou ainda que a companhia chegou a fazer exportações em junho de aços semiacabados para a China, maior produtor de aço do mundo e que se tornou importador pela primeira vez em 11 anos no final do primeiro semestre.

Para 2020, a Gerdau está mantendo orçamento de investimento de 1,6 bilhão de reais.

Werneck comentou também que a empresa enxerga na unidade de novos negócios recém criada, Next, possibilidade de representar cerca de 20% do faturamento do grupo nos próximos 10 anos.

Websérie Óleo, Gás e Naval da Firjan: Lei do Gás aumenta competitividade

Participaram do debate on-line, Edson Real, da NTS; Luiz Costamilan, do IBP; Gustavo Checcucci, da Braskem, e Bianca Mascaro, da Naturgy Brasil

A Nova Lei do Gás vai trazer maior competitividade a este mercado, na opinião de especialistas que discutiram o Projeto de Lei (PL) n° 6.407/13, na Websérie Óleo, Gás e Naval da Firjan, em 4/8. Representantes do Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP), Naturgy Brasil, Braskem e Nova Transportadora do Sudeste (NTS) se mostraram confiante na aprovação da legislação ainda em agosto.

No encontro, que tratou de “Oportunidades com o Novo Mercado de Gás”, moderado por Fernando Montera, especialista de Petróleo, Gás e Naval da Firjan, os participantes foram unânimes em apontar esse momento como único ao se referirem à expectativa positiva no mercado de gás do país.

Ao participar do encontro, Luiz Costamilan, secretário executivo de Gás Natural do IBP, disse que o substitutivo representa a lei que é possível. Para ele, a Lei do Gás respeita tudo o que foi construído, em termos de competição, de abertura e da hegemonia dos estados. “O que estamos buscando, com a abertura do mercado, é que fornecedores façam o gerenciamento do seu portfólio de suprimentos. E escolha de quem vai comprar. Esse é o caminho que a gente está trilhando”, explicou.

Um gás mais competitivo vai viabilizar o aumento de consumo do produto, na opinião de Gustavo Checcucci, diretor de Energia da Braskem. Segundo ele, a indústria tem capacidade de absorver um volume grande desse insumo, mas tem que buscar a competitividade atrelada. “Com isso, a gente vai conseguir efetivamente ter um aumento importante no consumo industrial de gás”. O caminho é esse mesmo, pontuou Checcucci. Ele espera que a aprovação da PL ocorra em duas semanas, no entanto, enfatiza que não é a etapa final do processo, mas parte fundamental para que o país continue acelerando nessa direção.

Ao destacar também o momento único no mercado, Bianca Mascaro, diretora Comercial na Naturgy Brasil, disse que a indústria fluminense vai ganhar competitividade no ambiente da comercialização. “Não só com relação aos outros estados da federação bem como para outros países”. Bianca destacou que a abertura do mercado é interessante também porque, quanto mais as indústrias consumirem gás, mais a empresa vai conseguir levar infraestrutura a regiões hoje não atendidas. “Isso só é possível com o aumento da competição, com a redução da molécula”, acrescentou.

Edson Real, diretor Comercial na NTS, afirmou que o acesso a novos ofertantes de gás gera um dinamismo na indústria que antes não havia. Ele garantiu que tem todo interesse em expandir a malha de dutos, hoje com 2.048 quilômetros: “Isso vai ser um processo de médio e longo prazos, mas com a competição, o mercado vai reagir e vai ter um aumento de volume de demanda”. Ele lembrou que a redução da tarifa não está na mesa agora, mas acredita que haja espaço maior para a redução no preço do gás via competição na molécula.

Projeto Educação Sustentável, da Eneva, cultiva hortas em escolas municipais do Ceará

Empresa acerta com a prefeitura de São Gonçalo do Amarante o cultivo de hortas agroecológicas em 11 escolas do munícipio

A Eneva acertou com a prefeitura de São Gonçalo do Amarante a implantação do projeto Educação Sustentável, que consiste no cultivo de hortas agroecológicas em 11 escolas do munícipio e na realização de oficinas pedagógicas para os professores.

O conteúdo das oficinas, com foco na sustentabilidade, segurança alimentar e protagonismo social, fará parte da grade escolar dos alunos quando as aulas forem retomadas.

O aprendizado dos professores, teórico e prático, acontecerá a partir da segunda quinzena de agosto e será ao ar livre, nos espaços de implantação das hortas, seguindo as recomendações da OMS, estaduais e municipais.

O Educação Sustentável terá duração de 6 meses. A Eneva vai arcar com os custos das hortas e das oficinas. Após esse período, o município dará continuidade ao projeto nas escolas.

Sobre a Eneva

A Eneva ( www.eneva.com.br ) é uma empresa integrada de energia, que une a atividade de exploração e produção de gás natural em terra à geração de energia. Suas operações estão concentradas no Norte e Nordeste do país e contribuem para o aumento da segurança energética das regiões e para a modicidade tarifária.

A companhia é responsável por 46% da capacidade instalada de geração térmica do subsistema Norte e 11% da capacidade instalada de geração a gás do país.

ENTREVISTA-Setor de etanol vê riscos sem TEC e oportunidade com nova gasolina do Brasil

A indústria de etanol do Brasil avalia como “inconcebível” zerar a taxa para a importação do combustível, uma reivindicação dos Estados Unidos antes do fim de uma cota isenta da Tarifa Externa Comum (TEC) neste mês, e diz estar preparada para avançar no mercado de gasolina após a introdução de novos padrões que devem elevar o custo do combustível fóssil ao consumidor.

O presidente da União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica), Evandro Gussi, disse ainda em entrevista à Reuters na última quarta-feira lamentar que ecoem no governo pedidos dos EUA de isenção da TEC de 20%, ao mesmo tempo em que alguns queiram taxar em 40% os novos créditos de descarbonização (Cbio), um novo ativo ambiental brasileiro.

Os EUA, líderes globais no mercado de etanol, poderiam ampliar fortemente as vendas do combustível ao Brasil, especialmente para o Nordeste, afetando produtores que já enfrentam uma queda de mais de 15% nas vendas, devido às medidas para conter o coronavírus.

“Além de absolutamente inconcebível, criaria um problema sério no Brasil todo, mas em especial para o Nordeste. Não tem nenhuma razão (a isenção da taxa), a não ser ajudar os Estados Unidos”, disse Gussi.

As importações de etanol anidro pelo Brasil somaram 821 milhões de litros no primeiro semestre, queda de 8,3% ante o mesmo período do ano passado, mas chegaram a atingir 1,8 bilhão de litros/anuais em 2017, segundo informações da reguladora ANP. Conforme dados do governo, o álcool norte-americano respondeu por 90% do total importado pelo Brasil.

O combustível, até agosto de 2017, estava em uma lista de exceção da TEC do Mercosul e tinha tarifa zero. Depois foi aplicada uma cota sem tarifa de 600 milhões de litros/ano, seguida de uma outra cota válida por 12 meses, a partir de setembro de 2019, para 750 milhões de litros/ano.

O setor teme que uma liberalização do mercado possa ameaçar produtores que já sofreram com uma queda de 16,7% nas vendas do etanol hidratado no primeiro semestre, conforme dados da ANP, por conta do impacto da pandemia.

“Estamos defendendo essa tarifa de 20%”, afirmou Gussi, que ressaltou que a indústria conta com apoio do Congresso Nacional para garantir o fim da cota e resistir à pressão dos EUA.

A defesa da tarifa ocorre apesar de ameaças norte-americanas de restrições a exportações de etanol de cana brasileiro, considerado avançado frente ao produto de milho e com mercado na Califórnia.

Segundo o presidente da associação do setor nos EUA, Geoff Cooper, se o Brasil cometer tal “erro”, o seu país deveria considerar medidas similares. Conforme reportagem do jornal O Estado de S.Paulo, o embaixador dos EUA, Todd Chapman, pediu ao Brasil a isenção da tarifa.

Mas o dirigente da Unica, que representa a indústria do centro-sul do Brasil, maior região produtora de açúcar e etanol de cana do mundo, lembrou que, para uma liberalização, os norte-americanos tinham prometido no passado aumento da mistura do biocombustível na gasolina e redução da taxa de importação de açúcar.

“O fato é que não fizeram nenhuma coisa nem outra, eles vêm perdendo mercado para o etanol deles no mundo todo… e aí querem despejar o etanol deles no Brasil?”, questionou.

“Quando o embaixador diz que está trabalhando em longo prazo para a liberalização do comércio, a tendência de livre mercado se aplica também ao açúcar?”, comentou Gussi, ironizando que livre mercado para os EUA parece ter tradução somente “do inglês para o português”.

Para o presidente da Unica, ao invés de ajudar os americanos, isentando tarifas, o Ministério da Economia brasileiro deveria reavaliar ideias que apontam para uma tarifação dos Cbios, créditos de carbono que começaram a ser emitidos este ano pelos produtores de biocombustíveis.

“Tem vozes lá dentro que querem zerar a tarifa para os EUA e tributar em 40% o primeiro ativo ambiental brasileiro”, disse ele. Alguns negócios com Cbios já estão ocorrendo, mas sem uma definição tributária, os acordos ficam mais complicados.

OPORTUNIDADE
Ao mesmo tempo em que teme perda de mercado para o etanol importado, o setor avalia que poderia ter uma oportunidade de avançar frente ao consumo de gasolina no Brasil, após o combustível fóssil passar a ser comercializado com novas especificações, que devem aumentar o rendimento, mas também deixar o produto mais caro.

“A nossa padronização era tão deficitária que permitia a importação de derivados (de petróleo) de baixíssima qualidade…”, disse Gussi.

“O etanol (hidratado) ganha competitividade com uma gasolina mais cara, além de ter todas as suas externalidades ambientais e sociais…”, disse ele, lembrando que o etanol anidro, antes do novo padrão, já ajudava a melhorar a octanagem da gasolina.

Conforme a ANP, o valor mínimo de octanagem RON 92, para a gasolina comum, passou a ser obrigatório a partir deste semana. Ao final de julho, a Petrobras informou que já produz a gasolina com RON 93 que será obrigatória apenas em 2022.

Agência Reuters

BRK Ambiental e Instituto SENAI de Inovação em Química Verde desenvolvem método inédito de detecção do coronavírus em redes de esgoto

Com apoio da prefeitura de Macaé, ação contribuirá com o monitoramento do avanço da pandemia no município e viabilizará políticas para o combate ao vírus

Engajadas com ações de combate ao novo coronavírus, a BRK Ambiental, empresa privada de saneamento básico, a Vitaltec Engenharia e o Instituto SENAI de Inovação em Química Verde (ISI QV), ligado à Firjan SENAI, anunciaram na quarta-feira (5/8) parceria inédita para viabilizar políticas de combate ao vírus da Covid-19.

Com o objetivo de desenvolver um método inédito para a avaliação da presença do material genético do vírus SARS-CoV-2 no esgoto que chega às estações de tratamento em Macaé, no Norte fluminense, o projeto conta com o financiamento da Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (EMBRAPII) e apoio da prefeitura Municipal de Macaé, que colocará à disposição as equipes técnicas das secretarias de Saúde, Saneamento e de Meio Ambiente.

A tecnologia inédita utiliza um novo sistema de ultrafiltração, produzido com uma nova membrana feita de polímero, combinada com a técnica de RT-PCR em tempo real. A metodologia otimizada ao longo desta ação será capaz de detectar com precisão a presença muito pequena do material genético do vírus causador da COVID-19 nas amostras. Uma vez implementado, os resultados gerados por este método poderão atuar como um indicador da densidade de pacientes positivos na região.

“Pesquisas ao redor do mundo já identificaram a presença do vírus no esgoto de grandes centros urbanos. No entanto, foram usados métodos diferentes para esta avaliação e as amostras são geralmente complexas, o que pode gerar sérias imprecisões quanto aos dados obtidos. Com a adoção de um método-padrão, inédito no país, temos condições de tornar as análises mais precisas e ter uma real visão da propagação da doença em uma região”, explica o pesquisador do Instituto SENAI de Inovação em Química Verde, Alex Queiroz.

Para validação do método proposto, serão coletados materiais em pontos estratégicos do município e a expectativa é de que os resultados permitam estimar o real nível de contaminação na cidade, considerando que uma parcela dos pacientes com Covid-19 pode não apresentar sintomas evidentes, porém são capazes de transmitir o vírus para outras pessoas.

“Com este projeto, estamos investindo no desenvolvimento de uma ferramenta que poderá ser de extrema utilidade para as políticas de combate ao coronavírus. Os resultados vão servir como uma base de informações para o monitoramento do avanço da pandemia em Macaé”, pontua Sinval Andrade, diretor da BRK Ambiental no Rio de Janeiro.

Ao longo das análises, todas as instituições vão contribuir ativamente com o projeto. A BRK Ambiental será responsável pelo suporte tecnológico em relação aos processos de tratamento de esgoto; o Instituto SENAI de Inovação em Química Verde realizará os ensaios laboratoriais; a Vitaltec Engenharia vai desenvolver o sistema de ultrafiltração e a prefeitura de Macaé vai promover apoio logístico e institucional.

“A necessidade de mais informações acerca da Covid-19 é um novo desafio para a humanidade. E a parceria para o levantamento de dados tão relevantes se alia às demais ferramentas que estamos utilizando no município, como os testes em massa, para fazermos o melhor no combate a esta doença”, reforça o prefeito de Macaé, Dr. Aluizio.