Petrobras informa sobre venda de campo terrestre em Sergipe

A Petrobras, em continuidade ao comunicado divulgado em 03/01/2020, informa que assinou com a Centro Oeste Óleo e Gás Ltda. contrato para a venda da totalidade de sua participação no campo terrestre de Dó-Ré-Mi, localizado na Bacia de Sergipe-Alagoas, no estado de Sergipe.

O valor da venda é de US$ 37,6 mil, pago em parcela única na assinatura do contrato.

O fechamento da transação está sujeito ao cumprimento de condições precedentes, tais como o não exercício de direito de preferência pela atual consorciada Petrogal Brasil S.A. e a aprovação pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

A presente divulgação está de acordo com as diretrizes para desinvestimentos da Petrobras e com as disposições do procedimento especial de cessão de direitos de exploração, desenvolvimento e produção de petróleo, gás natural e outros hidrocarbonetos fluidos, previsto no Decreto 9.355/2018.

Essa operação está alinhada à estratégia de otimização do portfólio e à melhoria de alocação do capital da companhia, passando a concentrar cada vez mais os seus recursos em águas profundas e ultra profundas, onde a Petrobras tem demonstrado grande diferencial competitivo ao longo dos anos.

Sobre o campo de Dó-Ré-Mi

O campo de Dó-Ré-Mi faz parte da concessão BT-SEAL-13, que compreende também o campo de Rabo Branco, não incluído nesta venda. A concessão está localizada ao sul do campo de Carmópolis, na Bacia de Sergipe-Alagoas, no estado de Sergipe. A Petrobras possui 50% de participação no campo de Dó-Ré-Mi, em parceria com a Petrogral Brasil S.A., que é a operadora e detém os 50% restantes. O campo de Dó-Ré-Mi possui dois poços descobridores de gás sem produção comercial.

PetroRio está retomando investimentos, diz presidente

A PetroRio está retomando seus investimentos, após suspender as campanhas de perfuração durante a eclosão do choque de preços do petróleo, disse o presidente da companhia, Roberto Monteiro. Segundo ele, o sinal verde já foi dado para a realização da conexão dos campos de Polvo e Tubarão Martelo, na Bacia de Campos. O executivo afirmou que as “coisas estão voltando ao normal”, após o período mais crítico da crise do petróleo e citou que a empresa voltou a monitorar oportunidades de aquisições, no mercado.

Ele disse que o campo de Papa-Terra, à venda pela Petrobras e Chevron, é um dos ativos avaliados. “Há outros no radar. As grandes petroleiras globais fizeram baixas contábeis nos balanços e enxergamos que estão retomando atividades de venda de ativos”, comentou, durante teleconferência com analistas.

A empresa espera concluir a aquisição dos 30% detidos pela Petrobras no campo de Frade, na Bacia de Campos, entre o quarto trimestre deste ano e o início de 2021, disse o diretor jurídico da companhia, Emiliano Gomes.

“Numa visão otimista esperamos concluir até o fim do ano, é o que desejamos, mas pode escorregar para o início do ano que vem”, afirmou o executivo, durante teleconferência com investidores.

A PetroRio assinou contrato com a Petrobras em novembro de 2019, por US$ 100 milhões.

Segundo Gomes, a transação está hoje sob análise da Agência Nacional do Petróleo (ANP). As partes discutem nesse momento a garantia de abandono da concessão.

Dívida
A companhia espera realizar, neste terceiro trimestre, uma emissão de bonds nos Estados Unidos, de acordo com Monteiro.

Segundo ele, a ideia é usar os recursos para se refinanciar e alongar o perfil da dívida da empresa, que fechou o segundo trimestre com um endividamento líquido de US$ 268 milhões.

“Já temos os bancos mandatados, a coisa vai andando bem. Estamos trabalhando na atualização do prospecto e temos janela de alguns meses pra emitir essa dívida. Está no nosso radar fazer isso ao longo do terceiro trimestre. Só não vai acontecer no caso de o mercado se fechar e piorar, mas o que estamos vendo é o oposto: uma melhora paulatina e constante do mercado”, comentou, durante teleconferência com investidores.

Segundo Monteiro, a ideia inicial é emitir bonds de cinco anos, liberando caixa para a campanha de revitalização do campo de Frade e para possíveis aquisições. “Aquisições vão depender de tamanho, com possibilidade de, no futuro, fazermos um aumento de capital ou ‘follow on’”, afirmou.

Ainda sobre o endividamento, o executivo afirmou que a PetroRio espera fechar nos próximos 60 dias a conversão da dívida com a Prisma Capital. Ele explica que em fevereiro a petroleira assinou contrato para a aquisição da plataforma OSX-3, por US$ 140 milhões, e recorreu a um empréstimo-ponte de US$ 100 milhões junto à Prisma Capital, com prazo de quatro meses. As partes negociam agora a conversão do financiamento para um project finance de longo prazo.

Grupo CBO confirma intenção de realizar IPO da Oceana Offshore

O Grupo CBO confirmou a intenção de realizar uma oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) da Oceana Offshore.

Segundo o Grupo CBO, foi aprovada em assembleia geral a realização de uma oferta pública primária e secundária, bem como a submissão do pedido de adesão ao Novo Mercado da B3. “Não obstante, a efetiva realização da oferta está sujeita, entre outros fatores, às condições dos mercados de capitais nacional e internacional, e uma vez realizada, será conduzida em conformidade com a legislação e regulamentação aplicáveis”.

Assim, diz o CBO, ainda não há qualquer decisão quanto à efetiva realização da oferta, bem como quanto à sua estrutura e volume.
A CBO é uma companhia de navegação, operadora de uma frota de 32 embarcações de apoio offshore, presente nas principais bacias de petróleo brasileiras e no Mar do Norte, dando suporte às plataformas de exploração e produção de petróleo.

Schneider Electric é reconhecida como HPE Momentum Edge Partner de 2020

Prêmio reconhece parceiros da Hewlett Packard Enterprise por seu desenvolvimento e compromisso com a excelência do consumidor

A Schneider Electric, líder na transformação digital em gestão de energia e automação foi reconhecida como HPE Momentum Edge Partner de 2020. A Schneider Electric é a primeira empresa a ser premiada pela Hewlett Packard Enterprise (HPE) nessa nova categoria.

A Hewlett Packard anunciou os vencedores dos prêmios de seus parceiros em
2020, durante o HPE Partner Growth Summit Virtual Experience. Os integrantes de canal de todo o ecossistema de parceiros foram premiados por seu desempenho inigualável, compromisso com a excelência do consumidor, foco no crescimento e conquistas profissionais.

“Estamos orgulhosos de ser reconhecidos por nossos esforços colaborativos para trazer egde comercial e industrial juntamente com as tecnologias operacionais para benefício dos nossos clientes”, diz Chris Hanley, vice-presidente sênior de Operações Comerciais, Alianças e Canais Globais da Schneider Electric. “Esperamos que nosso relacionamento com a HPE cresça, e continuemos a desenvolver soluções inovadoras que impulsionem o edge para os negócios de nossos clientes.”

A Schneider Electric e a HPE anunciaram parceria pela primeira vez em 2016, para produzir uma arquitetura conjunta de soluções de micro data center, aptas a fornecer energia à edge inteligente. Ambas as empresas estavam alinhadas para impulsionar a oportunidade ao mudar a computação para rede edge, embora ainda não houvesse oferta ou supply chain em funcionamento.

Desde o início da parceria, as empresas trabalharam em conjunto para produzir os HPE Edge Centers, originalmente em tamanhos de 42U e 23U, e, mais recentemente, 6U. Essas soluções integradas, padronizadas e por repetição foram desenvolvidas com TI – servidores, armazenamento e redes – e infraestrutura física (racks, UPS, PDU, segurança e monitoria ambiental). O EcoStruxure IT e o HPE OneView trabalham em conjunto para oferecer um software de gerenciamento remoto integrado com comando de carga de trabalho automatizada. Assim, move as cargas de trabalho e os servidores virtuais para aumentar a resiliência e a disponibilidade. Eles também fornecem benefícios de análise preditiva para diminuir falhas, ao propiciar maior tempo de funcionamento e mais eficiência.

“Estou orgulhoso de reconhecer que nossos parceiros de canal aumentaram o
padrão de excelência do negócio e demonstraram comprometimento contínuo para nossos clientes em comum”, afirma Paul Hunter, vice-presidente sênior de vendas de parceiros mundial da Hewlett Packard Enterprise. “A HPE dedica-se a permitir que seus parceiros tenham ferramentas e soluções que tragam inovação para os negócios. Ao colaborar e crescer em conjunto, estamos fornecendo o resultado que nossos clientes precisam para prosperar.”

Totvs vê impacto menor do que esperado da Covid-19, prevê fim de ano “interessante”

O impacto da pandemia da Covid-19 na economia do país foi bem menor do que se imaginou em meados de março e a busca das empresas por ganhos de produtividade e eficiência devem levar a Totvs a um “fim de ano interessante”, disse o presidente da companhia, Denis Herszkowicz.

“Estamos com uma performance muito melhor do que se imaginava numa situação como essa”, disse Herszkowicz nesta quinta-feira, em teleconferência com analistas sobre os resultados do segundo trimestre. “Como somos de certa forma um termômetro (do que acontece na economia), isso significa que o próprio impacto foi econômico foi menor do que o imaginado.”

A produtora de softwares de gestão anunciou na noite de quarta-feira que seu lucro de abril a junho somou 58,3 milhões de reais, alta de 1,4% em relação ao mesmo período de 2019, com maiores receitas em produtos para trabalho remoto e a forte redução da despesa compensaram os efeitos negativos da pandemia.

Em relatório, o Bradesco BBI frisou aumento de receitas acima do previsto da Totvs para o período, forte controle de custos e dos níveis de inadimplência da Supplier, braço de finanças da companhia.

Às 14h da última quinta-feira (06/08), a ação da Totvs disparava 9,7% na B3. Enquanto isso, o Ibovespa subia 1,55%.

Herszkowicz relatou na teleconferência que a Totvs ampliou fortemente o atendimento remoto a clientes nos últimos meses, e que ao menos parte disso será mantido adiante, o que resulta em redução de custos, que podem ser repassados.

EUA realizam 1º embarque de petróleo para a Arábia Saudita em mais de uma década

Os Estados Unidos enviaram um carregamento de petróleo para a Arábia Saudita em junho, segundo dados pelo Departamento de Censo norte-americano, no que aparenta ser a primeira entrega desde que a proibição dos EUA a embarques da commodity terminou, em 2015.

De acordo com os dados, os EUA exportaram cerca de 550 mil barris —ou 18,3 mil barris por dia— para a Arábia Saudita em junho. A Administração de Informação sobre Energia (AIE) não possui registros de exportação de petróleo para os sauditas.

Dados do Departamento de Censo apontam um minúsculo carregamento de 1 mil barris para a Arábia Saudita em 2002, ocorrido em meio à proibição de quatro décadas às exportações.

O volume da carga de junho é menor que o que ocuparia a menor classe de navios-tanque, os Aframax. Operadores disseram que é possível que o carregamento seja parte de uma exportação direcionada a outro país.

Não há registros de embarques de petróleo dos EUA para a Arábia Saudita no mecanismo de monitoramento de navios do Refinitiv Eikon.

A Arábia Saudita é uma das maiores fornecedoras de petróleo dos EUA, tendo enviado cerca de 1,2 milhão de barris por dia da commodity em maio para os norte-americanos, maior nível em três anos, resultado de uma breve guerra de preços entre sauditas e russos.