Conteúdo local: ANP publica esclarecimentos sobre certificação de serviço de mão de obra

A ANP publicou o Informe Técnico SCL nº 004/2020, com esclarecimentos sobre a certificação de serviços de mão de obra. De acordo com a orientação da Agência, o valor dos itens utilizados na prestação de serviço de mão de obra, descritos no parágrafo 1º do Art. 3º da Resolução ANP nº 19/2013 (itens não considerados como bens ou materiais), não serão computados para fins de apuração do percentual de conteúdo local da prestação de serviço.

Petrobras aprova hibernação da plataforma de Merluza

A Petrobras informa que a Diretoria Executiva aprovou a hibernação da plataforma de Merluza (PMLZ-1), localizada em águas rasas na Bacia de Santos. A plataforma já estava com sua produção interrompida desde março de 2020, quando houve redução abrupta na demanda por gás natural, e a hibernação permitirá a redução de gastos operacionais e a transferência de profissionais para outras unidades da Petrobras.

A hibernação não impactará o processo de desinvestimento do Polo Merluza e o suprimento de gás natural ao mercado da Baixada Santista.

Essa decisão está alinhada à estratégia de otimização do portfólio e à melhoria de alocação do capital da companhia, visando à maximização de valor para os seus acionistas.

Sobre o Polo Merluza

O Polo Merluza é composto pelas concessões de Merluza e Lagosta, onde a Petrobras possui 100% de participação. Com início de operação em 1993, sua produção média em 2019 foi de 3,6 mil barris de óleo equivalente por dia de gás natural e condensado.

Atualmente, os campos de Merluza e Lagosta estão em fase vinculante para desinvestimento, conforme divulgado no dia 31 de março de 2020.

Estatal bate recordes de Diesel S-10 e asfalto em julho

A Petrobras bateu em julho o recorde de vendas de Diesel S-10 no mercado brasileiro. A companhia comercializou 1,78 milhão de m³ no mês, valor 12,7% acima do recorde anterior ocorrido em julho de 2019, quando as vendas atingiram 1,58 milhão de m³.

O recorde de vendas do Diesel S-10 reflete as rápidas ações comerciais implementadas com o objetivo de mitigar os efeitos da pandemia sobre a demanda de combustíveis e o direcionamento do mercado para o produto com mais baixo teor de enxofre, em substituição ao Diesel S-500.

Em julho, as vendas de asfalto da Petrobras também foram recordes, atingindo 227 mil toneladas, o maior volume mensal desde setembro de 2016. As vendas de asfalto de janeiro a julho de 2020 foram de 1,16 milhão de toneladas, representando o melhor resultado dos últimos quatro anos para esse período e um crescimento de 33% em relação aos sete primeiros meses de 2019.

Recordes na Replan

A Refinaria de Paulínia (Replan), localizada no estado de São Paulo, bateu pelo segundo mês consecutivo o recorde de produção de Diesel S-10. Em julho, foram produzidos 350 mil m³ deste derivado, marca 22% superior à de junho, quando a produção havia sido de 287 mil m³.

Além do recorde de produção, a refinaria obteve em julho a melhor marca mensal de venda local do Diesel S-10. Do total de vendas da Replan, 237 mil m³ foram para o mercado da região, enquanto o restante foi destinado por oleodutos para atendimento a outros estados. O recorde anterior era de 213 mil m³, vendidos em outubro de 2014.

O recorde de venda local do Diesel S-10 reflete o direcionamento do mercado para o produto com mais baixo teor de enxofre, em substituição ao Diesel S-500, utilizado apenas por veículos fabricados até 2011. Em julho, foi a primeira vez que as vendas do S-10 superaram as de S-500 na Replan, passando a significar 51,9% do total da comercialização de diesel da refinaria.

Outro destaque do ano na Replan tem sido a produção de asfalto. De janeiro a julho de 2020, a produção acumulada da refinaria chegou a 183,7 mil toneladas, maior valor dos últimos cinco anos para esse intervalo de sete meses. Em comparação com o mesmo período do ano passado, houve um aumento superior a 100%, quando foram produzidas 88,2 mil toneladas.

A produção mensal de julho deste ano foi de 34,4 mil toneladas, 49% superior à do mesmo mês de 2019. Este também foi o maior volume registrado para o mês de julho nos últimos cinco anos. O asfalto produzido pela Replan é o CAP 30/45, um dos produtos de alto valor agregado da refinaria.

ANP participa de projeto sobre caracterização do fundo oceânico

A ANP participou, por meio da cessão de dados sísmicos públicos armazenados em seu Banco de Dados de Exploração e Produção (BDEP), do Projeto de Caracterização do Tipo de Fundo na Plataforma Continental do Ceará com Base em Atributos Sísmicos.

Trata-se de um projeto inovador, que poderá resultar no desenvolvimento de um padrão para identificação de carapaças biogênicas no assoalho marinho, esclarecendo se são colônias de corais ou não. O trabalho também permite que o mapeamento realizado sirva de base para análises de impacto e de risco no caso de acidentes durante a perfuração de poços, representando uma importante contribuição da sísmica à preservação ambiental.

A participação da ANP deu-se a partir de acordo de cooperação técnico-científico assinado com a Universidade Federal Fluminense (UFF), em 2018, com vigência de 60 meses, visando a ações para a gestão integrada do conhecimento geocientífico brasileiro e ampliação do conhecimento geológico das bacias sedimentares brasileiras.

O projeto na Bacia do Ceará foi idealizado em conjunto com as empresas Premier Oil e TGS (ex-Spectrum), tendo em vista a expertise que havia sido desenvolvida pela UFF, em conjunto com as Universidade Federal do Rio Grande (UFRG), Universidade Federal de Pelotas (UFPel) e Universidade Federal do Pampa, em trabalho semelhante desenvolvido na Bacia de Pelotas. Esse estudo atestou a possibilidade de uso indireto de dados sísmicos para caracterizar a natureza do substrato oceânico.

No caso da Bacia do Ceará, havia uma lacuna importante de informação que somente poderia ser preenchida com dados públicos adquiridos antes de 1998. A ANP, a partir de acordo assinado com a UFF, cedeu esses dados públicos, relativos às porções mais rasas da Bacia do Ceará, onde dados científicos sugeriam a ocorrência de formações biogênicas relevantes.

Petroleira inicia fase vinculante na Bacia de Sergipe-Alagoas

A Petrobras, em continuidade ao comunicado divulgado em 29 de junho de 2020, informa o início da fase vinculante referente à venda da totalidade de sua participação no campo de Tartaruga, pertencente à concessão SES-107D, localizado em águas rasas da Bacia de Sergipe-Alagoas.

Os habilitados para essa fase receberão carta-convite com instruções sobre o processo de desinvestimento, incluindo orientações para a realização de due diligence e para o envio das propostas vinculantes.

A presente divulgação está de acordo com as diretrizes para desinvestimentos da Petrobras e com as disposições do procedimento especial de cessão de direitos de exploração, desenvolvimento e produção de petróleo, gás natural e outros hidrocarbonetos fluidos, previsto no Decreto 9.355/2018.

Essa operação está alinhada à estratégia de otimização de portfólio e à melhoria de alocação do capital da companhia, passando a concentrar cada vez mais os seus recursos em águas profundas e ultra-profundas, onde a Petrobras tem demonstrado grande diferencial competitivo ao longo dos anos.

Sobre o campo de Tartaruga

O campo de Tartaruga, pertencente à concessão SES-107D, está localizado no litoral norte do estado de Sergipe, no município de Pirambu, em águas rasas da Bacia de Sergipe‐Alagoas. Os poços do campo foram perfurados direcionalmente (da terra para o mar), a partir da base situada na porção terrestre do ring‐fence.

A produção média do campo de janeiro a junho de 2020 foi de aproximadamente 609,76 bpd de óleo leve (37º API).

A Petrobras detém 25% de participação no campo e a Maha Energy Brasil Ltda é a operadora, com 75% de participação.

Thymos e Aspacer anunciam live sobre gás natural e retomada econômica

A Lei do Gás, que tramita em regime de urgência na Câmara dos Deputados, tem potencial para gerar impactos relevantes para o desenvolvimento e a reindustrialização do País. Espera-se que o novo marco regulatório impulsione a oferta de gás no mercado e estimule a concorrência, tornando o preço deste insumo mais competitivo. “O combustível mais barato pode trazer benefícios em escala para o País, atrair investimento e gerar empregos, o que é essencial para reaquecer a economia e o setor de infraestrutura neste momento de pandemia”, afirma João Carlos Mello, presidente da Thymos Energia.

A Thymos Energia e a Associação Paulista das Cerâmicas de Revestimento (Aspacer) realizam na próxima terça-feira um debate em parceria sobre a Lei do Gás, seus desdobramentos para a retomada da economia nacional e os desafios para a estruturação do novo mercado. “A indústria brasileira perde competitividade com o preço do Gás. Nada justifica a indústria nacional pagar, ao final de 2019, um gás cerca de 300% mais caro que a média da indústria americana e 200% mais caro que a média da indústria europeia. Precisamos de mais ofertantes de gás, para termos mais concorrência. Esse é um ponto atacado pelo novo Marco do Gás”, afirma Luís Fernando Quilici, diretor de Relações Institucionais e Governamentais da Aspacer.

O evento contará com a participação de Symone Christine de Santana Araújo, diretora do Departamento de Gás Natural do Ministério de Minas e Energia (MME), Laércio Oliveira, deputado federal e relator da Lei do Gás, Edmar Almeida, professor do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Manfredo Gouvêa Júnior, presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Cerâmica para Revestimentos Cerâmicos, Louças Sanitárias e Congêneres (Anfacer), Maurício Carvalho, presidente da Urca Energia, e Otmar Josef Muller, presidente do Sindicato das Indústrias de Cerâmica – Criciúma (Sindiceram) e diretor da Eliane Revestimentos Cerâmicos.

Vale lembrar que o debate sobre a abertura do mercado de gás é realizado há mais de 10 anos entre agentes do setor de energia e consumidores. Portanto, há consenso sobre a urgência da aprovação do PL 6.407, de 2013, que traz as diretrizes e a regulamentação da abertura do mercado. Em julho, a apresentação do programa Novo Mercado de Gás, feita por parte do governo federal, completou um ano – um passo relevante, que construiu agenda viável para transformação rumo a um mercado livre para o gás natural.

Live Thymos | O novo marco regulatório do gás natural e seu impacto para a retomada econômica do Brasil

Data: 11/8
Horário: 17h
Conferencistas:

João Carlos Mello, presidente da Thymos Energia (mediador)
Luís Fernando Quilici, diretor de Relações Institucionais e Governamentais da ASPACER (mediador)
Symone Christine de Santana Araújo, diretora do Departamento de Gás Natural do MME
Laércio Oliveira, deputado federal, relator da Lei do Gás
Edmar Almeida, professor do Instituto de Economia da UFRJ
Manfredo Gouvêa Júnior, presidente da Anfacer
Maurício Carvalho, presidente da Urca Energia
Otmar Josef Muller, presidente do Sindiceram e diretor da Eliane Revestimentos Cerâmicos

Inscrições: https://zoom.us/webinar/register/WN_-xiTCHVdTQite4shbeFLFw

Servtec Energia amplia participação em Geração Centralizada com a aquisição de duas usinas de geração de energia

A Servtec Energia acaba de adquirir dois novos ativos de geração centralizada, somando 64MW ao seu portfólio de projetos operacionais. As novas aquisições incluem a PCH Inxú, no Mato Grosso, com 22MW, e a usina eólica Dunas do Paracuru, no Ceará, com 42MW. Esta última será rebatizada de Bons Ventos Paracuru, em alusão à marca registrada da Servtec para seus parques eólicos. Com estes ativos, o portfólio de ativos de geração renovável centralizada chega a 173MW.

Atualmente, a Servtec conta com seis projetos eólicos desenvolvidos integralmente pela empresa e que compõem o Complexo Eólico Bons Ventos da Serra, no Ceará, somando 109MW. 100% da energia gerada pelas usinas de geração centralizada da Servtec atendem a contratos do Ambiente de Contratação Regulada (ACR) conquistados nos leilões organizados pela EPE.

A Servtec sempre desenvolveu seus projetos do zero, desde a prospecção do terreno. A PCH Inxú e a eólica Dunas de Paracuru são os primeiros ativos comprados já em operação. “Além do conhecimento de desenvolvimento de projetos e implantação de empreendimentos, aperfeiçoamos nos últimos anos nossa expertise de operação de usinas de geração renovável, atingindo níveis de disponibilidade e eficiência que se destacam hoje entre os melhores do Brasil”, destaca Pedro Fiuza, CEO da Servtec Energia.

Hoje, os 109MW em operação pela Servtec têm mantido uma disponibilidade de 99%. A expectativa da companhia, com a compra dos ativos, é melhorar a performance dos projetos, igualando aos índices alcançados hoje pelas demais usinas da empresa.

Outro aspecto que a Servtec leva muito à sério é com relação às questões ASG – ambiental, social e governança. “Geralmente chegamos às comunidades um ano antes do início das obras de nossos empreendimentos, o que nos permite entender as demandas e anseios da comunidade local, construindo assim, uma relação construtiva e de confiança com os moradores da comunidade”, exemplifica Fiuza.

Os ativos de geração renováveis da Servtec combinados geram 700.000MWh por ano de energia, o suficiente para abastecer uma cidade de 900 mil habitantes, e ajudam a evitar a emissão anual de 300 mil toneladas de CO2.

Sobre a Servtec Energia
Iniciou suas atividades nos anos 1960, e vem atuando no segmento de geração de energia elétrica desde 1998. Com mais de 1.000 MW implantados em diversas fontes, a Servtec Energia detém atualmente participação e faz a gestão ativa em uma usina térmica à gás no Amazonas (Gera Amazonas 85MW), uma térmica movida à óleo combustível no Maranhão (Gera Maranhão 330MW), sete usinas eólicas no Ceará que somam 151MW, uma PCH no Mato Grosso, com 22MW de potência, além de projetos de geração distribuída que somam 69MWp.