Petrobras vende participação em campos terrestres na Bahia

A Petrobras assinou hoje (21/8) com a SPE Rio Ventura S.A., subsidiária integral da 3R Petroleum e Participações S.A., contrato para a venda da totalidade de sua participação em oito campos terrestres de exploração e produção, denominados Polo Rio Ventura, no estado da Bahia.

O valor da venda é de US$ 94,2 milhões, sendo (i) US$ 3,8 milhões pagos na presente data; (ii) US$ 31,2 milhões no fechamento da transação; (iii) US$ 16 milhões que serão pagos em trinta meses após o fechamento da transação; e (iv) US$ 43,2 milhões em pagamentos contingentes previstos em contrato. Os valores não consideram os ajustes devidos e o fechamento da transação está sujeito ao cumprimento de condições precedentes, tais como a aprovação pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

O polo compreende os campos terrestres de Água Grande, Bonsucesso, Fazenda Alto das Pedras, Pedrinhas, Pojuca, Rio Pojuca, Tapiranga e Tapiranga Norte, localizados nos municípios de Catu, Mata de São João, Pojuca e São Sebastião do Passé, no estado da Bahia, onde a Petrobras é detentora de 100% de participação. A produção média do Polo Rio Ventura de janeiro a junho de 2020 foi de aproximadamente 1.050 barris de óleo por dia (bpd) e 33 mil m³/dia de gás natural.

Essa operação está alinhada à estratégia de otimização do portfólio e à melhoria de alocação do capital da companhia, passando a concentrar cada vez mais os seus recursos em águas profundas e ultra profundas, onde a Petrobras tem demonstrado grande diferencial competitivo ao longo dos anos.

A presente divulgação está de acordo com as normas internas da Petrobras e com as disposições do procedimento especial de cessão de direitos de exploração, desenvolvimento e produção de petróleo, gás natural e outros hidrocarbonetos fluidos, previsto no Decreto 9.355/2018.

Agência Petrobras

Estatal inicia venda de ativos terrestres no Espírito Santo

A Petrobras iniciou a etapa de divulgação da oportunidade (teaser), referente à venda da totalidade de suas participações em um conjunto de cinco concessões de campos terrestres, com instalações integradas, denominados conjuntamente de Polo Norte Capixaba, localizado no estado do Espírito Santo.

O polo, que compreende os campos de Cancã, Cancã Leste, Fazenda Alegre, Fazenda São Rafael e Fazenda Santa Luzia, localiza‐se nos munícipios de Linhares, Jaguaré e São Mateus, no estado do Espírito Santo. Possui 269 poços em operação, três estações de tratamento de óleo, quatro estações satélites no campo de Fazenda Alegre e 73,81km de gasodutos e oleodutos. O Terminal Norte Capixaba e todas as instalações de produção contidas no ring fence das cinco concessões também fazem parte do polo, além da titularidade de alguns terrenos.

No primeiro semestre de 2020, a produção média foi de 7 mil barris de óleo por dia e 66 mil m3/dia de gás. A Petrobras é a operadora nesses campos, com 100% de participação.

Essa operação está alinhada à estratégia de otimização do portfólio e à melhoria de alocação do capital da companhia, passando a concentrar cada vez mais os seus recursos em águas profundas e ultra profundas, onde a Petrobras tem demonstrado grande diferencial competitivo ao longo dos anos.

O teaser, que contém as principais informações sobre a oportunidade, bem como os critérios de elegibilidade para a seleção de potenciais participantes, está disponível no site da Petrobras: https://investidorpetrobras.com.br/pt/resultados‐e‐comunicados/teasers. As principais etapas subsequentes do projeto serão informadas oportunamente ao mercado.

A presente divulgação está de acordo com as normas internas da Petrobras e com as disposições do procedimento especial de cessão de direitos de exploração, desenvolvimento e produção de petróleo, gás natural e outros hidrocarbonetos fluidos, previsto no Decreto 9.355/2018.

Agência Petrobras

Governo planeja leilões de blocos na oferta permanente ainda neste ano

Segundo Bento Albuquerque, mais de 20 empresas já apresentaram propostas por campos que não foram arrematados em ofertas anteriores

O ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque , garantiu na sexta-feira (21) que o governo vai realizar o leilão de oferta permanente de blocos para exploração de petróleo e gás ainda no segundo semestre deste ano. Segundo ele, mais de 20 empresas já apresentaram propostas para várias áreas.

Apesar das incertezas em relação à economia mundial e no Brasil por conta dos impactos negativos da pandemia, o Albuquerque destacou, em vídeo conferência, que está otimista. Ele tem sido procurado por várias empresas estrangeiras interessadas em investir no setor de petróleo.

O ministro informou que no fim deste mês o governo vai apresentar o novo calendário de leilões do setor de petróleo e de energia para os próximos anos.
A intenção é realizar a 17º rodada de áreas para exploração de petróleo, que seria realizada neste ano mais foi suspensa por conta da pandemia, já no primeiro trimestre de 2021, e dos blocos excedentes da cessão onerosa no segundo semestre do ano.

“Minha visão é de bastante otimismo, mas eu estou com os pés no chão”, afirmou Albuquerque. “Eu tenho recebido muitas empresas estrangeiras que já se encontram no Brasil e estão nos procurando para saber qual será o calendário de leilões”, disse.

Todos os blocos ofertados em leilões já realizados e que não foram arrematados ficam na chamada oferta permanente, na Agência Nacional do Petróleo ( ANP ). Assim, quando surgem empresas interessadas em determinados blocos, é realizado um leilão.

O ministro destacou que o novo marco legal do setor de petróleo que está em tramitação no Congresso Nacional, tanto no que diz respeito ao novo Mercado de Gás , como ao que trata dos regimes de exploração e produção, serão fundamentais para maior atratividade de investimentos para o país.

“O novo marco legal, tanto do novo mercado de gás como dos regimes de exploração, serão essenciais para que no início do ano que vem, quando realizarmos os leilões e a própria infraestrutura do país retomar seus investimentos, tenhamos melhores condições para nossa indústria e, também, para geração de emprego e renda”, destacou Albuquerque.

Agência Brasil

Petroleira informa sobre alteração na presidência da Transpetro

O Conselho de Administração da Transpetro, subsidiária da Petrobras, recebeu carta de renúncia de Cristiane Elia de Marsillac ao cargo de Presidente e de Conselheira da companhia, por questões pessoais. O Diretor Financeiro da Transpetro, Gustavo Santos Raposo, assumiu a presidência da companhia.

A Petrobras e o Conselho de Administração da Transpetro agradecem toda dedicação de Cristiane Marsillac à frente da Transpetro, tendo realizado importantes avanços e reestruturações dentro da companhia.

Agência Petrobras

Governo tem de vetar repasse do Fundo Social para gasodutos, defende Idec

Para Instituto, cenário de pandemia reforça importância dos recursos do Fundo para a saúde e a educação; pedido de veto foi encaminhado à Presidência da República

O Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor) defende o veto, pela Presidência da República, da destinação de recursos do Fundo Social do Pré-Sal para o financiamento da construção de gasodutos. Essa destinação está definida no Projeto de Lei do Senado 3.975, de 2019, que prevê a criação do Fundo de Expansão dos Gasodutos de Transporte e de Escoamento da Produção (Brasduto) com 20% dos recursos do Fundo Social. O posicionamento do Idec é compartilhado por um grupo de organizações sociais em favor dos pequenos consumidores e do meio ambiente, e foi encaminhado ao presidente Jair Bolsonaro.

“Nossa expectativa é que o projeto seja vetado, como havia sido acordado pelo Executivo e o Congresso, mas também vemos com preocupação o risco de que seja incorporado na Lei do Gás, em tramitação”, afirma o coordenador do Programa de Energia e Sustentabilidade do Idec, Clauber Leite, acrescentando que a crise causada pela pandemia de Covid-19 reforça a importância dos investimentos em atividades que contribuam com o desenvolvimento humano e, consequentemente, a recuperação da economia. “Não é criando distorções de mercado, subsidiando fontes fósseis de energia e retirando recursos de educação e saúde que será possível atingir isso”, afirma.

Criada em 2010, a legislação relativa ao Fundo Social determina que parte dos recursos provenientes do petróleo e gás natural que a União recebe das empresas que exploram as áreas do Pré-Sal seja usada para programas nas áreas de combate à pobreza, como educação e saúde pública. Estimativas do governo indicam que o Fundo perderia R$ 97 bilhões no período de 2020 a 2040 com a destinação de recursos à construção de gasodutos.

Leite lembra que os orçamentos das áreas de saúde e educação têm sofrido cortes significativos nos últimos anos e as áreas se encontram ainda mais fragilizadas pelos problemas causados pela pandemia de Covid-19. O entendimento é de que a medida também vai em direção contrária às propostas liberalizantes defendidas pelo próprio setor de gás natural em legislação sobre o assunto que tramita no Congresso Nacional, bem como à necessidade de redução do uso de fontes fósseis de energia devido às mudanças climáticas.

Redação

Campos maduros e marginais:ibp discute oportunidades, desafios, investimentos e geração de riqueza

Para especialistas reunidos na 7ª edição do webinar “Diálogos Rio Oil & Gas”, ativos podem atrair US$ 28 bi e legislação deve avançar em setembro
Os chamados campos maduros de petróleo representam uma grande oportunidade de geração de riqueza e têm atraído players relevantes, com potencial de gerar US$ 28 bilhões em investimentos nos próximos anos. Esse cenário é resultado das mudanças no cenário brasileiro de produção, com os recentes avanços na legislação específica e na tecnologia de recuperação, com destaque para a evolução nos cálculos e regras para garantias de descomissionamento e abandono de ativos. Essa foi uma das conclusões da 7ª edição dos “Diálogos da Rio Oil & Gas”, webinar que o Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP) promoveu na quarta-feira (19.08).

Com o tema “Oportunidades, investimentos e geração de riqueza em campos maduros e marginais”, o painel virtual teve moderação de Antonio Guimarães (Secretário Executivo de E&P do IBP) e as participações de Marcelo Castilho (Diretor interino na ANP), Alice Barcelos (Gerente Jurídica na Perenco), Fabrício Zaluski (Head of legal da Trident Energy), Mauro Destri (Consultor de várias empresas e especialista na Bacia de Campos) e Nathan Biddle (Diretor do IBP e Country Manager da Premier Oil).

Na abertura, Antonio Guimarães fez um retrato do setor de O&G, de alta volatilidade, com pandemia, transição energética, queda nos preços do barril, na demanda mundial e nos investimentos, além de rigor extremo das empresas na seleção de projetos para seus portfólios, que precisam ser viáveis e resilientes em qualquer cenário. Para ilustrar os desafios no cenário brasileiro, o moderador mostrou como a produção nacional teve queda expressiva no pós-sal – de 51% na última década, com perda de 850 mil barris/dia na Bacia de Campos, em cinco anos – e como o fator de recuperação de reservas ainda é baixo na região (16%, contra uma média mundial de 35%).

“Os campos maduros constituem importante via de atração de investimento para o país, são uma alternativa para diversificar seus players, já que empresas de pequeno e médio porte têm muito interesse e capacidade de estender a vida útil desses ativos. E ao entrarem no mercado, fomentam geração de empregos e riqueza, impactam positivamente a economia, principalmente a regional, além de integrar o Brasil e seus fornecedores nas cadeias globais”, destacou Guimarães.

Marcelo Castilho, da ANP, aproveitou sua apresentação para resumir os recentes instrumentos elaborados pelo MME, CNPE e ANP, com contribuições da indústria de O&G e da sociedade, que deverão propiciar um ambiente mais atraente, claro e seguro para os investimentos em campos maduros e marginais. Segundo ele, a partir de setembro e até o fim de 2020 a agência espera colocar em consulta pública quatro resoluções: “Devemos disponibilizar a que versa sobre garantias para fins de desativação e abandono; outra para enquadrar os campos como marginais, derivada da discussão sobre incentivos.

Vimos editando uma resolução em linha com a 04/2020 do CNPE, que reduz royalties para até 5% para empresas pequenas e médias. E por fim, buscando a simplificação regulatória, estamos revisando a resolução 17/2015, que é a do plano de desenvolvimento, também para incluir uma seção específica sobre campo marginal, e revendo as portarias 100 e 123, de 2000, em consonância com o que foi levantado na TPC [Tomada Pública de Contribuições] 08”, explicou.

Pelo lado das empresas, Nathan Biddle falou sobre os critérios e a metodologia de gerenciamento de garantias para fins de abandono e desativação, que farão parte dos novos instrumentos regulatórios. O representante da Premier Oil destacou a importância da previsibilidade para investidores e operadores: “Nas discussões com a ANP, chegamos a uma excelente conclusão sobre como amortizar esse cálculo durante a vida útil do campo, e sobre os instrumentos financeiros que podem ser usados. Isso agora avançou para a fase de detalhe jurídico. Esperamos ter vários comentários prontos para audiência pública em setembro”, adiantou.

Biddle destacou que os conceitos já estão sendo utilizados, na prática, em áreas terrestres e offshore. Dessa forma, espera-se que as novas regras propiciem ganhos de segurança operacional, com redução de riscos ambientais, segurança jurídica dos contratos e viabilidade econômica, elementos fundamentais para o país atrair investimentos e novos entrantes. “Ainda faltam questões tributárias, como incentivos fiscais para o descomissionamento. Mas isso vai ajudar outros órgãos reguladores a criar incentivos para a indústria investir”, disse Nathan.

Representante da Perenco, que tem expertise em recuperação de ativos maduros e anunciou investimento firme de US$ 200 milhões no país, onde opera o campo de Pargo, Alice Barcelos considerou muito positiva a relação da empresa com os órgãos reguladores. Para ela, a viabilidade de campos maduros pressupõe um ambiente regulatório receptivo, relacionado a um potencial de produção que envolve maximizar o fator de recuperação, a economicidade do ativo, o custo de abandono e os termos de comercialidade do óleo e do gás. “Hoje o Brasil tem um grande potencial, é preciso seguir com a modernização da regulamentação para promover a pluralidade de investidores, menores e independentes, não só majors, com tecnologia nova e mais eficiente”, afirmou.

Lembrando que a maioria dessas variáveis estão contempladas, por exemplo, na resolução 17/2017 do CNPE, Alice afirmou que isso vai gerar mais rentabilidade para investidores e governos, como participações, royalties e impostos, além de manter empregos em campos que provavelmente seriam descomissionados e renda em microrregiões que às vezes dependem exclusivamente daquela atividade.

Perguntado sobre como a definição de critérios de enquadramento de campos marginais pode impactar no desenvolvimento desses ativos, o consultor Mauro Destri explicou que a colaboração entre a indústria e a ANP vai facilitar a análise, inclusive para as chamadas acumulações marginais, que não devem ser confundidas com os campos marginais, e onde existe ainda valor a ser explorado.

“A metodologia proposta permitirá categorizar ativos de forma mais célere, estruturada, objetiva e menos burocrática, incluindo as exceções que terão que ser tratadas caso a caso. Estudamos uma linha de corte para cada um dos parâmetros, de produção por campo, por poço e VOIP”, exemplificou. Para Destri, “a extensão de vida dos campos já vai aumentar, e podemos chegar a 29% de fator de recuperação – vai ser um ganho fantástico em torno disso. Vai trazer para o país a capacidade de continuar crescendo”.

Último painelista a apresentar seus argumentos, Fabrício Zaluski discorreu sobre como a Trident Energy encara a questão do ambiente regulatório para viabilizar campos maduros onde opera, como o polo Pampo e Enchova (dez campos em águas rasas da Bacia de Campos, com quatro plataformas em produção).

“Foi nossa primeira aquisição no Brasil, com prorrogação da vida útil por mais 27 anos, mas vemos um mar de oportunidades. Conseguimos aproveitar toda essa regulamentação: o processo de cessão aproveitou a resolução 785 da ANP, que trouxe um novo modelo; a resolução 17 do CNPE, de incentivos a campos maduros para a possibilidade da extensão dos contratos da rodada zero, e da possibilidade da redução de royalties. Também negociamos as garantias de descomissionamento, antecipando a nova regulação”.

Durante a sessão de perguntas, Nathan Biddle comentou que o setor está na direção certa. “Nos últimos dois anos, o número de operadores em áreas terrestres e no offshore aumentou 50% no Brasil, isso é impressionante. Precisamos de um mercado dinâmico e diverso, que pode agir e reagir quando tivermos crises. Quanto mais players e fornecedores, mais empregos e melhor para o país”.

Em sua fala final, Mauro Destri completou a análise: “Temos o pré-sal muito bem definido, a legislação permite que ele flua. Onshore virou a menina dos olhos do governo; ficamos com o miolo, o pós-sal, campos maduros e marginais no mar. Precisamos olhar isso com mais cuidado, tem muita coisa a ser feita. Então vamos fazer”!

Marcelo Castilho, da ANP, se declarou otimista com as perspectivas de avanços no curto prazo: “Contamos com as contribuições da indústria e da sociedade para o aprimoramento contínuo do arcabouço regulatório do setor, a fim de aumentar a atratividade dessas áreas e reverter a queda da produção”, concluiu.

Redação