ANP faz consulta e audiência públicas sobre garantias de descomissionamento de instalações

A ANP iniciou consulta pública, pelo período de 60 dias, sobre a resolução que irá regulamentar procedimentos para apresentação de garantias e instrumentos que assegurem o descomissionamento de instalações de produção em campos de petróleo e gás natural. A audiência pública sobre o tema ocorrerá no dia 24/11, por videoconferência. Essa regulamentação, bastante aguardada pelo mercado, ganhou força no âmbito do plano de desinvestimento da Petrobras e do processo de cessão da ANP para maior segurança jurídica e transparência aos investidores.

Os campos de petróleo e gás, ao chegarem ao final de sua vida produtiva (ou seja, quando a produção já não é suficiente para sustentar os custos de operação), precisam ser descomissionados, conforme obrigação contratual. O descomissionamento é o conjunto de atividades associadas à interrupção definitiva da operação das instalações, ao abandono permanente e arrasamento de poços, à remoção de instalações, à destinação adequada de materiais, resíduos e rejeitos, à recuperação ambiental da área e à preservação das condições de segurança de navegação local.

Essas atividades, que requerem gastos, ocorrem exatamente no momento em que o campo já não apresenta retorno financeiro. Por isso, os contratos para exploração e produção de petróleo e gás natural trazem cláusulas determinando tanto a obrigação de conduzir o abandono e a desativação das instalações de acordo com a legislação aplicável quanto de apresentar garantias financeiras para assegurar os recursos necessários para este fim.

A ANP estima que o montante necessário para o descomissionamento de todos os campos atualmente em desenvolvimento e produção, até o encerramento de todos os contratos, seria em torno de R$ 158,58 bilhões.

Apesar de os contratos já trazerem essas obrigações, a ANP, buscando proporcionar maior segurança jurídica e transparência, começou a debater o tema em 2015 e, a partir de 2018, no âmbito da Tomada Pública de Contribuições nº 8/2018, foram intensificadas as discussões por meio de grupos de trabalho, junto às partes interessadas, possibilitando consolidar as modalidades de garantias, a metodologia de cálculo do custo do descomissionamento e o modelo de aporte progressivo com o objetivo de assegurar o descomissionamento ao Estado.

Adicionalmente, a ANP reforçou as discussões com o mercado e colocou uma minuta de resolução em consulta prévia, em março de 2020. A partir da aplicação dos procedimentos previstos na minuta aos casos concretos, a ANP fez aprimoramentos na proposta, resultando na minuta que passará agora pelo processo de consulta e audiência públicas.

A minuta de resolução contém nove capítulos, que definem: objeto a ser regulamentado e as definições utilizadas; os procedimentos e comunicações; o valor total a ser garantido; o modelo de aporte progressivo (MAP); as modalidades de garantias; o instrumento no qual descomissionamento pode ser assegurado pela própria contratada; a relação entre garantia e descomissionamento e a cessão de contratos; a execução das garantias e, por fim, as disposições finais e transitórias.

Veja a minuta de resolução, documentos relacionados e procedimentos para participar da consulta e da audiência: http://www.anp.gov.br/consultas-audiencias-publicas/concluidas/5920-consulta-publica-n-10-2020

ANP

Leilão de biodiesel vende 1,19 bi litros; preço sobe 43,6%, aponta ANP

O 75º leilão de biodiesel negociou 1,19 bilhão de litros para atendimento à mistura de 10% em setembro e outubro, com o preço médio subindo 43,6% ante o certame para atender o bimestre anterior, informou a reguladora ANP nesta segunda-feira.

O preço médio de negociação foi de 5,043 real/litro, sem considerar a margem da adquirente, e o valor total negociado atingiu o patamar de 6 bilhões de reais, refletindo um ágio médio de 20,64% quando comparado com a média ponderada dos Preços Máximos de Referência.

A forte alta no preço ocorreu apesar de o governo ter reduzido provisoriamente o percentual da mistura de 12% para 10%, devido a altos preços da soja, a principal matéria-prima utilizada para a produção do biocombustível.

O leilão L75 foi realizado após muita polêmica e uma disputa jurídica entre governo, ANP e produtores de biodiesel.

O certame para atender o bimestre setembro/outubro originalmente deveria ter sido realizado para atender uma mistura obrigatória em vigor no país de 12% de biodiesel no diesel.

Mas devido a uma alegada falta de matéria-prima o governo determinou a redução provisória no “blend” para 10%, o que irritou as empresas produtoras do biocombustível.

Reuters

Brasil não deve renovar cota do etanol e vai negociar com EUA, diz fonte

O Brasil não deverá renovar a cota sem tarifa para importação de etanol que vence nesta segunda-feira, e com isso compras de fora do Mercosul deverão passar a pagar taxa de 20%, disse à Reuters uma fonte do governo com conhecimento do assunto.

Com o fim da cota, que prejudicaria principalmente os Estados Unidos, os maiores fornecedores dos brasileiros, o Brasil deverá buscar uma abertura de negociação comercial com o governo Donald Trump, para evitar eventuais retaliações norte-americanas.

“A tendência é deixar cair (a cota) e sentar à mesa com os americanos para combinar um novo pacote, mais equilibrado”, disse a fonte, que falou na condição de anonimato.

“Deixa vencer (e volta a taxa de 20%)… e aí começa uma nova negociação do zero”, acrescentou.

Uma negociação, contudo, dependeria de vontade política de Trump, que vem sendo pressionado por produtores em seu país a impor uma tarifa de importação, caso o Brasil não elimine a sua.

Não foi possível confirmar imediatamente a informação com representantes do governo.

Reuters

Petrobras tem sinal positivo de sindicatos para renovar acordo de trabalho

Petrobras tem sinal positivo de sindicatos para renovar acordo de trabalho

A estatal Petrobras avançou em negociações com sindicatos de petroleiros sobre o acordo coletivo de trabalho da categoria 2020-2022, disse a Federação Única dos Petroleiros (FUP) em comunicado nesta sexta-feira.

A FUP, à qual diversos sindicatos são filiados, disse que decidiu recomendar aos trabalhadores a aprovação da mais recente proposta da companhia, que prevê manutenção por dois anos das atuais condições.

O acordo 2020-2022 prevê que a Petrobras se compromete a não realizar demissões sem justa causa no período e mantém previsão de reajuste zero em 2020, enquanto em 2021 o reajuste será 100% atrelado à variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) do IBGE.

Também está prevista a criação de um grupo de trabalho para acompanhar a implantação de teletrabalho nas empresas do sistema Petrobras, acrescentou a FUP.

Assembleias de trabalhadores para deliberação sobre o acordo serão realizadas entre 31 de agosto e 13 de setembro, ainda segundo a federação sindical.

Money Times

Sinopec vê aumento na demanda por combustíveis na China no 2º semestre

A China Petroleum & Chemical (Sinopec) espera que o consumo chinês de combustíveis retome uma trajetória de crescimento no segundo semestre deste ano, além de ter afirmado que vai acelerar suas perfurações para obtenção de gás natural no país.

A Sinopec, maior refinadora de petróleo da Ásia, reportou no final de sábado seu primeiro prejuízo semestral, depois de a crise do coronavírus prejudicar a atividade industrial e reduzir os níveis de circulação de pessoas, afetando a demanda por combustíveis.

No entanto, com a recuperação econômica da China se consolidando, no segundo semestre a demanda do consumidor final por gasolina, diesel e querosene deve avançar 1% em relação ao igual período do ano anterior, após uma queda de 13% no primeiro semestre, disse um vice-presidente da empresa em briefing.

Reuters

Venda das ações da BR Distribuidora pela Petrobras deve acontecer após o 3o trimestre

A Petrobras informou que seu conselho de administração aprovou a proposta de venda do restante de sua participação na BR Distribuidora (BRDT3).

O desinvestimento acontecerá por meio de uma oferta de ações, com data ainda a ser definida. De acordo com a Ágora Investimentos, o melhor momento para a operação acontecer seria após a divulgação dos resultados do terceiro trimestre do ano.

“A BR Distribuidora deve reportar resultados menos poluídos pela covid-19, o que pode ser positivo para o preço das ações”, avaliam os analistas Vicente Falanga e Ricardo França.

Para Falanga e França, uma oferta de ações será positiva para a empresa de distribuição de combustíveis em termos de governança.

A Petrobras acelerou seus planos de desinvestimento por conta do cenário volátil causado pela pandemia. Visando reduzir a dívida, a companhia pretende vender até US$ 30 bilhões em ativos ao longo dos próximos anos.

Money Times