Petrobras conclui teste na área de Júpiter

A Petrobras informou a conclusão do teste de formação na área do Plano de Avaliação de Descoberta de Júpiter, no pré-sal da Bacia de Santos, mas disse que apesar da alta produtividade constatada a região precisa de inovações tecnológicas para a produção comercial.

O teste de formação avaliou os reservatórios carbonáticos do pré-sal no poço internamente denominado Apollonia (3-BRSA-1246-RJS), localizado a aproximadamente 295 km da cidade do Rio de Janeiro, em lâmina d’água de 2.183 metros.

“Os resultados obtidos confirmam a excelente produtividade do poço, portador de óleo condensado de altíssimo valor agregado, com elevadas vazões, reforçando assim a potencialidade da área”, declarou a petroleira.

Mas a empresa comentou que o fluido apresenta alta razão gás-óleo e elevado teor de CO2, exigindo aplicação de tecnologias inovadoras para a sua produção comercial.

Por essa razão, as amostras de fluido coletadas no teste serão usadas para validação da tecnologia HISEP (High Pressure Separation, ou separação em alta pressão), desenvolvida e patenteada pela Petrobras, que consiste na separação e reinjeção nas rochas reservatórios, por meio de equipamentos instalados no fundo do mar, do CO2 existente no petróleo produzido.

Segundo a Petrobras, o HISEP está em etapa de qualificação, e um piloto em outra área operada pela companhia deverá ser instalado em 2024 para realizar testes de mais longo prazo, “possibilitando um novo conceito de desenvolvimento de produção”.

“Esta inovação tecnológica tem o potencial de viabilizar o projeto piloto de desenvolvimento da produção de Júpiter, bem como outros projetos com fluidos de razão gás-óleo e teor de CO2 elevados, abrindo uma nova fronteira exploratória e de desenvolvimento da produção para oportunidades do portfólio de águas profundas e ultra-profundas da Petrobras”, destacou.

A área de Júpiter pertence à concessão BM-S-24, na qual a Petrobras é a operadora, com 80% de participação, e foi adquirida em 2001 em parceria com a Petrogal Brasil, que possui os demais 20%.

Agência Petrobras

ANP retoma prazos de processos administrativos sancionadores

Foi publicada a Resolução ANP nº 827/2020, que retoma a contagem dos prazos nos processos administrativos sancionadores em virtude da perda de eficácia da Medida Provisória nº 928/2020. O processo administrativo sancionador é o procedimento de aplicação de penalidades no âmbito da fiscalização das atividades reguladas pela ANP.

A nova resolução revoga dispositivos das Resoluções da ANP nº 812/2020 e nº 816/2020, ambas baseadas nas determinações da MP nº 928/2020, que suspendia diversos prazos e alterava definições de procedimentos administrativos em virtude da pandemia de Covid-19 para toda a administração pública.

Os dispositivos revogados são os seguintes:

– Resolução ANP nº 812, de 23 de março de 2020: art. 10;
– Resolução ANP nº 816, de 20 de abril de 2020: art. 6º e art. 11.

ANP

China é o principal destino da exportação fluminense de petróleo no 1º semestre, diz Firjan

Boletim da federação Rio Exporta ressalta que no período as importações do Rio de Janeiro cresceram 68%, com destaque para as aquisições de bens industriais

Mesmo apresentando déficit na balança comercial de US$ 1,9 bilhão em decorrência dos efeitos da pandemia, o estado do Rio de Janeiro manteve, no primeiro semestre de 2020, o segundo lugar em participação no comércio exterior do Brasil, representando 14% do total nacional, ficando atrás apenas de São Paulo. Dados do boletim Rio Exporta, publicado pela Firjan Internacional, revelaram ainda que o estado fluminense teve corrente de comércio de US$ 25,7 bilhões, crescimento de 15% frente ao mesmo período de 2019.

“A balança comercial fluminense registrou US$ 11,9 bilhões em exportações e US$ 13,8 bilhões em importações, números que refletem a complexidade do momento atual, pois os estágios da crise não ocorrem em todos os países e em todos os continentes ao mesmo tempo, e isso se reflete nos resultados do relacionamento comercial com os principais parceiros comerciais do Rio”, afirma Giorgio Luigi Rossi, coordenador da Firjan Internacional.

“Outro dado interessante se refere ao petróleo fluminense. Apesar da queda de 23% nas vendas, a China permaneceu como principal destino das exportações, com participação de 58%. Com a retomada da produção industrial e do consumo nos países asiáticos, vislumbra-se a possibilidade de recomposição parcial de tais quedas nos embarques de petróleo”, acrescenta Rossi.

Acerca do comércio exclusive petróleo, as exportações do Rio decresceram 33% (US$ 3,2 bilhões). As exportações para a China (US$ 218 milhões) cresceram 51%, ressaltando os embarques de polímeros de etileno, propileno e estireno. O Nafta (US$ 1,6 bilhão) permaneceu como principal destino das exportações fluminenses, apesar da queda de 28% nos embarques para os Estados Unidos. Já nas importações exclusive petróleo, o Rio teve aumento de 82% (US$ 13,1 bilhões), principalmente pelas maiores compras dos Estados Unidos, Japão e Noruega.

Queda nas exportações

As exportações do Rio recuaram 16%, reflexo da queda de 8% nas vendas de produtos básicos (US$ 8,8 bilhões), que representaram 74% do total exportado. A tendência permaneceu nos produtos industrializados (US$ 3,1 bilhões) com redução de 33% nos embarques, consequência das menores vendas da indústria de metalurgia e de outros equipamentos de transporte. As vendas de torneiras e válvulas aumentaram 114%, impulsionando as exportações do setor de Máquinas e equipamentos (US$ 188 milhões).

Em contrapartida, as importações cresceram 68%, consequência do aumento de 109% nas aquisições de bens industriais (US$ 12 bilhões), com avanço tanto nas compras de bens de capital quanto de bens intermediários. Os itens que se destacaram no semestre foram: tubos flexíveis de ferro ou aço (aumento de 132%); torneiras e válvulas e dispositivos semelhantes (aumento de 298%), grupo onde estão os produtos essenciais de combate ao novo coronavírus; e máquinas e aparelhos para terraplanagem e perfuração (acima de 1.000% de aumento).

Acesse o Rio Exporta na íntegra: https://www.firjan.com.br/publicacoes/publicacoes-de-economia/boletim-rio-exporta.htm#pubAlign

Soprano lança nova linha de relés de automação

A Soprano está apresentando ao mercado uma nova linha de relés de automação, temporização e proteção, ampliando consideravelmente seu mix de produtos neste segmento. Produzidos pela Unidade Materiais Elétricos, os itens são alinhados a conceitos de segurança, praticidade e versatilidade para utilização em dispositivos residenciais e industriais.

Além de ampliar a linha de materiais elétricos da Soprano, os novos relés de automação atuam em conjunto com os demais já encontrados no mercado, como contatores e relés de sobrecarga, por exemplo. Desse modo, a marca supre ainda mais os setores de aplicação industrial geral, automação residencial, proteção de motores, proteção de sistemas e automação industrial.

Entre os diferenciais e as características técnicas dos novos relés estão a faixa de tensão de alimentação estendida, permitindo alimentação em corrente alternada ou contínua (RAS-41 e 31), design alinhado à linha de produtos Soprano, trazendo botões e elementos plásticos em azul, display LCD para visualização de informações e programação (RAS 41 e 23) e bateria integrada com duração de até três anos (RAS 41). Confira abaixo mais detalhes dos produtos, que já estão disponíveis no mercado de materiais elétricos.

Modelos/características técnicas

RELÉ FALTA E SEQ FASE 208 ~ 480V – Proteção de cargas contra falta ou erro de sequenciamento de fases. Possui leds indicativos de falha e um par de contatos (1NA + 1NF) para acionamento de cargas (8A em AC1) – RAS 21

RELÉ MONITOR DE FASE 208 ~ 480V – Proteção de cargas contra sobretensão, subtensão, assimetria, erro de sequenciamento ou falta de fases. Possui um par de contatos (1NA + 1NF) para acionamento de cargas (8A em AC1). Monitora tensões entre 208V e 480V. Possui leds indicativos de cada tipo de falha. RAS 22

RELÉ TEMP. RETARDO ENERG. SIMPLES – Temporizador do tipo on-delay (atraso na energização). Possui um contato reversível (1NA/NF) para acionamento de cargas (8A em AC1). Tempo programável de 0,6 a 60 segundos por meio de trimpot. Led indicativo de energização e de fim de contagem de tempo. Alimentação em 220V (CA) ou 24V (CA ou CC). RAS 11

RELÉ TEMP. RETARDO ENERG. AJUSTE FINO – Temporizador do tipo on-delay (atraso na energização). Possui um contato reversível (1NA/NF) para acionamento de cargas (8A em AC1). Tempo programável de 0,1 segundos a 10 dias por meio de trimpot. Led indicativo de energização e de fim de contagem de tempo. Alimentação em 220V (CA) ou 24V (CA ou CC). RAS 12

RELÉ MULTIFUNÇÃO 10 FUN TEMP. – Multifunção, com dez funções programáveis. As funções disponíveis são: Atraso na energização (on-delay), atraso na desernegização (off-delay), alternância on/off com início ligado e com início desligado, geração de impulso com atraso de 0,5s, impulso de duração programada executado por borda de subida e descida, travamento de estado da saída (latching), atraso na energização e desernegizaçãocom comando de chave externa. Possui entrada para chave externa de controle. Tensão de alimentação de 12 a 240V, em CA ou CC. Possui um contato reversível (1NA/NF) para acionamento de cargas (8A em AC1). RAS 31

PROGRAMADOR HORÁRIO SEMANAL – 52 PROG – Programador para acionamento de cargas a partir de uma programação específica do usuário para cada dia da semana. Suporta até 52 programas. Possui um contato reversível (1NA/NF) para acionamento de cargas (8A em AC1). Alimentação de 24 a 264V, em CA e CC, 50/60Hz. Possui display LCD para programação e visualização e bateria interna. RAS 41

RELE MONITOR DE FASE 208 – 480V LCD PROG. – Proteção contra sobretensão, subtensão, falta, assimetria e erro de sequência de fase. Possui display LCD para visualização das tensões mensuradas (True RMS) e configuração das funções de proteção. Opera entre os níveis de tensão 200 a 500V. Possui um contato NA e um contato NF para acionamento de cargas (8A em AC1). RAS 23

Findes destaca a importância da venda das 27 concessões terrestres de E&P do Polo Cricaré, no ES

Em reunião ocorrida na tarde do último dia (03/09) no Palácio Anchieta, a Petrobras oficializou a assinatura do contrato para a venda da totalidade de sua participação em 27 concessões terrestres de exploração e produção do Polo Cricaré, no norte do Espírito Santo, para a empresa Karavan Oil & Gas. A venda foi realizada por US$ 155 milhões. A presidente da Findes, Cristhine Samorini (foto), participou da solenidade e destacou a importância da medida para a economia estadual.

O governador Renato Casagrande comemorou as oportunidades que deverão ser criadas a partir do acordo, que teve a articulação do Governo do Estado visando a manutenção de empregos e o estímulo ao desenvolvimento regional.

“Essa é uma assinatura que interessa a todos nós pelo desinvestimento que a Petrobras está realizando e pelo investimento que a Karavan irá realizar. Uma oportunidade para os capixabas, para as empresas que têm esse perfil de extração e para o Estado, que será ainda mais competitivo”, disse.

“A iniciativa impulsiona a economia capixaba, possibilita novos negócios na cadeia de óleo e gás e gera novos empregos. O Fórum Capixaba de Petróleo e Gás da Findes calcula que a produção de óleo em terra pode aumentar 4 ou 5 vezes”, afirmou Cristhine Samorini.

De acordo com o Fórum, os campos adquiridos pela Karavan registraram produção média, de janeiro a junho deste ano, de cerca de 1,7 mil barris por dia de óleo e 14 mil metros cúbicos de gás. A produção desses campos agora pode chegar a 8 mil barris por dia.

O governador Casagrande também reafirmou o compromisso junto às instituições para a constante melhora do ambiente de negócios no Espírito Santo: “Temos uma gestão fiscal responsável e de excelência desde 2012, quando tive a oportunidade de governar o Estado pela primeira vez. De lá para cá somos Nota A todos os anos, o que nos dá uma condição de investimento em momentos de crise como essa que estamos vivendo. Criar o Fundo de Infraestrutura, que recebeu R$ 1,5 bilhão decorrentes de um acordo com a Petrobras, foi fundamental para a realização das obras que estamos concretizando”.

A partir da venda, a Karavan O&G Participações deterá 51% da Sociedade de Propósito Específico (SPE), enquanto a empresa Seacrest Capital Group Limited deterá os 49% restantes.

De acordo com o presidente da Karavan Oil & Gas, Fabiano Ramos, um dos motivos para a atração da empresa para o Polo Cricaré foi o ambiente de negócios do Espírito Santo.

“Ao longo desse tempo de atuação da empresa, nós fomos seletivos nas oportunidades que nós buscamos e o que pesou na nossa decisão com relação aos 27 campos de petróleo foi o ambiente pró negócios e ético presente no Estado do Espírito Santo”, afirmou.

“Esperamos atuar no Espírito Santo com governança e responsabilidade social e ambiental. Por fim, estamos otimistas com relação aos campos terrestres, temos certeza que gerará aumento de receitas tributárias e trará benefícios para os municípios da região. Seremos um polo gerador de emprego e renda local”, disse Fabiano Ramos.

“Estarmos aqui hoje para reafirmar o nosso compromisso com o Estado do Espírito Santo e para a manutenção das atividades da Petrobras. Desejamos muito sucesso para Karavan nesse novo empreendimento no Polo Cricaré. A Petrobras desenvolveu esse Polo durante muitos anos e ele já atingiu a fase de maturidade que justifica a transferência para outro perfil de empresa”, declarou o diretor executivo de Governança e Conformidade da Petrobras, Marcelo Zenkner.

Em sua fala, o secretário de Estado de Desenvolvimento, Marcos Kneip, agradeceu à empresa pela decisão e ressaltou o ambiente de negócios do Espírito Santo. “É com muita satisfação que recebemos essa notícia. Estamos muito felizes com a vinda da Karavan para o Estado e poder ver o ambiente de negócios do Estado está despertando o interesse de investidores de todos os setores. A Sedes está à disposição da empresa para novos contatos e para o desenvolvimento do Espírito Santo. Estamos sempre dispostos a atender àqueles que desejam investir no Espírito Santo”, enfatizou.

Também participaram da reunião a subsecretária de Estado de Competitividade e Projetos Estruturantes da Sedes, Rachel Freixo; o subsecretário de Estado de Integração e Desenvolvimento Regional da Sedes, Paulo Menegueli; a diretora financeira da Karavan Oil & Gas, Giovanna Siracusa; o diretor de Operações da empresa, Guilherme Santana; o conselheiro e diretor da Seacrest Petróleo, Michael Stewart; e o diretor-executivo de Relacionamento Institucional da Petrobras, Roberto Ardenghy.

Sobre o Polo Cricaré

O Polo Cricaré compreende 27 concessões terrestres localizadas no Estado do Espírito Santo nos municípios de São Mateus, Jaguaré, Linhares e Conceição da Barra. Os campos terrestres são: Biguá, Cacimbas, Campo Grande, Córrego Cedro Norte, Córrego Cedro Norte Sul, Córrego Dourado, Córrego das Pedras, Fazenda Cedro, Fazenda Cedro Norte, Fazenda Queimadas, Fazenda São Jorge, Guriri, Inhambu, Jacutinga, Lagoa Bonita, Lagoa Suruaca, Mariricu, Mariricu Norte, Rio Itaúnas, Rio Preto, Rio Preto Oeste, Rio Preto Sul, Rio São Mateus, São Mateus, São Mateus Leste, Seriema e Tabuiaiá.

Assessoria Findes

Estatal ultrapassa marca de meio milhão de litros de combustível doados para ajudar no combate à pandemia de Covid-19

Treze estados do Brasil já receberam carregamentos de gasolina e óleo diesel

A Petrobras atingiu nos últimos dois meses a marca de 595 mil de litros de combustíveis doados para 13 estados da federação. O combustível é utilizado para o abastecimento de ambulâncias, veículos de transporte de médicos e hospitais públicos e filantrópicos vinculados às secretarias estaduais de saúde. Até o momento, foram 215 mil litros de gasolina e 380 mil litros de diesel. As entregas estão sendo realizadas nas cinco regiões do país: Minas Gerais, Rio de Janeiro, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Sergipe, Bahia, Paraná, Santa Catarina, Amapá, Acre, Rondônia e Distrito Federal já receberam cargas de combustível.

A Petrobras segue em tratativas para efetivar doações a outros estados do país. A companhia irá destinar ao enfrentamento à pandemia o total de 3 milhões de litros de gasolina e diesel. Volumes adicionais serão distribuídos ao longo dos próximos meses, conforme disponibilidade logística e a demanda a ser indicada pelos governos estaduais. A Petrobras conta com o apoio logístico da BR Distribuidora, responsável pela entrega em todo o Brasil.

“A Petrobras mantém seu compromisso com a sociedade brasileira para ajudar o país a enfrentar esta pandemia. A doação de combustível é uma das iniciativas da empresa e visa apoiar a logística de transporte de profissionais de saúde, insumos e pacientes”, explica a gerente executiva de Responsabilidade Social da Petrobras, Olinta Cardoso.

Além de combustível, desde o início da pandemia, a Petrobras também fez doações de mais de 600 mil testes para detecção de coronavírus, equipamentos de proteção, material de higiene e gás de cozinha. A companhia já destinou mais de R$30 milhões em doações para colaborar com a sociedade no combate à pandemia.

Agência Petrobras