Petrobras retoma licitação para agência de comunicação digital

Companhia ajustou edital após receber contribuições do setor

A Petrobras retomou, na quinta-feira (24/9), o processo licitatório para contratação de agência de comunicação digital, que havia sido suspenso temporariamente. O edital prevê serviços de planejamento, acompanhamento, avaliação, criação, produção, publicação e gestão de conteúdo para canais digitais internos e externos e redes sociais da Petrobras.

A companhia fez alguns ajustes para aumentar a competitividade da licitação, sem prejuízo à verificação da capacidade de atendimento das empresas concorrentes. As alterações levam em consideração as contribuições recebidas por entidades e agências que participaram de uma audiência pública organizada pela Petrobras.

Foi mantido o formato digital para envio das propostas, plenamente de acordo com as normas vigentes e o contexto atual de distanciamento social em função da pandemia de Covid-19.

O edital está disponível desde as 10h da última quinta-feira (24/9). Os interessados devem acessar a Petronect, o portal da Petrobras para aquisição de bens e serviços (www.petronect.com.br), clicar em Compras e Contratações, Licitações Públicas, Publicadas e procurar pelo número 7003277968.

O acesso também pode ser direto pelo link (https://www.petronect.com.br/irj/go/km/docs/pccshrcontent/Site%20Content%20(Legacy)/Portal2018/pt/lista_licitacoes_publicadas_ft.html).

Agência Petrobras

José Gutman assume hoje (25/9), como substituto, a Diretoria 1 da ANP

José Gutman assume hoje (25/9) como diretor substituto da ANP. Ele ficará responsável pela Diretoria 1, que vinha sendo ocupada por Marcelo Castilho, que também atuava como substituto desde 29/3. A ANP aguarda a aprovação, pelo Senado Federal, do nome indicado para a Diretoria 1, que está vaga desde o final do mandato de Aurélio Amaral.

Estão vinculadas à Diretoria 1, as superintendência de Biocombustíveis e de Qualidade de Produtos – SBQ, Desenvolvimento e Produção – SDP e Fiscalização do Abastecimento – SFI.

Marcelo Castilho e José Gutman fazem parte da lista tríplice de servidores para a substituição da diretoria colegiada da ANP aprovada pelo Decreto de 31 de janeiro de 2020, publicada no Diário Oficial da União de 31 de janeiro de 2020 – Edição Extra. O terceiro nome da lista é Raphael Moura, que atualmente responde interinamente pela diretoria-geral. A posição está vaga desde que Décio Oddone deixou a Agência, em 17/03, enquanto o novo indicado não é aprovado pelo Senado.

Cada integrante da lista tríplice, que tem validade de dois anos, pode ficar por até 180 dias na diretoria, como interino. Passado esse prazo, retorna ao final da lista, podendo voltar à interinidade caso ainda haja vagas na diretoria.

A convocação de José Gutman para a Diretoria 1 foi publicada ontem (24/9) no Diário Oficial da União (DOU), na Portaria 273 da ANP, de 23 de setembro de 2020.

ANP

Petrobras descobre petróleo no pré-sal da Bacia de Campos, no litoral do Rio

Há 43 anos em atividade, a Bacia de Campos, no litoral fluminense, tem sido marcada ultimamente pelo declínio na produção de petróleo enquanto aumenta o protagonismo dos campos do pré-sal na Bacia de Santos.

No entanto, uma descoberta anunciada pela Petrobras na quarta-feira, 23/09,  mostra que ainda há chances de aumento da produção na região.

A estatal informou que encontrou sinais da presença de petróleo em um poço exploratório numa área de águas ultraprofundas no pré-sal, no sul da Bacia de Campos.

A descoberta foi feita no bloco C-M-657, arrematado em leilão da 15ª rodada de licitações da Agência Nacional do Petróleo (ANP), em 2018. O poço foi chamado de Naru.

O poço está localizado a aproximadamente 308 quilômetros da costa da capital fluminense, a uma profundidade de 2.892 metros de distância do nível do mar ao solo.

A descoberta foi feita apenas dois anos depois de o bloco ter sido arrematado em leilão pelo consórcio formado pela Petrobras (30%), que é a operadora, pela americana ExxonMobill (40%) e pela norueguesa Equinor (30%), sob regime de concessão.

Além do resultado positivo em pouco tempo de exploração, a descoberta foi a primeira numa região onde até agora os poços perfurados se mostraram secos.

Segundo a Petrobras, os dados coletados no poço serão analisados para melhor avaliar o potencial e direcionar as atividades exploratórias na área.

Evidência de óleo fora de área especial
O anúncio feito pela Petrobras foi considerado muito importante pelo geólogo Pedro Zalán, da Zag Consultoria em Exploração de Petróleo, porque é uma evidência da existência de reservas de petróleo em uma região fora do chamado polígono do pré-sal.

Trata-se da área especial entre o Espírito Santo e São Paulo onde vigora o regime de partilha do óleo entre as petroleiras e a União por causa da alta produtividade.

O campo onde foi feita a descoberta, no sul da Bacia de Campos, fica fora do polígono, com exploração sob o modelo de concessão: as petroleiras pagaram pelo direito de explorar e embolsam todo o lucro da produção mediante o pagamento de impostos e royalties.

Segundo Zalán, a descoberta reforça o potencial de existência de petróleo no pré-sal em áreas que ficam a leste do polígono, perto do limite com a Bacia de Santos. A Shell perfurou dois poços que se mostraram secos próximo da região da descoberta, sendo que um deles, chamado Saturno, representou uma grande frustração para os geólogos.

— Essa descoberta na mesma região de ultra-fronteira volta a levantar os ânimos que estavam baixos com os poços secos até então — afirmou Zalán.

Segundo o especialista, além do bloco com o poço descobridor, vários outros blocos na mesma região foram licitados na 15ª rodada e na 16ª rodada de licitações da ANP, sem terem tido sucesso ainda na tarefa de encontrar petróleo.

A Bacia de Campos se estende desde a altura da cidade de Vitória, no Espírito Santo, até Arraial do Cabo, na Região dos Lagos do Estado do Rio de Janeiro.

O primeiro campo descoberto pela Petrobras na região foi o de Garoupa, em 1974, sendo que, em 1977, foi iniciada a produção comercial no campo de Enchova.

A partir do trabalho realizado na Bacia de Campos, a Petrobras desenvolveu tecnologias para produção em águas cada vez mais profundas, o que levou a estatal à descoberta dos reservatórios da camada pré-sal, confirmada em 2006.

O Globo

BR Distribuidora tem aval do Cade para parceria com Golar em distribuição de GNL

A BR Distribuidora teve aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) para uma parceria no setor de distribuição de gás natural liquefeito (GNL) com a Golar Power, uma joint venture da norueguesa Golar LNG com o fundo de investimentos Stonepeak.

O Cade deu aval sem restrições para operação entre as empresas, segundo publicação no Diário Oficial da União de quinta-feira.

O negócio envolve opção de compra, pela BR, de participação de até 50% no capital social da Golar Distribuidora, uma empresa pré-operacional, segundo parecer do órgão estatal.

“A operação se dará no contexto da parceria que a BR, a Golar Distribuidora e a Golar Power pretendem implementar para o desenvolvimento do negócio de distribuição de gás natural liquefeito (GNL) para clientes de pequena escala”, aponta o documento.

A parceria pretende aliar a expertise do Grupo Golar na logística de GNL com a infraestrutura e experiência da BR na distribuição de combustíveis para desenvolver uma nova solução energética para o mercado brasileiro, disseram as empresas ao órgão anti-truste.

A parceria visará explorar novos mercados e abastecer localidades não atendidas por meio de gasodutos no Brasil, ainda segundo as informações apresentadas pelas companhias.

Ao analisar a transação, o Cade entendeu que a joint venture entre as empresas não representaria risco à concorrência e pode ser vista inclusive como fator de aumento de oferta de gás.

Agência Reuters

IBP organiza webinar sobre revitalização dos campos maduros: em 29 de setembro

O Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP) organiza a 9ª edição do Diálogos, da Rio Oil & Gas, que terá como tema a “Revitalização dos campos maduros: como novos investimentos transformam a economia regional”. O webinar ocorre em 29 de setembro (terça-feira), entre 18h e 19h15.

Será gratuito e inscrições podem ser realizadas neste link. Serão debatidas as perspectivas de viabilização de campos maduros, para melhoria de sua economicidade e possibilidades para aumento do fator de recuperação, refletindo em crescimento da produção.

Nesse contexto, um campo, que, em breve, poderia ser descomissionado, pode receber novos recursos, tecnologias, adequações ou mudanças para que possa seguir em atividade por mais anos, assegurando os benefícios da continuidade de suas operações, tanto quanto a melhoria do padrão socioeconômico na sua região e país.

O evento contará com a moderação de Cristina Pinho (Diretora Executiva Corporativa do IBP), além de Marcos Kneip (Secretário de Estado de Desenvolvimento do ES), Ricardo Savini (CEO da 3R Petroleum), Marcelo Magalhães (CEO da PetroReconcavo), Leonardo Caldas (Diretor de Relações Institucionais da Perenco do Brasil) e Ricardo Morais (Gerente Executivo de Terra e Águas Rasas da Petrobras) como debatedores.

Serviço

Evento: Diálogos – Rio Oil & Gas Tema: “Revitalização dos campos maduros: como novos investimentos transformam a economia regional”
Data: 29 de setembro (Terça-feira), entre 18h e 19h15.
Inscrições: https://materiais.ibp.org.br/dialogos-da-rio-oil-gas-9aedicao

STF retomará julgamento sobre venda de refinarias da Petrobras em 30 de setembro

O Supremo Tribunal Federal (STF) deverá começar na próxima quarta-feira, dia 30, a análise em plenário de ação que discute a possibilidade de venda de refinarias pela Petrobras sem aprovação legislativa.

A data foi agendada pelo presidente da corte, Luiz Fux, segundo informação no sistema de acompanhamento processual do STF, após ele ter decidido nesta semana suspender deliberação do caso em sessão virtual na qual ministros teriam até 25 de setembro para apresentar seus votos.

O julgamento teve início após pedido das Mesas-Diretoras da Câmara dos Deputados, do Senado e do Congresso, que argumentaram que a eventual venda das refinarias iria contra uma decisão anterior do Supremo no ano passado, segundo a qual seria necessário aval do Congresso para a venda de ativos de uma empresa-matriz.

Quando a sessão virtual foi suspensa, a Petrobras tinha três votos contrários à tese defendida pela empresa e pelo governo em favor da possibilidade de negociação dos ativos de refino sem aprovação legislativa.

As discussões sobre as desestatizações ocorrem em momento em que a Petrobras tem processos avançados para venda de refinarias na Bahia e no Paraná, em meio a planos que envolvem a alienação de um total de oito ativos de refino.

Os ministros Edson Fachin, relator do caso, Marco Aurélio Mello e Ricardo Lewandowski defenderam que a empresa precisaria de aprovação do Congresso para vender as refinarias porque a operação envolve a criação de subsidiárias exclusivamente com o fim de posterior privatização.

Com a análise em plenário, os votos deverão ser reapresentados pelos ministros, em sessão a ser realizada por videoconferência.

Na época da ação das mesas contra os planos da Petrobras, os ministérios de Minas e Energia e da Economia divulgaram nota em que afirmaram que a privatização das refinarias está alinhada à política energética nacional e defenderam que essas transações não iriam contra entendimento do STF.

Agência Reuters

Schneider Electric digitaliza gerenciamento de carga, e lança TeSys island para fabricantes de máquinas na Indústria 4.0

Companhia utiliza conectividade do setor para comutar, proteger e gerenciar motores e outras cargas elétricas, para garantir produtividade sem precedentes

Para tornar as máquinas mais inteligentes, reduzir paradas e o tempo de inatividade além de obter um alto índice de produtividade, a Schneider Electric, líder global em gerenciamento e automação de energia, lança o TeSys island, sistema gerenciamento digital de carga.

O novo sistema conectado integra as partidas de motores aos painéis de controle da máquina, o que permite rápida instalação e configuração para controle e gerenciamento de cargas de baixa tensão, em uma experiência digital completa do cliente. O inovador conceito de avatares orientado a objetos atua como um digital twin sobre os dispositivos físicos para facilitar a integração e permitir um tempo de comercialização mais rápido. Essa abordagem permite que os usuários se concentrem no projeto da máquina, na integração de carga e no controle, além de simplificar a seleção e o comissionamento de cada componente eletromecânico. Graças à integração com o fieldbus industrial, o TeSys island elimina a necessidade de fiação auxiliar e, portanto, reduz a necessidade de módulos de I/O.

Uma vez em operação, como parte da solução EcoStruxureTM Machine da Schneider Electric, o TeSys island auxilia na diminuição do tempo de paradas das máquinas, ao fornecer dados de acesso fácil e seguro para o time de engenharia e manutenção, gerando pré-alarmes quando um comportamento incomum de carga elétrica é detectado. Os operadores podem acessar informações remotamente e configurar intervenções feitas pela manutenção. O TeSys island fornece integridade abrangente do dispositivo, consumo de energia ao nível de carga e dados de proteção específicos do aplicativo.

As informações de identificação de ativos também estão disponíveis para rastrear instalações e dar suporte ao desenvolvimento de novos modelos de negócios habilitados para os serviços. Esse nível de organização de elementos sem precedentes permite tomadas de decisão mais precisas para todos os usuários e mostra, com precisão, o que acontece na máquina em operação.

Como parte da renomada linha TeSys, o TeSys island pode ser facilmente integrado à arquitetura EcoStruxure Machine da Schneider Electric e aos sistemas de automação de terceiros, com suporte a todos os principais protocolos de comunicação.

“Com o TeSys island, os fabricantes de máquinas podem trazer seus painéis de controle de máquinas para o século 21, incorporando facilmente a automação da Indústria 4.0 e os recursos mais simples e eficientes de troca de dados em seus projetos”, explica Carlos Urbano, diretor de Industrial Automation da Schneider Electric Brasil. “Com design guiado, engenharia assistida, montagem rápida e fiação reduzida, o TeSys island põe as máquinas em operação mais rapidamente. A programação dos controles de entrada e saída é eliminada graças à inteligência incorporada no acoplador de barramento, que serve como o cérebro do sistema.”

A integração da automação é simplificada, assim como programação, testes e comissionamento. O sistema gerencia motores e outras cargas elétricas até 80A, e as configurações elétricas e mecânicas podem ser facilmente atualizadas durante todo o ciclo de vida da máquina, com apenas o conhecimento necessário básico do sistema.

O TeSys island competiu recentemente na categoria de produtos da indústria do IF Design Awards 2019, apresentado em 15 de março na cerimônia de premiação, em Munique. O design do produto TeSys island reflete os principais valores de design da Schneider Electric: confiabilidade, facilidade de uso e engenhosidade. No mercado brasileiro, a solução estará disponível a partir do dia 6 de outubro.
Para informações detalhadas sobre o TeSys island, visite www.se.com/br/tesys