Petroleira conclui a venda do Polo Lagoa Parda

A Petróleo Brasileiro informa que finalizou a venda da totalidade de sua participação nos campos terrestres do Polo Lagoa Parda, localizado no estado do Espírito Santo, próximo ao município de Linhares, para a Imetame Energia Lagoa Parda Ltda., afiliada da Imetame Energia Ltda.

Após o cumprimento das condições precedentes, a operação foi concluída com o pagamento de US$ 9.441.586,10 para a Petrobras, já com os ajustes previstos no contrato. O valor recebido no fechamento se soma ao montante de US$ 1.405.869,90 pagos à Petrobras na assinatura do contrato de venda.

A presente divulgação está de acordo com as normas internas da Petrobras e com as disposições do procedimento especial de cessão de direitos de exploração, desenvolvimento e produção de petróleo, gás natural e outros hidrocarbonetos fluidos, previsto no Decreto 9.355/2018.

Essa operação está alinhada à estratégia de otimização de portfólio e à melhoria de alocação do capital da companhia, passando a concentrar cada vez mais os seus recursos em ativos de classe mundial em águas profundas e ultra-profundas, onde a Petrobras tem demonstrado grande diferencial competitivo ao longo dos anos.

De acordo com a Gerente Executiva de Gestão de Portfólio da Petrobras, Ana Paula Saraiva, o closing de Lagoa Parda tem grande importância para a empresa. “A gestão de portfólio está focada no futuro da Petrobras, tornando-a ainda mais forte e resiliente. Com a venda dos campos do polo Lagoa Parda damos mais um passo na estratégia de focar recursos em ativos mais rentáveis para a companhia”.

Para o Diretor Operacional da Imetame, Giuliano Favalessa, os desinvestimentos da Petrobras trazem para a indústria, especialmente a onshore, expectativas com oportunidades de novos negócios que são importantes do ponto de vista econômico e social. “Novas empresas podem assumir esses ativos com mais flexibilidade e visão de desenvolvimento, além de novos fornecedores e prestadores de serviço”.

Sobre o Polo Lagoa Parda

O Polo Lagoa Parda compreende três concessões terrestres em produção: Lagoa Parda, Lagoa Parda Norte e Lagoa Piabanha. A Petrobras é operadora com 100% de participação nos três campos. A produção média do Polo de janeiro a agosto de 2020 foi de aproximadamente 113,5 barris de óleo por dia (bpd) e 1,7 mil m3/dia de gás natural.

Agência Petrobras

Petrobras inicia fase vinculante da Petrobras Biocombustível

A Petrobras, em continuidade ao comunicado de 3 de agosto de 2020, informa o início da fase vinculante referente à venda de sua subsidiária integral Petrobras Biocombustível S.A. (PBIO).

Os potenciais compradores habilitados para essa fase receberão carta-convite com instruções sobre o processo de desinvestimento, incluindo orientações para a realização de due diligence e para o envio das propostas vinculantes.

A presente divulgação está de acordo com as normas internas da Petrobras e com o regime especial de desinvestimento de ativos pelas sociedades de economia mista federais, previsto no Decreto 9.188/2017.

Essa operação está alinhada à estratégia de otimização do portfólio e à melhoria de alocação do capital da companhia, visando à maximização de valor para os seus acionistas.

Sobre a PBIO

A PBIO foi fundada em 2008 e é uma das maiores produtoras de biodiesel do país com 5,5% de market share em 2019. Possui três usinas de biodiesel localizadas em: (a) Montes Claros, no estado de Minas Gerais, com capacidade produtiva de 167 mil m3/ano; (b) Candeias, no estado da Bahia, com capacidade produtiva de 304 mil m3/ano, e (c) Quixadá, no estado do Ceará, em estado de hibernação, com capacidade produtiva de 109 mil m3/ano.

As três usinas são capazes de utilizar uma mistura de até 5 matérias-primas diferentes (óleo de soja, de algodão e de palma, gordura animal e óleos residuais) para produção de biodiesel, capturando vantagens na dinâmica sazonal dos preços.

A presente transação consiste na venda de 100% das ações da Petrobras na PBIO, incluindo as três usinas de biodiesel, e não inclui a venda da participação societária da PBIO na BSBios Indústria e Comércio de Biodiesel Sul Brasil S.A. (50,0%). Conforme divulgado ao mercado, em 10 de julho de 2020, a PBIO concluiu a venda da sua participação de 8,4% na empresa Bambuí Bioenergia S.A. para a Turdus Participações S.A.

Agência Petrobras

Total ampliará investimentos em geração de energia renovável

A francesa Total disse que aumentará seus investimentos anuais em energia renovável e eletricidade em 50%, enquanto busca reduzir sua dependência do petróleo e se transformar em um grande produtor de energia de baixo carbono.

Diante de perspectivas negativas de longo prazo para a demanda por petróleo, a Total tem acelerado sua guinada para fontes alternativas de receita, com foco particular no fornecimento de eletricidade e na expansão de seus negócios de energia renovável.

A empresa francesa de petróleo e gás, que cortou alguns gastos enquanto luta com as consequências da pandemia de coronavírus, disse que aumentará os investimentos em energias renováveis e eletricidade de 2 bilhões de dólares para 3 bilhões de dólares por ano até 2030.

A empresa acrescentou em comunicado que as vendas de derivados de petróleo devem encolher em 30% nos próximos 10 anos, quando passariam a representar um terço da receita, enquanto 15% viriam de eletricidade, 50% de gás e outros 5% de biocombustíveis.

“Diversificar as atividades … aumenta a resiliência e compensa a volatilidade do preço do petróleo”, disse o presidente do conselho e presidente-executivo da empresa, Patrick Pouyanne, em uma apresentação via webcast para investidores na qual o grupo apresentou suas metas.

A Total disse na semana passada que pretende se tornar um dos cinco maiores produtores de energia renovável, um setor onde terá que alcançar empresas como a espanhola Iberdrola e competir com rivais do ramo de óleo e gás que também miram esses negócios como Shell e BP.

Agência Reuters

ANP promoverá, em 5/10, novo workshop para discutir acesso a terminais aquaviários

A ANP promoverá, em 5/10, novo workshop por videoconferência para discutir o acesso a terminais aquaviários, com o objetivo de dar continuidade às discussões ocorridas no evento sobre o tema realizado em 28/09.

A realização desses workshops visa atender aos agentes do mercado, que solicitaram a abertura de mais um canal de discussões, além dos que já a Agência já oferece regularmente, para discutir a Portaria ANP n° 251/2000, aprofundando o debate sobre a revisão dessa norma.

As discussões sobre a revisão da norma que trata de acesso a terminais aquaviários vêm ocorrendo desde 2015, contando com ampla participação da sociedade e dos agentes de mercado. Neste sentido, destacam-se a realização de consulta prévia conduzida pela ANP em 2016, reuniões de intensos debates, de 2017 a 2019, no âmbito da Iniciativa Combustível Brasil (programa atualmente renomeado para Abastece Brasil) e workshops técnicos promovidos pela ANP em 2019 e no último dia 28 de setembro. As contribuições e o histórico de todos esses eventos constam no Processo eletrônico SEI nº 48610.211848/2019-29.

Por meio da realização de um novo workshop, a ANP vem, mais uma vez, proporcionar para diferentes agentes, regulados ou não pela Agência, de forma isonômica, o amplo debate acerca do tema.

A iniciativa da ANP busca compatibilizar dois pilares de políticas públicas de Estado: o incentivo de atração em investimentos portuários e o desenvolvimento de um mercado competitivo no setor de combustíveis a partir do amplo acesso de terceiros a instalações portuárias, o que estimula a entrada de novos atores no mercado concorrencial.

A revisão da norma está em linha com os objetivos do programa de políticas públicas Abastece Brasil, obedecendo a disposições previstas no art. 1° da Resolução CNPE nº 15/2017, sobretudo incisos IV e V, com o consequente aprimoramento das regras de livre acesso, tornando-as mais claras e transparentes.

Ascom ANP

Estatal defende que vender refinarias é vital e modelo de subsidiárias traz mais valor

O programa de reorganização do portfólio de ativos da Petrobras, que prevê a venda de oito refinarias, é vital para a saúde da companhia que permanece como a “petroleira mais endividada no mundo”, afirmou o advogado da estatal, Tales David Macedo, em sustentação no Supremo Tribunal Federal (STF).

O julgamento, em ação contrária às vendas sem aprovação legislativa movida pelas Mesas-Diretoras do Congresso, definirá o processo para a estatal alienar ativos que estão entre os mais importantes do programa de desinvestimentos.

“O programa de reorganização do portfólio de investimentos é vital à saúde financeira da companhia. A Petrobras continua a ser a petroleira mais endividada do mundo”, disse ele, citando dívida de 91 bilhões de dólares.

“É fácil compreender que não está a se falar de dilapidação do patrimônio, pois, ao se desinvestir para reinvestir, o que está fazendo é construir uma empresa mais sólida, maior, mais eficiente, resiliente e competitiva”, reforçou.

O defensor destacou que o modelo de constituição de subsidiárias para a venda de refinarias, questionado pelo Congresso na ação no Supremo, “é o que mais agrega valor ao ativo, sendo o meio mais eficiente”.

Ele disse ainda que a eventual venda das unidades de refino da Bahia (Rlam) e do Paraná (Repar) representam apenas 3% dos ativos da estatal.

Pouco antes, o advogado-geral do Senado, Thomaz Henrique de Azevedo, disse em sua sustentação que o Congresso não quer inviabilizar a venda das refinarias, mas participar de toda a discussão.

Segundo ele, não há rejeição de plano das alienações pretendidas, mas a tentativa de que o Legislativo participe do debate.

Outras sustentações orais ocorrem no julgamento no momento e, após essa etapa, o ministro Edson Fachin, relator da ação, vai apresentar o seu voto sobre o assunto.

Agência Reuters

Siemens Energy anuncia serviço de detecção e monitoramento cibernético para o setor de energia baseado em Inteligência Artificial

A Siemens Energy anuncia um novo serviço de segurança cibernética industrial baseado em inteligência artificial (IA), o Managed Detection and Response (MDR), desenvolvido com a tecnologia Eos.ii para ajudar pequenas e médias empresas de energia a defender suas infraestruturas crítica contra ataques cibernéticos. A plataforma de tecnologia do MDR, Eos.ii, aproveita as metodologias de IA e aprendizado de máquina para reunir e modelar inteligência de ativos de energia em tempo real, o que permite aos especialistas em segurança cibernética da Siemens Energy monitorar, detectar e revelar ataques antes que eles sejam executados.

Por meio de informações acionáveis providas pela plataforma de tecnologia MDR, os especialistas em segurança cibernética da Siemens Energy implementam medidas de defesa precisas no centro de operações de segurança e tecnologia operacional (OT-SOC) das empresas, para proteger as atividades de clientes de geração de energia, petróleo e gás, energia renovável, transmissão e distribuição.

“À medida que a revolução digital transforma a indústria de energia com novas tecnologias que melhoram a eficiência, reduzem custos e diminuem as emissões, os ambientes operacionais industriais estão se tornando cada vez mais vulneráveis à ataques cibernéticos. A complexidade de proteger as operações de rede física e digital no ecossistema de energia de hoje é muitas vezes muito custosa, proibitiva e tecnologicamente desafiadora para a maioria das pequenas e médias empresas de energia identificarem comportamentos anômalos e impedir um ataque cibernético em tempo real ”, afirma Leo Simonovich, chefe de Cibersegurança Industrial na Siemens Energy. “O MDR é a primeira solução de monitoramento de segurança cibernética baseada em IA para ajudar todas as empresas de energia a detectar e prevenir proativamente ataques cibernéticos que visam infraestruturas críticas. Combinado com a experiência em cibersegurança industrial da Siemens Energy, nosso serviço MDR, ajuda a fornecer às empresas de energia o contexto e a visibilidade necessários para revelar os invasores antes que eles ataquem, utilizando a plataforma de tecnologia Eos.ii.”

Com a experiência em segurança cibernética industrial e tecnologias de detecção proprietárias da Siemens Energy, o MDR é capaz de coletar dados brutos de tecnologia da informação (IT) e tecnologia operacional (OT) de um ambiente industrial, traduzindo-os e contextualizando-os em tempo real. Isso fornece uma imagem unificada de comportamento anômalo para os defensores, com percepções acionáveis para interromper os ataques. O sistema MDR da Siemens Energy vai além do monitoramento convencional, alcançando uma compreensão mais profunda de como os sistemas digitais se relacionam com o mundo real. Com seu fluxo de dados de OT e IT unificado, a plataforma de tecnologia MDR ‘Eos.ii usa IA e tecnologia digital dupla para comparar bilhões de pontos de dados em tempo real com um ativo funcionando corretamente. Isso fornece contexto para que os analistas da Siemens Energy determinem não apenas quais eventos são anormais, mas quais serão consequentes. A conquista técnica de fluxos de dados unificados e aprendizado de máquina criam uma plataforma sem precedentes para análises detalhadas e direcionadas.

A solução MDR da Siemens Energy atende à necessidade do setor de energia por soluções mais sofisticadas para colocar os especialistas em segurança e à frente dos invasores, pois cada ativo de energia conectado digitalmente representa uma nova vulnerabilidade possível para esse invasores atacarem. As empresas de energia e serviços públicos estão se tornando cada vez mais um alvo principal para ataques cibernéticos por parte de atores estatais e não estatais, que lançam ataques sofisticados de dispersão, dormentes e ransomware contra a energia e infraestrutura crítica, seja em conflitos geopolíticos ou adversários mais amplos.

Em 2019, o Ponemon Institute e a Siemens Energy conduziram um estudo conjunto pesquisando utilitários globais para avaliar a prontidão da indústria em enfrentar a crescente ameaça de ataques cibernéticos. O estudo descobriu que 64% dos entrevistados afirmaram que os ataques sofisticados são o principal desafio e 54% dos entrevistados esperavam um ataque à infraestrutura crítica nos próximos 12 meses. Além disso, 25% dos entrevistados relataram terem sido afetados por “mega ataques” com experiência desenvolvida por atores do Estado-nação.