Petrobras reduz processamento em refinarias a menos de 70% por parada em unidades
A carga global de processamento de petróleo em refinarias da Petrobras teve “expressiva queda na última semana”, para 69,2% da capacidade no último domingo, contra 76,8% no mesmo dia da semana anterior, mostrou boletim do Ministério de Minas e Energia divulgado.
A redução ocorre “em função de parada total das unidades da Recap e da Reduc”, disse a pasta, sem detalhar, em referência às refinarias da estatal em Capuava (SP) e Duque de Caxias (RJ).
Procurada, a Petrobras não respondeu de imediato a um pedido de comentários sobre as informações do boletim do governo.
Com essa recente redução nas atividades, o nível de processamento de petróleo nas refinarias da Petrobras recuou ao menor nível desde o início de junho, quando tocou 65%, de acordo com os relatórios do ministério, que acompanham o impacto da pandemia de coronavírus sobre o setor de energia e o mercado de combustíveis.
No começo de abril, em meio ao ápice de quarentenas adotadas por Estados e municípios para conter a disseminação da Covid-19, a carga das refinarias da estatal chegou a tocar mínimas no ano, abaixo de 55%, iniciando trajetória de recuperação em meados daquele mês.
O relatório do governo não trouxe na mais recente edição números sobre o mercado de combustíveis.
No boletim anterior, de 28 de setembro, a pasta apontava aumento de 3,6% na comercialização de gasolina até 22 de setembro quando na comparação com mesmo período do ano passado, enquanto a venda de diesel tinha alta de 10,5%.
As vendas de etanol tinham alta de 3,4% nessa mesma base de comparação, enquanto as de querosene de aviação desabavam 55,9%, em meio às restrições em vigor para viagens aéreas.
Agência Petrobras
ABB adquire empresa holandesa de robótica
A ABB adquiriu a Codian Robotics B.V., um fornecedor líder de robôs delta, que são usados principalmente para aplicações de pick and place de alta precisão. A oferta da Codian Robotics inclui uma linha de design higiênico, ideal para indústrias sensíveis à higiene, incluindo alimentos e bebidas e produtos farmacêuticos. Com a transação, a ABB está acelerando seu envolvimento no campo crescente de robôs delta.
A Codian Robotics está localizada em Ede, Holanda e emprega 20 pessoas no mundo todo. A empresa continuará atendendo seus clientes diretamente. A aquisição foi assinada e fechada em 1º de outubro de 2020 e ambas as partes concordaram em não divulgar quaisquer detalhes sobre o valor de compra.
“Nossa aquisição ressalta nosso foco em tecnologia inovadora, ajudando nossos clientes a perceberem totalmente o potencial da automação e a aumentar sua flexibilidade em um cenário de negócios em rápida mudança”, disse Sami Atiya, presidente da ABB Robotics & Discrete Automation. “As tecnologias e a experiência na indústria da Codian Robotics são o complemento perfeito para nosso conjunto de soluções de alimentos e bebidas, farmacêutica, robótica para serviços e logística, ao mesmo tempo que oferece suporte à oferta de robótica centrada em máquinas da ABB.”
“Ao longo dos anos, desenvolvemos um extenso portfólio de produtos. A impressionante presença global da ABB e sua experiência no setor nos ajudarão a disponibilizar nosso portfólio globalmente. Estou ansioso para trabalhar juntos para escrever o próximo capítulo de nossa história de sucesso”, disse Freek Hartman, fundador da Codian Robotics.
Embora hoje a maioria dos robôs na indústria de alimentos e bebidas não seja projetada para poder tocar em alimentos, o portfólio da Codian Robotics inclui um design higiênico que permite o trabalho seguro, inclusive em processamento de alimentos in natura, processamento seguro e aberto de alimentos.
“Há uma grande necessidade de robôs para pick and place que garantam altos padrões de higiene, acelerados pela pandemia COVID-19. Nossos clientes de alimentos e bebidas, farmacêuticos e de logística estão particularmente interessados no potencial da automação, permitindo que as cadeias de suprimentos continuem a funcionar, enquanto garantem o bem-estar dos funcionários”, acrescentou Atiya.
No futuro, a ABB será capaz de fornecer a seus clientes uma gama mais ampla de robôs delta e soluções integradas de uma única fonte, contribuindo para a estratégia de robótica centrada em máquinas da ABB que integra automação de máquina e controle de robô em uma única plataforma.
Hans Wimmer, Presidente da divisão de Machine Automation da ABB e Managing Director da B&R, disse: “Com a Codian Robotics, estamos adquirindo um dos fornecedores mais bem-sucedidos do mundo de robôs delta com um histórico extraordinário no setor de fabricantes de máquinas. No futuro, seremos capazes de oferecer aos nossos clientes soluções totalmente integradas – globalmente e para todas as indústrias.”
SCGÁS quer ampliar suprimento de gás natural em SC no curto prazo
Companhia estrutura novas chamadas públicas e reforça necessidade da implantação de Terminal de GNL no litoral catarinense para viabilizar aumento da oferta do insumo
O mercado catarinense tem se recuperado rapidamente da crise causada pela pandemia e o consumo de gás natural já se igualou aos patamares do início do ano. Mais do que isso, a SCGÁS tem distribuído volumes acima dos atuais 2,1 milhões de m³/dia estabelecido no contrato de suprimento com a Petrobras. O limite de capacidade de entrega do Gasoduto de Transporte Bolívia-Brasil, que atende cinco distribuidoras de gás no Centro Oeste, São Paulo e nos três estados do Sul, inviabilizou a contratação de volumes superiores na última chamada pública de suprimento.
Esse cenário de aumento da demanda se deve, principalmente, a alguns fatores: (i) a política comercial extraordinária praticada pela SCGÁS logo no início do período da crise econômica derivada da pandemia garantiu fôlego aos clientes no pior momento da crise; (ii) a diversidade do modo de produção catarinense e a força das nossas indústrias, que historicamente reagem antecipadamente a crises de nível nacional; (iii) as tarifas competitivas praticadas pela SCGÁS, bem inferiores à média nacional na última década; e (iv) a aceleração do processo de atendimento a novos mercados e clientes, interiorizando a rede de distribuição.
Para ampliar o suprimento ao mercado catarinense, a SCGÁS estrutura duas chamadas públicas para aquisição de novos volumes de gás natural. Ambas no curto prazo: uma busca a oferta pelo modal de Gás Natural Liquefeito (GNL) e outra que visa ampliar o número de supridores no Estado.
Destaca-se a necessidade de implantação de terminal de GNL no Sul do Brasil para possibilitar o aumento da oferta e diversos players para aquisição, considerando que o Gasbol atingiu seu limite e sua repotencialização só aconteceria no médio ou longo prazo. O projeto em fase de licenciamento na Baía da Babitonga, Porto de São Francisco do Sul, é uma das alternativas.
“Estamos unindo forças com o mercado industrial, via FIESC, para articular o Sul do país nessa importante pauta que visa ampliar o suprimento do gás natural com proposta para o médio e longo prazo. De forma imediata, estamos com equipes mobilizadas para executar as chamadas públicas que em parte vão nos auxiliar no atendimento das necessidades de volumes atuais, dentro da realidade do mercado, e para suportar o crescimento da nossa rede”, afirma o presidente da SCGÁS, Willian Anderson Lehmkuhl.
Exportação de petróleo da Arábia Saudita soma 6,1 mi bpd em setembro, diz fonte
A Arábia Saudita exportou 6,1 milhões de barris por dia em petróleo em setembro, levemente acima dos níveis de agosto, enquanto a produção ficou estável em 8,974 milhões de bpd no mês passado, disse uma fonte do setor com conhecimento do assunto.
A maior exportadora global de petróleo bombeou 8,988 milhões de bpd em agosto, quando havia exportado 6 milhões de bpd, ainda de acordo com a fonte.
As exportações sauditas de petróleo geralmente sobem após os meses quentes do verão, quando o maior uso de petróleo para geração de energia restringe os embarques.
A produção do reino está em linha com as expectativas do mercado e com sua cota dentro do pacto de produção da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e seus aliados.
Agência Reuters
Seis campos de petróleo na Noruega são impactados por escalada de greve no setor
A greve cortará a capacidade total de produção da Noruega em pouco mais de 330.000 barris de óleo equivalente por dia, ou cerca de 8% da produção total, de acordo com a Associação Norueguesa de Petróleo e Gás (NOG).
A disputa começou em 30 de setembro, quando um grupo de 43 trabalhadores organizado pelo sindicato Lederne entrou em greve depois que as negociações salariais fracassaram entre o sindicato e a NOG, que representa as empresas de petróleo e gás.
A escalada acrescentou 126 sindicalistas à greve, elevando o total para 169 dos 1.003 trabalhadores offshore representados pelo Lederne.
A Noruega produz regularmente pouco mais de 4 milhões de barris de óleo equivalente por dia, metade na forma de petróleo bruto e outros líquidos e a outra metade de gás natural, o que faz do país um grande fornecedor global de energia.
A Equinor disse que fechou quatro de seus campos, enquanto o sindicato Lederne disse que dois campos operados por Neptune Energy e Wintershall também foram fechados.
A produção de Johan Sverdrup, o maior campo de petróleo em produção no Mar do Norte, não foi afetada pela greve, disse Equinor.
Neptune e Wintershall não responderam de imediato.
“Não há solução à vista”, disse um porta-voz da NOG.
“Os empregadores ainda não estão demonstrando vontade de atender nossas demandas, o que está desencadeando a escalada”, disse o chefe do sindicato Lederne, Audun Ingvartsen, em um comunicado.
Os impactos sobre a produção da Noruega ajudaram a impulsionar os preços globais do petróleo com o Brent subindo mais de 4% durante a manhã de segunda-feira.
Agência Reuters
Unidades de Macquarie e Siemens criam joint venture de geração distribuída de energia nos EUA
Unidades do grupo Macquarie e da Siemens estão formando uma joint venture chamada Calibrant Energy, que vai investir no emergente setor de “energia como serviço” nos Estados Unidos, segundo comunicado conjunto das empresas.
A geração de energia deve cada vez mais mudar de grandes estruturas envolvendo usinas movidas a combustíveis fósseis para sistemas de menor porte que usam energia renovável e armazenamento com baterias, instalações conhecidas como geração distribuída.
Por esse modelo, empresas podem escolher “terceirizar” seu suprimento de energia para um fornecedor especializado assim como empresas contratam plataformas de tecnologia em vez de desenvolverem seus próprios sistemas, o que é chamado de software como serviço (SaaS).
Formada pela unidade Green Investment Group, da Macquarie, e pela Smart Infrastructure and Financial Services, da Siemens, a Calibrant Energy construirá infraestruturas de energia sem cobrar seu custo dos consumidores, para então gerenciá-las e atender seus clientes, que podem incluir empresas, cidades e hospitais, segundo o comunicado.
A Calibrant pretende usar o capital da Macquarie e a tecnologia da Siemens para concorrer no setor. Segundo projeções da consultoria Wood Mackenzie feitas em junho, o setor de geração distribuída deve atrair cerca de 110 bilhões de dólares em investimento entre 2020 e 2025.
Outras grandes empresas de investimentos também têm tentado entrar no segmento. No mês passado, a Blackstone lançou sua própria plataforma. Carlye Group e BlackRock já possuem joint ventures no setor com Schneider Electric e General Electric, respectivamente.
Agência Reuters






























































