RNEST exporta 31,5 mil toneladas de coque verde de petróleo em setembro

Com baixo teor de enxofre, produto tem menor impacto ambiental

A Refinaria Abreu e Lima (RNEST) exportou em setembro 31,5 mil toneladas de coque verde de petróleo para os Estados Unidos. Esta é a terceira operação de exportação do produto, grau anodo, realizada este ano pela refinaria, que vem se consolidando na rota internacional do produto. Hoje, considerando todas as operações de exportação de coque da Petrobras realizadas em 2020, a Rnest responde por 35,33% das exportações da companhia.

Para realizar o carregamento completo do navio que levará o coque verde aos EUA, foram necessárias mais de 1050 viagens em carretas com caçambas de capacidade de 30 toneladas, em uma operação que durou aproximadamente 10 dias.

“O coque verde de petróleo produzido pela Petrobras tem baixo teor de enxofre, além de características ideais para produção de matéria prima para indústria Siderúrgica, sendo um produto de menor impacto ambiental e maior valor agregado. O mercado segue favorável às exportações de coque verde de petróleo da Petrobras e a expectativa é realizar novas operações ainda este ano”, comenta a diretora de Refino e Gás, Anelise Lara.

“Há, inclusive, a previsão de uma nova operação da Rnest: um lote de 30 mil toneladas para a China, em novembro”, complementa o gerente geral da Rnest, Emanuel Eduardo.

Em julho, a refinaria já havia exportado 31,5 mil toneladas de coque verde de petróleo para a Rain Carbon, importante calcinador dos Estados Unidos, o que resultou em uma margem de US$ 1,5 milhões na receita da companhia, em comparação à venda no mercado nacional, já descontados todos os custos logísticos adicionais. As exportações de coque anteriores ocorreram em agosto de 2019 para a China (31,1 mil toneladas) e em abril/maio deste ano para os Estados Unidos (31,5 mil toneladas).

A RNEST produz os dois tipos de coque verde: grau siderúrgico e grau anodo. Sendo o primeiro habitualmente comercializado no mercado nacional, como agente redutor na metalurgia de ferro e aço e em outras aplicações industriais. E o coque verde grau anodo é matéria-prima essencial para obtenção de coque calcinado, utilizado na fabricação de anodos para produção de alumínio ou de dióxido de titânio.

Agência Petrobras

ABB lança o SafetyInsight™ que ajuda os clientes a operar processos de alto risco

ABB lançou o ABB Ability™ SafetyInsight™, um conjunto de aplicações digitais de software que auxiliam empresas nos setores de processo e de energia por todo o ciclo de vida do Processo de Gestão de Segurança (PSM).

Operando como uma fonte central de informação o software digitaliza dados prévios da Tecnologia da Engenharia (ET) para criar um digital twin de segurança do processo, usando esses dados para assim dar contexto para uma vasta quantidade de dados gerados por meio dos sistemas de tecnologia da informação (TI) e tecnologia operacional (TO).

Karl Watson, global digital sales solution architect para Segurança de Processo, ABB Energy Industries, comentou: “Empresas que operam em segmentos de alto risco investem muito tempo e esforço desenvolvendo a estrutura de segurança durante a fase da engenharia da instalação. Esse conhecimento crítico fica muitas vezes ‘guardado’, deixando os times de operação e da manutenção ‘reinventarem a roda’ quando se trata de perigos e riscos associados com esses processos.”

Ao levar essa abordagem única de combinar dados de TI e TO com dados de TE, o SafetyInsight™ permite que dados valiosos da engenharia (como relatórios HAZOP e LOPA) sejam digitalizados, e facilmente acessíveis pelos times de operação e de manutenção em formatos simplificados, intuitivos, e de visualização fácil de compreender.

Desta forma, a avaliação contínua de riscos pode ter como base dados de segurança digitalizados. A adição dos dados de TI/TO fornece atualizações quase que em tempo real, permitindo o impacto acumulativo das atividades da manutenção e operação a serem visualizados em uma matrix dinâmica de risco, para dar suporte em outras avaliações de risco e gerenciamento de risco operacional.

Watson continuou: “Dados de Tecnologia da Engenharia, como qualquer digital twin, devem ser validados. O SafetyInsight™ facilita isso ao capturar dados reais da operação e da manutenção no contexto com hipótese prévia do design, permitindo melhorias a serem identificadas e implementadas, em outras palavras, ‘fechando o loop’. Além de maior segurança, essas melhorias podem ajudar a minimizar a parada da produção e a reduzir custos com manutenção.

Esse conjunto possui dashboards de segurança do processo para fornecer a informação correta, para a pessoa certa, na hora certa, para tomar a decisão mais acertada.

Watson concluiu: “O SafetyInsight™ junto com outras aplicações ABB Information Management Systems (IMS) têm um histórico de sucesso ajudando empresas de grande porte no setor de energia a conquistarem o maior tempo em funcionamento para seus ativos – com companhias atingindo até 99%. O conjunto de software também ajudou uma empresa global a reduzir o teste anual das válvulas do sistema de segurança em 30%.”

 

Preços de gasolina e diesel nas refinarias da Petrobras representam menos da metade do preço final ao consumidor

Preços da Petrobras acumulam queda de 24,3% no diesel e de 5,3% na gasolina em 2020

A Petrobras aprovou reajuste médio de 4% (+R$ 0,07/litro) na gasolina e de 5% (+R$ 0,08/litro) no diesel, com vigência desde 10/10. Os preços praticados pela Petrobras, e suas variações para mais ou para menos associadas ao mercado internacional e à taxa de câmbio, têm influência bastante limitada sobre os preços percebidos pelos consumidores finais. O preço do diesel e da gasolina vendidos na bomba do posto revendedor é diferente do valor cobrado nas refinarias da Petrobras. Até chegar ao consumidor são acrescidos tributos federais e estaduais, custos para aquisição e mistura obrigatória de biocombustíveis pelas distribuidoras, além das margens brutas das companhias distribuidoras e dos postos revendedores de combustíveis.

Desde janeiro de 2020, o preço médio da Petrobras acumula uma queda de 24,3% no preço do diesel vendido às distribuidoras e uma redução acumulada de 5,3% no caso da gasolina. Para se ter uma ideia, o preço médio da gasolina da Petrobras para as distribuidoras será de R$ 1,82 por litro após o reajuste. Entre julho e agosto, o preço médio da Petrobras correspondeu a cerca de 30% do preço final ao consumidor nos postos de combustíveis. No caso do diesel, o preço da Petrobras para as distribuidoras será de R$ 1,76 por litro após o reajuste. E, entre julho e agosto, representou cerca de 49% do preço final ao consumidor nos postos revendedores.

Obs.: Cálculo baseado nos preços médios da Petrobras e nos preços médios ao consumidor final em 13 capitais e regiões metropolitanas brasileiras entre julho e agosto (último dado disponibilizado pela ANP referente à semana de 16 a 22/08/2020).

Vale destacar ainda que as revisões de preços feitas pela Petrobras podem ou não se refletir no preço final ao consumidor. Como a legislação brasileira garante liberdade de preços no mercado de combustíveis e derivados, a mudança no preço final dependerá de repasses feitos por outros integrantes da cadeia de combustíveis.

Preço final ao consumidor no Brasil está abaixo da média mundial

Segundo pesquisa da Globalpetrolprices.com abrangendo 127 países, o preço médio do diesel ao consumidor final no Brasil está 32% inferior à média global e ocupa a 24ª posição do ranking sendo, portanto, inferior aos preços observados em 103 países.

Para a gasolina, o preço final no Brasil está 23% inferior à média global e ocupa a 31ª posição do ranking, ou seja, inferior a 96 países. Em ambos os casos, os preços médios no Brasil estão abaixo dos preços registrados no Reino Unido, Canadá, China, Chile e Alemanha.

Obs.: Os preços são convertidos em dólar e o comparativo internacional sofre influência direta da taxa de câmbio. Para o ranking de 127 países, foram considerados somente aqueles para os quais o Globalpetrolprices.com informa possuir dados oficiais atualizados e, para este gráfico, selecionamos alguns países para fins de ilustração. A lista completa está disponível em https://pt.globalpetrolprices.com/gasoline_prices/

Agência Petrobras

3R Petroleum negocia aquisição de campo de gás natural da Petrobras

A 3R Petroleum, empresa especializada em campos maduros que tem planos de abrir seu capital na bolsa, entrou em negociação exclusiva com a Petrobras para compra do Polo Peroá, em águas rasas do litoral do Espírito Santo. A informação foi confirmada pelo Valor.

Os campos de Peroá e Cagoá produzem cerca de 900 mil metros cúbicos diários (m3/dia) de gás natural. Se bem-sucedida, a aquisição pode alçar a 3R à condição de um dos maiores produtores privados de gás do país, no contexto da abertura do mercado brasileiro.

A companhia registrou, em setembro, pedido de abertura de capital na Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
A 3R tem sido uma das empresas mais ativas na aquisição de campos maduros da Petrobras. Em um ano, a petroleira já fez três compras, no valor de US$ 256 milhões – duas delas recentes, ainda não concluídas.

Os ativos terrestres comprados no Rio Grande do Norte (Polo Macau), Ceará (Polo Fazenda Belém) e Bahia (Polo Rio Ventura) alçam a empresa ao posto de maior produtora privada de petróleo em terra no país, ao lado da Petrorecôncavo, com cerca de 5,8 mil barris/dia.
Além disso, a companhia também está comprando a participação da Petrobras no Polo Pescada, em águas rasas do Rio Grande do Norte, onde a empresa já atuava por meio da Ouro Preto Óleo e Gás.

Como parte dos preparativos para o IPO, a 3R passou por uma reestruturação societária. Os ativos da companhia e os da Ouro Preto, vendida por Rodolfo Landim à Starboard este ano, foram reunidos numa só empresa: a 3R Petroleum Óleo e Gás, controlada pela Starboard por meio de diversos fundos que detêm 68,3% da petroleira. DBO Energia (19,2%), BTG (6,55%) e um grupo de investidores individuais (5,95%) completam o quadro acionário – que será diluído com a oferta primária.

A 3R Petroleum é controlada pela Starboard, que atua com reestruturação de empresas em dificuldades, mas que tem apostado em campos maduros de petróleo como um novo negócio. O plano é capitalizar a 3R via mercado de capitais, sobretudo, para financiar novas aquisições.

A proposta da companhia é dedicar 55% dos recursos a serem levantados com o IPO para comprar mais campos maduros. Outros 30% serão usados para pagar as aquisições em curso e 15% para aumento da posição de caixa.

 

Valor Econômico