Enauta possui R$2 bi para aquisição de novos campos, diz CEO

A petroleira Enauta possui 2 bilhões de reais disponíveis para restaurar seu portfólio e adquirir novos campos, disse em entrevista o diretor-presidente da empresa, Décio Oddone, que assumiu o cargo em setembro.

A companhia, que vendeu o campo de Manati neste ano, está aberta a oportunidades em águas rasas e áreas terrestres, à parte de seus investimentos mais tradicionais em águas profundas, afirmou Oddone.

“A missão agora é restaurar portfólio”, disse Oddone, que assumiu o comando da Enauta após atuar por quatro anos como diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

A Enauta pretende perfurar o primeiro poço em seus nove blocos em parceria com Exxon Mobil e Murphy Oil no segundo semestre de 2021, acrescentou o executivo.

Oddone substituiu Lincoln Guardado, que decidiu deixar a posição de CEO da petroleira após mais de dez anos.

Agência Reuters

Senado aprova novos diretores da ANP

Rodolfo Henrique de Saboia e de Symone Christine de Santana Araújo serão os novos integrantes da diretoria colegiada da ANP. Eles foram aprovados hoje (20/10), no plenário do Senado Federal, para os cargos de diretor-geral e de diretora da ANP e já haviam passado por sabatina ontem, na Comissão de Serviços de Infraestrutura.

O mandato de Rodolfo Saboia se iniciará em 23/12/2020, dia seguinte ao término do mandato do diretor-geral anterior, Décio Oddone, que renunciou em março deste ano. Symone Araújo poderá tomar posse depois que sua nomeação for publicada no Diário Oficial da União, na vaga decorrente do término do mandato de Aurélio Amaral, que se encerrou em 28 de março.

O almirante Rodolfo Henrique de Saboia é bacharel em Ciências Navais pela Escola Naval (1978), mestre no Curso de Comando e Estado-Maior e doutor em Política e Estratégia Marítimas, ambos pela Escola de Guerra Naval, e especialista em Gestão Internacional pela Coppead-UFRJ. Exerceu diversos cargos na Marinha do Brasil, sendo, atualmente, superintendente de Meio Ambiente da Diretoria de Portos e Costas (DPC). Com mais de 40 anos de serviço à Marinha, foi transferido para reserva em 2012 no posto de Oficial General Contra-Almirante.

Symone Christine de Santana Araújo é graduada em Engenharia Química pela Fundação Universidade Federal de Sergipe (UFS), mestre em Desenvolvimento e Meio Ambiente pela mesma instituição, doutora em Manejo de Recursos Naturais pela Universidade de Brasília (UnB) e especialista em Políticas Públicas e Gestão Governamental pela Escola Nacional de Administração Pública (Enap). Desde 2004, é integrante da carreira de Especialista em Políticas Públicas e Gestão Governamental no Ministério de Minas e Energia, onde, desde 2009, é diretora do Departamento de Gás Natural. Ao longo de sua carreira, também atuou nos Conselhos Fiscais da Petrobras, da PPSA e da EPE e foi professora em cursos de graduação e pós-graduação.

Ascom ANP

Fabricante de biodiesel Oleoplan pede registro para IPO

A Oleoplan, líder em vendas de biodiesel no país, pediu autorização para realizar uma oferta inicial de ações (IPO), no que pode ser uma das maiores listagens de empresas brasileiras na bolsa em 2020.

A companhia ainda se apresenta como segunda maior do país em capacidade instalada de produção de biodiesel, com 936 milhões de litros por ano, e também atua na produção de farelo e óleo de soja.

A empresa afirmou no prospecto enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) que usará os recursos da venda de ações novas para comprar uma fatia na Fasa, do setor de produção de gordura animal; e ampliar o capital de giro.

Além disso, a Oleoplan pretende construir duas indústrias de biodiesel, uma em Rondônia, outra no Pará; novos armazéns; e duas plantas de refino de glicerina.

A operação da companhia criada há cerca de 40 anos, com sede em Porto Alegre (RS) e controlada pela família de Irineu Boff, também servirá para um sócio -cujo nome não foi revelado – vender participação no negócio.

A Oleoplan teve receita líquida de 2,68 bilhões de reais nos primeiros nove meses de 2020, alta de 44,3% ante a mesma etapa do ano passado. Nos mesmos períodos de comparação, o lucro líquido cresceu 86%, para 229,15 milhões de reais, com a margem Ebitda subindo de 8,4% para 11,6%.

O IPO será coordenado por Itaú BBA, XP, BTG Pactual, Bradesco BBI, UBS-BB, Citi e Banco ABC Brasil.

Agência Reuters

Lucro da Weg cresce 54%, para R$ 644,2 mi no 3º trimestre

A Weg teve lucro líquido de 644,2 milhões de reais no terceiro trimestre, alta de 54% ante o mesmo período de 2019, com a retomada da demanda de equipamentos de ciclo curto, além da manutenção do bom desempenho dos negócios de ciclo longo e controles de custos.

“A melhora na demanda por equipamentos de ciclo curto ocorreu em todas as áreas de negócios, ainda que em ritmos diferentes entre elas”, afirmou a companhia em documento à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Segundo a Weg, os negócios de Motores Comerciais e Appliance, Tintas e Vernizes e Geração Solar Distribuída (incluída em GTD) ligados ao mercado brasileiro apresentaram rápida recuperação, atingindo volumes ao final do trimestre similares aos níveis pré-pandemia.

“Já os negócios na área de Equipamentos Eletroeletrônicos Industrias mostraram boa evolução em relação ao trimestre passado, ainda que em menor intensidade no mercado externo quando comparado com o mercado interno”, acrescentou.

Nos negócios de ciclo longo, projetos para indústrias como mineração, papel & celulose, água & saneamento e óleo & gás, bem como na área de Transmissão & Distribuição (T&D), foram os principais responsáveis pelo bom desempenho no trimestre

A receita operacional líquida da fabricante de motores elétricos, tintas industriais e produtos de automação e controle industrial alcançou 4,8 bilhões de reais, um aumento de 43,3% frente a igual intervalo do ano anterior, alta de 51,3% no mercado interno e de 37,8% no mercado externo (em reais).

As despesas de vendas, gerais e administrativas (VG&A) consolidadas totalizaram 564,9 milhões de reais, um aumento de 27,1% sobre o terceiro trimestre do ano passado. Mas, quando analisadas em relação à receita operacional líquida, representaram 11,8%, 1,5 ponto percentual menor ano a ano.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) cresceu 61,5% ano a ano, para 935,3 milhões de reais, com a margem Ebitda ficando em 19,5% no período de julho a setembro, ante 17,3% um ano antes.

O retorno sobre o capital investido (ROIC) atingiu 23,3% no terceiro trimestre, crescimento de 4,1 pontos percentuais em relação ao mesmo período de 2019.

O lucro por ação foi de 0,30711 real, de 0,19939 real um ano antes.

Agência Reuters

Petrobras divulga dados de produção e vendas no 3º trimestre

O desempenho operacional da Petrobras no 3T20 foi muito bom, considerando-se o cenário desafiador imposto pela pandemia da COVID-19. Nossa produção de óleo e gás no Brasil cresceu em 9,0% nos primeiros nove meses deste ano em relação ao ano passado. A produção dos campos do pré-sal se expandiu em 32%, enquanto nas demais áreas, pós sal, águas rasas e terrestres, houve contração.

Estimamos que a produção média em 2020 chegue em 2,84 MMboed, sendo 2,28 MMbpd de óleo, com variação de 1,5% para cima ou para baixo, superando o limite superior (2,5%) das metas originalmente divulgadas para o ano (2,7 MMboed e 2,2 MMbpd). O crescimento da produção acima do esperado não resultou em estoques excessivos, o que seria possível face à expressiva redução da demanda global por petróleo. Pelo contrário, temos trabalhado com estoques inferiores aos do período pré-COVID graças à maior integração entre produção, refino, logística e comercialização.

A proteção da saúde de nossos colaboradores tem sido prioridade número um da companhia. Home office, redução de pessoal a bordo e nas plantas industriais, higienização contínua, assistência médica com acesso à telemedicina e adoção da estratégia de testagem maciça com seleção, testagem, rastreamento e quarentenagem têm sido nossas principais ações. Até o momento aplicamos mais de 270.000 testes, e as empresas prestadoras de serviços para a Petrobras cerca de 110.000, o que tem permitido diminuir a taxa de transmissão da COVID através da identificação de muitos casos de assintomáticos.

O cenário de contingência da COVID-19 continua limitando os efetivos a bordo das nossas instalações marítimas de produção, nos levando a postergar parte das paradas programadas no 4T20 para início de 2021. Entretanto, conseguimos executar atividades de manutenção, o que contribuiu para aumentar a eficiência operacional, operar com segurança e manter ótima performance. Outro destaque foi o sucesso obtido na campanha de inspeção dos dutos suscetíveis à corrosão sob tensão por CO2 realizada com novas tecnologias e ferramentas, cujos resultados viabilizaram a continuidade operacional de dutos de injeção de gás, reduzindo gastos e perdas de produção.

A produção média de óleo, LGN e gás natural no 3T20 atingiu 2,95 MMboed, 5,4% acima do 2T20. Concorreram para esse resultado o crescimento da produção no campo de Atapu, com a entrada em operação da FPSO P-70 e primeiro óleo no final de junho e a maior eficiência operacional da P-74, P-75, P-76 e P-77, no campo de Búzios. O desempenho dessas plataformas foi suportado pela ampliação temporária da capacidade de processamento de óleo e gás das unidades, utilizando folgas de capacidade de geração de energia e compressão de gás disponíveis até o início da exportação de gás, e pelo alto potencial de produção dos poços e do reservatório. Isso possibilitou o atingimento de recordes de produção mensal em Búzios, de 615 Mbpd de óleo e 765 Mboed no mês de julho e da maior produção mensal alcançada por um poço no Brasil, com a marca de 69,6 Mboed do poço BUZ-10 registrada em setembro. Nesse mês, ainda tivemos 2 poços de Búzios que superaram a marca dos 65 Mboed (BUZ-12 e BUZ-24, respectivamente com 67,4 e 65,8 Mboed). Em agosto, iniciamos o escoamento de gás da P-74.

O Campo de Tupi alcançou a marca histórica de produção acumulada de 2 bilhões de barris de óleo equivalente, após 20 anos de assinatura do contrato de concessão e 10 anos da instalação do primeiro sistema definitivo de produção. É atualmente o campo com maior produção em águas profundas do mundo e respondeu por 28% da nossa produção no 3T20. Em julho, atingimos a capacidade de produção instalada na plataforma P-67, de 150 Mbpd, em operação nesse campo. Tupi foi também pioneiro para o desenvolvimento do pré-sal e revelou a existência de um novo modelo exploratório, até então desconhecido no mundo. Avançamos, também, no ramp-up das plataformas P-68, nos Campos de Berbigão e Sururu, e P-70, no Campo de Atapu, com destaque para o início do escoamento de gás da P-70, no dia 15 de outubro de 2020.

Dando continuidade à gestão ativa de portfólio, concentrando recursos em ativos de classe mundial em águas profundas e ultraprofundas, no 3T20 assinamos contrato de venda da totalidade de nossa participação em 3 campos de águas rasas e 37 campos onshore. Adicionalmente, finalizamos a venda da totalidade da nossa participação nos Polos de Pampo e Enchova (Bacia de Campos), no Polo Lagoa Parda (Bacia do Espírito Santo) e nos campos Ponta do Mel e Redonda (Bacia Potiguar), pelo valor de US$ 437 milhões em caixa* e US$ 650 milhões em earn-outs que deverão ter impacto positivo sobre a geração de caixa da companhia nos próximos anos. Estes campos produziram 21,9 Mbpd nos primeiros seis meses de 2020, equivalente a 0,9% de nossa produção. Realizamos neste trimestre a hibernação adicional da plataforma de Merluza, localizada na Bacia de Santos, totalizando 63 plataformas em águas rasas hibernadas desde março de 2020. Ressalta-se que o Polo Merluza, composto pelos campos de Merluza e Lagosta, segue em processo de desinvestimento, conforme divulgado no dia 31 de março de 2020.

No refino, a retomada da demanda no mercado doméstico resultou em recuperação das vendas e da produção de derivados. Consequentemente, o fator de utilização (FUT) das refinarias passou a flutuar em torno de 80% no 3T20, depois de atingir 55% em abril. Desse modo, a produção de combustíveis foi 17,8% maior do que no 2T20 e nos 9M20 superou em 1,7% a do mesmo período do ano passado.

Desde julho a produção de diesel S-10, com baixo teor de enxofre, tem batido recordes, refletindo ações comerciais implementadas pela companhia para ampliar a oferta de diesel S-10 em substituição ao S-500, consistente com a estratégia de produzir combustíveis mais amigáveis ao meio ambiente. Em setembro, alcançamos a marca de 396 Mbpd. O crescimento da produção do diesel S-10 reflete a maior demanda pelo produto no Brasil, acompanhando a evolução dos motores de veículos pesados e utilitários movidos a diesel, responsáveis pela maior parte da circulação de mercadorias no território nacional. Em relação ao total de vendas, houve recuperação da demanda e de market share de diesel e gasolina em relação ao 2T20, período em que a demanda foi mais impactada pelas ações de isolamento social.

Lançamos em setembro de 2020 o programa Biorefino 2030, que prevê projetos para a produção de uma nova geração de combustíveis, mais modernos e sustentáveis que os atuais, como o diesel renovável e o bioquerosene de aviação (BioQAv). O diesel renovável é um biocombustível avançado, produzido a partir de óleos vegetais e com a mesma estrutura do óleo diesel convencional, capaz de reduzir as emissões de gases de efeito estufa em 70% quando comparado ao diesel regular e em 15% quando comparado ao biodiesel. Concluímos com sucesso os testes em escala industrial e aguardamos a autorização do Conselho Nacional de Política Energética para comercialização do diesel renovável no Brasil. Já o BioQAv passará a ser obrigatório no Brasil a partir de 2027 e seu processo de hidrogenação utiliza as mesmas matérias primas necessárias para a produção do diesel renovável. As unidades industriais que produzem o BioQAv têm como coproduto o diesel renovável.

As vendas de asfalto também foram recordes, em julho, atingindo 227 mil toneladas, o maior volume mensal desde setembro de 2016. Em agosto de 2020 a entrega de bunker no Porto de Santos foi de 190 mil toneladas, 46% do mercado brasileiro, a maior quantidade entregue desde abril de 2009, motivada pela exportação de grãos do período e a retomada da movimentação de contêineres. No 3T20, a exportação de petróleo e derivados totalizou 983 Mbpd. Atingimos em setembro novo recorde de exportação de petróleo de 1.066 Mbpd. A exportação de correntes de óleo combustível subiu 5% em comparação com 2T20.

No segmento de Gás e Energia, a recuperação da demanda foi observada principalmente nas vendas para o mercado não termelétrico e se intensificou no 3T20, com destaque para volume vendido de 36 MM m³/dia em setembro, aproximando-se dos patamares pré-crise, fruto da retomada gradual da indústria e afrouxamento do isolamento, com maior consumo de GNV e recuperação do consumo comercial.

Acesse aqui o documento completo.

Agência Petrobras

Comunicado: impossibilidade de cumprimento parcial da meta do RenovaBio estabelecida para 2020

Em relação ao RenovaBio, a ANP esclarece que, no primeiro ano de cumprimento da meta pelo distribuidor, não caberá o seu cumprimento parcial, pois a Lei 13.576, de 2017, em seu artº 7º §4, previu que a hipótese de transferir 15% para o ano seguinte tem como pressuposto cumprir a meta de forma integral no ano anterior. Não se trata de um benefício que poderá ser utilizado todos os anos pelo distribuidor, exigirá sempre um cumprimento integral primeiro, e o benefício poderá ser usado no ano seguinte.

Considerando que no ano passado, 2019, não houve cumprimento das metas, sendo estas postergadas para cumprimento em 2020, o distribuidor não pode utilizar-se, neste ano, desse benefício.

Ainda nesse sentido, a ANP buscou deixar esse entendimento bem claro na Resolução ANP nº 791:

“Art. 8º A comprovação do cumprimento da meta anual individual de redução de emissões de gases de efeito estufa será efetuada a partir de informações encaminhadas pelas instituições envolvidas nas atividades de distribuição, intermediação, negociação e custódia dos Créditos de Descarbonização (CBIO).

§ 1º Até quinze por cento da meta individual de um ano (t) poderá ser comprovada pelo distribuidor de combustíveis no ano subsequente (t+1), desde que tenha cumprido integralmente a meta no ano anterior (t-1).

§ 2º Quando ocorrer o previsto no § 1º, o distribuidor de combustíveis deverá cumprir integralmente a meta estabelecida para o ano subsequente (t+1), acrescida dos quinze por cento da meta individual não comprovada no ano anterior (t).

§ 3º Quando não houver meta individual estabelecida para o ano anterior (t-1), não será possível comprovar no ano subsequente (t+1) nenhuma parcela da meta individual de determinado ano (t).”

Ascom ANP