Estatal realiza seleção final de startups para investimento de até R$10 milhões

As vencedoras utilizarão os recursos aportados pela Petrobras para desenvolver produtos ou serviços aplicados ao setor de óleo, gás e energia 

A Petrobras realiza esta semana (22 e 23/10) os pitches finais de apresentação das startups selecionadas entre as mais de 300 inscritas no II edital do programa Petrobras Conexões para Inovação – Módulo Startups. O edital, em parceria com o Sebrae, trouxe 54 desafios de nove diferentes áreas tecnológicas: robótica, eficiência energética, catalisadores, corrosão, tecnologias digitais, redução de carbono, modelagem geológica, tecnologias de inspeção e tratamento de água. As vencedoras dividirão uma verba total de R$10 milhões.

A apresentação das startups para a banca avaliadora, formada por executivos da Petrobras, será realizada virtualmente. Para os projetos vencedores e finalizados com sucesso, a companhia buscará viabilizar a continuidade do desenvolvimento com a implantação de testes em campo, por meio de um lote piloto ou serviço pioneiro.

“Como parte do desenvolvimento do ecossistema de inovação, estamos nos conectando com startups para acelerar a inovação dentro da Petrobras, buscando ideias criativas que possam contribuir para o alcance de soluções que gerem valor para a companhia”, afirma o diretor de Transformação Digital e Inovação da Petrobras, Nicolás Simone.

As startups selecionadas na primeira etapa do edital, em julho, receberam, durante dois meses, mentoria especialistas da companhia e do Sebrae para refinamento do plano de trabalho e dos modelos de negócio. As candidatas também receberam assessoria e treinamento para os pitches dessa semana, de onde sairão as startups vitoriosas.

A previsão é de que a lista das vencedoras seja divulgada no próximo dia 30.

Petrobras conclui emissão de US$ 1,0 bilhão em Títulos Globais

A Petrobras concluiu ontem (21/10), por meio da sua subsidiária integral Petrobras Global Finance B.V. (PGF), a oferta de títulos no mercado de capitais internacional (Global Notes), no valor de US$ 1,0 bilhão, através da reabertura dos títulos PGF 5,60% Global Notes com vencimento em janeiro de 2031 (CUSIP No. 71647NBH1/ ISIN No. US71647NBH17).

A operação foi precificada no dia 13 de outubro de 2020, conforme divulgado ao mercado, e representou a menor taxa de retorno (yield) de uma emissão na história da Petrobras para um bond de 10 anos.

Seguem abaixo as principais informações da emissão:

•     Volume emitido: US$ 1,0 bilhão
•     Cupom: 5,60% a.a.
•     Preço de emissão na reabertura: 109,579%
•     Rendimento ao investidor: 4,40% a.a.
•     Vencimento: 3 de janeiro de 2031
•     Data dos pagamentos de juros: 3 de janeiro e 3 de julho de cada ano, iniciando em 3 de janeiro de 2021
•     Rating: BB- (Fitch) / Ba2 (Moody’s) / BB- (S&P)

Os recursos captados através desta emissão serão consolidados com o US$ 1,5 bilhão emitido em 3 de junho de 2020, formando uma série única de US$ 2,5 bilhões.

Os recursos líquidos captados através desta emissão serão utilizados pela Petrobras para o pagamento dos títulos validamente entregues e aceitos na oferta de recompra anunciada em 13/10/2020 e, em caso de excesso, para propósitos corporativos em geral.

ANP participa de força-tarefa com ANTT, Antaq e Ibama no Ceará

A ANP realiza esta semana, desde segunda-feira (19/10), força-tarefa com a ANTT, a ANTAQ e o IBAMA no Ceará. O objetivo é avaliar a circulação de combustíveis, a origem e o destino, notas fiscais, certificados de análise e realizar coleta de amostras para verificação da qualidade dos combustíveis. Até o momento, não houve registro de auto de infração pela ANP.

A operação consolida a parceria da ANP com outros órgãos reguladores, que possuem competências diversas, mas complementares. Essa iniciativa tem como objetivos aumentar o controle nos corredores de circulação e movimentação dos combustíveis e aperfeiçoar o fluxo de informações entre os órgãos, o que amplia o conhecimento da Agência sobre a dinâmica do mercado.

De 19 a 21/10, foram realizadas fiscalizações nas imediações dos portos de Mucuripe (Fortaleza) e do Pecém (São Gonçalo do Amarante), sendo abordados oito caminhões transportadores de combustíveis e GLP. No dia 21/10, a operação também teve participação da Autarquia Municipal de Trânsito e Cidadania de Fortaleza (AMC). Hoje (22/10), as equipes estão no posto fiscal da Polícia Rodoviária Federal (PRF), que também participa da ação, no município de Itaitinga.

Operação na Bahia

Ontem (21/10), a ANP também participou de força-tarefa com a Polícia Civil e a PRF no município de Morro de Chapéu, na Bahia. Foram fiscalizadas todas as revendas de combustíveis do município (cerca de 10), motivadas por denúncias sobre a qualidade dos combustíveis. Não foram encontradas infrações relacionadas à qualidade ou à quantidade dos combustíveis, sendo lavradas autos por infrações administrativas.

Weg vê retomada de ciclo curto na Europa e EUA a níveis pré-pandemia em 2021

A Weg afirmou ver uma retomada forte dos negócios em todos os segmentos de equipamentos de ciclo curto no Brasil, atingindo níveis pré-pandemia no terceiro trimestre, mas previu que uma recuperação similar nos Estados Unidos e na Europa só deve ocorrer em 2021.

A empresa divulgou na véspera alta de 54% no lucro líquido de julho a setembro, apoiada nos negócios de ciclo curto no Brasil, além de desempenho positivo nas operações de ciclo longo no país e no exterior.

Executivos da Weg citaram em teleconferência de resultados que os negócios de ciclo curto, de equipamentos padronizados, empregados na indústria de eletrodomésticos, avançaram forte com a flexibilização das medidas de quarentena no Brasil. Mas frisaram que a carteira de ciclo longo segue saudável.

“Temos uma carteira saudável de ciclo longo para 2021”, disse André Rodrigues, diretor superintendente financeiro da Weg, a analistas, referindo-se a produtos como grandes motores usados em projetos especiais como saneamento ou irrigação.

“Temos desempenho muito positivo dessa carteira na América do Norte, o que nos levou a projeto para antecipar a expansão em transformadores”, acrescentou, citando grandes encomendas de equipamentos para usinas eólicas para entrega em 2021 e 2022.

As ações da companhia tinham alta de 3,25% às 13h33, entre as maiores altas do Ibovespa, que avançava 0,9%.

Na área de ciclo longo, a empresa está vendo de forma positiva a evolução do mercado de saneamento no Brasil, que passou a contar com um novo marco regulatório em meados do ano, diante de incentivos para concessões e investimentos privados.

“Segmento de água e saneamento é um dos principais para nós. São motores, automação e até tintas para tubulações”, disse Rodrigues. “É um mercado bastante ‘endereçável’ por nossos negócios”, adicionou, citando que o potencial de mercado que pode ser atendido pelos produtos da Weg é de 4% a 5% do valor total dos investimentos em saneamento.

Nas últimas duas semanas, leilões de saneamento em Alagoas e no Espírito Santo geraram contratos de investimentos de 3,2 bilhões de reais nos próximos anos.

Questionados sobre incertezas regulatórias no mercado de energia solar no Brasil, os executivos disseram que a tendência segue de crescimento, uma vez que o Brasil tem boas condições de insolação e preço caro pela energia. “Mudanças regulatórias podem reduzir um pouco o ritmo de investimento, mas não é algo que deve impactar a tendência de crescimento”, disse Rodrigues.

 

Firjan e 20 entidades pedem à Agenersa a aprovação imediata da Deliberação 4.068/2020

Em Carta Aberta, associações querem a conclusão do processo de renovação regulatória, que insere definitivamente o estado no Rio de Janeiro no Mercado Livre de gás natural

A Firjan protocolou, em 21/10, Carta Aberta à Agenersa (Agência Reguladora de Energia e Saneamento Basico do Estado do Rio de Janeiro) assinada em conjunto com 20 entidades nacionais e estaduais, entre elas a ONIP, o IBP, o Sindirepa e o Sindisal, solicitando a rápida aprovação da Deliberação 4.068/2020, garantindo assim a inserção definitiva do Rio de Janeiro no Mercado Livre de Gás Natural. A Deliberação em questão representa avanço importante para a modernização do arcabouço legal dos serviços de distribuição de gás natural canalizado fluminense, alinhado com o Programa Novo Mercado de Gás do governo federal.

Conforme o documento, a discussão desse processo iniciou há 15 meses e até agora não foi finalizada e ainda há a necessidade de esclarecimentos sobre itens específicos da minuta que deverá ser publicada em breve. Segundo o texto, “a efetiva implementação do Mercado Livre de Gás no estado fluminense depende da finalização de processo regulatório E-22/007.300 iniciado em 2019. Só assim, o Rio de Janeiro terá mais condições de atratividade para investimento, com um ambiente seguro para agentes interessados como nos estados de Sergipe e Espírito Santo, que já avançaram nesta regulação.”

De acordo com o estudo “Rio a todo gás”, lançado em agosto, a Firjan mapeou mais de R$ 80 bilhões em investimentos que podem ser destravados em todo o país com a aprovação do novo marco legal do gás natural, agora em discussão no Senado Federal. Deste volume, R$ 45 bilhões podem ser direcionados para o território fluminense. Desta foram, quanto melhor o ambiente de negócios no estado, maiores serão as chances de capturar os investimentos para o Rio de Janeiro. Ao longo da construção dos projetos no Rio, poderão ser gerados mais de 550 mil postos de trabalho, conforme o estudo da federação.

Vantagens do Mercado Livre

Os benefícios da aprovação poderão ser percebidos na estruturação de redes de gasodutos de escoamento e de transporte de gás natural; bem como seu tratamento em novas plantas de processamento e no desenvolvimento de oportunidades de consumo em segmentos como siderurgia, geração de energia elétrica, fertilizantes, como combustível para veículos leves e pesados (GNV) e petroquímico.

A Carta Aberta encaminhada à Agenersa ressalta que o Mercado Livre de Gás Natural possibilitará que o consumidor industrial compre o gás natural diretamente do produtor/importador/comercializador, assim como a eventual construção própria de dutos dedicados para fornecimento desse gás. O Mercado Livre estimula a competição entre fornecedores com a expectativa de redução do custo do gás, que significa mais de 50% da tarifa final para muitas indústrias, e pode fomentar a redução dos custos de distribuição. Por fim, o documento enviado à agência destaca ainda que o mercado de gás fechado provocou, entre 2014 e 2020, o aumento do custo do gás em 100%, impactando na competitividade das indústrias fluminenses.

Assinam o documento, as seguintes entidades: Abespetro, Abiape, Abiquim, Abiogás, Abit, Abividro, Abpip, Abraceel, Abrace, Anace, Anfacer, Apine, Aspacer, COGEN, CONLESTE, Comitê do GNV, Firjan, IBP, ONIP, Sindirepa e Sindisal.