Estatal inicia venda de ativos de E&P em Sergipe

A Petrobras iniciou a etapa de divulgação da oportunidade (teaser), referente à venda da totalidade de suas participações em um conjunto de onze concessões de campos de produção terrestres, com instalações integradas, localizadas na Bacia Sergipe-Alagoas, em diferentes municípios do estado de Sergipe, denominados conjuntamente de Polo Carmópolis.

O teaser, que contém as principais informações sobre a oportunidade, bem como os critérios de elegibilidade para a seleção de potenciais participantes, está disponível no site da Petrobras: https://investidorpetrobras.com.br/pt/resultados-e-comunicados/teasers. As principais etapas subsequentes do projeto serão informadas oportunamente ao mercado.

A presente divulgação está de acordo com as normas internas da Petrobras e com o procedimento especial de cessão de direitos de exploração, desenvolvimento e produção de petróleo, gás natural e outros hidrocarbonetos fluidos, previsto no Decreto 9.355/2018.

Essa operação está alinhada à estratégia de otimização de portfólio e à melhoria de alocação do capital da companhia, passando a concentrar cada vez mais os seus recursos em ativos de classe mundial em águas profundas e ultra profundas, onde a Petrobras tem demonstrado grande diferencial competitivo ao longo dos anos.

De acordo com o diretor de Relacionamento Institucional da Petrobras, Roberto Ardenghy, o anúncio significa o início de uma nova fase para a região. “Esse anúncio permitirá que em breve, uma nova empresa ou grupo de empresas possam fazer investimentos com foco específico nesses ativos, fazendo com que se tornem ainda mais produtivos. Para a economia local, isso significa mais competitividade, mais geração de empregos e maior arrecadação de impostos. Para a Petrobras, é mais um passo importante na estratégia de concentrar seus recursos em projetos nos quais apresenta vantagem competitiva e obtém maior retorno”.

O diretor explica ainda que esse anúncio não significa o fim da atuação da companhia no estado de Sergipe. “A Petrobras segue avaliando oportunidades de acordo com seu foco em águas profundas e ultraprofundas. Em Sergipe, por exemplo, a empresa realizou testes de longa duração na área de Farfan, em águas profundas, com bons resultados. Seguimos trabalhando para viabilizar o desenvolvimento desta área no menor prazo possível por meio de parcerias com outras empresas”, diz Ardenghy.

Sobre o Polo Carmópolis

O Polo Carmópolis compreende 11 concessões de produção terrestres, localizadas em diferentes municípios do estado de Sergipe, além de incluir acesso à infraestrutura de processamento, logística, armazenamento, transporte e escoamento de petróleo e gás natural.

Possui quase 3.000 poços em operação, 17 estações de tratamento de óleo, uma estação de gás em Carmópolis, aproximadamente 350 km de gasodutos e oleodutos, além das bases administrativas de Carmópolis, Siririzinho e Riachuelo.

Também fazem parte do Polo Carmópolis, o Polo Atalaia, que contém o Terminal Aquaviário de Aracaju (Tecarmo), uma UPGN e uma estação de processamento de óleo; o Oleoduto Bonsucesso-Atalaia de 48,6 Km, que escoa a produção de óleo das concessões até o Tecarmo; e todas as instalações de produção contidas no ring fence das 11 concessões, além da titularidade de alguns terrenos.

A produção média do Polo de janeiro a setembro de 2020 foi de cerca de 10 mil barris de óleo por dia e 73 mil m3/dia de gás. A Petrobras é a operadora nesses campos, com 100% de participação.

Agência Petrobras

Petroleira conclui oferta de recompra de títulos globais

A Petrobras concluiu a oferta de recompra de títulos globais efetuada pela sua subsidiária integral Petrobras Global Finance B.V. (PGF).

O volume de principal validamente entregue pelos investidores, excluídos juros capitalizados e não pagos, foi de US$ 1.666.335.424,00 equivalentes, considerando as taxas de câmbio de US$ 1,1780/€. O montante total pago a esses investidores foi de US$ 1.943.109.843,53, considerando os preços ofertados pela Petrobras e excluindo os juros capitalizados até a data de liquidação.

Como o montante total ofertado pelos investidores na oferta de recompra excedeu o limite de US$ 2 bilhões previamente estabelecido, o volume ofertado para os 5,093% Global Notes com vencimento em janeiro 2030 não foi aceito, de acordo com os termos da oferta, de forma que o limite de US$ 2 bilhões fosse atendido.

A tabela abaixo resume o resultado final da oferta.

Petrobras defende concorrência no segmento de biocombustíveis

Adoção do diesel renovável dentro do mandato de biocombustíveis propiciará ganhos ambientais e benefícios para o consumidor

O consultor sênior da Petrobras Ricardo Pinto participou, na quinta-feira (22/10), de uma webinar sobre “A importância dos biocombustíveis na transição energética da matriz de transportes”, promovida pelo Instituto Brasileiro do Petróleo (IBP). No evento, Ricardo Pinto destacou a importância da introdução do diesel renovável na matriz de biocombustíveis do Brasil. O diesel renovável é um biocombustível moderno, feito com matérias-primas como óleos vegetais, gordura animal e até mesmo óleo de cozinha usado, que pode ser misturado ao diesel derivado do petróleo.

“O diesel renovável é utilizado em mistura com o óleo diesel e pode ser produzido diretamente via coprocessamento de óleo diesel com matérias primas renováveis em unidades de hidrotratamento de refinarias de petróleo. O coprocessamento é a forma mais rápida de iniciar-se a sua produção e com menos custos, pois se utiliza de infraestruturas já existentes. O diesel já pode sair da refinaria como um Diesel R5, por exemplo, com 5% de conteúdo renovável. O biodiesel éster poderia ser utilizado em conjunto, numa parcela, por exemplo, de 7 %, no mesmo mandato de biocombustíveis adicionados ao diesel de petróleo, alcançando os mesmos patamares (12 %) de conteúdo renovável existentes atualmente no diesel comercializado nos postos. Em alguns usos, como em geradores de emergência ou em usinas térmicas, onde a estabilidade do produto é um fator chave, o uso de um Diesel R12 seria muito mais adequado. O diesel renovável hidrotratado (HVO) é o biocombustível cuja utilização mais cresce no mundo e já é amplamente adotado em outras regiões como Europa e Estados Unidos. Cerca de 15% da produção de HVO é feita por coprocessamento com o óleo diesel mineral em refinarias de petróleo”, afirmou Ricardo Pinto.

O especialista da Petrobras também destacou a importância da concorrência no segmento de biocombustíveis misturados ao diesel, mercado ocupado atualmente exclusivamente pelo biodiesel de base éster. Isso seria obtido pela inclusão do diesel renovável no mandato hoje ocupado exclusivamente pelo biodiesel éster. A presença de diversos biocombustíveis no mesmo mandato já é permitida pela legislação brasileira, mas depende ainda de regulamentação pela Agência Nacional do Petróleo e Gás Natural e Biocombustíveis, e permitiria mais competição no setor, trazendo benefícios de custo e qualidade para o consumidor final. Atualmente a adoção do diesel renovável encontra-se em estudo por autoridades como ANP e o Conselho Nacional de Política Energética.

O diesel renovável possui diversas vantagens em relação ao biodiesel éster, único biocombustível que atualmente pode ser misturado ao diesel de petróleo no Brasil. O diesel renovável é capaz de reduzir as emissões de gases de efeito estufa em 70%, quando comparado ao diesel regular, e em 15% quando comparado ao biodiesel. Isso ocorre porque o biodiesel éster utiliza metanol, produto de origem fóssil, em seu processo produtivo.

Ao contrário do biodiesel éster, o diesel renovável não possui em sua composição compostos metálicos que prejudicam o funcionamento dos sistemas de tratamento de gases de combustão presentes nos veículos. Esses compostos metálicos, existentes no biodiesel éster, desativam os catalisadores que reduzem as emissões de poluentes dos gases de combustão, fazendo com que sejam lançados no ambiente material particulado e óxidos de nitrogênio, diretamente ligados a problemas de saúde. A utilização do HVO permite o atendimento ao RenovaBio e também à fase P8 do PROCONVE (Programa de Controle de Poluição do Ar por Veículos Automotores).

O diesel renovável também permite a utilização de matérias primas residuais, como o óleo de cozinha usado, contribuindo ainda mais para a descarbonização da atmosfera.

Outra vantagem do novo biocombustível é que, embora seja feito de matéria-prima renovável, o produto é quimicamente igual ao diesel de petróleo. Isso significa que é um combustível de alta estabilidade, tanto térmica quanto de estocagem. O biodiesel éster, ao contrário, possui glicerinas em sua composição, o que pode causar entupimentos em sistemas de estocagem e em filtros, bombas e bicos injetores, prejudicando o desempenho de veículos.

O evento também contou a presença de Valéria Lima, diretora executiva de downstream do IBP, Heloisa Esteves, diretora de Estudos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis da EPE, Paulo Jorge Santo Antônio, vice-coordenador da Comissão de Assuntos Técnicos da Anfavea, e Vânya Pasa, coordenadora do Laboratório de Combustíveis da UFMG. Todos os participantes destacaram a importância da introdução o mais rapidamente possível do diesel renovável na matriz energética brasileira como forma de melhorar a qualidade do biocombustível usado no país.

BIOQAV

Os palestrantes presentes no evento lembraram também da necessidade de introdução do bioQAV na matriz energética brasileira. A Organização da Aviação Civil Internacional (OACI) criou um programa para a redução de gases de efeito estufa por parte de aeronaves. A OACI determina que todos os países membros, incluindo o Brasil, utilizem biocombustíveis de aviação a partir de 2027. Foi destacado também que a Resolução 778 da ANP inclui todos os tipos de bioQAV, independente de processo e/ou composição, garantindo a competição entre eles. A Petrobras considera que a produção do bioQAV é associada à produção do diesel renovável e a introdução dos dois biocombustíveis na matriz energética brasileira é muito importante e precisa ser realizada de forma urgente.

Agência Petrobras

Cluster Naval RJ apresenta oportunidades para indústria marítima nacional

Evento on-line contou com representantes da Marinha, da Emgepron e do Simde

O webinar “Cluster Tecnológico Naval do Rio de Janeiro apresenta seus projetos”, realizado em 22/10, mostrou oportunidades diretas para a indústria marítima brasileira e sua cadeia de valor de navipeças, em diversos projetos, como o Programa Fragatas Classe Tamandaré e o Projeto de Obtenção do Navio de Apoio Antártico. Todos eles com mínimo de conteúdo local exigido, garantindo o acesso à indústria nacional.

Carlos Erane, vice-presidente da Firjan, presidente do Conselho de Administração do Cluster e presidente do Sindicato Nacional das Indústrias de Materiais de Defesa (Simde), destacou o papel estratégico do Rio de Janeiro nesse segmento e a oportunidade para a indústria naval local se preparar e aproveitar o momento. Segundo Erane, que também preside a Firjan Nova Iguaçu e Região, o cluster é um instrumento de desenvolvimento econômico e social para o país.

Após citar que a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) projeta para 2030 que cerca de 5% a 6% do valor agregado gerado na economia mundial decorrerá da economia do mar, o vice-almirante Edésio Teixeira Lima Junior, diretor-presidente da Empresa Gerencial Projetos Navais (Emgepron), destacou a importância da inovação e tecnologia como um dos focos estratégicos do Cluster.

Ele ressaltou que o Programa da Classe Tamandaré, assim como o Projeto de Obtenção do Navio de Apoio Antártico, o programa de submarinos e o e-navigation, trazem um componente de inovação e de tecnologia muito relevante. “No caso do Tamandaré, há um propósito de se criar uma indústria e navios complexos que têm colocação no mercado mundial; e o Brasil poderá exportar essa classe de navio ou outras com a grande participação da indústria no conteúdo local”, enfatizou.

Conteúdo local previsto

O capitão de mar e guerra Roberto Marcelo Moura dos Santos, gerente do Programa Fragatas Classe Tamandaré, disse que a assinatura do contrato para a construção dessas embarcações, a ser realizada em Itajaí (SC), abre novas perspectivas de fornecimento para a indústria nacional de equipamentos navais.

A participação da indústria nacional é contemplada no contrato por meio do atingimento do índice de conteúdo local e da transferência de tecnologia. Segundo ele, o índice mínimo para o conteúdo local para o primeiro navio é de 31,75%. Para os demais chega a 40,50%.

De acordo com estudos acadêmicos, os fatores principais a serem vistos pelos estaleiros na escolha dos fornecedores são: o preço do produto, a qualidade, a confiança na entrega, a localização geográfica e a capacidade de inovação, orientou o capitão.

A apresentação do capitão de mar e guerra Archimedes Francisco Delgado, gerente do programa Navio de Apoio Antártico, mostrou a situação do projeto, suas perspectivas e as principais possibilidades de participação da indústria nacional. De acordo com ele, o mais importante é que o navio será construído num estaleiro situado no Brasil e que se espera a geração de 600 empregos diretos e 6.000 indiretos. Além disso, será exigido o índice mínimo de conteúdo local de 45%.

O programa está em fase de recebimento de propostas, que devem ser entregues pelas proponentes até 11/11. A partir daí, começa a seleção das melhores ofertas, a serem divulgadas em janeiro de 2021, com três ou quatro propostas. O resultado da vencedora sai em junho de 2021; a assinatura do contrato está prevista para dezembro do mesmo ano; e a construção do navio, entre 2022 e 2025.

Fernando Queiroz, diretor-presidente da sociedade de propósito específico (SPE) Águas Azuis, responsável pelo Programa Classe Fragata Tamandaré, enfatizou que o grupo está em operação e contratando. “As empresas interessadas em fornecer material para o projeto devem se cadastrar no site da Águas Azuis. O processo começa na opção fornecedores”, disse Queiroz, que apresentou todos os passos para esse cadastramento.

Firjan

Rio Oil & Gas será 100% digital e já tem confirmação de CEOs da Equinor e Total

Pela primeira vez a Rio Oil & Gas, um dos maiores eventos da indústria de petróleo e gás, será 100% digital, o que vai facilitar a participação de executivos do mundo inteiro, segundo disse ao Broadcast Luiz Costamilan, secretário de Petróleo e Gás do Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP), organizador do evento.

A expectativa é de que grandes nomes da indústria se envolvam no evento que será realizado de 1º a 3 de dezembro. Até o momento já foram confirmadas as presenças virtuais dos presidentes globais da Total e Equinor, informou Costamilan.

O tema deste ano será “A energia para um mundo em transformação”, e pela primeira vez também está sendo possível votar nos trabalhos técnicos de maior interesse do público. Nos primeiros quatro dias já foram recebidos mais de sete mil votos, de acordo com o IBP. Foram inscritos mais de 1.900 autores, com um total de 600 trabalhos técnicos.

“Os autores dos conteúdos mais curtidos por bloco temático – transformação digital, gás natural, transição energética, offshore, entre outros – serão convidados a compor uma Mesa Técnica ao vivo durante o Congresso”, explicou o IBP.

Além disso, os 350 trabalhos mais bem avaliados pelo Comitê Técnico serão exibidos em uma playlist de trabalhos técnicos. Todos os trabalhos aprovados para a edição estarão disponíveis no canal On Demand, com acesso liberado durante os dias do evento em plataforma exclusiva.

As inscrições podem ser feitas pelo link: https://eventos.tmp.br/rog2020/visitantes/inicio.php