Petrobras lança primeiro Guia de Conduta Ética para fornecedores

Documento reafirma tolerância zero da companhia em relação à fraude e à corrupção

A Petrobras lançou, um Guia de Conduta Ética para seus Fornecedores. Trata-se do primeiro documento voltado exclusivamente para esse público, com orientações sobre valores e comportamentos éticos esperados dos fornecedores da Petrobras. O  guia se  aplica a todas as empresas prestadoras de serviços, do Brasil ou do Exterior,  que  estejam  envolvidas  em processos   negociais   com   a   Petrobras,   tais   como: procedimentos de contratação direta, pré-qualificações, licitações. Também se aplica aos que celebram com a Petrobras instrumentos jurídicos como contrato, convênio, termo de cooperação, entre outros.

“O lançamento deste Guia contribui para o fortalecimento e a disseminação da cultura de integridade no Brasil e no setor de óleo e gás no mundo. Queremos demonstrar, de forma clara e objetiva, como os fornecedores devem conduzir suas relações com a Petrobras e, desta forma, participar da construção de um ambiente de negócios íntegro e sustentável”, destacou Rodrigo Ugarte, gerente executivo de Suprimentos.

O Guia reafirma a tolerância zero da Petrobras a toda  forma  de  fraude  e  corrupção,  incluindo  suborno, extorsão, lavagem de dinheiro ou negociação com informações privilegiadas, cobrando também a mesma postura de toda sua cadeia de fornecedores. O documento foi feito de acordo com as melhores práticas internacionais e está alinhado com as diretrizes do Dow Jones Sustentability Index, do Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3, do Corporate Human Rights Benchmark, do selo Empresa Pró-Ética do Instituto Ethos e da Controladoria Geral da União.

Além das determinações de combate à fraude e à corrupção, também reforça que os fornecedores devem promover condições dignas e seguras de trabalho aos seus empregados e combater o trabalho infantil e escravo, e o respeito com o Meio Ambiente, estando assim em linha com propósitos de ESG (sigla em inglês para meio ambiente, social e governança). O documento também determina que os fornecedores devem promover a diversidade, igualdade de gênero e racial e a inclusão de pessoas com deficiência.

Até a edição do Código, os princípios e orientações éticas da Petrobras aplicáveis aos fornecedores estavam dispersos em documentos como Programa Petrobras de Prevenção da Corrupção (PPPC), Guia de Recebimento e Oferecimento de Presentes, Código de Conduta Ética da Petrobras,  Cláusulas de Conformidade e Sanções Administrativas da Minuta Contratual Padrão do Jurídico e Edital de Licitação. Esses documentos continuam válidos e têm as informações relativas aos fornecedores consolidadas em um único guia.

O Guia de Conduta Ética para Fornecedores pode ser acessado neste link.

Código de Conduta Ética para Empregados

Essa iniciativa é mais um passo da companhia para o fortalecimento do seu sistema de integridade. Em junho, por exemplo, a companhia lançou seu “Código de Conduta Ética”  aplicável a empregados, membros do Conselho de Administração e seus comitês de assessoramento, membros do Conselho Fiscal, membros da Diretoria Executiva. Atualmente, cerca de 45 mil empregados estão sendo treinados  sobre o Código, que foi produzido em alinhamento com a Lei da Probidade Administrativa, a Lei Anticorrupção Empresarial e o Estatuto Jurídico das Empresas Estatais; e o regramento internacional, como o Foreign  Corrupt  Practices Act (EUA), a Lei Sarbanes-Oxley (EUA) e o UK Anti-Bribery Act.

Petrobras realiza coletiva sobre resultados financeiros do 3º trimestre de 2020

A Diretoria Executiva da Petrobras concederá entrevista coletiva sobre os resultados financeiros do terceiro trimestre de 2020 nesta quinta-feira, 29/10, às 15h.

Jornalistas poderão acompanhar a transmissão e enviar perguntas por meio do seguinte endereço:

https://teams.microsoft.com/l/meetup-join/19%3ameeting_ZGM1YTM5NWMtMDhlYS00Mjc5LTg0NGQtZjIxOTZmZDNkYzhm%40thread.v2/0?context=%7b%22Tid%22%3a%225b6f6241-9a57-4be4-8e50-1dfa72e79a57%22%2c%22Oid%22%3a%22d3400795-c328-4930-b0d1-c8bd17b5deef%22%7d

Gás ainda tem muito espaço para crescer

O gás natural é o mais limpo entre todos os combustíveis fósseis e sua utilização é vital para uma matriz energética de baixo carbono. No entanto, ele responde por apenas 10% da matriz energética nacional. A ampliação dessa participação passa por investimentos em rotas de escoamento que tragam o insumo do pré-sal ao continente.

A Compass Gás e Energia afirma que avalia formas de ampliar a oferta de gás ao Sudeste, com aproveitamento do gás do pré-sal através do gasoduto Rota 4.

A Bacia de Santos possui ainda o bloco SM-1500, da britânica BP. A empresa diz que colabora na aquisição de dados sísmicos para entender melhor a área do bloco. Ele segue em fase de pesquisa.

A Petrobras afirma que no último dia 30 fez um movimento de abertura no mercado de gás para atrair novos agentes para o segmento. A estatal assinou um contrato para compartilhamento de infraestruturas de escoamento e processamento de gás.

Segundo a estatal, as empresas privadas poderão atuar nas rotas 1, 2 e 3 no mar entre o Rio de Janeiro e Caraguatatuba, no Litoral Norte.

Tribuna de Santos

Petrobras reduz preço do diesel em 4% e o da gasolina em 5%

A Petrobras informou na segunda, redução do preço médio do diesel em 4% nas refinarias, enquanto a cotação da gasolina cairá 5%, a partir desta terça-feira.

Para a gasolina, foi a segunda redução em outubro, após queda anunciada em meados do mês, quando o diesel ficou estável.

Agência Reuters

Reduc seleciona 48 jovens aprendizes em comunidades do entorno

A Reduc concluiu a seleção de 48 jovens, com idade entre 18 e 22 anos, que farão parte do Programa Petrobras Jovem Aprendiz (PPJA). Os novos aprendizes são residentes de localidades próximas à refinaria no município de Duque de Caxias, como Campos Elíseos, Jardim Primavera, Saracuruna, Pilar e Xerém.

O 9º processo seletivo do Programa foi realizado de 7 a 27 de agosto, por meio de convênio assinado entre a Petrobras e o Centro Integrado Empresa Escola (CIEE). Durante o recrutamento, foram recebidos 10.552 currículos.

Os 48 selecionados estão recebendo aulas de capacitação remota desde o dia 21 de setembro. Posteriormente, serão designados para atuar em atividades administrativas nas diversas áreas da Reduc. Eles cumprirão jornada de trabalho de 20 horas semanais e terão direito a salário mínimo regional proporcional, 13º salário, férias, vale-transporte, tíquete-alimentação, plano de saúde, plano odontológico e seguro de vida.

O Programa tem duração máxima de 17 meses e visa preparar jovens em situação de vulnerabilidade social e econômica para o mercado de trabalho. “Por atuarmos em uma região que apresenta altos índices de desemprego e violência, um programa de orientação pedagógica como o Jovem Aprendiz é de extrema importância para todos nós. O convívio dos novos aprendizes com os colaboradores da refinaria impulsiona o desenvolvimento individual destes jovens e abre caminho para que conquistem um futuro melhor”, avalia o agente de relacionamento comunitário Porfírio Santos de Brito Neto, da gerência de Integração Regional de Responsabilidade Social RJ-MG-ES.

Com a nova turma, chega a 320 o número de jovens que já foram beneficiados nos 9 ciclos do Programa Petrobras Jovem Aprendiz da Reduc.

Geração de emprego e renda em Duque de Caxias

Além de ajudar a preparar jovens da região para a inserção no mercado de trabalho, a Reduc realiza diversas outras ações de apoio às comunidades da sua área de abrangência, promovendo a educação, a qualificação profissional, a oportunidade de trabalho e a melhoria de renda dos moradores locais.

Através do Programa Petrobras Socioambiental, a Petrobras também patrocina projetos de capacitação para o empreendedorismo e desenvolvimento profissional de moradores ou pessoas que trabalham no entorno da Reduc. Nos últimos 24 meses, foram ministrados cursos de gestão e mentoria de carreira profissional que ajudam a diminuir a pressão do desemprego para as famílias. A proposta é formar 150 jovens da região e orientar o desenvolvimento de negócios de 300 empreendimentos.

Estas ações estão alinhadas à Política de Responsabilidade Social da Petrobras, que tem como diretriz o compromisso com o relacionamento responsável nas comunidades da área de abrangência de nossas operações, baseado no diálogo contínuo e transparente, e com o desenvolvimento local por meio do investimento social.

Agência Petrobras

Empresa prospecta investimento em ramal de etanol em torno de R$ 1 bilhão

O prefeito Paulo Piau e o secretário de Desenvolvimento Econômico, Turismo e Inovação, José Renato Gomes, participaram de uma videoconferência com a diretoria da Logum Logística S.A. A empresa, que possui unidade em Uberaba, faz prospecção para um investimento de R$ 1 bilhão para ampliação dos dutos de transporte de etanol.

A Logum Logística S.A. tem a sua estrutura acionária composta por quatro empresas Copersucar (30%), Raizen (30%), Petrobras (30%) e Uniduto Logística (10%), que são agentes relevantes no mercado de combustíveis e biocombustíveis do país.

Os dutos para transporte de combustível saindo de Uberaba, por este investimento vão chegar até a cidade de São Paulo e possivelmente, o litoral paulista. Hoje, os dutos chegam a Paulínia (SP).

Atualmente, a empresa transporta anualmente, três milhões de metros cúbicos de etanol, mas com este investimento a meta é triplicar esse montante.

A diretoria da Logum ainda sinalizou com a possibilidade de ampliação do ramal entre Uberaba e Itumbiara (GO). Mas, este investimento fica sujeito a demanda pelo combustível.

O prefeito da cidade de Ribeirão Preto (SP), Duarte Nogueira, também participou da videoconferência.

O prefeito Paulo Piau destacou que a expansão desse ramal deve demandar maior produção de etanol, consequentemente, deve gerar mais investimentos no setor em Uberaba.

Jornal Uberaba

NLMK amplia estoques no Brasil e América Latina e investe R$ 944 milhões em fábrica na Bélgica

O investimento possibilitará à empresa ampliar sua área de atuação comercial no Brasil, atendendo a empresas que demandam aço especial de alta resistência com espessuras diferenciadas.

Considerada a maior exportadora de lingotes de aço bruto do Planeta, a NLMK Group foi na contramão das reações do setor do aço diante da crise provocada pela pandemia do novo coronavírus. De olho no mercado futuro, a empresa investiu na ampliação de seus estoques no Brasil e na América Latina, mesmo tendo registrado uma queda de 12 a 13% no volume de vendas no primeiro semestre, em comparação ao primeiro semestre de 2019. E ainda está investindo aproximadamente 150 milhões de euros (cerca de R$ 944 milhões) em sua fábrica de La Louviére, na Bélgica, com o objetivo de ampliar a resistência mecânica das bobinas de aço.

Em breve, por conta desses investimentos, a empresa terá condições de fabricar chapas com espessura a partir de 1,2 mm (milímetros), com limite de escoamento acima de 1.000 MPa (Mega Pascal). Isso permitirá à NLMK South America, no Brasil – atualmente focada na comercialização de chapas grossas de aço de alta resistência com valor agregado -, a ampliação do atendimento a diversos segmentos como o setor automotivo, construção civil, mineração e agroindústria. Em 2021, de acordo com as expectativas da empresa, as chapas finas de bobina de alta resistência que serão produzidas na fábrica de La Louviére ganharão o mercado.

“Nossos clientes se beneficiam da vasta experiência que as décadas de produção de aço na Europa representam. Nosso aço de altíssimo valor agregado oferece muitos benefícios aos nossos clientes no Brasil”, afirma o diretor-geral da NLMK South America, Paulo Seabra. “Isso porque, utilizando o aço de alta resistência que oferecemos no mercado, os nossos clientes podem produzir seus equipamentos de forma que os torne mais leves e mais resistentes, aumentando a sua vida útil e contribuindo para a economia de investimentos e cumprimento de metas de sustentabilidade”.

Tomando como exemplo o setor de implementos rodoviários, um caminhão cuja caçamba seja fabricada com aço de altíssimo valor agregado pode se tornar muito mais leve. E, assim, gastar menos combustível e promover até a redução dos custos de manutenção com o desgaste de pneus. A redução que o emprego desse tipo de aço especial pode trazer chega a 35% do peso total do equipamento e lhe garante uma maior vida útil. Isso gera uma possibilidade de se reduzir o impacto na natureza, pois tanto manutenção quanto produção tornam-se otimizadas.

Os aços especiais com alto valor agregado são aqueles que possuem características que os outros não têm. Como, por exemplo, uma espessura diferenciada. Ou capacidade de resistência maior. Sendo assim, o emprego desse tipo de material é uma forma do mercado contribuir para a sustentabilidade de suas atividades. Além de aumentar a produtividade.

Voltemos ao exemplo do caminhão. Ele poderá transportar mais carga se tiver o peso de sua estrutura reduzido. O que possibilita, inclusive, uma diminuição da frota, pois cada caminhão poderá carregar até 35% a mais de toneladas de carga. Assim, as empresas que optam pelo aço especial de valor agregado estão colaborando para tornar o mercado brasileiro mais competitivo para o mundo. E esse, esclarece Seabra, é um dos principais objetivos da NLMK.

“Uma das nossas metas principais é contribuir para o crescimento da competitividade brasileira diante dos mercados internacionais. Apoiamos os clientes na transformação de seus equipamentos em produtos mais leves, resistentes e duráveis, que resultam em maior produtividade. Estamos contribuindo para que o Brasil caminhe para um momento mais competitivo nesse mercado”.

Suporte técnico e estrutura

A NLMK South America não trabalha apenas com a venda do aço que é produzido nas fábricas da Europa. Sua equipe oferece todo o suporte técnico e consultoria para que seus clientes tenham condições de escolher o melhor tipo de aço para suprir suas necessidades. “O mercado brasileiro ainda tem uma penetração muito baixa no consumo de aço de alta resistência, comparado a mercados mais maduros, como o alemão. Isso resulta em muitas possibilidades de crescimento da NLMK, no que se refere ao estímulo da produção de equipamentos – hoje realizada com aço comum – com o aço de maior resistência, tornando os materiais mais leves. Uma oportunidade de tornar o Brasil num mercado à altura do mercado europeu”.

A estratégia global da NLMK se baseia na verticalização de sua produção. A empresa extrai a matéria prima, enriquece e a transforma em produto final. Para isso, conta com suas próprias minas de minério de ferro e carvão, tornando-a auto-suficiente em matéria prima, em quantidade capaz de atender à demanda global por aço especial produzido em suas fábricas. Para se ter uma ideia, a capacidade instalada é de 17 milhões de toneladas de aço bruto produzidas por ano e 17 milhões de minério de ferro. A empresa também gera aproximadamente 60% da energia elétrica empregada nos processos e possui portos exclusivos em pontos estratégicos do Globo, para escoar a produção para mais de 70 países.

Driblando a crise

Paulo Seabra revela que, em 2020, a NLMK registrou uma redução de 12 a 13% no volume de vendas no primeiro semestre, em comparação ao primeiro semestre de 2019. O segundo semestre ainda é incerto, apesar de o executivo ter percebido uma certa melhora no mercado. “Nossa previsão é de que encerraremos 2020 com uma queda nas vendas, em relação ao ano de 2019, na casa dos 15%. Mas confiamos na expectativa de recuperação desse percentual já em 2021, com recuperação gradual da curva de crescimento”.

Esta será a primeira vez, desde 2014, quando iniciou as atividades no Brasil, que o volume de vendas da empresa sofre uma redução. Isso porque, nos últimos anos, o crescimento anual registrado oscilava entre 15 a 20%. Até começar a pandemia. Por outro lado, a NLMK não sofreu perda de marketshare.

O foco da NLMK tem sido a distribuição de aço plano em chapa grossa de alta resistência e com alto valor agregado. Seus principais consumidores são grandes empresas que pertencem a setores como o da produção de equipamentos da chamada linha amarela (escavadeiras, caminhões de mineradoras), construção civil e mineração. Setores em que as chapas são utilizadas na montagem e manutenção de equipamentos, como caminhões e escavadeiras. Peças que demandam aço de alta resistência, pois sofrem um excessivo desgaste por conta do uso pesado. Como a caçamba de um caminhão, por exemplo.

Mas existem outros setores que demandam a utilização de aço de alta qualidade, como a agricultura florestal, que aproveita o produto em colheitadeiras e discos de corte. Além de empresas que atuam no setor de montagem de peças automobilísticas. Quando a NLMK der início à produção de bobinas a partir de 1,2 milímetros de espessura, com a reestruturação da fábrica na Bélgica, as aplicações serão diversas.

Seabra complementa que a empresa prevê um aumento da demanda por aço de alta resistência partindo de setores como o de elevação de cargas (guindastes e cestas aéreas); o de implementos rodoviários (chassis, reboques e semi-reboques); e o agrícola (colheitadeiras e pulverizadores).

E é por isso que, para 2021, a expectativa da NLMK é mais otimista. A previsão é de crescimento de 10 a 15%. É certo que os estoques, ampliados no Brasil, serão capazes de atender à demanda esperada. E também que será possível ao menos recuperar a perda de 2020 por conta da desaceleração econômica causada pela pandemia. Um crescimento ainda maior dependerá apenas do tempo que for preciso para concluir as obras na usina de La Louviére, para que a NLMK passe a fabricar e comercializar as bobinas de alta resistência no Brasil, agregando novos volumes às vendas já existentes.