MAN fornecerá compressores para o FPSO Bacalhau da Equinor

O fornecedor e operador japonês de plataformas flutuantes offshore MODEC contratou a MAN Energy Solutions para fornecer um total de cinco compressores radiais e dois trens de compressores de parafuso para o primeiro projeto brasileiro de extração de gás offshore do cliente final Equinor.

A MAN disse na quarta-feira que os trens de compressores serão instalados a bordo do maior navio FPSO já entregue ao Brasil.

A embarcação será implantada no campo de Bacalhau, a cerca de 185 quilômetros da costa brasileira – ao sul de São Paulo – em lâmina d’água de cerca de 2.050 metros.

O FPSO será projetado para produzir e processar até 220.000 barris de petróleo bruto e até 15 milhões de metros cúbicos de gás por dia. A capacidade mínima de armazenamento será de dois milhões de barris de petróleo bruto.

O FPSO será o 17º FPSO ou FSO da MODEC no Brasil e o 9º FPSO da Modec na região do pré-sal, além do primeiro contrato da Modec com a Equinor .

Jeff Knox , gerente de projeto da MODEC, disse: “ Estamos orgulhosos de apoiar o desenvolvimento da indústria de energia do Brasil com este importante projeto de grande escala. Com a MAN Energy Solutions, ganhamos um parceiro confiável para a tecnologia de compressores, que pode fornecer os componentes do sistema necessários de uma única fonte “.

Christopher Bowles , chefe de vendas de petróleo e gás upstream da MAN Energy Solutions, acrescentou: “ Podemos olhar para trás em uma longa história de sucesso com vários projetos conjuntos para aplicações FPSO e estamos ansiosos para continuar a boa cooperação com a MODEC.

“ Existem metas rígidas de redução de CO2 que devem ser cumpridas neste projeto. Nosso conhecimento técnico abrangente e a confiabilidade incomparável de nossos sistemas de compressor desempenham um papel vital para atingir essa meta. 

Os sistemas compressores ajudarão a manter a pressão no campo de Bacalhau, maximizando assim a vazão e a eficiência da produção.

Os dois compressores de parafuso SKUEL 510 serão usados ​​como unidades de recuperação de vapor. Estes pressurizam qualquer gás instantâneo criado e o devolvem ao processo em vez de queimá-lo na atmosfera. Isso não apenas aumenta a eficiência do processamento de gás, mas também reduz significativamente as emissões de CO2.

Enquanto os compressores radiais serão projetados, fabricados e testados na Suíça, os compressores de parafuso serão produzidos nas instalações da MAN na Alemanha.

Segundo a empresa, a entrega de todos os trens compressores está prevista para o quarto trimestre de 2021.

Estatal espera ofertas vinculantes por refinaria no Paraná em dezembro, diz CEO

A Petrobras espera realizar em dezembro um processo para recebimento de ofertas vinculantes por sua refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), no Paraná, disse o presidente da estatal, Roberto Castello Branco.

“Está tudo prosseguindo como esperado, exceto pelo fato, como mencionei, de um atraso devido à Covid-19”, disse o executivo, ao ser questionado sobre as negociações para venda do ativo durante teleconferência de resultados do terceiro trimestre.

A Petrobras já recebeu propostas iniciais pela Repar, mas sinalizou no final de setembro que abriria uma nova rodada para os interessados na unidade, após ter recebido dois lances com valores próximos. A empresa também considerou os valores oferecidos baixos, disseram fontes à Reuters.

O CEO ainda afirmou que a Petrobras espera obter em novembro aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) para a venda de sua unidade de gás liquefeito de petróleo, a Liquigás.

Por outro lado, tentativas de desinvestimento de fatia da companhia na Transportadora Brasileira Gasoduto Bolívia-Brasil (TBG) estão “travadas” por questões regulatórias, acrescentou Castello Branco.

Agência Reuters

SCGÁS lança chamada pública para adquirir volume adicional de gás natural

Prazo para recebimento de propostas vai até o dia 30 de novembro de 2020

A SCGÁS lançou uma nova chamada pública para aquisição de volumes adicionais de gás natural. A restrição da capacidade de transporte do Gasbol inviabilizou a celebração de contrato acima de 2 milhões m³/dia de gás natural com a Petrobras no início do ano, mas o volume distribuído atualmente em Santa Catarina tem ultrapassado a média de 2,1 milhões m³/dia. Foi criado um grupo de trabalho interno pela empresa com o objetivo de encontrar soluções no curto, médio e longo prazo.

Além disso, a SCGÁS tem mantido contatos constantes com a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), a Petrobras e a Transportadora Brasileira Gasoduto Bolívia-Brasil S/A (TBG) sobre esta questão. A Petrobras está conseguindo fornecer temporariamente os volumes excedentes, pois possui outros contratos de transporte que vem apresentando sobra de capacidade nos últimos meses, mas os mesmos não são garantidos pelo supridor. Já a TBG sinalizou a possibilidade de investimentos para ampliar a capacidade do Gasbol, mas a projeção é de que essas obras sejam concluídas somente após 2024.

Diante desse cenário, fez-se necessário o lançamento de uma nova chamada pública para adquirir volumes adicionais que atendam a demanda no curto prazo. As propostas podem prever suprimento via Gasbol, com a injeção do gás natural diretamente nos pontos de entrega da SCGÁS, ou ainda a partir dos modais GNL (Gás Natural Liquefeito) ou GNC (Gás Natural Comprimido).

A quantidade inicial estimada pela SCGÁS é de 150.000 m³/dia, com possibilidade de ampliação dentro do prazo de contratação de cinco anos. Os documentos da chama pública estão disponíveis neste link. A formalização da participação nesta Chamada Pública dar-se-á mediante envio de PROPOSTA até 30/11/20 para o endereço eletrônico chamadapublicagn@scgas.com.br.

Usiminas vai comprar mais placas de terceiros no 4º trimestre

A Usiminas seguirá comprando placas de aço produzidas por terceiros para atender parte do aumento da demanda no Brasil, cujo setor industrial passa por fase de reestocagem, e avalia que os preços da liga no país seguem defasados ante o mercado internacional apesar de seguidos aumentos neste ano.

A companhia sofreu um “incidente” na usina de Ipatinga no final de setembro, que gerou “alguma perda de produção”, o que está sendo compensado com placas de terceiros, disse o vice-presidente financeiro da Usiminas, Alberto Ono, em teleconferência com analistas.

“Vamos ter compra maior de placa no quarto trimestre porque estamos aproveitando nossa flexibilidade de laminação em Cubatão”, acrescentou o executivo referindo-se às instalações da empresa no litoral paulista.

A Usiminas desligou dois alto-fornos em abril, em meio aos impactos das medidas de quarentena contra o coronavírus. Em julho, anunciou religamento de um dos equipamentos. Questionado sobre quando o alto-forno 2 de Ipatinga será reativado, Ono citou incertezas sobre o cenário para demanda de aço no país nos próximos meses.

“Não temos certeza ainda sobre retorno do equipamento. Estamos vendo recuperação da demanda, existe uma tendência de reestocagem, mas isso tem prazo”, disse o executivo. “A questão é qual será o novo normal em termos de demanda após a recuperação dos estoques”, acrescentou.

O diretor comercial da companhia, Miguel Homes Camejo, avaliou que a restauração do equilíbrio entre oferta e demanda deve levar ainda três ou quatro meses. Questionado sobre novos reajustes de preços de aço, afirmou que os valores da liga no Brasil estão 4% a 5% abaixo dos praticados no exterior e que a intenção da companhia é que esta paridade fique positiva entre 7% e 8%, numa indicação de novos aumentos adiante.

Os comentários foram semelhantes aos feitos por colegas de Camejo nos últimos dias. Luis Fernando Martinez, da CSN, afirmou neste mês que a empresa vai subir o preço de aços longos e planos em 10% em novembro, após reajustes acumulados de 40% ao longo do ano.

Na véspera, o presidente da Gerdau, Gustavo Werneck, rebateu críticas de que as siderúrgicas estejam se aproveitando da retomada da demanda para aumentar seus preços, alegando que o setor tem enfrentado fortes aumentos de custos e desvalorização cambial, que deixaram os valores praticados no Brasil abaixo do nível internacional.

Camejo também afirmou que a Usiminas já começou a discutir contratos anuais de preços com montadoras de veículos. Ele não mencionou um índice pretendido, mas disse que os reajustes precisam refletir os movimentos de preços ocorridos ao longo do ano e as expectativas do mercado automotivo para 2021, que sinalizam crescimento nas vendas.

A ação da Usiminas liderava as altas do Ibovespa às 13h20 da última quinta-feira, avançando 4,7%, enquanto o índice tinha queda de 0,26%. A empresa divulgou mais cedo seu segundo melhor Ebitda trimestral dos últimos 10 anos, de 826 milhões de reais, e o melhor caixa dos últimos sete anos, de 3,7 bilhões de reais.

Questionado se a empresa pode elevar dividendos ou retomada de planos para uma nova linha de galvanização em Ipatinga, Ono disse que a preferência é por continuar a reduzir a alavancagem. No terceiro trimestre, a relação dívida líquida/Ebitda caiu a 1,2 vez, a menor entre as empresas listadas do setor no país.

“A tendência é buscar um pouco mais de desalavancagem. Entendemos que, no geral, uma empresa como a nossa tem que trabalhar mais conservadora nesse sentido”, disse o executivo. “Embora estejamos com bom nível de caixa, nos próximos dois anos vamos precisar de parte disso para o plano de investimento”, adicionou, referindo-se ao projeto bilionário de reforma do alto-forno 3 de Ipatinga, que demandará recursos em 2021 e 2022.

Agência Reuters

Petrobras e parceiros podem fazer IPO de empresa de gasodutos

A Petrobras e parceiros que incluem a anglo-holandesa Shell poderão fazer uma oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) de uma empresa criada para operar infraestruturas de escoamento e processamento de gás, disse o presidente da estatal brasileira, Roberto Castello Branco.

A companhia anunciou no final de setembro a assinatura de contratos para compartilhamento de ativos de escoamento de gás do pré-sal junto à Shell Brasil, Petrogal Brasil e Repsol Sinopec Brasil.

Os acordos preveem interligação física e compartilhamento de capacidades das chamadas rotas 1, 2 e 3 de gasodutos para escoamento da produção do pré-sal, essa última em construção.

“É uma oportunidade de criação de uma empresa de ‘midstream’, fazer um ‘spin-off’ (cisão) e a criação de uma empresa de ‘midstream’ cujas ações poderão ser lançadas no mercado, pode ser alvo de um IPO”, disse Castello Branco, em teleconferência sobre resultados do terceiro trimestre.

“(A empresa) se transformaria em um veículo de ‘midstream’ para construção de novos gasodutos no Brasil com recursos da iniciativa privada, dispensando recursos públicos para isso.”

Ele não comentou quando o IPO poderia ocorrer e nem quanto as sócias poderiam buscar levantar com a operação.

Essa empresa de gasodutos poderia colaborar para viabilizar investimentos em infraestrutura visando garantir o desenvolvimento de um plano do governo de reduzir o preço do gás e consequentemente da energia elétrica.

A Petrobras possui atualmente cerca de 72% do capital total dessas rotas de escoamento de gás, mas não pretende manter essa fatia na empresa a ser criada para que ela não seja uma estatal, disse a diretora executiva de Refino e Gás Natural da companhia, Anelise Lara.

“Nosso objetivo é sim reduzir esse capital, para que a empresa possa ganhar agilidade, ser uma empresa privada, ganhar agilidade na construção de nossas rotas”, explicou.

Ela acrescentou ainda que o movimento de criação da empresa “vai ainda demorar alguns meses”, uma vez que há avaliações em andamento sobre o melhor modelo de negócios a ser adotado.

DIVIDENDO

O presidente da Petrobras também negou que a companhia tenha sofrido qualquer tipo de pressão do governo para pagamento de dividendos, após a estatal ter anunciado na véspera uma revisão de sua política de remuneração aos acionistas para poder distribuir proventos mesmo em anos de prejuízo contábil.

Castello Branco defendeu que essa decisão foi tomada porque o fluxo de caixa tem maior peso para a companhia do que os resultados contábeis.

“Há uma especulação maldosa sobre a decisão da companhia.”

“Alguns levantaram a suspeita de que a Petrobras está mudando as regras, e não está mudando regra nenhuma, para beneficiar a União, porque a União precisa de recursos para cobrir seu déficit… seria muito pouco inteligente tentar fazer isso”, acrescentou.

O executivo disse que o governo federal recebe cerca de 360 mil reais a cada 1 milhão distribuído em dividendos pela companhia, devido à sua participação acionária no capital da petroleira.

“Em nenhum momento se interferiu na gestão da Petrobras”, garantiu o CEO.

A diretora executiva financeira da petroleira, Andrea Almeida, destacou que ainda não há decisão sobre a distribuição de proventos de 2020, apesar da mudança na política.

“O pagamento de dividendos a gente realmente não tem definido nada em relação a ele, a única coisa que fizemos foi a alteração na política, para dar maior flexibilidade para a empresa.”

VENDAS DE ATIVOS

O CEO da Petrobras disse ainda que a empresa espera receber em dezembro ofertas vinculantes por sua refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), no Paraná, enquanto a venda da unidade Rlam, na Bahia, deve ser concluída antes do final do ano.

“Está tudo prosseguindo como esperado, exceto pelo fato, como mencionei, de um atraso devido à Covid-19”, afirmou.

A Petrobras recebeu propostas iniciais pela Repar de um consórcio liderado pela Raízen, da Ultrapar e da chinesa Sinopec, mas sinalizou em setembro que abriria uma nova rodada para os interessados, após ter recebido dois lances com valores próximos. A empresa também considerou os valores oferecidos baixos, disseram fontes à Reuters.

Já a Rlam tem sido negociada pela companhia junto ao fundo de investimento Mubadala, de Abu Dhabi.

O CEO também afirmou que a Petrobras espera obter em novembro aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) para a venda de sua unidade de gás liquefeito de petróleo, a Liquigás.

Por outro lado, tentativas de desinvestimento de fatia da companhia na Transportadora Brasileira Gasoduto Bolívia-Brasil (TBG) estão “travadas” por questões regulatórias, acrescentou Castello Branco.

Já a intenção da Petrobras de vender um pacote de 13 termelétricas provavelmente não será levada adiante antes que o governo realize um leilão no qual essas usinas poderiam obter novos contratos, disse a diretora de Gás da companhia.

A Petrobras esperava obter novos contratos de venda de energia para esses ativos em um certame agendado pelo governo para abril, mas o evento foi suspenso pelo Ministério de Minas e Energia devido à pandemia de coronavírus e deve ficar para 2021.

“Obviamente, elas só vão ter uma geração de valor se tiverem contratos assinados nos leilões… então é importante, sim, os leilões para podermos seguir em frente com o processo aí de venda de nossas unidades térmicas”, disse Lara.

Agência Reuters

Resultados financeiros da Petrobras apresentam melhorias no terceiro trimestre de 2020

Em um ano desafiador como o de 2020, a Petrobras agiu rapidamente para garantir sua liquidez durante o primeiro semestre, o momento mais agudo da crise até agora. No terceiro trimestre, graças a uma sólida geração de caixa, respaldada principalmente pelo seu desempenho operacional e pelo aumento do preço do Brent, a companhia conseguiu acelerar seu processo de desalavancagem e a geração de caixa.

A geração de caixa medida pelo Ebitda apresentou uma expressiva recuperação em relação ao trimestre anterior, em parte em função do aumento de 47% do preço do Brent no trimestre. A companhia fechou o período com Ebitda ajustado recorrente de U$ 6,9 bilhões, mais que o dobro do segundo trimestre. Esse é um resultado importante, pois retira o efeito dos juros, impostos, depreciação e amortização do lucro líquido, facilitando a comparação de resultado entre empresas, uma informação fundamental que auxilia na tomada de decisão de potenciais investidores, parâmetro fundamental para analisar o resultado operacional de uma companhia ao longo do tempo.

Como consequência, o resultado líquido também demonstrou uma melhoria no período, especialmente nos itens recorrentes. Ainda assim, a companhia registrou prejuízo líquido de US$ 236 milhões. Expurgados os itens não-recorrentes, o resultado seria revertido positivamente e o lucro líquido recorrente seria de US$ 633 milhões. Entre os itens não recorrentes estão os efeitos da adesão a programas de anistias fiscais e os prêmios na recompra de bonds , devido à menor percepção de risco pelo mercado.

A retomada de pré-pagamentos fez com que a Petrobras reduzisse em US$ 11,6 bilhões a sua dívida bruta no terceiro trimestre. “Nos últimos 21 meses conseguimos reduzir US$ 31,3 bilhões de dívida – cerca de US$ 1,5 bilhão por mês – um fator chave para nossa companhia, uma vez que contribui para a redução do risco de nosso balanço, para o fortalecimento de nossa resiliência à volatilidade do fluxo de caixa e para liberarmos recursos para investirmos em nossos ativos de classe mundial”, disse o presidente da Petrobras Roberto Castello Branco. E, mesmo com essa redução acentuada no endividamento, a empresa manteve uma sólida posição de caixa com US$ 13,4 bilhões.

Resultados operacionais expressivos

A produção total de óleo e gás da Petrobras cresceu 5% em relação ao trimestre anterior, com destaque para o incremento na produção do pré-sal. Em função disso, a empresa projeta superar a meta originalmente definida para o ano, que era de 2,7 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boed). A nova meta passa a ser de 2,84 milhões de boed, com variação de +/- 1,5%.

Esse desempenho operacional expressivo se deveu ao aumento da capacidade de produção de Búzios e elevada eficiência operacional no pré-sal, assim como a postergação de parte das grandes paradas programadas de produção.

O volume de vendas de combustíveis cresceu 18% no trimestre impulsionado pela recuperação econômica e retomada do market share. O fator de utilização das refinarias superou as expectativas e fechou o trimestre em 83%, depois de atingir 70% no segundo trimestre. Também houve progressivo aumento das exportações, com novo recorde de exportação de petróleo registrado em setembro (1,066 milhão de barris por dia).

A companhia permaneceu com uma trajetória descendente de TAR, a taxa de acidentados registráveis por milhão de homem-hora, alcançando 0,60 no terceiro, uma referência para a indústria global de óleo.

O total de entrada no caixa da Petrobras com a venda de ativos alcançou US$ 1 bilhão nos primeiros nove meses do ano. Há ainda dez operações a serem fechadas até o fim do ano e outros 39 projetos de desinvestimento em andamento.

Mudança na política de dividendos da companhia

A companhia aprovou mudança em sua política de dividendos, permitindo que exista a opção de distribuir dividendos mesmo com prejuízo contábil em um determinado ano, desde que a dívida líquida tenha diminuído nos últimos doze meses, sendo essa distribuição limitada ao valor dessa redução. Essa mudança faz parte da abordagem da companhia para focar na geração de caixa ao invés de focar em medidas contábeis, em linha com os pares globais.

A íntegra do release de resultados está disponível em petrobras.com.br/agenciapetrobras

Agência Petrobras

Decisão da Agenersa pelo mercado livre de gás traz maior segurança jurídica, avalia Firjan

A Agenersa, em sessão regulatória, ocorrida ontem, (29/10), finalizou o processo que insere o estado do Rio de Janeiro no mercado livre de gás natural. O “Estudo e Reformulação do Arcabouço Regulatório para Auto Produtor, Auto Importador e Consumidor Livre” estava em discussão com o mercado há pelo menos 15 meses.

A decisão da agência, que atende à manifestação encaminhada em Carta Aberta assinada pela Firjan, ONIP, IBP e outras 18 entidades, permite a inserção do estado no mercado livre de gás natural, passo importante para garantir segurança jurídica aos investimentos em território fluminense. Os pleitos apresentados pela federação com relação à revisão da definição do consumo mínimo de gás para caracterizar um consumidor livre e dos custos de engenharia para projetos de gasodutos dedicados foram acatados pela Agenersa em sua integralidade.

Porém, o pedido referente à conexão de terceiros em gasodutos dedicados, sem a perda do benefício tarifário ao agente livre preconizador do duto, foi acatado parcialmente, somente para os casos em que a concessionária CEG ou CEG Rio tenha feito a construção do gasoduto em questão.

A finalização dessa etapa traz maior segurança jurídica para atração de investimentos futuros e manutenção dos projetos existentes, além de abrir caminho para as ações de detalhamento e implementação da deliberação em questão. Os benefícios deste encaminhamento foram tema do estudo elaborado pela Firjan, “Rio a Todo Gás”, que destaca o potencial de atrair e destravar em torno de R$ 45 bilhões em investimentos no estado do Rio, ao longo da cadeia de valor do gás com a dinamização do mercado.

Vantagens do Mercado Livre

Os benefícios advindos da decisão da agência poderão ser percebidos na estruturação de redes de gasodutos de escoamento e de transporte de gás natural; bem como seu tratamento em novas plantas de processamento e no desenvolvimento de oportunidades de consumo em segmentos como siderurgia, geração de energia elétrica, fertilizantes, como combustível para veículos leves e pesados (GNV) e petroquímico.

Na Carta Aberta encaminhada à agência na semana passada, as entidades ressaltaram que o Mercado Livre de Gás Natural possibilitará que o consumidor industrial compre o gás natural diretamente do produtor/importador/comercializador, assim como a eventual construção própria de dutos dedicados para fornecimento desse gás. O Mercado Livre estimula a competição entre fornecedores com a expectativa de redução do custo do gás, que significa mais de 50% da tarifa final para muitas indústrias, e pode fomentar a redução dos custos de distribuição.