Petrobras conclui venda do campo de Baúna, na Bacia de Santos

A Petrobras finalizou a venda da totalidade de sua participação no campo de Baúna (área de concessão BM-S-40), localizado em águas rasas na Bacia de Santos, para a Karoon Petróleo & Gás Ltda (Karoon), subsidiária da Karoon Energy Ltd.

O campo de Baúna iniciou sua operação com o FPSO Cidade de Itajaí em fevereiro de 2013. A produção média do campo de janeiro a setembro de 2020 foi de aproximadamente 16 mil barris de óleo por dia e 104 mil m³/d de gás. Com essa transação, a Karoon será a operadora da concessão com 100% de participação.

Após o cumprimento das condições precedentes, a operação foi concluída com o pagamento de US$ 150 milhões para a Petrobras. O valor recebido no fechamento se soma ao montante de US$ 49,9 milhões pagos à Petrobras na data de assinatura, em 24/07/2019. A parcela remanescente, estimada em aproximadamente US$ 40 milhões, será paga pela Karoon em 18 meses contados da data de hoje, considerando os ajustes de preço, uma vez que a data-base da transação é de 01/01/2019. Assim, o valor foi ajustado em função do resultado do fluxo de caixa incorporado pela Petrobras até a data de fechamento. Adicionalmente, foi acordada pelas partes parcela contingente do preço, a ser recebida pela Petrobras até 2026, no valor de USS 285 milhões.

Essa operação está alinhada à estratégia de otimização de portfólio e à melhoria de alocação do capital da companhia, passando a concentrar cada vez mais os seus recursos em ativos de classe mundial em águas profundas e ultra-profundas, onde a Petrobras tem demonstrado grande diferencial competitivo ao longo dos anos.

A presente divulgação está de acordo com as normas internas da Petrobras e com as disposições do procedimento especial de cessão de direitos de exploração, desenvolvimento e produção de petróleo, gás natural e outros hidrocarbonetos fluidos, previsto no Decreto 9.355/2018.

Estatal amplia atuação da Prosafe no Brasil

A Prosafe, fornecedora de plataforma de acomodação offshore, assinou uma extensão do contrato com a Petrobras para o fornecimento da embarcação semissubmersível Safe Notos para segurança e suporte de manutenção offshore no Brasil.

O período de firma original de três anos e 222 dias deveria ser concluído em julho de 2020, mas a extensão resultará em operações até meados de novembro de 2021, explicou Prosafe.

A extensão do contrato permite até 30 dias para inspeções de renovação de classe de cinco anos.

O valor total da alteração do contrato, incluindo a extensão, é de aproximadamente US $ 28,7 milhões.

O Safe Notos, uma embarcação semissubmersível de segurança e manutenção de ambiente agressivo, tecnologicamente avançado e dinamicamente posicionado (DP3), pode acomodar até 500 pessoas.

Além de uma área de convés aberta de grande capacidade e passarela telescópica, o Safe Notos fornece à Petrobras capacidade de levantamento de 300 toneladas.

Jesper Kragh Andresen , CEO da Prosafe disse: “A Prosafe está satisfeita por ter sido firmado um acordo para estender o Safe Notos ao longo de quase todo o ano de 2021 a uma taxa premium em comparação com os leilões recentes. O Safe Notos tem apresentado um desempenho extremamente bom desde o início das operações com a Petrobras em dezembro de 2016, e estamos ansiosos para a continuidade das operações ”.

Para lembrar, a Petrobras em julho de 2016 substituiu um contrato para a unidade Safe Eurus com Safe Notos e concordou em um início de contrato mais cedo do que o planejado.

O contrato original foi prorrogado da duração original de três anos por mais 222 dias.

Sob este acordo, o contrato teve início no 4T 2016 ao invés do 1T 2017 conforme planejado originalmente.

Brasil deve atrair interessados se fizer leilões de petróleo em 2021

O Brasil não terá concorrência relevante de outros países se decidir realizar leilões de petróleo em 2021, como o já anunciado para as áreas que não foram vendidas em 2019, como Sépia e Atapu, depois que vários países cancelaram seus leilões, e pela diferença de perfil dos que já estão programados. A avaliação consta de estudo publicado pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE), ligada ao Ministério de Minas e Energia (MME).

Por causa da pandemia da covid-19, e a exemplo de outros países, o Brasil suspendeu a realização de duas rodadas de licitação – 7ª Rodada de Partilha de Produção e a 17ª Rodada de Concessão – que junto com a 8ª Rodada de Partilha e 18ª de Concessão, marcadas para 2021, continuam em avaliação pelo governo.

Bacia de Campos
A suspensão de leilões pelo mundo inteiro terá um impacto negativo de 60% no número de licenciamentos de áreas de exploração este ano comparado a 2019, de acordo com levantamento da consultoria Rystad Energy, divulgado pela EPE. Já em 2021, o Brasil pode ter sucesso nos leilões, apesar dos orçamentos menores que levarão as petroleiras a serem mais cautelosas e seletivas quanto aos seus investimentos.

“No contexto dos leilões elencados, o Brasil se apresenta como oportunidade diferenciada para o investidor, considerando o risco geopolítico, o risco exploratório e a produtividade esperada dos campos. A maioria dos leilões internacionais previstos para 2020 e 2021 possui outro perfil, não sendo concorrentes diretos por investimentos”, afirmou a EPE.

A autarquia, porém, ressalta que a efetiva atratividade das oportunidades no cenário atual no Brasil dependerá dos termos contratuais e condições fiscais definidos no âmbito da licitação. O Brasil ainda debate no Congresso fatores como a mudança do regime de exploração de ativos do pré-sal, por exemplo.

Segundo a EPE, boa parte dos leilões previstos para 2021 envolve países com produção incipiente e/ou com maior risco de produção, como Serra Leoa, Senegal, Libéria, Somália e Filipinas. A Nigéria poderia entrar com mais força na briga pelos limitados recursos disponíveis por investidores, mas disputas internas e risco geopolítico podem atrapalhar o sucesso das ofertas.

A maior ameaça entre os leilões previstos para entre o final deste ano e 2021 seriam as três rodadas previstas para o Golfo do México e da concessão no Alasca, nos Estados Unidos. Mas a EPE destaca que, apesar de ser uma região de comprovado potencial de atrair o interesse das petroleiras, 378 blocos arrematados nas rodadas de 2019 pelos EUA arrecadaram US$ 403 milhões. Em apenas um bloco vendido pelo Brasil no mesmo ano, na bacia de Campos sob o regime de concessão, a arrecadação foi de US$ 1 bilhão.

Outros leilões previstos para a Noruega, Malásia e Canadá, se confirmados, poderão também dividir investimentos com o Brasil, por esses países já possuírem produção, infraestrutura e conhecimento geológico como os brasileiros.

Queda na exploração
A falta de leilões provocará queda no investimento global de exploração da ordem de 29% para o período 2020-2021 em relação a 2019, de acordo com a Rystad Energy, contra previsão de estabilidade antes da pandemia. As áreas mais afetadas foram as relativas ao shale gas (-52%) e areias betuminosas (-44%), devido à queda do preço do petróleo no mercado internacional, que deixou esses ativos menos atraentes.

Para o offshore, caso do Brasil, a queda de investimentos deverá ser da ordem de 15,6%, já que possui preços mais resilientes de produção.

“Segundo a Wood Mackenzie, contudo, o Brasil se encontra bem posicionado no ambiente global. Entre os investimentos aguardando decisão final (leilões), o Brasil é o maior detentor de recursos que continuam economicamente viáveis, mesmo com preços do Brent abaixo de US$ 35/barril”, informa a EPE.

Para a consultoria, a Venezuela e o Brasil serão os países da América Latina que serão mais afetados em volume de produção de petróleo este ano por causa da pandemia, e apenas México e Guiana devem ampliar a produção.

Estadão

Compra de CBios por distribuidoras de combustíveis está aquém do esperado, diz Unica

O número de créditos de descarbonização (CBios) gerados pelos produtores de biocombustíveis e registrados na B3 superou a marca dos 13 milhões, mas a procura pelas distribuidoras de combustíveis por compras “ainda está aquém do esperado”, afirmou a União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica).

Segundo a entidade que representa produtores de etanol e açúcar no centro-sul do país, o setor investiu em certificação e está cumprindo o seu papel na oferta de CBios. Já são mais de 200 unidades certificadas para emissão de créditos.

“Apesar da oferta expressiva de CBios por parte dos produtores, nas últimas semanas estamos observando baixa procura pelas distribuidoras”, afirmou o diretor técnico da Unica, Antonio de Padua Rodrigues.

Segundo ele, o mercado de etanol está se recuperando e os produtores continuarão ofertando CBios, com a expectativa de superar a meta prevista para este ano já em novembro, acrescentou.

Agência Reuters

Petrobras firma parceria com Polícia Civil do RJ para combater furtos de combustíveis em dutos

A Petrobras e a Polícia Civil do Rio de Janeiro assinaram na última sexta-feira (6/11) um Termo de Cooperação para a troca de informações de inteligência de segurança pública de interesse mútuo. O acordo permitirá à Petrobras atuar de forma mais preventiva na proteção e segurança de suas instalações e dos seus colaboradores, principalmente no que diz respeito ao combate ao furto de combustíveis em dutos.

“A assinatura desse convênio será muito importante na prevenção e repressão deste crime que coloca em risco a segurança da população do Rio de Janeiro. O compartilhamento de informações relacionadas a esse tipo de delito permite maior agilidade, contribuindo ainda mais para as investigações que têm levado a prisões de integrantes de quadrilhas especializadas em furtos de combustíveis em dutos”, explicou o diretor de Relacionamento Institucional e Sustentabilidade da Petrobras, Roberto Ardenghy, que representou a companhia no evento.

O Termo de Cooperação é mais uma iniciativa do Programa Integrado Petrobras de Proteção de Dutos (Pró-dutos), um compromisso da Petrobras no combate, redução e mitigação de riscos relacionados aos furtos nos dutos. Uma das linhas do programa é ampliar a atuação colaborativa com as forças públicas de inteligência e segurança dos Estados e do Governo Federal.

No Rio de Janeiro, o trabalho em parceria tem levado a uma redução gradual no número de derivações clandestinas. Em 2018, foram registrados 69 furtos ou tentativas de furtos em dutos no estado, número que caiu para 40 em 2019. No primeiro semestre deste ano, foram sete ocorrências.

Além dos esforços da Polícia para combater esse tipo de crime, tramita na Câmara dos Deputados um projeto de lei que torna mais dura a pena para quem furtar combustíveis em dutos. O Projeto de lei 8.455/17, de autoria da senadora Simone Tebet, prevê penas de até 14 anos de prisão para os casos mais graves, e o aumento da pena, comparado com a legislação em vigor, também está prevista para quem comercializar, transportar e receptar o combustível obtido ilegalmente.

Agência Petrobras