Equinor fecha contratos de US$455 mi para campo de Bacalhau, no Brasil

A petroleira norueguesa Equinor assinou contratos com Baker Hughes, Halliburton e Schlumberger para serviços de perfuração e poços em seu campo de Bacalhau, no Brasil.

O valor total dos três contratos para o campo, no qual a empresa tem a norte-americana ExxonMobil e a portuguesa Petrogal como sócias, é estimado em 455 milhões de dólares, disse a Equinor em nota na terça-feira.

O acordo com a Baker Huges compreende atividades de perfuração e completação, enquanto a Halliburton fornecerá serviços de intervenção e suspensor de linha e a Schlumberger entregará serviços de cabos.

Os contratos consideram um compromisso de conteúdo local estimado de 74%, acrescentou a Equinor, que destacou que o Brasil é “uma área-chave” para a empresa.

O projeto de Bacalhau está em fase de maturação e deverá ter uma decisão final de investimento em 2021, disse a empresa.

Agência Reuters

Petrobras trabalha para definir novas metas de médio prazo sobre emissões

A estatal Petrobras, que acaba de criar uma gerência dedicada a questões relacionadas a mudanças climáticas, pretende definir e divulgar em breve novas metas de médio prazo sobre emissões de carbono e sustentabilidade, disseram à Reuters executivos da companhia.

O objetivo da medida, que vem enquanto grandes petroleiras internacionais como BP, Shell e Equinor divulgam planos de longo prazo para zerar suas emissões líquidas de CO2, é sinalizar ao mercado que a Petrobras está atenta ao tema e à ligação dele com o futuro de seus negócios.

“Sentimos que os investidores têm essa demanda de saber o que a Petrobras está fazendo, como estamos vendo esse mundo, essa agenda ESG (ambiental, social e governança). Então estamos olhando essa agenda também como uma agenda de oportunidades para nosso negócio”, disse o diretor-executivo de Relacionamento Institucional e Sustentabilidade, Roberto Ardenghy.

A Petrobras já possui um conjunto de compromissos sobre gases do efeito estufa, incluindo crescimento zero das emissões operacionais absolutas e redução na intensidade de carbono em sua área de exploração e produção, mas com metas principalmente para até 2025.

Agora, a companhia trabalha internamente para definir objetivos com um prazo maior, de modo a fornecer um horizonte melhor para os investidores, disse a gerente executiva que assumiu a área de mudança climática, Viviana Coelho.

“Não posso dizer exatamente quando vamos publicar, mas o conceito é sempre ter uma meta que enxerga um pouco mais além. A gente já começa a achar que o horizonte 2025 está um pouco curto para enxergar”, afirmou ela.

A gerente não quis abrir detalhes sobre as metas, que segundo ela estão “no forno” e irão a público assim que aprovadas pelo conselho de administração.

Ela ressaltou, no entanto, que a Petrobras não tem planos de traçar metas nesse sentido para um horizonte de prazo maior, embora petroleiras rivais tenham divulgado objetivos para até 2050.

“Nós não temos metas de longuíssimo prazo. É uma questão de filosofia da Petrobras… essas metas de muito longo prazo são muito condicionais, então as nossas são metas concretas de médio prazo.”

A britânica BP, a norueguesa Equinor e a anglo-holandesa Shell divulgaram metas que miram emissões líquidas zero em 2050, enquanto buscam também acelerar investimentos em energias renováveis devido à perspectiva de transição energética.

“Cada empresa vai tomar sua decisão de acordo com sua cultura, com seu portfólio de projetos. Nós temos, no Brasil, a vantagem de ter o petróleo do pré-sal que é um petróleo já com baixo teor de enxofre, ou seja, ele já tem uma vantagem competitiva de saída”, disse Ardenghy, que comanda a diretoria que abrigará a área de mudança climática na Petrobras.

RENOVÁVEIS

Embora petroleiras rivais estejam ampliando aportes em renováveis, a atuação da Petrobras nessa área deve ser mais restrita a atividades de pesquisa ou iniciativas nas quais a estatal entenda que é a empresa mais competitiva, destacou a gerente de mudança climática.

“A Petrobras só vai se posicionar nessas oportunidades se ela entender que é o melhor ‘player’”, afirmou ela, ao destacar que a empresa tem apostado em temas como o chamado “diesel renovável”, produzido com óleos vegetais em suas refinarias.

A estatal também investe em projetos de captura, uso e armazenamento de carbono, com meta de reinjetar cerca de 40 milhões de toneladas de CO2 até 2025 com esses projetos.

Agência Reuters

Shell cortará vagas e capacidade de refinaria em Cingapura

A Shell reduzirá pela metade a capacidade de processamento de petróleo bruto em sua refinaria de petróleo Pulau Bukom, em Cingapura, e cortará empregos na unidade como parte de uma reforma para reduzir as emissões líquidas de dióxido de carbono (CO2) da empresa a zero em 2050, disse a companhia.

A refinaria em Pulau Bukom, em um pequena ilha na cidade-Estado do Sudeste Asiático, pode processar 500.000 barris por dia (bpd) de petróleo e é a maior refinaria integralmente controlada pela Shell em todo o mundo.

A Shell lançou uma ampla revisão de seus negócios com o objetivo de cortar custos enquanto se prepara para reestruturar suas operações, reduzindo seus negócios de petróleo e gás e expandindo sua divisão de energia e energia renovável.

Em setembro, a Shell disse que planejava cortar até 9.000 empregos em todo o mundo, ou mais de 10% de sua força de trabalho.

Como parte dos planos, a Shell está reduzindo o número de unidades de refino de petróleo e petroquímicas que continuará operando de 14 para 6. Além de Pulau Bukom, as outras unidades estão no Texas, Louisiana, Alemanha, Holanda e Canadá.

“A Bukom vai mudar de uma lista de produtos à base de petróleo bruto para novas cadeias de valor de baixo carbono. Vamos reduzir nossa capacidade de processamento de petróleo pela metade e visaremos como objetivo entregar uma redução significativa nas emissões de CO2”, disse Shell.

A empresa cortará 500 empregos até o final de 2023 no local, que atualmente emprega 1.300 funcionários, disse uma porta-voz da Shell.

“Faremos mudanças progressivas em nossa configuração de refino nos próximos três anos”, disse ela.

A empresa anunciou em agosto que converteria sua refinaria nas Filipinas em um terminal de importação, uma vez que a unidade não é mais economicamente viável.

Em Cingapura, a Shell disse que está estudando a produção de produtos que ainda seriam viáveis após sua transição energética, como biocombustíveis e especialidades como o betume.

A Shell também disse que irá expandir sua geração solar em Cingapura, incluindo usinas de grande porte. A empresa também tem planos de construir pontos de recarga de veículos elétricos, fornecer soluções neutras em carbono para seus clientes e estudar a reciclagem de resíduos de plástico.

Agência Reuters

CEO da Vitol diz ver preços do petróleo a caminho de US$50 por barril

Os preços do petróleo deverão caminhar para a faixa superior da casa dos 40 dólares, ou mesmo para 50 dólares nos próximos meses, à medida que estoques caem ligeiramente durante o inverno, em uma tendência que deve acelerar a partir da metade de 2021, disse o presidente da Vitol, Russell Hardy.

Os preços do petróleo Brent, referência no mercado internacional, operavam perto de 43 dólares por barril na última terça-feira.

As cotações do petróleo subiram cerca de 8% na segunda-feira, em meio a esperanças de que uma vacina para Covid-19 possa estar no horizonte, depois que Pfizer e BioNTech afirmaram que testes iniciais de uma vacina mostraram efetividade de mais de 90%.

Agência Reuters

Petroleira bate recordes de vendas de diesel S-10 e asfalto

Companhia supera vendas de diesel S-10, pelo segundo mês consecutivo, e alcança a marca de 2,01 milhões m³. Asfalto atinge 264,7 mil toneladas, melhor resultado desde 2014

A Petrobras superou em outubro, pelo segundo mês consecutivo, o recorde de vendas no país de diesel S-10, com baixo teor de enxofre, alcançando a marca de 2,01 milhões de m³. O valor supera em 4,8% o recorde anterior, de 1,91 milhão m³, registrado em setembro de 2020. Também em outubro, a companhia registrou vendas totais de diesel na ordem de 4,0 milhões m³, representando um crescimento de +6,3% quando comparado ao mesmo mês de 2019.

O recorde das vendas do diesel S-10 e o crescimento das vendas totais de diesel refletem as ações comerciais implementadas pela companhia com o objetivo de mitigar os efeitos da pandemia da Covid-19 sobre a demanda de combustíveis e os esforços bem-sucedidos de ampliar a oferta do produto com menor teor de enxofre, em substituição ao diesel S-500.

Também em outubro, a Petrobras obteve o melhor resultado de vendas de asfalto desde novembro de 2014, atingindo a marca de 264,7 mil toneladas comercializadas.

Agência Petrobras

Petrobras propõe desafio de robótica a jovens estudantes na RoboCup Brazil

Competição Brasileira de Robótica 2020, online e gratuita, será realizada entre 10 e 14 de novembro, com patrocínio da Petrobras  

A Petrobras traz uma provocação especial para os participantes na Competição Brasileira de Robótica 2020, um dos principais eventos brasileiros do setor, organizado pela RoboCup Brazil. O Desafio de Robótica Petrobras tem como objetivo estimular o estudo e o desenvolvimento de robôs voadores autônomos e inteligentes (drones) ligados a inspeção e operação em faixas de dutos e instalações operacionais.

Pela primeira vez, a competição será realizada de forma totalmente online, entre 10 e 14 de novembro, com transmissão aberta e gratuita nos canais de YouTube da Competição Brasileira de Robótica (CBR) e da RoboCup Brazil. As atividades do Desafio de Robótica Petrobras ocorrem nesse mesmo período, sempre às 15 horas (horário de Brasília), dentro da programação da CBR.

Desenvolvido em parceria entre o Centro de Pesquisas e Desenvolvimento da Petrobras (Cenpes) e a RoboCup Brazil, o desafio é um modelo reduzido e lúdico que busca simular atividades num ambiente de exploração e transporte petróleo e gás natural.

Nicolás Simone, diretor de Transformação Digital e Inovação da Petrobras, destaca que a iniciativa busca fomentar a pesquisa aplicada e apresentar cenários e demandas da indústria de óleo e gás. “Estamos investindo na capacidade inventiva de jovens estudantes para que, desde cedo, contribuam para o desenvolvimento tecnológico e o empreendedorismo, pensando fora da caixa, com ideias criativas e capazes de gerar valor para a companhia”.

Segundo Thiago Pereira do Nascimento, Chair do Desafio de Robótica Petrobras, a competição envolve alunos de graduação e pós-graduação. “O Desafio visa estimular os competidores no desenvolvimento de protótipos de sistemas robóticos aéreos (drones), que operem de forma autônoma e sejam capazes, por exemplo, de mapear e encontrar avarias em ambientes que simulam dutos, plataformas e outras instalações”, ressalta. Os estudantes deverão apresentar protótipos virtuais de drones, que devem realizar atividades como mapear um terreno, identificar tubulações, percorrer estruturas e transportar carga com obstáculos.

Equipes de diversas cidades do Brasil se inscreveram para o Desafio de Robótica Petrobras, e vêm desenvolvendo suas criações para mostrar e competir na CBR. Por ser um evento online, a competição se dará em ambiente virtual, no qual os participantes vão operar protótipos virtuais. A programação deve ser aplicável a equipamentos reais, que estão sendo desenvolvidos para etapa presencial próxima CBR, que será realizada entre 11 e 15 de outubro de 2021, em Natal/RN.

Agência Petrobras