Petrobras seleciona empresa capixaba para receber investimentos em desenvolvimento de solução tecnológica

A capixaba Mogai é uma das 18 empresas selecionadas no segundo edital do programa Petrobras Conexões para Inovação – Módulo Startups, em parceria com o Sebrae. As empresas, selecionadas entre 363 inscritas no país, receberão investimentos no total de R$ 10 milhões.

A Mogai apresentou proposta para coletar um mapa 3D de plataformas marítimas durante a inspeção periódica nas unidades. O benefício esperado com essa solução é a rápida e contínua geração de insumos, como modelos tridimensionais a partir de nuvens de pontos e imagens de alta resolução. Esses modelos terão múltiplas funcionalidades, podendo ser aplicados em soluções de análise de corrosão, as built, inspeção visual etc., aumentando assim a eficiência no planejamento das intervenções em campo.

Assim como as demais startups selecionadas, a empresa contará com assessoria da Petrobras e do Sebrae para que suas soluções tenham os benefícios comprovados e modelos de negócios que garantam a geração de valor no curto prazo e inserção competitiva no mercado. Para os projetos finalizados com sucesso, a Petrobras buscará viabilizar a continuidade do seu desenvolvimento, com a implantação e testes em campo de um lote piloto ou serviço pioneiro.

Agência Petrobras

ANP aprova resolução sobre conteúdo local em individualização da produção e anexação de áreas

A ANP aprovou em (19/11) a resolução que regulamenta os critérios de conteúdo local a serem adotados no acordo e no compromisso de individualização da produção e na anexação de áreas, nos contratos de exploração e produção de petróleo e gás natural.

Ao relatar a matéria, o diretor-geral interino, Raphael Moura, enfatizou que a resolução “simplifica procedimentos, diminui custos regulatórios para os agentes regulados e custos administrativos para a ANP, aumenta a segurança jurídica e reforça a atratividade dos contratos de E&P no Brasil.”

A individualização da produção é um procedimento que visa à divisão do resultado da produção e ao aproveitamento racional do petróleo e/ou gás natural, quando uma jazida se estende além do bloco concedido ou contratado sob o regime de partilha de produção. Caso todos os blocos abrangidos pela jazida sejam de uma mesma empresa ou consórcio, dá-se o compromisso de individualização da produção (CIP); e se forem de empresas diferentes ou algum não for contratado (pertencente à União), ocorre o acordo de individualização da produção (AIP).

Já a anexação de áreas consiste na incorporação de uma determinada descoberta comercial a um campo produtor ou potencialmente produtor, ampliando seus limites com vistas à exploração conjunta dos recursos petrolíferos. Neste caso, ambos também devem pertencer à mesma empresa ou consórcio e ser requerida pelo operador. Trata-se de uma solução para casos de reservatórios dependentes que precisam ser incorporados a outros para se tornarem comercialmente viáveis.

Ascom ANP

Enauta suspende produção do campo de Atlanta após falhas nos aquecedores de óleo

A petroleira Enauta Participações informou a suspensão preventiva da produção do campo de Atlanta, em meio a falhas nos aquecedores de óleo.

Segundo a empresa, foi contratada uma companhia especializada para avaliação, e informações preliminares indicam que a corrosão encontrada em alguns equipamentos pode comprometer o seu funcionamento.

Dessa forma, a Enauta decidiu paralisar preventivamente as operações até que as dúvidas sejam devidamente esclarecidas.

A Enauta Energia, subsidiária integral da companhia, é operadora do campo de Atlanta com 50% de participação, mesmo percentual detido pela Barra Energia.

Com atuação ao longo da costa do país, possui dois ativos produtores: o campo de Manati, um dos principais fornecedores de gás da região Nordeste, no qual detém 45% de participação, e o Campo de Atlanta, localizado nas águas profundas da Bacia de Santos.

Agência Reuters

ANP aprova minuta do Contrato de Master de Transporte 2021 da TBG

Foi aprovada pela ANP minuta de Contrato Master de Transporte 2021 da Transportadora Brasileira Gasoduto Bolívia-Brasil (TBG), contendo as adaptações ao contrato extraordinário já previamente aprovado pela Agência (Contrato Master de Transporte 2020). O objetivo é permitir que carregadores interessados contratem temporariamente capacidade de transporte no Gasoduto Bolívia Brasil (GASBOL) em 2021, até a conclusão e a assinatura dos contratos de transporte derivados da Chamada Pública 02/2020.

O referido contrato será ofertado por meio da Plataforma de Oferta de Capacidade – POC da TBG, da mesma forma que os atuais produtos de curto prazo. Desta maneira, a TBG poderá realizar a contratação de capacidade por meio da oferta de produtos com duração diária, mensal, trimestral e anual através de sua Plataforma eletrônica de oferta de capacidade.

O Produto Anual apresenta condição resolutiva que se implementa quando a CP 02/20 for concluída. Assim sendo, haverá a garantia da continuidade da prestação do serviço de transporte de gás natural no GASBOL até a conclusão da CP 02/2020.

Ascom ANP

PetroRio compra blocos da BP e vê bons ganhos mesmo com petróleo barato

A PetroRio fechou a compra de fatias da britânica BP em dois blocos no pré-sal, em uma rara transação na região altamente produtiva, por 100 milhões de dólares, o que tornará a companhia brasileira operadora dos ativos.

O negócio anunciado nesta quinta-feira, que impulsionou em cerca de 25% as ações da PetroRio, envolve a compra de 35,7% no bloco BM-C-30, que abriga o campo de Wahoo, e 60% do bloco BM-C-32 (Itaipu), permitindo que a empresa explore sinergias com suas operações atuais, disse o CEO da PetroRio, Roberto Monteiro.

Os planos da petroleira preveem explorar Wahoo com um navio-plataforma (FPSO) que já tem sido usado em seu campo de Frade.

“Esse campo (Wahoo) não é só resiliente por si só, como ele também deixa a PetroRio muito mais resiliente, contribui muito para a empresa como um todo. A preços de hoje do petróleo, esse investimento tem as maiores taxas de retorno que já tivemos dentro da companhia, é realmente diferenciado”, afirmou.

As cotações do petróleo Brent, referência internacional, estão na casa de 44 dólares por barril, depois de terem começado o ano perto de 70 dólares, em meio aos impactos da crise do coronavírus sobre a demanda global por combustíveis.

Com potencial para extração de mais de 140 milhões de barris, Wahoo teve descoberta de óleo em 2008 e teste de formação em 2010. A PetroRio avalia que a produção do campo poderá superar 40.000 barris por dia.

Para explorar a área com o FPSO de Frade, a empresa prevê investir 300 milhões de dólares no chamado “tieback”, além de 40 milhões de dólares em ajustes e outros itens. São estimados ainda 360 milhões de dólares em perfuração de poços e 100 milhões de dólares para equipamentos “subsea”.

A PetroRio pretende realizar esses aportes em regime de parceria com os membros do consórcio responsável por Wahoo IBV (35,7%) e Total (28,6%) –mas também está pronta a levar a iniciativa adiante sozinha se necessário.

“Os sócios vão poder querer participar ou não. Podemos pensar em fazer a operação sozinhos. Vamos ter que levantar mais dinheiro, mas os retornos também são muito maiores”, afirmou.

Segundo Monteiro, a companhia teria duas alternativas para financiar os investimentos com dívida ou emissão de novas ações, embora a visão sobre o endividamento seja cautelosa, devido à meta de manter uma alavancagem saudável.

O primeiro óleo de Wahoo deve acontecer em aproximadamente dois anos após o início do projeto.

“Quando você começa com o primeiro óleo, depois você coloca 40 mil bpd para produzir rapidamente”, projetou Monteiro. Ele disse que o patamar deve ser atingido com a perfuração de 4 poços, que poderiam ser concluídos em de dois a três meses cada.

O plano de desenvolvimento do campo deve estar pronto em meados de 2021, quando também são previstas as negociações com os possíveis parceiros.

A transação será paga em uma parcela fixa de 100 milhões de dólares –dividida em cinco pagamentos até a conclusão do negócio, além de 15 milhões de dólares em dezembro de 2021 e o remanescente em 2022. Há ainda previsão de “earn-out” de 40 milhões de dólares contingentes na unitização de Itaipu.

Wahoo se situa a entre 30 e 35 quilômetros ao norte de Frade, com lâmina d’água de 1.400 metros e reservatório carbonático na camada do pré-sal a uma profundidade de 5 mil a 7 mil metros.

“O óleo no campo é de excelente qualidade, com 30º API, baixa viscosidade, e gás associado que será utilizado na geração de energia do FPSO de Frade”, destacou a PetroRio.

Já o campo Itaipu, descoberto em 2009, com três poços piloto perfurados, encontra-se próximo ao cluster Parque das Baleias, e estudos preliminares realizados indicam que a acumulação é potencialmente compartilhada com a região sudeste do cluster.

Com isso, essa área poderá passar por processo de “unitização” antes de qualquer definição de desenvolvimento, explicou a PetroRio.

O pagamento pelos blocos da BP “cabe perfeitamente no fluxo de caixa” da PetroRio, disse o CEO da empresa, ao destacar que buscará em paralelo alternativas para financiar os investimentos no desenvolvimento dos ativos, a começar por Wahoo.

Mas o negócio não esgotou o apetite da companhia por crescimento, acrescentou ele. “A gente continua olhando oportunidades, sim, de maneira bem seletiva.”

Nesse sentido, a PetroRio buscará priorizar ativos que possam ser explorados por meio do compartilhamento de suas infraestruturas, aproveitando sinergias e reduzindo custos.

Um dos movimentos no radar é um processo de venda, pela Petrobras, do campo de Albacora, próximo de Frade.

“A gente olha todos processos da Petrobras. Um que chama atenção é o de Albacora”, disse Monteiro, embora com a ressalva de que o negócio envolveria um esforço devido aos elevados valores potencialmente envolvidos.

“Da maneira certa, talvez com um parceiro, pode fazer sentido, sim’, afirmou.

A Petrobras disse nesta semana que avançou para a chamada fase não-vinculante de processo para a venda de Albacora e Albacora Leste, em águas profundas na Bacia de Campos.

Agência Reuters

Mercado global de petróleo encontra suporte na demanda chinesa

A China, tábua de salvação dos mercados globais de petróleo neste ano, ampliou aquisições de exportadores como Rússia, Estados Unidos e Angola nas últimas semanas, enquanto outros compradores restringem os pedidos à medida que o número de casos de coronavírus dispara e novos “lockdowns” são estabelecidos.

O país asiático, maior importador de petróleo do mundo, é o único grande comprador que deverá registrar um aumento na demanda pela commodity neste ano, período em que a pandemia destruiu o consumo globalmente.

Com as importações chinesas projetadas para atingir 12 milhões de barris por dia (bpd) no ano que vem, os vendedores alinham remessas para manter a participação de mercado, já que o consumo mundial de petróleo deve cair em cerca de 9% em 2020.

Nesta semana passada, a Shell, a Litasco braço de trading russa Lukoil– e a Unipec, divisão de trading da chinesa Sinopec, reservaram provisoriamente ou buscaram a contratação de superpetroleiros para enviar petróleo dos EUA, a partir da Costa do Golfo, para a Ásia em dezembro, segundo dados de agências marítimas e do Refinitiv Eikon.

O número de casos de Covid-19 está aumentando globalmente, especialmente em grandes consumidores de combustíveis, como EUA e Europa.

“Provavelmente, ‘lockdowns’ vão vigorar na Europa por boa parte deste inverno (no Hemisfério Norte). A China aumentou suas cotas e capacidade de armazenamento. Parece que a demanda vai se concentrar por lá no futuro próximo”, disse um operador de uma refinaria europeia.

O prêmio para embarque em janeiro do petróleo russo ESPO Blend, um dos mais populares entre as refinarias independentes chinesas, figura em máximas de cinco meses.

O petróleo dos EUA também está se recuperando, com o WTI em East Houston avançando para o maior nível em cerca de dois meses nesta semana. A commodity norte-americana se viu pressionada por uma queda de 12% na demanda doméstica por combustíveis e por recordes diários de novos casos de Covid-19.

“A demanda chinesa é mais visível agora”, disse à Reuters um operador do mercado do extremo leste da Rússia. “As empresas de trading estão muito ativas, já que esperam mais pedidos das refinarias independentes da China, que vão comprar petróleo sob as novas cotas de importação.”

Agência Reuters

RenovaBio atinge marca de 15 mi de CBios; distribuidoras compraram 56% da meta

O programa RenovaBio, que estabelece metas de descarbonização na distribuição de combustíveis, atingiu a marca de 15 milhões de créditos de descarbonização (CBios) validados, informou a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), em momento em que o programa enfrenta questionamentos jurídicos.

Essa quantidade garante a disponibilidade de CBios para o cumprimento total da meta de 14,9 milhões de créditos estabelecida pelo governo para os anos de 2019 e 2020, destacou a ANP, classificando a marca como de “especial relevância”.

Segundo a reguladora, as distribuidoras de combustíveis partes obrigadas a cumprir metas individuais de compras de CBios adquiriram até o momento 8,3 milhões de créditos, o que equivale a cerca de 56% da meta total.

Em 2020, o RenovaBio teve suas metas iniciais reduzidas pela metade pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), em função dos impactos da pandemia de Covid-19 sobre o setor de distribuição de combustíveis.

Distribuidoras, no entanto, foram à Justiça com o intuito de cumprir neste ano apenas 50% das metas atuais, o equivalente a 25% dos objetivos originais revisados por causa da pandemia.

Diante do pouco tempo para o final do ano e da comercialização ainda reduzida de CBios frente ao objetivo, companhias de distribuição alegaram uma disparada nos preços dos créditos e o represamento de vendas pelos produtores para solicitar uma liminar.

A medida foi concedida, mas dias depois a ANP informou que conseguiu sua cassação, mantendo em vigor a meta de comercialização de 14,5 milhões de CBios em 2020 o restante do volume informado pela reguladora nesta quinta remete ao ano anterior.

Segundo a assessoria de imprensa da Associação das Distribuidoras de Combustíveis (Brasilcom), que havia conquistado a liminar reduzindo os objetivos de CBios, a entidade ainda pretende recorrer ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) contra essa cassação.

Na semana passada, o Ministério de Minas e Energia reafirmou “apoio integral” ao RenovaBio.

Já a União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), representante de usinas do centro-sul, principal região produtora de etanol do Brasil, disse em nota que a marca de 15 milhões de CBios mostra o “comprometimento do setor” com a sociedade e com as metas de redução de emissões.

“O RenovaBio é baseado na transparência, na previsibilidade e em regras de mercado… Todos os agentes sabem o que é esperado deles a cada ano, da oferta de biocombustível certificado à compensação de emissões por meio da compra de CBios”, afirmou o presidente da Unica, Evandro Gussi.

Agência Reuters