Petrobras divulga novo edital para soluções de rápida implantação

Processo será um piloto de modelo ágil de seleção de soluções para teste

A Petrobras lança na última terça-feira 24/11, uma chamada pública de soluções de startups ou outras empresas, capazes de atender demandas da companhia nas áreas de Saúde, Segurança Operacional, Otimização e Automação de Processos. É o primeiro edital da Petrobras nesse modelo que visa testar internamente soluções inovadoras para a empresa, mas validadas ou em fase de validação no mercado.

“Este piloto faz parte da estratégia de inovação aberta da companhia, na qual buscamos a implantação de ideias criativas com alto potencial de impacto em produtividade ou segurança no setor de petróleo, gás e energia, acelerando o desenvolvimento do nosso ecossistema de inovação”, afirma o diretor de Transformação Digital e Inovação da Petrobras, Nicolás Simone.

As inscrições seguem até 7 de dezembro e podem ser feitas por meio do link:
https://petrobr.as/editalsolucoes. A previsão é de que a lista das selecionadas saia antes do fim do ano.

Agência Petrobras

Petroleira lança programa Mais Valor com novas soluções financeiras para fornecedores

O piloto teve início dia 19/11 e, a partir do dia 30 deste mês, a ferramenta estará aberta às empresas interessadas em antecipar faturas com taxas mais competitivas

A Petrobras está lançando um novo programa de fomento à cadeia produtiva de óleo e gás no Brasil, o “Mais Valor”, que também visa aumentar a competitividade nas contratações da companhia. A iniciativa busca apoiar o setor, atingido pela pandemia do coronavírus, oferecendo a oportunidade dos fornecedores anteciparem as faturas de bens e serviços já entregues ou realizados.

A nova solução ampliará o acesso das empresas a operações de capital de giro com taxas mais competitivas junto aos bancos parceiros, utilizando o risco de pagamento da Petrobras (risco sacado). Cerca de 10 mil empresas que integram a base de fornecedores poderão aderir ao programa.

A diretora de Finanças e Relacionamento com Investidores da Petrobras, Andrea Marques de Almeida, afirma que o “Mais Valor” abre um espaço de mercado que reúne fornecedores e setor financeiro em uma mesma ferramenta. “Avaliamos que o programa terá impacto positivo no fluxo de caixa dos fornecedores que, assim como a companhia, atravessam a crise. Vamos acompanhar a adesão, mas o volume de transações tem potencial de chegar a R$ 3 bilhões por mês”, estima.

A diretora afirma ainda que o novo programa faz parte de uma agenda de soluções financeiras que tem o propósito de trazer robustez à cadeia de fornecimento e a construção de relacionamentos produtivos para que a companhia possa implementar seus projetos de forma mais ágil e econômica. “Também estamos mantendo conversas com instituições financeiras para avaliar soluções em que esses agentes possam prover diretamente aos segmentos mais intensivos em capital, como o de construção de plataformas e o de sistemas submarinos”.

Como vai funcionar?

O processo terá dinâmica 100% digital e será realizado por meio da plataforma da Monkey, startup parceira do programa. O fornecedor cadastrado na ferramenta receberá um e-mail sempre que tiver faturas disponíveis para antecipação. O piloto teve início dia 19/11 e, a partir do dia 30 deste mês, ferramenta estará aberta às demais empresas interessadas.

As transações ocorrerão por meio de um leilão reverso, vencido pela instituição financeira que fizer o lance com a menor taxa de juros. O mecanismo resulta em taxas de desconto mais atrativas para os fornecedores. O valor mínimo das faturas a serem adiantadas será de R$ 1.000,00 e não há valor máximo. Empresas de qualquer porte podem aderir ao programa e não há qualquer limitação de nicho, apenas que sejam fornecedores diretos da Petrobras.

Agência Petrobras

Preços do petróleo têm maior nível desde março com testes de vacina e transição de Biden

Os preços do petróleo avançaram cerca de 4% na última terça-feira, atingindo os maiores níveis desde março, após uma terceira vacina promissora contra o coronavírus gerar esperanças de recuperação na demanda por combustíveis e o presidente eleito dos Estados Unidos, Joe Biden, iniciar sua transição para a Casa Branca.

O petróleo Brent fechou em alta de 1,80 dólar, ou 3,9%, a 47,86 dólares por barril, enquanto o petróleo dos EUA teve ganho de 1,85 dólar, ou 4,3%, para 44,91 dólares o barril.

Ambos os valores de referência registraram o mais alto nível de fechamento desde 5 de março.

Na segunda-feira, a AstraZeneca disse que sua vacina contra a Covid-19 foi 70% efetiva em testes e pode ter eficácia de até 90%, dando à luta contra a pandemia mais uma potencial solução, após resultados positivos da Pfizer-BioNTech e Moderna.

“O complexo petróleo está operando com base na vacina”, disse John Kilduff, sócio da Again Capital em Nova York. “Até que possamos ver o outro lado da pandemia, o mercado seguirá atolado na demanda fraca.”

Além disso, as escolhas iniciais de Joe Biden para assessorá-lo na Presidência dos EUA, após o governo de Donald Trump liberar os recursos de transição, ajudaram a impulsionar os futuros do petróleo e os mercados de ações.

Agência Reuters

BofA vê “céu mais claro” para Petrobras e eleva recomendação para ‘compra’

O Bank of America elevou a recomendação das ações da Petrobras para ‘compra’, bem como o preço-alvo para 38 reais no caso dos papéis negociados na B3 (de 28 reais antes) e 14 dólares para os ADRs transacionados em Nova York (de 10,50 dólares antes), conforme relatório a clientes.

“A melhora no mercado de petróleo deve ser positiva para o fluxo de caixa, o processo de venda de ativos, a redução da dívida e eventuais dividendos mais elevados’, disse o analista Frank McGann, avaliando que um “céu mais claro” prepara o terreno para um melhor desempenho das ações.

Ele acrescentou que o Plano Estratégico de 2021-25, previsto para 30 de novembro, deve trazer mais detalhes sobre o crescimento da produção além de 2021, incluindo dados sobre as mudanças de redução do capex recentemente anunciadas e planos de desenvolvimento de acordo com as metas mais rigorosas da petroleira e objetivos financeiros.

“No geral, acreditamos que isso levará a uma produção menor do que o esperado anteriormente, mas deve fornecer uma perspectiva financeira forte, com concentração em empreendimentos do pré-sal de baixo custo”, afirmou.

Na visão do analista, o aumento do foco em áreas do pré-sal de alto potencial e baixo custo, com custos de extração de até 4 dólares/boe e custos totais de desenvolvimento projetados de apenas 21 dólares/boe, deve fornecer uma trajetória positiva até 2025, especialmente ajustado para efeitos de quaisquer vendas de ativos incluídos no plano.

Por volta das 15:15, as preferencias da Petrobras subiam 5%, a 26,36 reais na bolsa, enquanto os papéis ON tinha elevação de 5,4%, a 26,86 reais. Nos EUA, os ADRs da PNs avançavam 6%, a 9,8 dólares, e os ADRs das ONs valorizavam-se 6,95%, a 10 dólares.

Por volta do mesmo horário, o petróleo Brent ganhava 3,9%, a 47,87 dólares por barril.

Agência Reuters

ANP debate venda direta de etanol em audiência pública

A ANP realizou no dia 24/11 audiência pública para debater a possibilidade de flexibilização do atual modelo de comercialização de etanol hidratado combustível (EHC) entre produtores e postos revendedores. Embora a venda direta de EHC do produtor ao posto revendedor siga sendo vedada, a agência propõe a flexibilização no modelo atualmente vigente por meio da criação de um novo agente que atuaria apenas na comercialização de etanol hidratado combustível e seria vinculado a um produtor já autorizado pela Agência.

Esse novo agente teria requisitos de autorização menores que os atualmente exigidos para a atividade de distribuição de combustíveis, uma vez que parte desses requisitos já seriam atendidos pelo produtor ao qual estaria vinculado. O objetivo é reduzir os custos para que as usinas possam comercializar esse combustível também aos revendedores, nos casos em que não seja economicamente eficiente a passagem física do produto pelas distribuidoras, por meio da criação de um novo agente, o distribuidor vinculado.

A figura desse novo agente é necessária para que ele fique responsável pelo pagamento dos tributos que hoje são pagos pelo elo da distribuição. A questão tributária era uma das restrições à venda direta, pois a supressão da figura do distribuidor sem essa compensação causaria um desequilíbrio concorrencial e perda de arrecadação de impostos pelo Estado. A medida foi ainda norteada pelas diretrizes trazidas pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), através das suas Resoluções CNPE nº 12/2019 e nº 2/2020.

A criação de um distribuidor vinculado será mais simples do que a de uma distribuidora. Por ser diretamente vinculado a um produtor, esse agente não precisará de autorização da ANP para funcionar, apenas de um cadastro junto à Agência. Da mesma forma, não terá que arcar com uma série de exigências que as distribuidoras cumprem, uma vez que o produtor com o qual possui vínculo já as cumpriu. Por outro lado, só poderá adquirir etanol hidratado da usina à qual é vinculado.

Com essa medida, a ANP pretende dar mais opção aos agentes envolvidos na comercialização de EHC e elaborar norma mais aderente à prática do mercado, trazendo ganhos logísticos regionais e reduzindo custos regulatórios impostos ao mercado, ao mesmo tempo em que se mantém a isonomia concorrencial do setor por meio do recolhimento da mesma carga tributária de PIS/PASEP e COFINS, independentemente do modelo adotado. A proposta preocupa-se também em assegurar a qualidade do etanol comercializado, bem como o controle de movimentações via apontamento no sistema eletrônico de informações de movimentação de produtos (e-SIMP).

Histórico

As discussões sobre o tema ganharam força com a greve dos caminhoneiros, ocorrida em 2018, e as medidas de flexibilização temporárias que foram tomadas à época para contornar a crise de abastecimento, entre elas a venda direta de etanol entre produtores e revendedores. Após o fim da crise, foram fomentados debates sobre a possibilidade de aumentar a eficiência do mercado, permitindo permanentemente a comercialização do etanol do produtor ao revendedor varejista, sem a participação do elo de distribuição na cadeia.

Ainda em 2018, a ANP realizou a Tomada Pública de Contribuições (TPC) nº 2/2018 e criou um grupo de trabalho sobre o tema, instituído pela Portaria nº 357/2018. Ambas as iniciativas apontaram que o único obstáculo à implementação da medida seria o eminente risco de desequilíbrio concorrencial originado do arranjo tributário vigente.

Em 2019, a alteração da Resolução ANP nº 43/2009 foi incluída na Agenda Regulatória da ANP para o biênio 2020/2021. O tema foi ainda objeto de um workshop em janeiro de 2020 e de debates envolvendo diversas áreas técnicas da Agência, mas parte das ações sofreu atraso devido à situação da pandemia de Covid-19.

Em outubro, a ANP colocou a atual minuta em consulta pública por 45 dias (de 6/10 a 19/11), cuja audiência pública foi realizada hoje. As contribuições recebidas na consulta e na audiência serão, agora, analisadas pela área técnica para consolidação da proposta. Em seguida, a minuta passará por avaliação jurídica pela Procuradoria Federal junto à ANP e aprovação da diretoria colegiada, antes de sua publicação.

Ascom ANP