Petrobras realiza testes no sistema de tocha do GasLub

Chama será acesa pela primeira vez entre os dias 26 e 29 de novembro

O sistema de chama piloto da tocha (flare) do GasLub, em Itaboraí, será aceso pela primeira vez durante testes entre os dias 26 e 29/11, das 9h às 20h. O equipamento tem a função de garantir a queima dos gases residuais quando da entrada em operação da UPGN – unidade de processamento de gás natural, sendo, portanto, um sistema de segurança da planta.

Durante a realização dos testes, eventualmente será possível avistar uma pequena chama no topo da torre da tocha. O teste de acendimento do sistema de chama piloto da tocha faz parte do cronograma de obras e foi autorizada pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, pelo Instituto Estadual do Ambiente e pelo Corpo de Bombeiros. Os testes serão realizados com total segurança, não havendo qualquer impacto ou risco para as comunidades do entorno.

O Projeto Integrado Rota 3, em construção em Itaboraí (RJ), será a terceira rota para o escoamento da produção de gás natural dos campos da Petrobras no pré-sal da Bacia de Santos e terá capacidade de processar até 21 milhões de metros cúbicos de gás por dia. As obras da Unidade de Processamento de Gás Natural (UPGN) seguem dentro do cronograma, assim como a instalação do gasoduto terrestre que interliga Maricá ao Polo GasLub de Itaboraí. As obras têm previsão de conclusão em 2021.

Agência Petrobras

Petroleira lança novo modelo de parceria tecnológica

Empresa apresentou três oportunidades de pesquisa para o setor de óleo e gás

A Petrobras remodelou seu sistema de gestão de inovação e apresentou mais um módulo do programa Petrobras Conexões para Inovação.  O modelo é suportado por três pilares da nova gestão de portfólio de parcerias tecnológicas: geração de valor, com estreito alinhamento das entregas aos desafios da empresa; parcerias de alta competência com instituições de ciência e tecnologia ou empresas de referência com foco em resultados e redução do ciclo de desenvolvimento de tecnologia.

Como piloto para o novo ambiente de parceria tecnológica, a Petrobras anunciou oportunidades de pesquisa em três temas relevantes para a indústria de óleo e gás: “Desenvolvimento de método rápido para determinação de conteúdo renovável em misturas de combustíveis e biocombustíveis; Quantificação de processos em geologia estrutural para redução de incertezas em modelos geológicos, por meio de técnicas de inteligência artificial; e Inspeção remota em tanques de FPSO. As instituições de pesquisa interessadas em apresentar propostas de projetos nesses temas devem acessar o sistema de gestão de investimento em tecnologia da Petrobras (https://sigitec.petrobras.com.br/SIGITEC/). Depois do piloto, o novo modelo deve começar a funcionar, em definitivo, em janeiro do ano que vem.

“Nos últimos 20 anos, a Petrobras investiu cerca de R$10 bilhões em Instituições de Ciência e Tecnologia. Desse total, R$ 2,4 bilhões só em projetos de infraestrutura, ajudando a construir um parque de inovação de alto potencial no país. Por meio das parcerias tecnológicas, continuaremos com os nossos investimentos com foco na agregação de valor e na aceleração do nosso ecossistema de inovação, através da gestão ativa do portfólio de projetos”, explicou o diretor de Transformação Digital e Inovação da companhia, Nicolás Simone.

Para o gerente do Centro de Pesquisa da Petrobras (Cenpes), Juliano Dantas, a gestão de projetos precisa adequar-se ao momento atual, que demanda resiliência e produtividade. “Fazemos inovação há muito tempo, mas ela ganhou novas abordagens e modalidades de engajamento com o conceito de ecossistema. As parcerias precisam estar mais conectadas com uma carteira que garanta produtividade. Queremos aumentar a probabilidade de sucesso em P&D, detectar quais as barreiras precisamos transpor e que novos modelos de negócio devemos implantar para que uma solução gere valor. Por isso, aprimoramos a nossa relação com parceiros tecnológicos alinhando incentivos e tendo como pano de fundo o Programa Petrobras Conexões para Inovação”, comentou o executivo.

Além das parcerias tecnológicas, o programa Conexões para Inovação, lançado em 2019, conta ainda com o módulo Startups, para estreitar o relacionamento com o ecossistema de inovação também nessa modalidade. O módulo Startups está em sua segunda edição e, este ano, teve 363 startups inscritas das quais foram selecionadas 18. Elas dividirão uma verba a total de R$10 milhões e, a depender dos projetos desenvolvidos, poderão tornar-se fornecedoras da Petrobras.

Gestão

Outra novidade apresentada no modelo de parcerias tecnológicas é o lançamento de duas novas ferramentas para gestão das parcerias tecnológicas: Avaliação de Desempenho, para análise das dimensões técnico, administrativa e de relacionamento dos parceiros e Ambiente de Competitividade, que fará a gestão de todo o processo de seleção do projeto de pesquisa.

No novo modelo de gestão, a Petrobras usará técnicas avançadas de Analytics – ferramenta que monitora dados para apoio a decisões – para ajudar na seleção das universidades a serem convidadas para o desenvolvimento dos projetos, mostrando, por exemplo, quais instituições têm competência diferenciada em uma determinada área de conhecimento.

A avaliação também vai considerar a capacidade da instituição contribuir para o amadurecimento tecnológico (TRL) e o aumento do potencial de aplicação.

Atualmente, a Petrobras tem centenas de desenvolvimentos vigentes com parceiros externos, com 130 universidades. Os alvos em horizontes de curto, médio e longo prazo permanecem mas segundo Dantas, “o objetivo é que sejam acelerados”. Os detalhes do novo modelo de parceria científica estão disponíveis no site https://comunidadecientifica.petrobras.com.br/

Agência Petrobras

Petrobras eleva preços do diesel e gasolina nas refinarias ao maior nível em 3 meses

A Petrobras aumentará o preço da gasolina em suas refinarias em 4% em média a partir de hoje, enquanto o diesel terá elevação de 5%, informou a companhia na última quarta-feira, em movimento que leva as cotações dos combustíveis ao maior nível em três meses. O aumento é o segundo aplicado pela estatal em novembro para os dois combustíveis, após reajuste realizado no dia 12, quando subiu o valor da gasolina em 6% e o do diesel em 5%.

Com o novo reajuste, o preço médio da gasolina nas refinarias da petroleira passa a ser de 1,8237 real por litro, segundo dados da Petrobras compilados pela Reuters, enquanto o litro do diesel passa a custar em média 1,7304 real.

Ambos alcançam o maior nível desde o final de agosto.

No acumulado de 2020, a cotação da gasolina ainda apura queda de cerca de 4,9%, e a do diesel registra baixa de 26,1%.

Durante o ano, porém, o litro da gasolina nas refinarias chegou a custar menos de 1 real e o do diesel caiu a cerca de 1,30 real. As mínimas foram vistas entre abril e maio, quando as medidas de restrição por causa da pandemia do novo coronavírus atingiram seu ápice no Brasil.

O novo reajuste para cima ocorre em meio à firme alta nos preços do petróleo no mercado internacional, que têm sido impulsionados pelas expectativas de uma vacina contra a Covid-19 e por perspectivas de uma transição de governo mais tranquila nos Estados Unidos.

A Petrobras defende que seus preços levam em conta a chamada paridade de importação, impactada por fatores como as cotações internacionais do petróleo e o câmbio.

Na última quarta, o petróleo Brent subia 1,15%, a 48,41 dólares por barril, às 14:30 (horário de Brasília), maior valor desde março.

Já o dólar operava em queda de cerca de 0,9%, negociado em torno de 5,33 reais.

Apesar da nova alta anunciada pela Petrobras, a Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom) ainda vê defasagem para as importações dos produtos, segundo o presidente da entidade, Sergio Araujo.

Pelos dados da Abicom, para acompanhar a variação da paridade do diesel a perspectiva de reajuste seria de 0,23 real por litro, enquanto a defasagem para a gasolina variava entre 0,24 real e 0,15 real por litro antes do novo aumento.

O repasse dos reajustes nas refinarias aos consumidores finais nos postos não é garantido e depende de uma série de questões, como margem da distribuição e revenda, impostos e adição obrigatória de etanol anidro e biodiesel.

Agência Reuters

Energia eólica offshore entra no radar no Brasil e atrai Equinor e Neoenergia

O potencial do Brasil para a geração de energia com usinas eólicas instaladas no mar, uma tecnologia em ascensão no mundo mas ainda inédita no país, entrou no radar de técnicos do governo e de empresas como a petroleira norueguesa Equinor e a elétrica Neoenergia, do grupo espanhol Iberdrola.

A estatal Empresa de Pesquisa Energética (EPE) disse à Reuters que registra sete projetos eólicos offshore em águas nacionais em fase de licenciamento, que somariam capacidade total de até 15 gigawatts (GW) –perto dos 16 GW hoje operacionais em terra.

O porte dessa carteira de projetos ainda em desenvolvimento, 80% concentrada nas duas empresas, evidencia os grandes números envolvidos quando se fala nas possibilidades dessa fonte de energia, que envolve turbinas maiores que as convencionais e consegue aproveitar ventos mais fortes.

A EPE estima que o Brasil poderia implementar 700 GW em eólicas offshore ao explorar profundidades até 50 metros, o que representa quatro vezes a atual capacidade instalada de geração de energia do país. As áreas mais favoráveis à tecnologia se dividem entre zonas na região Sul, Sudeste e, principalmente, Nordeste.

O presidente da Neoenergia, Mario Ruiz-Tagle, disse à Reuters que ainda há um longo caminho até que os primeiros projetos offshore saiam do papel, uma vez que é preciso definir regulamentações para a fonte, enquanto custos elevados também são uma barreira.

“Falta muito tempo, no mínimo dez anos, sendo otimista uns sete. Nosso projeto não é imediato… estamos olhando três regiões. No Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e Ceará. É uma tecnologia que tem espaço no Brasil com certeza, o país tem uma costa gigantesca”, afirmou.

A Equinor também afirma que a aposta nas usinas marítimas no Brasil “é um negócio de longo prazo” e depende da regulação, com seus projetos locais em fase inicial de análise.

Agência Reuters

Preços do petróleo batem máxima de 8 meses com dados de estoque nos EUA

 Os preços do petróleo avançaram para o maior nível em mais de oito meses na última quarta-feira, após dados semanais mostrarem uma inesperada queda nos estoques da commodity nos Estados Unidos, o que levou o mercado a ampliar o rali guiado por expectativas de que uma vacina contra a Covid-19 dê impulso à demanda por combustíveis.

O petróleo Brent fechou em alta de 0,75 dólar, ou 1,6%, a 48,61 dólares por barril, máxima desde o início de março.

O petróleo dos EUA (WTI) também terminou a sessão no mais alto patamar desde o início de março, subindo 0,80 dólar, ou 1,8%, para 45,71 dólares o barril.

Ambos os valores de referência, que haviam apurado ganhos de 4% na terça-feira, avançaram pela quarta sessão consecutiva.

Os estoques de petróleo dos EUA recuaram em 754 mil barris na última semana, mostraram dados da Administração de Informação de Energia, surpreendendo analistas –que em uma pesquisa da Reuters projetavam alta de 127 mil barris no período.

Os estoques em Cushing, Oklahoma, ponto de entrega do WTI, tiveram queda de 1,7 milhão de barris.

“Houve uma queda decente (no estoque) em Cushing, então isso é um fator de apoio. Foi, provavelmente, o aspecto mais altista desse relatório”, disse John Kilduff, sócio da Again Capital em Nova York.

Agência Reuters

Workshop da ANP debate segurança na produção terrestre

A ANP realizou no dia 25/11 o V Workshop de Segurança Operacional e Meio Ambiente para Instalações Terrestres (SOMAT). O evento, que foi online e fez parte da programação da Mossoró Oil & Gas Expo, visou à troca de experiências entre a ANP, outros órgãos reguladores e empresas que atuam em áreas terrestres (onshore).

A quinta edição do SOMAT teve como foco o plano de desinvestimento da Petrobras e os processos de cessão de direitos, em especial aspectos relacionados à garantia da segurança operacional e preservação do meio ambiente nas mudanças de operador dos campos terrestres.

“Estamos em um novo momento da indústria terrestre, de retomada de investimentos e da produção a partir da chegada de novos agentes. Desde 2017, pelo menos 15 empresas começaram a atuar no onshore no Brasil, e esse número tende a aumentar com o plano de desinvestimentos da Petrobras e com o nosso 2º Ciclo da Oferta Permanente, que será realizado em 4/12. Assim, nosso foco hoje é nos processos de cessão de direitos no que se refere à continuidade operacional, à transferência de informações de segurança operacional, ao monitoramento do ativo e ao gerenciamento dos riscos”, afirmou o diretor-geral interino da ANP, Raphael Moura, na abertura do evento.

No workshop, a ANP fez apresentações sobre o recente e intenso fluxo de processos de cessão de direitos, com foco no gerenciamento de segurança operacional, e o arcabouço regulatório sobre o tema, bem como sobre requisitos de medição para campos terrestres.

Também foram ouvidas experiências recentes das próprias empresas nesses processos de cessão, em especial sobre a continuidade segura das operações. Houve ainda uma sessão com apresentações dos órgãos estaduais de meio ambiente do Rio Grande do Norte e da Bahia, que falaram sobre aspectos ambientais nessas transferências de ativos.

Ascom ANP